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<noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>NO ALTO MINHO
PAREDES DE COURA
NARCIZO C. ALVES DA CUNHA
Presbytero, bacharel formado em direito, advogado e ex-conservador
do registo predial
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PAREDES DE COURA
NARCIZO C. ALVES DA CUNHA
Presbytero, bacharel formado em direito, advogado e ex-conservador
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: {{c|Dr. Narciso Alves da Cunha}} ''Faz no próximo Domingo 27 anos que o Doutor Narciso Cândido Alves da Cunha morreu na capital da República Portuguesa. O ilustre courense nasceu na casa do Vale, freguesia de Formariz, concelho de Paredes de Coura, em 5 de Setembro de 1851, tendo por progenitores José Narciso Alves, escrivão de Direito na mesma comarca, e sua esposa D. Rita Cândida Soares da Cunha.Aprendeu as primeiras letras com o sa...
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<noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>{{c|Dr. Narciso Alves da Cunha}}
''Faz no próximo Domingo 27 anos que o Doutor Narciso Cândido Alves da Cunha morreu na capital da República Portuguesa. O ilustre courense nasceu na casa do Vale, freguesia de Formariz, concelho de Paredes de Coura, em 5 de Setembro de 1851, tendo por progenitores José Narciso Alves, escrivão de Direito na mesma comarca, e sua esposa D. Rita Cândida Soares da Cunha.Aprendeu as primeiras letras com o saudoso professor oficial Dionísio Barreiros da Cunha, da Escola de Insalde, do''<noinclude></noinclude>
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Ruiaraujo1972
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: ''referido concelho e aos 12 anos de idade foi para os Arcos estudar Latim, ai tendo por hospedagem o solar de uma sua prima, respeitável mãe do rev. Abade de Vilela. Aos 16 anos, seguiu para Braga, onde fez os preparatórios liceais e depois o curso teológico, que completou em 1875. No ano seguinte, matriculou-se na Faculdade de Direito, da Universidade de Coimbra, onde teve por condiscípulos os seus comprovincianos Adolfo Cruger Garçã...
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<noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>''referido concelho e aos 12 anos de idade foi para os Arcos estudar Latim, ai tendo por hospedagem o solar de uma sua prima, respeitável mãe do rev. Abade de Vilela. Aos 16 anos, seguiu para Braga, onde fez os preparatórios liceais e depois o curso teológico, que completou em 1875. No ano seguinte, matriculou-se na Faculdade de Direito, da Universidade de Coimbra, onde teve por condiscípulos os seus comprovincianos Adolfo Cruger Garção, António Joaquim Durais, António Maria Vieira Lisboa, Joaquim Augusto Barreto Pimentel e António José Alves de Melo, todos filhos deste distrito. Terminou a sua formatura no ano lectivo de 1880-81, sendo-lhe passada a respectiva carta em 7 de Junho daquele último ano, a qual foi firmada pelo Reitor Júlio Máximo de Oliveira Pimentel (Visconde Vila Maior) e pelo Chanceler António Luiz de Sousa Serra. Obteve durante a sua carreira académica, sempre, as melhores classificações, tendo sido Capelão da Capela da Universidade. Cantara missa nova em 4 de Abril de 1878, tendo como coadjutor o sábio lente da Faculdade de Teologia, seu amigo e vizinho Dr. Manuel de Azevedo Araújo e Gama, da casa de Mantelãis, freguesia de Formariz de Coura. Recolhendo à sua terra natal, voltando para junto dos seus conterrâneos-que o adoravam e que ele tanto amava, chegando a sacrificar-se e a sacrificar seus bons pais e estremosos irmãos pelo bem deste povo-aqui exerceu a advocacia, não como causidico que tem unicamente por norte a própria bolsa, mas qual outro elevado sacerdócio, pois que de ordinário o fazia obsequiosamente, nunca recebendo um ceitil dos pobres e sempre actuando com profundo saber e um desvelado interesse pelas causas de que se encarregava. Alguns dos seus trabalhos forenses estão impressos e são hoje bem raros. Foi Capelão da Real Confraria do Espírito Santo, da vila de Paredes de Coura e, mais tarde, da Confraria de N. Senhora do Livramento, da freguesia de Formariz, devendo-se-lhe importantes obras de embelezamento do muito aprazível local onde está a capela da mesma denominação. Nos templos dessas confrarias, como em outros deste concelho e ainda do nosso distrito, prègou admiráveis sermões, ainda hoje relembrados pelo seu alto merecimento literário e doutrinal.''
''Em 3 de Fevereiro de 1885 foi nomeado Conservador do Registo Predial da comarca de Paredes de Coura, conservan- do-se no exercício destas funções até 13 de Setembro de 1901. Neste mesmo ano, em Outubro, foi despachado Juiz Auditor do distrito administrativo de Bragança. Tendo adoecido e prolongando-se este seu estado, foi passado ao quadro da magistratura, até que, mais tarde, regressou ao exercicio das suas funções de Auditor, servindo no distrito administrativo do Funchal, donde escreveu ao meu querido amigo sr. Júlio de Lemos aquelas encantadoras cartas que o mesmo cavalheiro publicou na curiosa revista literária a «Limiana».''
''Em 1907, escreveu e publicou em opúsculo a biografia do seu imortal conterrâneo Frei Redempto da Cruz.''
''Foi embora por pouco tempo-administrador de Paredes de Coura e presidiu à Câmara Municipal do mesmo concelho desde 1908 a 1910, prestando notáveis serviços à sua terra, como pode ver-se do apreciado relatório da sua gerência, que publicou e mereceu os mais rasgados elogios da imprensa.''
''Dadas as suas ideias liberais e democráticas, sempre desassombradamente afirmadas, como por ocasião daquele memorabilíssimo discurso no banquete oferecido em Viana ao sr. Conselheiro Teixeira de Sousa, em que dirigiu uma impressionante exortação ao Rei e seus áulicos, para que se promovesse a regeneração nacional, governando com o povo, nada lhe''<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>''referido concelho e aos 12 anos de idade foi para os Arcos estudar Latim, ai tendo por hospedagem o solar de uma sua prima, respeitável mãe do rev. Abade de Vilela.
Aos 16 anos, seguiu para Braga, onde fez os preparatórios liceais e depois o curso teológico, que completou em 1875.
No ano seguinte, matriculou-se na Faculdade de Direito, da Universidade de Coimbra, onde teve por condiscípulos os seus comprovincianos Adolfo Cruger Garção, António Joaquim Durais, António Maria Vieira Lisboa, Joaquim Augusto Barreto Pimentel e António José Alves de Melo, todos filhos deste distrito.
Terminou a sua formatura no ano lectivo de 1880-81, sendo-lhe passada a respectiva carta em 7 de Junho daquele último ano, a qual foi firmada pelo Reitor Júlio Máximo de Oliveira Pimentel (Visconde Vila Maior) e pelo Chanceler António Luiz de Sousa Serra.
Obteve durante a sua carreira académica, sempre, as melhores classificações, tendo sido Capelão da Capela da Universidade. Cantara missa nova em 4 de Abril de 1878, tendo como coadjutor o sábio lente da Faculdade de Teologia, seu amigo e vizinho Dr. Manuel de Azevedo Araújo e Gama, da casa de Mantelãis, freguesia de Formariz de Coura.
Recolhendo à sua terra natal, voltando para junto dos seus conterrâneos-que o adoravam e que ele tanto amava, chegando a sacrificar-se e a sacrificar seus bons pais e estremosos irmãos pelo bem deste povo-aqui exerceu a advocacia, não como causidico que tem unicamente por norte a própria bolsa, mas qual outro elevado sacerdócio, pois que de ordinário o fazia obsequiosamente, nunca recebendo um ceitil dos pobres e sempre actuando com profundo saber e um desvelado interesse pelas causas de que se encarregava. Alguns dos seus trabalhos forenses estão impressos e são hoje bem raros.
Foi Capelão da Real Confraria do Espírito Santo, da vila de Paredes de Coura e, mais tarde, da Confraria de N. Senhora do Livramento, da freguesia de Formariz, devendo-se-lhe importantes obras de embelezamento do muito aprazível local onde está a capela da mesma denominação. Nos templos dessas confrarias, como em outros deste concelho e ainda do nosso distrito, prègou admiráveis sermões, ainda hoje relembrados pelo seu alto merecimento literário e doutrinal.''
''Em 3 de Fevereiro de 1885 foi nomeado Conservador do Registo Predial da comarca de Paredes de Coura, conservan- do-se no exercício destas funções até 13 de Setembro de 1901. Neste mesmo ano, em Outubro, foi despachado Juiz Auditor do distrito administrativo de Bragança. Tendo adoecido e prolongando-se este seu estado, foi passado ao quadro da magistratura, até que, mais tarde, regressou ao exercicio das suas funções de Auditor, servindo no distrito administrativo do Funchal, donde escreveu ao meu querido amigo sr. Júlio de Lemos aquelas encantadoras cartas que o mesmo cavalheiro publicou na curiosa revista literária a «Limiana».''
''Em 1907, escreveu e publicou em opúsculo a biografia do seu imortal conterrâneo Frei Redempto da Cruz.''
''Foi embora por pouco tempo-administrador de Paredes de Coura e presidiu à Câmara Municipal do mesmo concelho desde 1908 a 1910, prestando notáveis serviços à sua terra, como pode ver-se do apreciado relatório da sua gerência, que publicou e mereceu os mais rasgados elogios da imprensa.''
''Dadas as suas ideias liberais e democráticas, sempre desassombradamente afirmadas, como por ocasião daquele memorabilíssimo discurso no banquete oferecido em Viana ao sr. Conselheiro Teixeira de Sousa, em que dirigiu uma impressionante exortação ao Rei e seus áulicos, para que se promovesse a regeneração nacional, governando com o povo, nada lhe''<noinclude></noinclude>
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Aos 16 anos, seguiu para Braga, onde fez os preparatórios liceais e depois o curso teológico, que completou em 1875.
No ano seguinte, matriculou-se na Faculdade de Direito, da Universidade de Coimbra, onde teve por condiscípulos os seus comprovincianos Adolfo Cruger Garção, António Joaquim Durais, António Maria Vieira Lisboa, Joaquim Augusto Barreto Pimentel e António José Alves de Melo, todos filhos deste distrito.
Terminou a sua formatura no ano lectivo de 1880-81, sendo-lhe passada a respectiva carta em 7 de Junho daquele último ano, a qual foi firmada pelo Reitor Júlio Máximo de Oliveira Pimentel (Visconde Vila Maior) e pelo Chanceler António Luiz de Sousa Serra.
Obteve durante a sua carreira académica, sempre, as melhores classificações, tendo sido Capelão da Capela da Universidade. Cantara missa nova em 4 de Abril de 1878, tendo como coadjutor o sábio lente da Faculdade de Teologia, seu amigo e vizinho Dr. Manuel de Azevedo Araújo e Gama, da casa de Mantelãis, freguesia de Formariz de Coura.
Recolhendo à sua terra natal, voltando para junto dos seus conterrâneos-que o adoravam e que ele tanto amava, chegando a sacrificar-se e a sacrificar seus bons pais e estremosos irmãos pelo bem deste povo-aqui exerceu a advocacia, não como causidico que tem unicamente por norte a própria bolsa, mas qual outro elevado sacerdócio, pois que de ordinário o fazia obsequiosamente, nunca recebendo um ceitil dos pobres e sempre actuando com profundo saber e um desvelado interesse pelas causas de que se encarregava. Alguns dos seus trabalhos forenses estão impressos e são hoje bem raros.
Foi Capelão da Real Confraria do Espírito Santo, da vila de Paredes de Coura e, mais tarde, da Confraria de N. Senhora do Livramento, da freguesia de Formariz, devendo-se-lhe importantes obras de embelezamento do muito aprazível local onde está a capela da mesma denominação. Nos templos dessas confrarias, como em outros deste concelho e ainda do nosso distrito, prègou admiráveis sermões, ainda hoje relembrados pelo seu alto merecimento literário e doutrinal.''
''Em 3 de Fevereiro de 1885 foi nomeado Conservador do Registo Predial da comarca de Paredes de Coura, conservan- do-se no exercício destas funções até 13 de Setembro de 1901. Neste mesmo ano, em Outubro, foi despachado Juiz Auditor do distrito administrativo de Bragança. Tendo adoecido e prolongando-se este seu estado, foi passado ao quadro da magistratura, até que, mais tarde, regressou ao exercicio das suas funções de Auditor, servindo no distrito administrativo do Funchal, donde escreveu ao meu querido amigo sr. Júlio de Lemos aquelas encantadoras cartas que o mesmo cavalheiro publicou na curiosa revista literária a «Limiana».''
''Em 1907, escreveu e publicou em opúsculo a biografia do seu imortal conterrâneo Frei Redempto da Cruz.''
''Foi embora por pouco tempo-administrador de Paredes de Coura e presidiu à Câmara Municipal do mesmo concelho desde 1908 a 1910, prestando notáveis serviços à sua terra, como pode ver-se do apreciado relatório da sua gerência, que publicou e mereceu os mais rasgados elogios da imprensa.''
''Dadas as suas ideias liberais e democráticas, sempre desassombradamente afirmadas, como por ocasião daquele memorabilíssimo discurso no banquete oferecido em Viana ao sr. Conselheiro Teixeira de Sousa, em que dirigiu uma impressionante exortação ao Rei e seus áulicos, para que se promovesse a regeneração nacional, governando com o povo, nada lhe''<noinclude></noinclude>
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Aos 16 anos, seguiu para Braga, onde fez os preparatórios liceais e depois o curso teológico, que completou em 1875.
No ano seguinte, matriculou-se na Faculdade de Direito, da Universidade de Coimbra, onde teve por condiscípulos os seus comprovincianos Adolfo Cruger Garção, António Joaquim Durais, António Maria Vieira Lisboa, Joaquim Augusto Barreto Pimentel e António José Alves de Melo, todos filhos deste distrito.
Terminou a sua formatura no ano lectivo de 1880-81, sendo-lhe passada a respectiva carta em 7 de Junho daquele último ano, a qual foi firmada pelo Reitor Júlio Máximo de Oliveira Pimentel (Visconde Vila Maior) e pelo Chanceler António Luiz de Sousa Serra.
Obteve durante a sua carreira académica, sempre, as melhores classificações, tendo sido Capelão da Capela da Universidade. Cantara missa nova em 4 de Abril de 1878, tendo como coadjutor o sábio lente da Faculdade de Teologia, seu amigo e vizinho Dr. Manuel de Azevedo Araújo e Gama, da casa de Mantelãis, freguesia de Formariz de Coura.
Recolhendo à sua terra natal, voltando para junto dos seus conterrâneos-que o adoravam e que ele tanto amava, chegando a sacrificar-se e a sacrificar seus bons pais e estremosos irmãos pelo bem deste povo-aqui exerceu a advocacia, não como causidico que tem unicamente por norte a própria bolsa, mas qual outro elevado sacerdócio, pois que de ordinário o fazia obsequiosamente, nunca recebendo um ceitil dos pobres e sempre actuando com profundo saber e um desvelado interesse pelas causas de que se encarregava. Alguns dos seus trabalhos forenses estão impressos e são hoje bem raros.
Foi Capelão da Real Confraria do Espírito Santo, da vila de Paredes de Coura e, mais tarde, da Confraria de N. Senhora do Livramento, da freguesia de Formariz, devendo-se-lhe importantes obras de embelezamento do muito aprazível local onde está a capela da mesma denominação. Nos templos dessas confrarias, como em outros deste concelho e ainda do nosso distrito, prègou admiráveis sermões, ainda hoje relembrados pelo seu alto merecimento literário e doutrinal.''
''Em 3 de Fevereiro de 1885 foi nomeado Conservador do Registo Predial da comarca de Paredes de Coura, conservan- do-se no exercício destas funções até 13 de Setembro de 1901. Neste mesmo ano, em Outubro, foi despachado Juiz Auditor do distrito administrativo de Bragança. Tendo adoecido e prolongando-se este seu estado, foi passado ao quadro da magistratura, até que, mais tarde, regressou ao exercicio das suas funções de Auditor, servindo no distrito administrativo do Funchal, donde escreveu ao meu querido amigo sr. Júlio de Lemos aquelas encantadoras cartas que o mesmo cavalheiro publicou na curiosa revista literária a «Limiana».''
''Em 1907, escreveu e publicou em opúsculo a biografia do seu imortal conterrâneo Frei Redempto da Cruz.''
''Foi embora por pouco tempo-administrador de Paredes de Coura e presidiu à Câmara Municipal do mesmo concelho desde 1908 a 1910, prestando notáveis serviços à sua terra, como pode ver-se do apreciado relatório da sua gerência, que publicou e mereceu os mais rasgados elogios da imprensa.''
''Dadas as suas ideias liberais e democráticas, sempre desassombradamente afirmadas, como por ocasião daquele memorabilíssimo discurso no banquete oferecido em Viana ao sr. Conselheiro Teixeira de Sousa, em que dirigiu uma impressionante exortação ao Rei e seus áulicos, para que se promovesse a regeneração nacional, governando com o povo, nada lhe''<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>''referido concelho e aos 12 anos de idade foi para os Arcos estudar Latim, ai tendo por hospedagem o solar de uma sua prima, respeitável mãe do rev. Abade de Vilela.
Aos 16 anos, seguiu para Braga, onde fez os preparatórios liceais e depois o curso teológico, que completou em 1875.
No ano seguinte, matriculou-se na Faculdade de Direito, da Universidade de Coimbra, onde teve por condiscípulos os seus comprovincianos Adolfo Cruger Garção, António Joaquim Durais, António Maria Vieira Lisboa, Joaquim Augusto Barreto Pimentel e António José Alves de Melo, todos filhos deste distrito.
Terminou a sua formatura no ano lectivo de 1880-81, sendo-lhe passada a respectiva carta em 7 de Junho daquele último ano, a qual foi firmada pelo Reitor Júlio Máximo de Oliveira Pimentel (Visconde Vila Maior) e pelo Chanceler António Luiz de Sousa Serra.
Obteve durante a sua carreira académica, sempre, as melhores classificações, tendo sido Capelão da Capela da Universidade. Cantara missa nova em 4 de Abril de 1878, tendo como coadjutor o sábio lente da Faculdade de Teologia, seu amigo e vizinho Dr. Manuel de Azevedo Araújo e Gama, da casa de Mantelãis, freguesia de Formariz de Coura.
Recolhendo à sua terra natal, voltando para junto dos seus conterrâneos-que o adoravam e que ele tanto amava, chegando a sacrificar-se e a sacrificar seus bons pais e estremosos irmãos pelo bem deste povo-aqui exerceu a advocacia, não como causidico que tem unicamente por norte a própria bolsa, mas qual outro elevado sacerdócio, pois que de ordinário o fazia obsequiosamente, nunca recebendo um ceitil dos pobres e sempre actuando com profundo saber e um desvelado interesse pelas causas de que se encarregava. Alguns dos seus trabalhos forenses estão impressos e são hoje bem raros.
Foi Capelão da Real Confraria do Espírito Santo, da vila de Paredes de Coura e, mais tarde, da Confraria de N. Senhora do Livramento, da freguesia de Formariz, devendo-se-lhe importantes obras de embelezamento do muito aprazível local onde está a capela da mesma denominação. Nos templos dessas confrarias, como em outros deste concelho e ainda do nosso distrito, prègou admiráveis sermões, ainda hoje relembrados pelo seu alto merecimento literário e doutrinal.''
''Em 3 de Fevereiro de 1885 foi nomeado Conservador do Registo Predial da comarca de Paredes de Coura, conservan- do-se no exercício destas funções até 13 de Setembro de 1901. Neste mesmo ano, em Outubro, foi despachado Juiz Auditor do distrito administrativo de Bragança. Tendo adoecido e prolongando-se este seu estado, foi passado ao quadro da magistratura, até que, mais tarde, regressou ao exercicio das suas funções de Auditor, servindo no distrito administrativo do Funchal, donde escreveu ao meu querido amigo sr. Júlio de Lemos aquelas encantadoras cartas que o mesmo cavalheiro publicou na curiosa revista literária a «Limiana».''
''Em 1907, escreveu e publicou em opúsculo a biografia do seu imortal conterrâneo Frei Redempto da Cruz.''
''Foi embora por pouco tempo-administrador de Paredes de Coura e presidiu à Câmara Municipal do mesmo concelho desde 1908 a 1910, prestando notáveis serviços à sua terra, como pode ver-se do apreciado relatório da sua gerência, que publicou e mereceu os mais rasgados elogios da imprensa.''
''Dadas as suas ideias liberais e democráticas, sempre desassombradamente afirmadas, como por ocasião daquele memorabilíssimo discurso no banquete oferecido em Viana ao sr. Conselheiro Teixeira de Sousa, em que dirigiu uma impressionante exortação ao Rei e seus áulicos, para que se promovesse a regeneração nacional, governando com o povo, nada lhe''<noinclude></noinclude>
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''Aos 16 anos, seguiu para Braga, onde fez os preparatórios liceais e depois o curso teológico, que completou em 1875.''
''No ano seguinte, matriculou-se na Faculdade de Direito, da Universidade de Coimbra, onde teve por condiscípulos os seus comprovincianos Adolfo Cruger Garção, António Joaquim Durais, António Maria Vieira Lisboa, Joaquim Augusto Barreto Pimentel e António José Alves de Melo, todos filhos deste distrito.
''Terminou a sua formatura no ano lectivo de 1880-81, sendo-lhe passada a respectiva carta em 7 de Junho daquele último ano, a qual foi firmada pelo Reitor Júlio Máximo de Oliveira Pimentel (Visconde Vila Maior) e pelo Chanceler António Luiz de Sousa Serra.
''Obteve durante a sua carreira académica, sempre, as melhores classificações, tendo sido Capelão da Capela da Universidade. Cantara missa nova em 4 de Abril de 1878, tendo como coadjutor o sábio lente da Faculdade de Teologia, seu amigo e vizinho Dr. Manuel de Azevedo Araújo e Gama, da casa de Mantelãis, freguesia de Formariz de Coura.
Recolhendo à sua terra natal, voltando para junto dos seus conterrâneos-que o adoravam e que ele tanto amava, chegando a sacrificar-se e a sacrificar seus bons pais e estremosos irmãos pelo bem deste povo-aqui exerceu a advocacia, não como causidico que tem unicamente por norte a própria bolsa, mas qual outro elevado sacerdócio, pois que de ordinário o fazia obsequiosamente, nunca recebendo um ceitil dos pobres e sempre actuando com profundo saber e um desvelado interesse pelas causas de que se encarregava. Alguns dos seus trabalhos forenses estão impressos e são hoje bem raros.
Foi Capelão da Real Confraria do Espírito Santo, da vila de Paredes de Coura e, mais tarde, da Confraria de N. Senhora do Livramento, da freguesia de Formariz, devendo-se-lhe importantes obras de embelezamento do muito aprazível local onde está a capela da mesma denominação. Nos templos dessas confrarias, como em outros deste concelho e ainda do nosso distrito, prègou admiráveis sermões, ainda hoje relembrados pelo seu alto merecimento literário e doutrinal.''
''Em 3 de Fevereiro de 1885 foi nomeado Conservador do Registo Predial da comarca de Paredes de Coura, conservan- do-se no exercício destas funções até 13 de Setembro de 1901. Neste mesmo ano, em Outubro, foi despachado Juiz Auditor do distrito administrativo de Bragança. Tendo adoecido e prolongando-se este seu estado, foi passado ao quadro da magistratura, até que, mais tarde, regressou ao exercicio das suas funções de Auditor, servindo no distrito administrativo do Funchal, donde escreveu ao meu querido amigo sr. Júlio de Lemos aquelas encantadoras cartas que o mesmo cavalheiro publicou na curiosa revista literária a «Limiana».''
''Em 1907, escreveu e publicou em opúsculo a biografia do seu imortal conterrâneo Frei Redempto da Cruz.''
''Foi embora por pouco tempo-administrador de Paredes de Coura e presidiu à Câmara Municipal do mesmo concelho desde 1908 a 1910, prestando notáveis serviços à sua terra, como pode ver-se do apreciado relatório da sua gerência, que publicou e mereceu os mais rasgados elogios da imprensa.''
''Dadas as suas ideias liberais e democráticas, sempre desassombradamente afirmadas, como por ocasião daquele memorabilíssimo discurso no banquete oferecido em Viana ao sr. Conselheiro Teixeira de Sousa, em que dirigiu uma impressionante exortação ao Rei e seus áulicos, para que se promovesse a regeneração nacional, governando com o povo, nada lhe''<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>''referido concelho e aos 12 anos de idade foi para os Arcos estudar Latim, ai tendo por hospedagem o solar de uma sua prima, respeitável mãe do rev. Abade de Vilela.''
''Aos 16 anos, seguiu para Braga, onde fez os preparatórios liceais e depois o curso teológico, que completou em 1875.''
''No ano seguinte, matriculou-se na Faculdade de Direito, da Universidade de Coimbra, onde teve por condiscípulos os seus comprovincianos Adolfo Cruger Garção, António Joaquim Durais, António Maria Vieira Lisboa, Joaquim Augusto Barreto Pimentel e António José Alves de Melo, todos filhos deste distrito.
''Terminou a sua formatura no ano lectivo de 1880-81, sendo-lhe passada a respectiva carta em 7 de Junho daquele último ano, a qual foi firmada pelo Reitor Júlio Máximo de Oliveira Pimentel (Visconde Vila Maior) e pelo Chanceler António Luiz de Sousa Serra.
''Obteve durante a sua carreira académica, sempre, as melhores classificações, tendo sido Capelão da Capela da Universidade. Cantara missa nova em 4 de Abril de 1878, tendo como coadjutor o sábio lente da Faculdade de Teologia, seu amigo e vizinho Dr. Manuel de Azevedo Araújo e Gama, da casa de Mantelãis, freguesia de Formariz de Coura.
''Recolhendo à sua terra natal, voltando para junto dos seus conterrâneos-que o adoravam e que ele tanto amava, chegando a sacrificar-se e a sacrificar seus bons pais e estremosos irmãos pelo bem deste povo-aqui exerceu a advocacia, não como causidico que tem unicamente por norte a própria bolsa, mas qual outro elevado sacerdócio, pois que de ordinário o fazia obsequiosamente, nunca recebendo um ceitil dos pobres e sempre actuando com profundo saber e um desvelado interesse pelas causas de que se encarregava. Alguns dos seus trabalhos forenses estão impressos e são hoje bem raros.
''Foi Capelão da Real Confraria do Espírito Santo, da vila de Paredes de Coura e, mais tarde, da Confraria de N. Senhora do Livramento, da freguesia de Formariz, devendo-se-lhe importantes obras de embelezamento do muito aprazível local onde está a capela da mesma denominação. Nos templos dessas confrarias, como em outros deste concelho e ainda do nosso distrito, prègou admiráveis sermões, ainda hoje relembrados pelo seu alto merecimento literário e doutrinal.''
''Em 3 de Fevereiro de 1885 foi nomeado Conservador do Registo Predial da comarca de Paredes de Coura, conservan- do-se no exercício destas funções até 13 de Setembro de 1901. Neste mesmo ano, em Outubro, foi despachado Juiz Auditor do distrito administrativo de Bragança. Tendo adoecido e prolongando-se este seu estado, foi passado ao quadro da magistratura, até que, mais tarde, regressou ao exercicio das suas funções de Auditor, servindo no distrito administrativo do Funchal, donde escreveu ao meu querido amigo sr. Júlio de Lemos aquelas encantadoras cartas que o mesmo cavalheiro publicou na curiosa revista literária a «Limiana».''
''Em 1907, escreveu e publicou em opúsculo a biografia do seu imortal conterrâneo Frei Redempto da Cruz.''
''Foi embora por pouco tempo-administrador de Paredes de Coura e presidiu à Câmara Municipal do mesmo concelho desde 1908 a 1910, prestando notáveis serviços à sua terra, como pode ver-se do apreciado relatório da sua gerência, que publicou e mereceu os mais rasgados elogios da imprensa.''
''Dadas as suas ideias liberais e democráticas, sempre desassombradamente afirmadas, como por ocasião daquele memorabilíssimo discurso no banquete oferecido em Viana ao sr. Conselheiro Teixeira de Sousa, em que dirigiu uma impressionante exortação ao Rei e seus áulicos, para que se promovesse a regeneração nacional, governando com o povo, nada lhe''<noinclude></noinclude>
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: ''escondendo dos negócios públicos e respeitando a liberdade, «cujos cantos os homens da sua terra ouvem nas brisas que varrem os outeiros dos seus montes ou perpassam pelas suas encostas suaves», dadas as suas ideias, repetimos, uma vez implantada a República, compareceu à sessão da sua proclamação, na Câmara do seu concelho, para a qual fora convidado pelos republicanos locais, todos eles seus dedicados amigos pessoais e num discurso...
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<noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>''escondendo dos negócios públicos e respeitando a liberdade, «cujos cantos os homens da sua terra ouvem nas brisas que varrem os outeiros dos seus montes ou perpassam pelas suas encostas suaves», dadas as suas ideias, repetimos, uma vez implantada a República, compareceu à sessão da sua proclamação, na Câmara do seu concelho, para a qual fora convidado pelos republicanos locais, todos eles seus dedicados amigos pessoais e num discurso dos mais entusiásticos e eloquentes que em sua vida proferiu, declarou solenemente aderir ao novo regime, como soldado, ficando ao seu dispor para os serviços que pudesse prestar-lhe.''
''Tão leal adesão e o seu raro prestígio como homem público determinaram o círculo de Ponte do Lima a elegê-lo seu Deputado à Constituinte de 1911, sendo depois Senador, e como tal propugnando no Parlamento por importantes melhoramentos do Alto Minho e defendendo problemas de subido interesse nacional, como causa dos respectivos discursos, que correm impressos.''
''Esteve indigitado para sobraçar a pasta da Justiça― cargo para que possuía uma preparação completa, não chegando a ser nomeado devido a uma embolia cerebral, que o havia de tornar presa da morte, assim terminando a sua brilhantissima existência uma das mais lidimas glórias de Paredes de Coura.''
''Como já disse, o Dr. Narciso faleceu em Lisboa, na casa n.º 64 da Travessa da Palmeira, no dia 14 de Janeiro de 1913, tendo seus estremosos irmãos feito trasladar o seu cadáver para o cemitério de Formariz, onde jaz junto ao seu grande amigo e insigne benemérito courense sr. Conselheiro Miguel Dantas Gonçalves Pereira.''
''Morrendo pobríssimo, o Dr. Narciso deixou imorredoura obra espiritual, legando à posteridade escritos de inestimável valor jurídico e literário, sobressaindo entre todos esse primoroso livro «No Alto Minho-Paredes de Coura», um verdadeiro hino de amor ao seu torrão natal e que é considerado o que há de melhor no género em Portugal.''
''A minha terra pode orgulhar-se deste seu ilustre filho e decerto jamais o esquecerá, desta sorte manifestando a gratidão que deve a quem tanto a honrou e tão inspiradamente a descreveu.''
''Cóvinha - Formariz de Coura.''
Manuel António Rodrigues
(Separata de A Aurora do Lima- de 12 de Janeiro de 1940)
*
{{c|AVISO}}
Narciso Candido Alves da Cunha, bacharel formado em
direito pela Universidade de Coimbra, avisa os seus amigos
e clientes de que, desde o dia 1.0 de junho do corrente anno, terá aberto o seu escriptorio de advogado todos os dias, excepto domingos e dias sanctificados, desde as 9 horas da manhã até ás 3 da tarde, na conservatoria d'esta comarca.
Todas as 6.as feiras dá consultas gratis para as pessoas
pobres, que lhe apresentarem bilhete de pobreza passado
pelo seu Parocho.
Paredes de Coura, 24 de maio de 1888.
{{c|O advogado
Narciso Candido Alves da Cunha}}<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>''escondendo dos negócios públicos e respeitando a liberdade, «cujos cantos os homens da sua terra ouvem nas brisas que varrem os outeiros dos seus montes ou perpassam pelas suas encostas suaves», dadas as suas ideias, repetimos, uma vez implantada a República, compareceu à sessão da sua proclamação, na Câmara do seu concelho, para a qual fora convidado pelos republicanos locais, todos eles seus dedicados amigos pessoais e num discurso dos mais entusiásticos e eloquentes que em sua vida proferiu, declarou solenemente aderir ao novo regime, como soldado, ficando ao seu dispor para os serviços que pudesse prestar-lhe.''
''Tão leal adesão e o seu raro prestígio como homem público determinaram o círculo de Ponte do Lima a elegê-lo seu Deputado à Constituinte de 1911, sendo depois Senador, e como tal propugnando no Parlamento por importantes melhoramentos do Alto Minho e defendendo problemas de subido interesse nacional, como causa dos respectivos discursos, que correm impressos.''
''Esteve indigitado para sobraçar a pasta da Justiça― cargo para que possuía uma preparação completa, não chegando a ser nomeado devido a uma embolia cerebral, que o havia de tornar presa da morte, assim terminando a sua brilhantissima existência uma das mais lidimas glórias de Paredes de Coura.''
''Como já disse, o Dr. Narciso faleceu em Lisboa, na casa n.º 64 da Travessa da Palmeira, no dia 14 de Janeiro de 1913, tendo seus estremosos irmãos feito trasladar o seu cadáver para o cemitério de Formariz, onde jaz junto ao seu grande amigo e insigne benemérito courense sr. Conselheiro Miguel Dantas Gonçalves Pereira.''
''Morrendo pobríssimo, o Dr. Narciso deixou imorredoura obra espiritual, legando à posteridade escritos de inestimável valor jurídico e literário, sobressaindo entre todos esse primoroso livro «No Alto Minho-Paredes de Coura», um verdadeiro hino de amor ao seu torrão natal e que é considerado o que há de melhor no género em Portugal.''
''A minha terra pode orgulhar-se deste seu ilustre filho e decerto jamais o esquecerá, desta sorte manifestando a gratidão que deve a quem tanto a honrou e tão inspiradamente a descreveu.''
''Cóvinha - Formariz de Coura.''
Manuel António Rodrigues
(Separata de A Aurora do Lima- de 12 de Janeiro de 1940)
*
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Narciso Candido Alves da Cunha, bacharel formado em
direito pela Universidade de Coimbra, avisa os seus amigos
e clientes de que, desde o dia 1.0 de junho do corrente anno, terá aberto o seu escriptorio de advogado todos os dias, excepto domingos e dias sanctificados, desde as 9 horas da manhã até ás 3 da tarde, na conservatoria d'esta comarca.
Todas as 6.as feiras dá consultas gratis para as pessoas
pobres, que lhe apresentarem bilhete de pobreza passado
pelo seu Parocho.
Paredes de Coura, 24 de maio de 1888.
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Narciso Candido Alves da Cunha}}<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>''escondendo dos negócios públicos e respeitando a liberdade, «cujos cantos os homens da sua terra ouvem nas brisas que varrem os outeiros dos seus montes ou perpassam pelas suas encostas suaves», dadas as suas ideias, repetimos, uma vez implantada a República, compareceu à sessão da sua proclamação, na Câmara do seu concelho, para a qual fora convidado pelos republicanos locais, todos eles seus dedicados amigos pessoais e num discurso dos mais entusiásticos e eloquentes que em sua vida proferiu, declarou solenemente aderir ao novo regime, como soldado, ficando ao seu dispor para os serviços que pudesse prestar-lhe.''
''Tão leal adesão e o seu raro prestígio como homem público determinaram o círculo de Ponte do Lima a elegê-lo seu Deputado à Constituinte de 1911, sendo depois Senador, e como tal propugnando no Parlamento por importantes melhoramentos do Alto Minho e defendendo problemas de subido interesse nacional, como causa dos respectivos discursos, que correm impressos.''
''Esteve indigitado para sobraçar a pasta da Justiça― cargo para que possuía uma preparação completa, não chegando a ser nomeado devido a uma embolia cerebral, que o havia de tornar presa da morte, assim terminando a sua brilhantissima existência uma das mais lidimas glórias de Paredes de Coura.''
''Como já disse, o Dr. Narciso faleceu em Lisboa, na casa n.º 64 da Travessa da Palmeira, no dia 14 de Janeiro de 1913, tendo seus estremosos irmãos feito trasladar o seu cadáver para o cemitério de Formariz, onde jaz junto ao seu grande amigo e insigne benemérito courense sr. Conselheiro Miguel Dantas Gonçalves Pereira.''
''Morrendo pobríssimo, o Dr. Narciso deixou imorredoura obra espiritual, legando à posteridade escritos de inestimável valor jurídico e literário, sobressaindo entre todos esse primoroso livro «No Alto Minho-Paredes de Coura», um verdadeiro hino de amor ao seu torrão natal e que é considerado o que há de melhor no género em Portugal.''
''A minha terra pode orgulhar-se deste seu ilustre filho e decerto jamais o esquecerá, desta sorte manifestando a gratidão que deve a quem tanto a honrou e tão inspiradamente a descreveu.''
''Cóvinha - Formariz de Coura.''
Manuel António Rodrigues
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Narciso Candido Alves da Cunha, bacharel formado em
direito pela Universidade de Coimbra, avisa os seus amigos
e clientes de que, desde o dia 1.0 de junho do corrente anno, terá aberto o seu escriptorio de advogado todos os dias, excepto domingos e dias sanctificados, desde as 9 horas da manhã até ás 3 da tarde, na conservatoria d'esta comarca.
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pelo seu Parocho.
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''Tão leal adesão e o seu raro prestígio como homem público determinaram o círculo de Ponte do Lima a elegê-lo seu Deputado à Constituinte de 1911, sendo depois Senador, e como tal propugnando no Parlamento por importantes melhoramentos do Alto Minho e defendendo problemas de subido interesse nacional, como causa dos respectivos discursos, que correm impressos.''
''Esteve indigitado para sobraçar a pasta da Justiça― cargo para que possuía uma preparação completa, não chegando a ser nomeado devido a uma embolia cerebral, que o havia de tornar presa da morte, assim terminando a sua brilhantissima existência uma das mais lidimas glórias de Paredes de Coura.''
''Como já disse, o Dr. Narciso faleceu em Lisboa, na casa n.º 64 da Travessa da Palmeira, no dia 14 de Janeiro de 1913, tendo seus estremosos irmãos feito trasladar o seu cadáver para o cemitério de Formariz, onde jaz junto ao seu grande amigo e insigne benemérito courense sr. Conselheiro Miguel Dantas Gonçalves Pereira.''
''Morrendo pobríssimo, o Dr. Narciso deixou imorredoura obra espiritual, legando à posteridade escritos de inestimável valor jurídico e literário, sobressaindo entre todos esse primoroso livro «No Alto Minho-Paredes de Coura», um verdadeiro hino de amor ao seu torrão natal e que é considerado o que há de melhor no género em Portugal.''
''A minha terra pode orgulhar-se deste seu ilustre filho e decerto jamais o esquecerá, desta sorte manifestando a gratidão que deve a quem tanto a honrou e tão inspiradamente a descreveu.''
''Cóvinha - Formariz de Coura.''
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Narciso Candido Alves da Cunha, bacharel formado em
direito pela Universidade de Coimbra, avisa os seus amigos
e clientes de que, desde o dia 1.0 de junho do corrente anno, terá aberto o seu escriptorio de advogado todos os dias, excepto domingos e dias sanctificados, desde as 9 horas da manhã até ás 3 da tarde, na conservatoria d'esta comarca.
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''Tão leal adesão e o seu raro prestígio como homem público determinaram o círculo de Ponte do Lima a elegê-lo seu Deputado à Constituinte de 1911, sendo depois Senador, e como tal propugnando no Parlamento por importantes melhoramentos do Alto Minho e defendendo problemas de subido interesse nacional, como causa dos respectivos discursos, que correm impressos.''
''Esteve indigitado para sobraçar a pasta da Justiça― cargo para que possuía uma preparação completa, não chegando a ser nomeado devido a uma embolia cerebral, que o havia de tornar presa da morte, assim terminando a sua brilhantissima existência uma das mais lidimas glórias de Paredes de Coura.''
''Como já disse, o Dr. Narciso faleceu em Lisboa, na casa n.º 64 da Travessa da Palmeira, no dia 14 de Janeiro de 1913, tendo seus estremosos irmãos feito trasladar o seu cadáver para o cemitério de Formariz, onde jaz junto ao seu grande amigo e insigne benemérito courense sr. Conselheiro Miguel Dantas Gonçalves Pereira.''
''Morrendo pobríssimo, o Dr. Narciso deixou imorredoura obra espiritual, legando à posteridade escritos de inestimável valor jurídico e literário, sobressaindo entre todos esse primoroso livro «No Alto Minho-Paredes de Coura», um verdadeiro hino de amor ao seu torrão natal e que é considerado o que há de melhor no género em Portugal.''
''A minha terra pode orgulhar-se deste seu ilustre filho e decerto jamais o esquecerá, desta sorte manifestando a gratidão que deve a quem tanto a honrou e tão inspiradamente a descreveu.''
''Cóvinha - Formariz de Coura.''
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Narciso Candido Alves da Cunha, bacharel formado em
direito pela Universidade de Coimbra, avisa os seus amigos
e clientes de que, desde o dia 1.0 de junho do corrente anno, terá aberto o seu escriptorio de advogado todos os dias, excepto domingos e dias sanctificados, desde as 9 horas da manhã até ás 3 da tarde, na conservatoria d'esta comarca.
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Dedicatória A MEUS IRMÃOS: ''Não tenho mais que oferecer-vos, nem com que pagar o muito que vos devo. ''Insolvente, apenas posso entregar-vos ''um Título, de confissão de dívida. ''É este livro, que fica sendo vosso. ''Ao vosso afecto fraternal e carinhosa ''estima, confio a guarda d'esta minha ''derradeira vontade. VOSSO IRMÃO Narciso.
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>Dedicatória
A MEUS IRMÃOS:
''Não tenho mais que oferecer-vos, nem
com que pagar o muito que vos devo.
''Insolvente, apenas posso entregar-vos
''um Título, de confissão de dívida.
''É este livro, que fica sendo vosso.
''Ao vosso afecto fraternal e carinhosa
''estima, confio a guarda d'esta minha
''derradeira vontade.
VOSSO IRMÃO
Narciso.<noinclude></noinclude>
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: {{c|À minha Terra}} VENHO trazer-te a oblata do meu afecto. O teu altar, para mim sagrado, bem merece as minhas oferendas. No entardecer da vida, caminhando para o coval, venho despedir-me de ti e dizer-te que não posso esquecer-me dos teus campos, matizados de flores, nem da música suavissima das brisas que perpassam pelas encostas dos teus montes. Ainda agora, quando, ao anoitecer, ouço o som do ''Angelus'', convidando o meu misti...
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>{{c|À minha Terra}}
VENHO trazer-te a oblata do meu afecto.
O teu altar, para mim sagrado, bem merece
as minhas oferendas.
No entardecer da vida, caminhando para o coval,
venho despedir-me de ti e dizer-te que não posso esquecer-me dos teus campos, matizados de flores, nem da música
suavissima das brisas que perpassam pelas encostas dos
teus montes.
Ainda agora, quando, ao anoitecer, ouço o som do
''Angelus'', convidando o meu misticismo consciente a olhar
para o alto para o céu, que me dá luz, calor e vida,
penso que ele me vem segredar saudades daquela santa
mulher-''minha mãe''-, que junto da braseira, me ensinou
a oração das crianças: a ''Avé-Maria''.
Bendita seja ela!
E aquelas caminhadas, sem fim, para a escola?!
É por isso que a ''minha terra'' é o centro de gravitação
dos meus afectos.<noinclude></noinclude>
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Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/7
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Este ''fetichismo'' bom por uns nadas, sem nome, sem importância, que me cercavam o berço, foi ela - a minha terra - que o criou no meu espírito. Paredes de Coura! Saúdo-te! na tua caminhada para o futuro, porque vais entrajada de galas e alumiada pelo sol do progresso, que vejo esbater-se na linha sinuosa das tuas estradas, nos beirais dos teus novos edifícios e até no espelho das tuas águas de cristal. Tens feições novas, mais ale...
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<noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>Este ''fetichismo'' bom por uns nadas, sem nome, sem
importância, que me cercavam o berço, foi ela - a minha
terra - que o criou no meu espírito.
Paredes de Coura!
Saúdo-te! na tua caminhada para o futuro, porque
vais entrajada de galas e alumiada pelo sol do progresso,
que vejo esbater-se na linha sinuosa das tuas estradas, nos
beirais dos teus novos edifícios e até no espelho das tuas
águas de cristal.
Tens feições novas, mais alegres, mais sadias, mais da
moda.
Já te disseram um deserto, por ventura um covil: e contudo entraste no banho lustral das modernas conquistas,
para te purificares de vícios passados.
Caminha, pois!...
O AUTOR
{{c|Ao Leitor}}
NUNCA tive, nem posso ter a pretensão de ser
literato ou escritor, e, menos ainda, de erudito.
Mas, pelo que quero à minha terra e pelo
que devo aos meus conterrâneos, tentei esboçar a ''actualidade'' de Paredes de Coura e arquivar, neste livro, algumas notícias do seu ''passado''<sup>1</sup><ref>No Archeologo Portuguez, vol. XI, fl. 135, escreveu, muito
judiciosamente, o distinto arqueólogo Sr. Dr. Félix A. Pereira: «... sendo
tão imperiosa a necessidade de salvar do olvido a lembrança fugitiva de
coisas do passado.»</ref>para não se obliterar, de todo, da
memória dos presentes.
Conheço, como poucos, o viver, as circunstâncias e
condições de existência da população local, assim como os
terrenos, cultivados e incultos, deste retalho do Alto Minho, suas comunicações, comércio, indústria, instrução, estradas, rios, montes, etc.
O ressurgimento deste concelho para a vida moderna,
data de há 30 anos.<noinclude></noinclude>
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Ruiaraujo1972
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<noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>Este ''fetichismo'' bom por uns nadas, sem nome, sem
importância, que me cercavam o berço, foi ela - a minha
terra - que o criou no meu espírito.
Paredes de Coura!
Saúdo-te! na tua caminhada para o futuro, porque
vais entrajada de galas e alumiada pelo sol do progresso,
que vejo esbater-se na linha sinuosa das tuas estradas, nos
beirais dos teus novos edifícios e até no espelho das tuas
águas de cristal.
Tens feições novas, mais alegres, mais sadias, mais da
moda.
Já te disseram um deserto, por ventura um covil: e contudo entraste no banho lustral das modernas conquistas,
para te purificares de vícios passados.
Caminha, pois!...
O AUTOR
{{c|Ao Leitor}}
NUNCA tive, nem posso ter a pretensão de ser
literato ou escritor, e, menos ainda, de erudito.
Mas, pelo que quero à minha terra e pelo
que devo aos meus conterrâneos, tentei esboçar a ''actualidade'' de Paredes de Coura e arquivar, neste livro, algumas notícias do seu ''passado''<ref>No Archeologo Portuguez, vol. XI, fl. 135, escreveu, muito
judiciosamente, o distinto arqueólogo Sr. Dr. Félix A. Pereira: «... sendo
tão imperiosa a necessidade de salvar do olvido a lembrança fugitiva de
coisas do passado.»</ref>para não se obliterar, de todo, da
memória dos presentes.
Conheço, como poucos, o viver, as circunstâncias e
condições de existência da população local, assim como os
terrenos, cultivados e incultos, deste retalho do Alto Minho, suas comunicações, comércio, indústria, instrução, estradas, rios, montes, etc.
O ressurgimento deste concelho para a vida moderna,
data de há 30 anos.<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>Este ''fetichismo'' bom por uns nadas, sem nome, sem
importância, que me cercavam o berço, foi ela - a minha
terra - que o criou no meu espírito.
Paredes de Coura!
Saúdo-te! na tua caminhada para o futuro, porque
vais entrajada de galas e alumiada pelo sol do progresso,
que vejo esbater-se na linha sinuosa das tuas estradas, nos
beirais dos teus novos edifícios e até no espelho das tuas
águas de cristal.
Tens feições novas, mais alegres, mais sadias, mais da
moda.
Já te disseram um deserto, por ventura um covil: e contudo entraste no banho lustral das modernas conquistas,
para te purificares de vícios passados.
Caminha, pois!...
O AUTOR
{{c|'''Ao Leitor'''}}
NUNCA tive, nem posso ter a pretensão de ser
literato ou escritor, e, menos ainda, de erudito.
Mas, pelo que quero à minha terra e pelo
que devo aos meus conterrâneos, tentei esboçar a ''actualidade'' de Paredes de Coura e arquivar, neste livro, algumas notícias do seu ''passado''<ref>No Archeologo Portuguez, vol. XI, fl. 135, escreveu, muito
judiciosamente, o distinto arqueólogo Sr. Dr. Félix A. Pereira: «... sendo
tão imperiosa a necessidade de salvar do olvido a lembrança fugitiva de
coisas do passado.»</ref>para não se obliterar, de todo, da
memória dos presentes.
Conheço, como poucos, o viver, as circunstâncias e
condições de existência da população local, assim como os
terrenos, cultivados e incultos, deste retalho do Alto Minho, suas comunicações, comércio, indústria, instrução, estradas, rios, montes, etc.
O ressurgimento deste concelho para a vida moderna,
data de há 30 anos.<noinclude></noinclude>
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>Este ''fetichismo'' bom por uns nadas, sem nome, sem
importância, que me cercavam o berço, foi ela - a minha
terra - que o criou no meu espírito.
Paredes de Coura!
Saúdo-te! na tua caminhada para o futuro, porque
vais entrajada de galas e alumiada pelo sol do progresso,
que vejo esbater-se na linha sinuosa das tuas estradas, nos
beirais dos teus novos edifícios e até no espelho das tuas
águas de cristal.
Tens feições novas, mais alegres, mais sadias, mais da
moda.
Já te disseram um deserto, por ventura um covil: e contudo entraste no banho lustral das modernas conquistas,
para te purificares de vícios passados.
Caminha, pois!...
O AUTOR
{{c|'''Ao Leitor'''}}
NUNCA tive, nem posso ter a pretensão de ser
literato ou escritor, e, menos ainda, de erudito.
Mas, pelo que quero à minha terra e pelo
que devo aos meus conterrâneos, tentei esboçar a ''actualidade'' de Paredes de Coura e arquivar, neste livro, algumas notícias do seu ''passado''<ref>No «Archeologo Portuguez», vol. XI, fl. 135, escreveu, muito
judiciosamente, o distinto arqueólogo Sr. Dr. Félix A. Pereira: «... sendo
tão imperiosa a necessidade de salvar do olvido a lembrança fugitiva de
coisas do passado.»</ref>para não se obliterar, de todo, da
memória dos presentes.
Conheço, como poucos, o viver, as circunstâncias e
condições de existência da população local, assim como os
terrenos, cultivados e incultos, deste retalho do Alto Minho, suas comunicações, comércio, indústria, instrução, estradas, rios, montes, etc.
O ressurgimento deste concelho para a vida moderna,
data de há 30 anos.<noinclude></noinclude>
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Ruiaraujo1972
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<noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>Este ''fetichismo'' bom por uns nadas, sem nome, sem
importância, que me cercavam o berço, foi ela - a minha
terra - que o criou no meu espírito.
Paredes de Coura!
Saúdo-te! na tua caminhada para o futuro, porque
vais entrajada de galas e alumiada pelo sol do progresso,
que vejo esbater-se na linha sinuosa das tuas estradas, nos
beirais dos teus novos edifícios e até no espelho das tuas
águas de cristal.
Tens feições novas, mais alegres, mais sadias, mais da
moda.
Já te disseram um deserto, por ventura um covil: e contudo entraste no banho lustral das modernas conquistas,
para te purificares de vícios passados.
Caminha, pois!...
O AUTOR
{{c|'''Ao Leitor'''}}
NUNCA tive, nem posso ter a pretensão de ser
literato ou escritor, e, menos ainda, de erudito.
Mas, pelo que quero à minha terra e pelo
que devo aos meus conterrâneos, tentei esboçar a ''actualidade'' de Paredes de Coura e arquivar, neste livro, algumas notícias do seu ''passado''<ref>No «Archeologo Portuguez», vol. XI, fl. 135, escreveu, muito
judiciosamente, o distinto arqueólogo Sr. Dr. Félix A. Pereira: «... sendo
tão imperiosa a necessidade de salvar do olvido a lembrança fugitiva de
coisas do passado.»</ref> para não se obliterar, de todo, da
memória dos presentes.
Conheço, como poucos, o viver, as circunstâncias e
condições de existência da população local, assim como os
terrenos, cultivados e incultos, deste retalho do Alto Minho, suas comunicações, comércio, indústria, instrução, estradas, rios, montes, etc.
O ressurgimento deste concelho para a vida moderna,
data de há 30 anos.<noinclude></noinclude>
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Fotografar-lhe as novas feições, é desbravar terreno a obreiros mais competentes. Este o meu fito. Não se trata, pois, de arquitectar uma ''memória'' ou ''monografia'', senão duma tentativa, bem intencionada, de utilidade local. Despertar a atenção dos meus conterrâneos, fazendo-a convergir para o que é seu e convidar estranhos a auscultar a vida nova duma localidade que está a refazer-se, para que, uns e outros, a estudem nos capítu...
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<noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>Fotografar-lhe as novas feições, é desbravar terreno a
obreiros mais competentes. Este o meu fito.
Não se trata, pois, de arquitectar uma ''memória'' ou
''monografia'', senão duma tentativa, bem intencionada, de
utilidade local.
Despertar a atenção dos meus conterrâneos, fazendo-a
convergir para o que é seu e convidar estranhos a auscultar
a vida nova duma localidade que está a refazer-se, para
que, uns e outros, a estudem nos capítulos que vou inven-
tariar, é o labor, que me propus nesta miscelânia sem
importância.
Contém duas partes este despretencioso trabalho: uma
''geral'', que diz respeito áquilo que, segundo o meu ponto de vista, mais ou menos se relaciona com todo o concelho; e outra ''especial'', que traduz uma breve notícia de cada freguesia.
Nesta localidade não há livrarias, nem arquivos poei-
rentos: datam, geralmente, do fim do século XVII e estão
incompletos os que existem.
Nesta observação vai uma sincera petição de benevo-
lência ao leitor.
Vista geral da vila de Paredes de Coura<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>Fotografar-lhe as novas feições, é desbravar terreno a
obreiros mais competentes. Este o meu fito.
Não se trata, pois, de arquitectar uma ''memória'' ou
''monografia'', senão duma tentativa, bem intencionada, de
utilidade local.
Despertar a atenção dos meus conterrâneos, fazendo-a
convergir para o que é seu e convidar estranhos a auscultar
a vida nova duma localidade que está a refazer-se, para
que, uns e outros, a estudem nos capítulos que vou inven-
tariar, é o labor, que me propus nesta miscelânia sem
importância.
Contém duas partes este despretencioso trabalho: uma
''geral'', que diz respeito áquilo que, segundo o meu ponto de vista, mais ou menos se relaciona com todo o concelho; e outra ''especial'', que traduz uma breve notícia de cada freguesia.
Nesta localidade não há livrarias, nem arquivos poeirentos: datam, geralmente, do fim do século XVII e estão incompletos os que existem.
Nesta observação vai uma sincera petição de benevolência ao leitor.
Vista geral da vila de Paredes de Coura<noinclude></noinclude>
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: {{c|'''PRIMEIRA PARTE''' CAPÍTULO I O Concelho de Paredes de Coura}} QUASI todos os escritores, que se têem ocupado deste concelho, dizem que a sua denominação Coura vem de Cauca, cidade romana da Gallaecia (Galiza), onde nasceu o imperador Theodosio, dando-lhe alguns como situação o monte da Cividade, na freguesia de Cossourado, que ainda conserva os restos de um Castrum, outros a freguesia de S. Martinho de Coura, e ainda outros, a...
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<noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>{{c|'''PRIMEIRA PARTE'''
CAPÍTULO I
O Concelho de Paredes de Coura}}
QUASI todos os escritores, que se têem ocupado
deste concelho, dizem que a sua denominação
Coura vem de Cauca, cidade romana da
Gallaecia (Galiza), onde nasceu o imperador Theodosio,
dando-lhe alguns como situação o monte da Cividade, na
freguesia de Cossourado, que ainda conserva os restos de
um Castrum, outros a freguesia de S. Martinho de Coura, e
ainda outros, a de Insalde.
O dr. Manuel da Cunha Andrade e Sousa, no seu
Epitome Historica, sustenta que a palavra-Coura- é deri-
vada, efectivamente, de- Cauca ou- Couca-, fundando-se
em que o Padre Francisco de Santa Maria, no seu «Anno
Hist.», diz que esta cidade era situada entre Braga e
Valença, e que Fr. Francisco de Vivar, nos «Commentarios
a Dextero», ano de Cristo 382 n.° 4, referindo-se à mesma
cidade como pátria daquele imperador romano, chama-lhe
21<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>{{c|'''PRIMEIRA PARTE'''
'''CAPÍTULO I
O Concelho de Paredes de Coura'''}}
QUASI todos os escritores, que se têem ocupado
deste concelho, dizem que a sua denominação
Coura vem de Cauca, cidade romana da
Gallaecia (Galiza), onde nasceu o imperador Theodosio,
dando-lhe alguns como situação o monte da Cividade, na
freguesia de Cossourado, que ainda conserva os restos de
um Castrum, outros a freguesia de S. Martinho de Coura, e
ainda outros, a de Insalde.
O dr. Manuel da Cunha Andrade e Sousa, no seu
Epitome Historica, sustenta que a palavra-Coura- é deri-
vada, efectivamente, de- Cauca ou- Couca-, fundando-se
em que o Padre Francisco de Santa Maria, no seu «Anno
Hist.», diz que esta cidade era situada entre Braga e
Valença, e que Fr. Francisco de Vivar, nos «Commentarios
a Dextero», ano de Cristo 382 n.° 4, referindo-se à mesma
cidade como pátria daquele imperador romano, chama-lhe
21<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>{{c|'''PRIMEIRA PARTE'''
'''CAPÍTULO I
'''O Concelho de Paredes de Coura''''''}}
QUASI todos os escritores, que se têem ocupado
deste concelho, dizem que a sua denominação
Coura vem de Cauca, cidade romana da
Gallaecia (Galiza), onde nasceu o imperador Theodosio,
dando-lhe alguns como situação o monte da Cividade, na
freguesia de Cossourado, que ainda conserva os restos de
um Castrum, outros a freguesia de S. Martinho de Coura, e
ainda outros, a de Insalde.
O dr. Manuel da Cunha Andrade e Sousa, no seu
Epitome Historica, sustenta que a palavra-Coura- é deri-
vada, efectivamente, de- Cauca ou- Couca-, fundando-se
em que o Padre Francisco de Santa Maria, no seu «Anno
Hist.», diz que esta cidade era situada entre Braga e
Valença, e que Fr. Francisco de Vivar, nos «Commentarios
a Dextero», ano de Cristo 382 n.° 4, referindo-se à mesma
cidade como pátria daquele imperador romano, chama-lhe
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<noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>{{c|'''PRIMEIRA PARTE'''
'''CAPÍTULO I
'''O Concelho de Paredes de Coura'''''}}
QUASI todos os escritores, que se têem ocupado
deste concelho, dizem que a sua denominação
Coura vem de Cauca, cidade romana da
Gallaecia (Galiza), onde nasceu o imperador Theodosio,
dando-lhe alguns como situação o monte da Cividade, na
freguesia de Cossourado, que ainda conserva os restos de
um Castrum, outros a freguesia de S. Martinho de Coura, e
ainda outros, a de Insalde.
O dr. Manuel da Cunha Andrade e Sousa, no seu
Epitome Historica, sustenta que a palavra-Coura- é deri-
vada, efectivamente, de- Cauca ou- Couca-, fundando-se
em que o Padre Francisco de Santa Maria, no seu «Anno
Hist.», diz que esta cidade era situada entre Braga e
Valença, e que Fr. Francisco de Vivar, nos «Commentarios
a Dextero», ano de Cristo 382 n.° 4, referindo-se à mesma
cidade como pátria daquele imperador romano, chama-lhe
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<noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>{{c|'''PRIMEIRA PARTE'''
'''CAPÍTULO I
'''O Concelho de Paredes de Coura'''''}}
QUASI todos os escritores, que se têem ocupado
deste concelho, dizem que a sua denominação
- Coura - vem de Cauca, cidade romana da
Gallaecia (Galiza), onde nasceu o imperador Theodosio,
dando-lhe alguns como situação o monte da ''Cividade'', na
freguesia de Cossourado, que ainda conserva os restos de
um ''Castrum'', outros a freguesia de S. Martinho de Coura, e ainda outros, a de Insalde.
O dr. Manuel da Cunha Andrade e Sousa, no seu
''Epitome Historica'', sustenta que a palavra - ''Coura'' - é derivada, efectivamente, de - ''Cauca'' ou - ''Couca'' -, fundando-se em que o Padre Francisco de Santa Maria, no seu «Anno Hist.», diz que esta cidade era situada entre Braga e Valença, e que Fr. Francisco de Vivar, nos «Commentarios a Dextero», ano de Cristo 382 n.° 4, referindo-se à mesma cidade como pátria daquele imperador romano, chama-lhe<noinclude></noinclude>
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: - ''Couca:'' «haec (Cauca) hodie dicitur ''Couca'', inter Bracharam, et Valentiam». Idácio, escritor consciencioso e contemporâneo de Constantino, principia o seu ''Chronicon'' por estas palavras: ''«Theodosius, natione hispanus, de Provinciae Gallaeciae civitate Cauca, à Gratiano Angustus appelatur»''<ref>«Portugal Antigo e Moderno», vol. 2.º, pag. 414.</ref> Outros, ainda, dão-lhe por assento a serra do Formigoso. Que a cidade de...
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<noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>- ''Couca:'' «haec (Cauca) hodie dicitur ''Couca'', inter Bracharam, et Valentiam».
Idácio, escritor consciencioso e contemporâneo de Constantino, principia o seu ''Chronicon'' por estas palavras: ''«Theodosius, natione hispanus, de Provinciae Gallaeciae civitate Cauca, à Gratiano Angustus appelatur»''<ref>«Portugal Antigo e Moderno», vol. 2.º, pag. 414.</ref>
Outros, ainda, dão-lhe por assento a serra do Formigoso.
Que a cidade de ''Cauca'' existiu na Galiza e que foi
pátria de Teodosio, parece averiguado<ref>Teodósio reinou pelos anos de 392, de Cristo.</ref>; e, se a sua situação, como pretendem os escritores citados, era entre ''Braga'' e ''Valença'', subscrevo, sem relutância, a localizá-la dentro dos limites deste concelho, embora me faleçam dados precisos para determinar, restrictamente, a sua situação.
Mas só isto.
É sabido que os romanos ocuparam esta região e demoraram-se nela, como atestam os ''castros'', ''marcos miliários'', ''moedas'', ''pontes'', ''via romana'', ''cividades'', etc., que aqui deixaram.
Mas tudo isto não basta para poder afirmar-se que a
palavra - ''Coira'' ou ''Coyra'' - (como antigamente se escrevia), tira a sua origem da cidade de ''Cauca'' ou ''Couca''.
Conjecturas, mais ou menos plausíveis e talvez fun-
dadas na semelhança ''gráfica'' dos dois vocábulos, é ao que se reduz o que fica exposto.
O meu ilustrado patrício Sr. tenente-coronel Cunha
Brandão, parece filiar - ''Coira'' - em «''queirã'' (urze), palavra de origem fenícia, supondo que este terreno, pitoresco,
mas agreste, fosse apontado como próprio para a vegetação daquele arbusto, e que pela evolução fonética-gráfica
se fizesse a transformação, dando - ''Coira''»1 <ref>«Consagração», número único, comemorativo do 31.º aniversário da criação da comarca de Paredes de Coura, publicado em 7br.º de 1905, tipografia de Costa & Carvalho, Porto.</ref>.
No caminho das hipóteses, eu diria que - ''Coira'' -
vem de - ''Cora'' - palavra de origem céltica, que significa - ''paz, segurança'' 2 <ref>«Apuentes Historicos», por D. Ricardo Rodrigues Blanco, pág. 458,
edic. de 1870.</ref>.
Com efeito, tudo leva a crer que os Celtas se demoraram nesta região montanhosa em tempos pré-históricos,
como é lícito inferir de documentos arqueológicos as -
antas - , espalhadas principalmente pela parte montanhosa
do concelho, e, nesta, pela mais alta - ''Boulhosa, Chã de Lamas e Corno de Bico''.
Instalados nestes pontos, que, pelo que ainda resta,
podem considerar-se ''estações dolmenicas'', e onde a natural feracidade do solo, abundância de águas, de pastagens, de caça, e a própria ''situação topográfica'', convidavam a tomar ali assento; é natural que esta região lhes merecesse o nome de - ''Cora'' - «segurança», por isso que todos aqueles três pontos eram verdadeiros redutos naturais, e, consequentemente, ''segurança'' para os seus habitadores.
Acresce ainda que, tanto pelo número, como pela
relativa proximidade das ''antas'', sobretudo na ''Chá de Lamas'', é lícito suspeitar que neste ponto, pelo menos, houve uma ''necrópole'', uma importante estação mortuária, à qual quadrava bem a designação de - Cora - , para significar a paz dos túmulos, o respeito pelos mortos, tão arreigado no<noinclude></noinclude>
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: espírito dos Celtas, como atestam os seus monumentos funerários. Quer, pois, pelo lado da ''defesa'' natural, quer pela paz sepulcral, ajustava o nome de - ''Cora'' - a esta região. O concelho de Coura, dantes conhecido, como fica dito, por - ''Coira'' ou ''Coyra'' e agora por - ''Paredes de Coura'' -, deve estar incorporado na monarquia portuguesa desde a sua fundação. Não precisamos, pois, de nos enredarmos na averiguação da sua...
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<noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>espírito dos Celtas, como atestam os seus monumentos
funerários.
Quer, pois, pelo lado da ''defesa'' natural, quer pela paz
sepulcral, ajustava o nome de - ''Cora'' - a esta região.
O concelho de Coura, dantes conhecido, como fica
dito, por - ''Coira'' ou ''Coyra'' e agora por - ''Paredes de Coura'' -, deve estar incorporado na monarquia portuguesa desde a sua fundação. Não precisamos, pois, de nos enredarmos na averiguação da sua origem, porque não havemos mister de pergaminhos mais longevos<ref>A denominação de Paredes de Coura-data da criação desta
comarca, em 15 de Novembro de 1875.</ref>.
Em todo o caso devo observar que, tanto numa doação,
feita por Theodomiro à Sé de Tuy, como noutra (ou confirmação daquela) de D. Teresa e seu filho D. Afonso
Henriques ao bispo da mesma cidade, em 1125, se diz que
a freguesia de ''Colina'' (Cunha) pertencia a Coira: «Ego
Terasia Regina..., concedo et confirmo... mediatas Ecclesiae Sanctae Mariae de Colina ''in Coira''...>><ref>«Apuentes Históricos» por el Licd.º D. Ricardo Rodrigues Blanco, pág. 138, nota.</ref>
E nos «Portugaliae Monumenta», vol. 1.º, fascículo 3.º,
encontram-se diferentes passos que reforçam o meu asserto.
Assim, no ''Judicato de Froyom'', a propósito da «Collatio de Castinaria», afirmaram os louvados ter ouvido dizer que
«um campo desta freguesia foi doado ''por D. Afonso I'' a
Pedro Barco».
Já era, pois, D. Afonso Henriques padroeiro daquela
freguesia.
No mesmo diploma, tratando-se da de Mozelos, diz-se
que a mesma Rainha D. Teresa doou esta Igreja a
D. Paio Guterres, para ele a doar ao convento de Oya
(Galiza).
Quanto à de Cristelo, informaram os louvados que
«a quarta menos uma quarta d'esta Egreja, era reguenga,
assim como o casal doado, por sua vida, a D. Paio Vadasco
por El-Rei: e, acrescentaram, que ouviram dizer isto ''«a seus pais e seus avós»''.
O testemunho é concludente, porque, tendo sido feitas
as ''inquirições'' de D. Afonso III em 1258, a informação dos «paes e avós» compreendia, muito provavelmente, o rei-
nado de D. Afonso Henriques, fundador da nossa monarquia.
A respeito da «''collatio''» de S. Martinho de Coura,
também se lê, no referido diploma, este passo: que «a
meya d'esta ecclesia era regaenga, etc., e que ''El-Rei D. Sancho 1.°'' a dera ao Abbade e a Carvom.»
Ora, é sabido que D. Sancho I foi o 2.º monarca de
Portugal, reinando desde 1185 a 1211 e que, por isso, esta
e outras freguesias, que sempre pertenceram à ''«Terra de Coyra»'', fizeram parte integrante da nossa nacionalidade,
desde os seus primórdios.
Acrescentarei ainda, que esta região foi habitada desde
remotíssimos tempos, pois da passagem dos romanos por
aqui dão testemunho muitos restos, - como os ''milliarios, ponte romana,'' de Rubiães, ''moedas'', etc.
E, antes deles, estiveram os ''celtas'', como é lícito inferir das ''antas, machados de bronze, silex,'' etc., encontrados dentro da área do concelho.<noinclude></noinclude>
o44wlxxncndplah4q29yw35kliyin4x
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Ruiaraujo1972
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<noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>espírito dos Celtas, como atestam os seus monumentos
funerários.
Quer, pois, pelo lado da ''defesa'' natural, quer pela paz
sepulcral, ajustava o nome de - ''Cora'' - a esta região.
O concelho de Coura, dantes conhecido, como fica
dito, por - ''Coira'' ou ''Coyra'' e agora por - ''Paredes de Coura'' -, deve estar incorporado na monarquia portuguesa desde a sua fundação. Não precisamos, pois, de nos enredarmos na averiguação da sua origem, porque não havemos mister de pergaminhos mais longevos<ref>A denominação de Paredes de Coura-data da criação desta
comarca, em 15 de Novembro de 1875.</ref>.
Em todo o caso devo observar que, tanto numa doação,
feita por Theodomiro à Sé de Tuy, como noutra (ou confirmação daquela) de D. Teresa e seu filho D. Afonso
Henriques ao bispo da mesma cidade, em 1125, se diz que
a freguesia de ''Colina'' (Cunha) pertencia a Coira: «Ego
Terasia Regina..., concedo et confirmo... mediatas Ecclesiae Sanctae Mariae de Colina ''in Coira''...»<ref>«Apuentes Históricos» por el Licd.º D. Ricardo Rodrigues Blanco, pág. 138, nota.</ref>
E nos «Portugaliae Monumenta», vol. 1.º, fascículo 3.º,
encontram-se diferentes passos que reforçam o meu asserto.
Assim, no ''Judicato de Froyom'', a propósito da «Collatio de Castinaria», afirmaram os louvados ter ouvido dizer que
«um campo desta freguesia foi doado ''por D. Afonso I'' a
Pedro Barco».
Já era, pois, D. Afonso Henriques padroeiro daquela
freguesia.
No mesmo diploma, tratando-se da de Mozelos, diz-se
que a mesma Rainha D. Teresa doou esta Igreja a
D. Paio Guterres, para ele a doar ao convento de Oya
(Galiza).
Quanto à de Cristelo, informaram os louvados que
«a quarta menos uma quarta d'esta Egreja, era reguenga,
assim como o casal doado, por sua vida, a D. Paio Vadasco
por El-Rei: e, acrescentaram, que ouviram dizer isto ''«a seus pais e seus avós»''.
O testemunho é concludente, porque, tendo sido feitas
as ''inquirições'' de D. Afonso III em 1258, a informação dos «paes e avós» compreendia, muito provavelmente, o rei-
nado de D. Afonso Henriques, fundador da nossa monarquia.
A respeito da «''collatio''» de S. Martinho de Coura,
também se lê, no referido diploma, este passo: que «a
meya d'esta ecclesia era regaenga, etc., e que ''El-Rei D. Sancho 1.°'' a dera ao Abbade e a Carvom.»
Ora, é sabido que D. Sancho I foi o 2.º monarca de
Portugal, reinando desde 1185 a 1211 e que, por isso, esta
e outras freguesias, que sempre pertenceram à ''«Terra de Coyra»'', fizeram parte integrante da nossa nacionalidade,
desde os seus primórdios.
Acrescentarei ainda, que esta região foi habitada desde
remotíssimos tempos, pois da passagem dos romanos por
aqui dão testemunho muitos restos, - como os ''milliarios, ponte romana,'' de Rubiães, ''moedas'', etc.
E, antes deles, estiveram os ''celtas'', como é lícito inferir das ''antas, machados de bronze, silex,'' etc., encontrados dentro da área do concelho.<noinclude></noinclude>
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: A mesma toponimia regional<ref>''Maldo, Grobellas'', ou Gorvellas, ''Avelléda, Crasto, Moimentas, Madorra'', Lamarigo, Reirigo, Bazarra, Mamoa (do Ranhadouro), Fagildes, Sabariz, etc.</ref> é elemento que não pode desprezar-se para o nosso caso; e essa aí está a comprovar a passagem daqueles povos, assim como a dos godos, etc. Não pode, pois, duvidar-se de que esta parte da ''Gallaecia'' foi habitada desde tempos proto-históricos pelo...
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<noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>A mesma toponimia regional<ref>''Maldo, Grobellas'', ou Gorvellas, ''Avelléda, Crasto, Moimentas, Madorra'', Lamarigo, Reirigo, Bazarra, Mamoa (do Ranhadouro), Fagildes, Sabariz, etc.</ref> é elemento que não
pode desprezar-se para o nosso caso; e essa aí está a
comprovar a passagem daqueles povos, assim como a dos
godos, etc.
Não pode, pois, duvidar-se de que esta parte da ''Gallaecia'' foi habitada desde tempos proto-históricos pelo menos.
Quási ao centro do distrito de Viana do Castelo,
rodeado de montanhas, como que formando-lhe alcandorado ninho, encontra-se este retalho da provincia do Minho -
«Paredes de Coura» -, seu ''celleiro'', como lhe chamam,
pela abundante produção de cereais, em que predomina o
milho maïz.
Pertence ao arcebispado de Braga<ref>Já pertenceu ao de Tuy (até 1440) e depois ao de Ceuta (até 1512).</ref> e tem uma superfície de 13.000 hectares.
Confina, do nascente, com o concelho dos Arcos de
Valdevez, do qual está separado pelos montes do Cotão,
Chã de Lamas e Corno de Bico; do poente, com Cerveira,
servindo de divisória os montes de Cossourado e Antas; do
norte, com Monção, pelas serras da Boulhosa e Chã das
Pipas; do sul, com Ponte do Lima, ficando de premeio
os montes da Travanca, Carvalhal, Labruja e Formigoso,
que constituem, com a serra de Arga, a poente, e Corno
de Bico, a nascente, uma extensa cordilheira: a noroeste,
limita com Valença, pelos montes de S. Silvestre e
Carvalho.
O concelho compreende vinte e uma freguesias, que
demoram pelos vales e encostas dos seus montes.
O clima, com quanto frio no inverno, é benéfico e
saudável, concorrendo para isso, além de outros factores,
o serem raros os intensos nevoeiros que costumam alastrar
nas bacias dos grandes rios, de outras regiões. Não há,
pode dizer-se, o frio ''húmido'', mas o frio seco.
E é por isso e pela sua altitude, segundo penso, que
alguns tuberculosos têem encontrado nele muitas melhoras
e até curas.
Moléstias endémicas, de carácter grave, não têem
aparecido senão as febres fifoides, em 1856, que não ultra-
passaram os limites da freguesia de Formariz; e uma vez
ou outra, a varíola, que, em geral, não tem feito estragos
sensíveis.
Há poucos anos não se registava o óbito de um
tuberculoso, que aqui tivesse residido sempre: e não será
temeridade atribuir isto às condições climatéricas, e à
pureza e frugalidade da alimentação popular, - caldo de
feijão e hortaliça, leite, batata, carne de porco, pão de
milho e bacalhau.
O ilustrado facultativo do hospital civil da vizinha
praça de Valença, sr. dr. Manuel Marreca, notou, quando
exerceu a clínica neste concelho de Paredes de Coura, que,
''dos poucos casos (de tuberculose) aqui ocorrentes'' o maior<noinclude></noinclude>
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Ruiaraujo1972
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: número era contraído fora desta localidade, por indiví- duos que daqui saíam e depois regressavam, contaminados, ao seio das suas famílias <ref>«Voz de Coura», ano de 1905, n.° 85.</ref>. E cita, para exemplo, o soldado. Podia acrescentar o caixeiro e o emigrante. Varrido pelo norte, situado a grande altitude, tempe- rado, ainda, pelas brisas do mar, sensivelmente arbori- zado, abastecido de abundantes e cristalinas águas, cortado em...
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<noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>número era contraído fora desta localidade, por indiví-
duos que daqui saíam e depois regressavam, contaminados, ao seio das suas famílias <ref>«Voz de Coura», ano de 1905, n.° 85.</ref>. E cita, para exemplo, o soldado.
Podia acrescentar o caixeiro e o emigrante.
Varrido pelo norte, situado a grande altitude, tempe-
rado, ainda, pelas brisas do mar, sensivelmente arbori-
zado, abastecido de abundantes e cristalinas águas, cortado
em todas as direcções por límpidos ribeiros, o concelho é
salubre e valioso ''sanatório'' para os seus naturais.
Não é raro encontrarem-se velhos de 80, 85, 90 e mais
anos<ref>Há cinco anos faleceu na freguesia de Rubiães a mãe do sr. José A. d'Antas Montenegro, com 101 anos de idade. Ainda costurava e enfiava a agulha, sem óculos!
O pároco de Formariz faleceu este ano (1907) com 91; e na mesma freguesia, também neste ano, faleceram mais dois individuos, tendo, respectivamente, 85 e 86 anos.</ref>.
Todavia, desde que à alimentação do povo faltou o
bacalhau, pelo seu exagerado custo, e a subsistência se tornou cara, parece que a terrível moléstia tende a desenvolver-se.
Efectivamente, na inspecção sanitária dos mancebos
recrutados para o serviço militar, realizada desde 10 a 12
de Outubro de 1905, apareceram alguns casos de tuberculose incipiente.
Todos reconhecem quanto interesse deve inspirar às
classes dirigentes e abastadas a alimentação do povo, que
trabalha e produz, isto é, que se depaupera todos os dias,
sem ter a recíproca reparação de forças.
A raça de fortes e valentes, que se creava por estes vales e encostas, está condenada a desaparecer, mercê
das ''mixórdias'' comerciais e extrema careza de muitos
géneros de primeira necessidade.
Triste!
A sua população rural é dócil, sóbria, respeitadora e
hospitaleira, com certa paixão pela música.
Religiosa por tradição e convicções, não é fanática,
nem carola. Acata as autoridades e pastores espirituais,
sem subserviência: cumpre obrigações, mas sabe que tem
direitos.
Entregue à faina dos campos, é, pelo geral, ordeira,
parcimoniosa e comedida no seu viver social.
Entretanto, é preciso não esquecer, para sermos justos,
que o povo, dantes tão modesto e equilibrado nas suas
necessidades, tem-se deixado fascinar, um pouco, pelos
desvarios do luxo e vai-lhe pagando pesado e quiçá
ruinoso tributo.
Aquele afã com que nossas mães sabiam confeccionar
os seus lençois, as suas toalhas, a sua roupa branca, de
linho, - a «frescura» - como se costuma dizer, vai desaparecendo e, com ele, aquela educação das filhas nessa
escola de trabalho caseiro, que lhes prendia a atenção e
tomava tempo para a aprendizagem, evitando-lhes horas
de ócio, que a astuciosa virilidade transforma, por vezes,
em dias de amargurada tristeza para os pais.
Bem sei que os novos processos de fabricação podem
dispensar aquele arranjo de família - aquela oficina rudi-
mentar: mas não dispensam, nem substituem, aquele compêndio de maternal moralização e de virtudes domésticas.
Suprimir, portas a dentro do lar, o trabalho familiar,<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>número era contraído fora desta localidade, por indivíduos que daqui saíam e depois regressavam, contaminados, ao seio das suas famílias <ref>«Voz de Coura», ano de 1905, n.° 85.</ref>. E cita, para exemplo, o soldado.
Podia acrescentar o caixeiro e o emigrante.
Varrido pelo norte, situado a grande altitude, tempe-
rado, ainda, pelas brisas do mar, sensivelmente arbori-
zado, abastecido de abundantes e cristalinas águas, cortado
em todas as direcções por límpidos ribeiros, o concelho é
salubre e valioso ''sanatório'' para os seus naturais.
Não é raro encontrarem-se velhos de 80, 85, 90 e mais
anos<ref>Há cinco anos faleceu na freguesia de Rubiães a mãe do sr. José A. d'Antas Montenegro, com 101 anos de idade. Ainda costurava e enfiava a agulha, sem óculos!
O pároco de Formariz faleceu este ano (1907) com 91; e na mesma freguesia, também neste ano, faleceram mais dois individuos, tendo, respectivamente, 85 e 86 anos.</ref>.
Todavia, desde que à alimentação do povo faltou o
bacalhau, pelo seu exagerado custo, e a subsistência se tornou cara, parece que a terrível moléstia tende a desenvolver-se.
Efectivamente, na inspecção sanitária dos mancebos
recrutados para o serviço militar, realizada desde 10 a 12
de Outubro de 1905, apareceram alguns casos de tuberculose incipiente.
Todos reconhecem quanto interesse deve inspirar às
classes dirigentes e abastadas a alimentação do povo, que
trabalha e produz, isto é, que se depaupera todos os dias,
sem ter a recíproca reparação de forças.
A raça de fortes e valentes, que se creava por estes vales e encostas, está condenada a desaparecer, mercê
das ''mixórdias'' comerciais e extrema careza de muitos
géneros de primeira necessidade.
Triste!
A sua população rural é dócil, sóbria, respeitadora e
hospitaleira, com certa paixão pela música.
Religiosa por tradição e convicções, não é fanática,
nem carola. Acata as autoridades e pastores espirituais,
sem subserviência: cumpre obrigações, mas sabe que tem
direitos.
Entregue à faina dos campos, é, pelo geral, ordeira,
parcimoniosa e comedida no seu viver social.
Entretanto, é preciso não esquecer, para sermos justos,
que o povo, dantes tão modesto e equilibrado nas suas
necessidades, tem-se deixado fascinar, um pouco, pelos
desvarios do luxo e vai-lhe pagando pesado e quiçá
ruinoso tributo.
Aquele afã com que nossas mães sabiam confeccionar
os seus lençois, as suas toalhas, a sua roupa branca, de
linho, - a «frescura» - como se costuma dizer, vai desaparecendo e, com ele, aquela educação das filhas nessa
escola de trabalho caseiro, que lhes prendia a atenção e
tomava tempo para a aprendizagem, evitando-lhes horas
de ócio, que a astuciosa virilidade transforma, por vezes,
em dias de amargurada tristeza para os pais.
Bem sei que os novos processos de fabricação podem
dispensar aquele arranjo de família - aquela oficina rudi-
mentar: mas não dispensam, nem substituem, aquele compêndio de maternal moralização e de virtudes domésticas.
Suprimir, portas a dentro do lar, o trabalho familiar,<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>número era contraído fora desta localidade, por indivíduos que daqui saíam e depois regressavam, contaminados, ao seio das suas famílias <ref>«Voz de Coura», ano de 1905, n.° 85.</ref>. E cita, para exemplo, o soldado.
Podia acrescentar o caixeiro e o emigrante.
Varrido pelo norte, situado a grande altitude, temperado, ainda, pelas brisas do mar, sensivelmente arbori-
zado, abastecido de abundantes e cristalinas águas, cortado
em todas as direcções por límpidos ribeiros, o concelho é
salubre e valioso ''sanatório'' para os seus naturais.
Não é raro encontrarem-se velhos de 80, 85, 90 e mais
anos<ref>Há cinco anos faleceu na freguesia de Rubiães a mãe do sr. José A. d'Antas Montenegro, com 101 anos de idade. Ainda costurava e enfiava a agulha, sem óculos!
O pároco de Formariz faleceu este ano (1907) com 91; e na mesma freguesia, também neste ano, faleceram mais dois individuos, tendo, respectivamente, 85 e 86 anos.</ref>.
Todavia, desde que à alimentação do povo faltou o
bacalhau, pelo seu exagerado custo, e a subsistência se tornou cara, parece que a terrível moléstia tende a desenvolver-se.
Efectivamente, na inspecção sanitária dos mancebos
recrutados para o serviço militar, realizada desde 10 a 12
de Outubro de 1905, apareceram alguns casos de tuberculose incipiente.
Todos reconhecem quanto interesse deve inspirar às
classes dirigentes e abastadas a alimentação do povo, que
trabalha e produz, isto é, que se depaupera todos os dias,
sem ter a recíproca reparação de forças.
A raça de fortes e valentes, que se creava por estes vales e encostas, está condenada a desaparecer, mercê
das ''mixórdias'' comerciais e extrema careza de muitos
géneros de primeira necessidade.
Triste!
A sua população rural é dócil, sóbria, respeitadora e
hospitaleira, com certa paixão pela música.
Religiosa por tradição e convicções, não é fanática,
nem carola. Acata as autoridades e pastores espirituais,
sem subserviência: cumpre obrigações, mas sabe que tem
direitos.
Entregue à faina dos campos, é, pelo geral, ordeira,
parcimoniosa e comedida no seu viver social.
Entretanto, é preciso não esquecer, para sermos justos,
que o povo, dantes tão modesto e equilibrado nas suas
necessidades, tem-se deixado fascinar, um pouco, pelos
desvarios do luxo e vai-lhe pagando pesado e quiçá
ruinoso tributo.
Aquele afã com que nossas mães sabiam confeccionar
os seus lençois, as suas toalhas, a sua roupa branca, de
linho, - a «frescura» - como se costuma dizer, vai desaparecendo e, com ele, aquela educação das filhas nessa
escola de trabalho caseiro, que lhes prendia a atenção e
tomava tempo para a aprendizagem, evitando-lhes horas
de ócio, que a astuciosa virilidade transforma, por vezes,
em dias de amargurada tristeza para os pais.
Bem sei que os novos processos de fabricação podem
dispensar aquele arranjo de família - aquela oficina rudi-
mentar: mas não dispensam, nem substituem, aquele compêndio de maternal moralização e de virtudes domésticas.
Suprimir, portas a dentro do lar, o trabalho familiar,<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>número era contraído fora desta localidade, por indivíduos que daqui saíam e depois regressavam, contaminados, ao seio das suas famílias <ref>«Voz de Coura», ano de 1905, n.° 85.</ref>. E cita, para exemplo, o soldado.
Podia acrescentar o caixeiro e o emigrante.
Varrido pelo norte, situado a grande altitude, temperado, ainda, pelas brisas do mar, sensivelmente arborizado, abastecido de abundantes e cristalinas águas, cortado
em todas as direcções por límpidos ribeiros, o concelho é
salubre e valioso ''sanatório'' para os seus naturais.
Não é raro encontrarem-se velhos de 80, 85, 90 e mais
anos<ref>Há cinco anos faleceu na freguesia de Rubiães a mãe do sr. José A. d'Antas Montenegro, com 101 anos de idade. Ainda costurava e enfiava a agulha, sem óculos!
O pároco de Formariz faleceu este ano (1907) com 91; e na mesma freguesia, também neste ano, faleceram mais dois individuos, tendo, respectivamente, 85 e 86 anos.</ref>.
Todavia, desde que à alimentação do povo faltou o
bacalhau, pelo seu exagerado custo, e a subsistência se tornou cara, parece que a terrível moléstia tende a desenvolver-se.
Efectivamente, na inspecção sanitária dos mancebos
recrutados para o serviço militar, realizada desde 10 a 12
de Outubro de 1905, apareceram alguns casos de tuberculose incipiente.
Todos reconhecem quanto interesse deve inspirar às
classes dirigentes e abastadas a alimentação do povo, que
trabalha e produz, isto é, que se depaupera todos os dias,
sem ter a recíproca reparação de forças.
A raça de fortes e valentes, que se creava por estes vales e encostas, está condenada a desaparecer, mercê
das ''mixórdias'' comerciais e extrema careza de muitos
géneros de primeira necessidade.
Triste!
A sua população rural é dócil, sóbria, respeitadora e
hospitaleira, com certa paixão pela música.
Religiosa por tradição e convicções, não é fanática,
nem carola. Acata as autoridades e pastores espirituais,
sem subserviência: cumpre obrigações, mas sabe que tem
direitos.
Entregue à faina dos campos, é, pelo geral, ordeira,
parcimoniosa e comedida no seu viver social.
Entretanto, é preciso não esquecer, para sermos justos,
que o povo, dantes tão modesto e equilibrado nas suas
necessidades, tem-se deixado fascinar, um pouco, pelos
desvarios do luxo e vai-lhe pagando pesado e quiçá
ruinoso tributo.
Aquele afã com que nossas mães sabiam confeccionar
os seus lençois, as suas toalhas, a sua roupa branca, de
linho, - a «frescura» - como se costuma dizer, vai desaparecendo e, com ele, aquela educação das filhas nessa
escola de trabalho caseiro, que lhes prendia a atenção e
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de ócio, que a astuciosa virilidade transforma, por vezes,
em dias de amargurada tristeza para os pais.
Bem sei que os novos processos de fabricação podem
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: diário, regulamentado pela previdência carinhosa dos pais, é abrir, cá fora, ensejo a vícios, a dolorosas desilusões e a muito atropelo, legal e moral. Não se elimine, pois dos nossos costumes concelhios esta tradicional escola: antes se avivente e impulsione, como sendo o nervo da solidariedade doméstica e da austeridade de carácter. Continuem as nossas mulheres a confeccionar, na sua roca e no seu tear, o linho - o branco e fresco...
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<noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>diário, regulamentado pela previdência carinhosa dos pais,
é abrir, cá fora, ensejo a vícios, a dolorosas desilusões e a muito atropelo, legal e moral.
Não se elimine, pois dos nossos costumes concelhios
esta tradicional escola: antes se avivente e impulsione,
como sendo o nervo da solidariedade doméstica e da
austeridade de carácter.
Continuem as nossas mulheres a confeccionar, na sua
roca e no seu tear, o linho - o branco e fresco linho -
para uso caseiro, adestrando, neste e noutros misteres
familiares, suas filhas, e verão como as seduções do luxo
hão-de ficar reduzidas aos seus justos limites.
A limpeza e o asseio são virtudes: o luxo é um vício.
Creiam que a cutis, rosada e sadia, da rapariga do
campo, vale mais do que o almiscarado pó de arroz, com
que a doidivanas da moda costuma mascarar o desmaiado
pé de galinha de muita pretensiosa, dos teatros e dos
salões.
O censo de 1900 acusa uma população de 13.020
almas, assim distribuídas: sexo masculino-5.765; feminino -7.255.
Se não fora a voluntária expatriação para o Brasil,
seria muito mais elevada aquela cifra.
«''Voluntária'' expatriação», disse!
Quanto tem de cruel aquela ''voluntariedade!''
Uma importante parcela de braços úteis e vigorosos
da população rural, é sacrificada, naquela república, por
causa de uma fascinadora ilusão, ou sugestão de riqueza,
precedida de uma enervante desesperança de obter magra
subsistência na terra-mãe.
Daqui, a intensa emigração<ref>No ano de 1904 emigraram 140 pessoas, em 1905-91, e em 1906 - 104, sendo, ao todo, 260 varões e 75 mulheres. Deve notar-se que neste número não entram os que emigraram clandestinamente, que não são poucos.</ref>.
E, entretanto, o concelho é, verdadeiramente fértil, e
já o era desde séculos, como atesta o facto de, na guerra
da restauração (1640-1665), quando este concelho foi escolhido para centro de operações militares contra a Galiza, chegando a ferir-se aqui a gloriosa batalha da Travanca e reunirem-se forças importantes, nunca faltarem víveres para elas, nem ser preciso importá-los<ref>Posteriormente, para o empréstimo nacional de 1801, só concorreram dois prestamistas, não obstante ser convocado todo o povo pela Câmara Municipal. Esses prestamistas foram os abades de Cunha - José António de Sá Sottomayor Leones, com 24.000 rs. e o de Infesta - Francisco da Cruz Pias, com igual quantia. O povo alegou, então, que estava pronto a concorrer com sua pessoa e bens, mas não com dinheiro, porque não tinha reservas. (Liv. dos registos, no arquivo da Câmara).
Modernamente, há um facto que bem mostra a grande produção cerealifera do concelho. É este: em Fevereiro de 1870, a Câmara Municipal oficiou à Real Associação Central, solicitando a sua intervenção junto do Governo, para este apresentar um projecto de lei que reprimisse o «contrabando de cereaes», por isso que, enquanto em Lisboa havia falta deles, em Coura definhava-se no meio da abundância, porque ''estavam as celleiros cheios e ninguem os procurava»''. (Copiador da correspondência de 1870, no mesmo arch.).</ref>.
Era neste concelho que se preparava o abastecimento
da guarnição de algumas praças da margem do rio
Minho<ref>''Voz de Coura'' de 25 de Maio de 1907, n.° 169, artigo do sr. CunhaBrandão.</ref>.
Confirmando este conceito, escreveu J. A. de Almeida
"no seu «Diccionario Chorographico»:<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>diário, regulamentado pela previdência carinhosa dos pais,
é abrir, cá fora, ensejo a vícios, a dolorosas desilusões e a muito atropelo, legal e moral.
Não se elimine, pois dos nossos costumes concelhios
esta tradicional escola: antes se avivente e impulsione,
como sendo o nervo da solidariedade doméstica e da
austeridade de carácter.
Continuem as nossas mulheres a confeccionar, na sua
roca e no seu tear, o linho - o branco e fresco linho -
para uso caseiro, adestrando, neste e noutros misteres
familiares, suas filhas, e verão como as seduções do luxo
hão-de ficar reduzidas aos seus justos limites.
A limpeza e o asseio são virtudes: o luxo é um vício.
Creiam que a cutis, rosada e sadia, da rapariga do
campo, vale mais do que o almiscarado pó de arroz, com
que a doidivanas da moda costuma mascarar o desmaiado
pé de galinha de muita pretensiosa, dos teatros e dos
salões.
O censo de 1900 acusa uma população de 13.020
almas, assim distribuídas: sexo masculino-5.765; feminino -7.255.
Se não fora a voluntária expatriação para o Brasil,
seria muito mais elevada aquela cifra.
«''Voluntária'' expatriação», disse!
Quanto tem de cruel aquela ''voluntariedade!''
Uma importante parcela de braços úteis e vigorosos
da população rural, é sacrificada, naquela república, por
causa de uma fascinadora ilusão, ou sugestão de riqueza,
precedida de uma enervante desesperança de obter magra
subsistência na terra-mãe.
Daqui, a intensa emigração<ref>No ano de 1904 emigraram 140 pessoas, em 1905-91, e em 1906 - 104, sendo, ao todo, 260 varões e 75 mulheres. Deve notar-se que neste número não entram os que emigraram clandestinamente, que não são poucos.</ref>.
E, entretanto, o concelho é, verdadeiramente fértil, e
já o era desde séculos, como atesta o facto de, na guerra
da restauração (1640-1665), quando este concelho foi escolhido para centro de operações militares contra a Galiza, chegando a ferir-se aqui a gloriosa batalha da Travanca e reunirem-se forças importantes, nunca faltarem víveres para elas, nem ser preciso importá-los<ref>Posteriormente, para o empréstimo nacional de 1801, só concorreram dois prestamistas, não obstante ser convocado todo o povo pela Câmara Municipal. Esses prestamistas foram os abades de Cunha - José António de Sá Sottomayor Leones, com 24.000 rs. e o de Infesta - Francisco da Cruz Pias, com igual quantia. O povo alegou, então, que estava pronto a concorrer com sua pessoa e bens, mas não com dinheiro, porque não tinha reservas. (Liv. dos registos, no arquivo da Câmara).
Modernamente, há um facto que bem mostra a grande produção cerealifera do concelho. É este: em Fevereiro de 1870, a Câmara Municipal oficiou à Real Associação Central, solicitando a sua intervenção junto do Governo, para este apresentar um projecto de lei que reprimisse o «contrabando de cereaes», por isso que, enquanto em Lisboa havia falta deles, «em Coura definhava-se no meio da abundância, porque ''estavam as celleiros cheios e ninguem os procurava»''. (Copiador da correspondência de 1870, no mesmo arch.).</ref>.
Era neste concelho que se preparava o abastecimento
da guarnição de algumas praças da margem do rio
Minho<ref>''Voz de Coura'' de 25 de Maio de 1907, n.° 169, artigo do sr. CunhaBrandão.</ref>.
Confirmando este conceito, escreveu J. A. de Almeida
"no seu «Diccionario Chorographico»:<noinclude></noinclude>
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Ruiaraujo1972
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<noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>«Em 1663, na guerra da aclamação de D. João IV,
repetidas vezes se juntou aqui o nosso exército e passavam
a combater o inimigo e aqui tornavam a recolher, tendo
nos seus acampamentos a ''maior abundância'', cousa que
admirou não só às outras províncias, mas até aos de
outras nações». (Vb.° «Coura»).
Em documentos oficiais, arquivados na Torre do
Tombo<ref>''Consulta ao Conselho de Guerra'', de 14 de Setembro de 1663, documento encontrado pelo sr. tenente-coronel Cunha Brandão. ''Voz de Coura'', n.º 169, 4.º ano.</ref>, consignou-se que em Coura se estabeleceu um governo militar, destinado a superintender na defesa da
terra, continuamente assaltada pelo inimigo, e que se
preparava aqui o ''abastecimento'' da guarnição de praças de Riba-Minho.
No referido documento, Coura é considerado «escala
ordinária de tudo».
«Assim era, com efeito, pois que ali eram mandados
apresentar todos os socorros enviados do sul e que tinham,
em parte, de seguir para Riba-Minho; ali se fazia a primeira ''étape'' dos que pelas circunstâncias ocorrentes precisavam retirar para o sul. Por ali se estabelecia comunicação, segura, com o interior do país, e por ali, finalmente, passavam todas as ordens do governo para o teatro da guerra, no extremo norte e vice-versa<ref>''Voz de Coura'', 4.º ano, n.º 169.</ref>.
O concelho, antes de 1834, era governado pelo juíz
ordinário - presidente nato da Câmara -, très vereadores,
procurador do concelho e pelouro, de eleição trienal popu-
lar<ref>Chorographia do P. Carvalho, tomo 1.º, pág. 261.</ref>, presidida pelo Corregedor de Viana do Castelo. Tinha escrivão da câmara, almotacés, distribuidor, inquiridor, e
contador. Cinco tabeliães, alcaide e almoxarife, data do
Visconde, de Vila Nova de Cerveira, como donatário da
''terra de Coira''<ref>Os juizes ordinários eram eleitos pelos homens bons, ou pessoas gradas do concelho. Na sessão camarária de 7 de Julho de 1751, tratando-se da nomeação do meirinho, o Visconde fez-se representar pelo abade de Paredes, D. Prancisco Xavier de Lima.</ref>.
{{c|'''Foral de D. Manuel'''}}
Foi D. Manuel o primeiro monarca que deu «foral» a
Coura, em 2 de Junho de 1512.
Neste «foral declara-se que da - pena de sangue e de arma -, se não levaria mais de 200 reaes; porque, até
então, pagavam-se duas penas - uma para o meirinho e
outra do sangue -, na importância de 1.080 reaes, ficando
reduzidas a uma só<ref>O «real» era moeda portuguesa. Havia-os de ouro, prata e cobre; e, destes, havia reaes ''brancos'' e reaes ''pretos''. No reinado de D. Manuel os reses de prata valiam uns 20 reis, e outros 30 reis. Os ''brancos'' chamavam-se assim por terem muita liga de estanho. Os lavrados depois de 1462 valiam 6 ceitis. No tempo do Rei D. Duarte um ''real branco'' valia 10 pretos, e cada um destes, ultimamente, 6 ceitis (Vitervo). Cada ''maravedi'' valia, no tempo do Rei D. Manuel, 27 reis da nossa moeda. O real de prata subiu depois a 40 rs. e no tempo de D. João IV a 50 rs.: era a nossa conhecida moeda de ''meio tostão''.</ref>.
Todo aquele que disparasse arma, com o fim de fazer
mal a alguém, pagava a pena e perdia a arma. No caso,
até de fazer sangue, a pena não mudava, excepto se o
sangue fosse do ''sobre-olho'', porque, então, os 200 reaes
seriam para o Senhorio da terra e a arma para o Alcaide<noinclude></noinclude>
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