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*[https://www.jstor.org/stable/community.38768246 Constituição paulista]
*[https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/8872 estrella]
*[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Miseraveis 5]]
*[https://acervo.bn.gov.br/Sophia_web/acervo/detalhe/1225052 direitos] ([https://piaui.folha.uol.com.br/travessura-revolucionaria/ ler também])
*[https://books.google.ch/books?id=p8BLAQAAIAAJ&hl=pt-BR&source=gbs_navlinks_s Exilio]
*[https://www2.senado.leg.br/bdsf/handle/id/242552 Tradução]
* [https://literaturabrasileira.ufsc.br/autores/?id=8065 ernani]
*[[Galeria:História de Napoleão Bonaparte (I).pdf|Napoleão 1]] - IV
*[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Miseraveis 6]]
* [[:en:Index:The Path to the Stars, by K. E. Tsiolkovsky, English transl., AD0644808.pdf|Stars]]
*[[:en:Index:Machado of Brazil (Machado).djvu|Machado of Brazil]]
* [[:File:Diretas já (Pedro Simon, 1984).pdf|Diretas já]]
*[[Lincoln: narração de sua vida pessoal]]
*[[Galeria:Futuros Imaginarios.pdf|Futuros]]
*[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Miseraveis 7]]
*[https://www2.senado.leg.br/bdsf/handle/id/768199 Mon to Rep]
*[https://www.jstor.org/stable/community.38767768 Pasteur] - 23
* [[Galeria:Efêmero Revisitado.pdf]]
* [[Galeria:Revista da Exposição Anthropologica Brazileira (1882).pdf|Revista da exposição]]
* [https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/8913 Barão]
*[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Miseraveis 8]]
* [[Galeria:Os Noivos (v.2).pdf]]
*[[Galeria:O Federalista, 1840 (Vol. 2).pdf|Federalista 2]]
*[https://www.jstor.org/stable/community.38769569 O cerco do corintho] - 50
*[[Galeria:Cronicas-de-um-Tetranacional-do-Software-Livre.pdf]]
* [[Galeria:Idéas de Géca Tatú.pdf|Géca]]
*[[Galeria:Contos Escolhidos.pdf|Contos]]
*[[Galeria:A Cultura é Livre.pdf]]
* [[Galeria:A Onda Verde (1922).pdf]]
* [[:File:Preito a Camões.pdf|Camões]]
* [https://www.jstor.org/stable/community.38767573 Minor Camões] - 33
*[[Galeria:O Federalista, 1840 (Vol. 3).pdf]]
* [[Galeria:O Senhor D. Pedro II, imperador do Brasil, biographia, por Joaquim Pinto de Campos ; e com uma advertencia por Camillo Castello Branco.pdf|Biografia do Senhor D. Pedro II]] - 96
* [[:File:Statira e Zoroastes.pdf|Statira]] - 56
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*[https://www.jstor.org/stable/community.38769995 Portugal, Brasil e Grã-Bretanha] - 53
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*[[:File:Da vida e feitos de Alexandre de Gusmão e de Bartholomeu Lourenço de Gusmão.pdf|Da vida]] - 117
*{{livro digitalizado|Os Sabios Illustres|Os Sabios Illustres.pdf}} - 162
*{{livro digitalizado|Galeria Illustre (Mulheres Célebres)|Galeria Illustre (Mulheres Célebres).pdf|Galeria Illustre}} - 173 páginas
*{{livro digitalizado|A Genealogia da Moral|A genealogia da moral.pdf}} - 176 páginas
* [https://taubate.sp.gov.br/museumonteirolobato/acervo/obras-completas/memorias-da-emilia/?order=ASC&orderby=meta_value&metakey=19&perpage=12&search=Mem%C3%B3rias&pos=0&source_list=collection&ref=%2Fmuseumonteirolobato%2Facervo%2Fobras-completas%2F 122]
*{{livro digitalizado|Diario de um Soldado (Vol. 1)|Diario de um Soldado Vol. 1.pdf|Diário de um soldado}} - 189
*{{livro digitalizado|Vida e viagens de Fernão de Magalhães|Vida e viagens de Fernão de Magalhães, por Diego de Barros Arana; traducção do hespanhol de Fernando de Magalhães Villas-Boas. Com um appendice original.pdf}} - 206
* [https://taubate.sp.gov.br/museumonteirolobato/acervo/obras-completas/o-picapau-amarelo/?order=ASC&orderby=meta_value&metakey=19&perpage=12&paged=1&search=picapau%20amarelo&pos=0&source_list=collection&ref=%2Fmuseumonteirolobato%2Facervo%2Fobras-completas%2F 178]
*[[Galeria:Quem trabalha tem alfaia.pdf|Quem trabalha tem alfaia]] - 242
*[[:File:Brazilian Literature (IA brazilianliterat00gold).pdf|Brazilian literature]] 303
*[https://permalinkbnd.bnportugal.gov.pt/records/item/92629-resumo-do-systema-de-medicina-e-traduccao-da-materia-medica-do-doutor-erasmo-darwin Erasmo]
*[https://bibliotecadigital.stf.jus.br/xmlui/handle/123456789/603 justiniano]
*[https://bibliotecadigital.stf.jus.br/xmlui/handle/123456789/497 Ferdinand]
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<div title="Projets en chantier" style="padding: 1em;font-size:80%">
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Erick Soares3
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*[https://www.jstor.org/stable/community.38768246 Constituição paulista]
*[https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/8872 estrella]
*[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Miseraveis 5]]
*[https://acervo.bn.gov.br/Sophia_web/acervo/detalhe/1225052 direitos] ([https://piaui.folha.uol.com.br/travessura-revolucionaria/ ler também])
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*[https://www2.senado.leg.br/bdsf/handle/id/242552 Tradução]
* [https://literaturabrasileira.ufsc.br/autores/?id=8065 ernani]
*[[Galeria:História de Napoleão Bonaparte (I).pdf|Napoleão 1]] - IV
*[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Miseraveis 6]]
* [[:en:Index:The Path to the Stars, by K. E. Tsiolkovsky, English transl., AD0644808.pdf|Stars]]
*[[:en:Index:Machado of Brazil (Machado).djvu|Machado of Brazil]]
* [[:File:Diretas já (Pedro Simon, 1984).pdf|Diretas já]]
*[[Lincoln: narração de sua vida pessoal]]
*[[Galeria:Futuros Imaginarios.pdf|Futuros]]
*[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Miseraveis 7]]
*[https://www2.senado.leg.br/bdsf/handle/id/768199 Mon to Rep]
*[https://www.jstor.org/stable/community.38767768 Pasteur] - 23
* [[Galeria:Efêmero Revisitado.pdf]]
* [[Galeria:Revista da Exposição Anthropologica Brazileira (1882).pdf|Revista da exposição]]
* [https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/8913 Barão]
*[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Miseraveis 8]]
* [[Galeria:Os Noivos (v.2).pdf]]
*[[Galeria:O Federalista, 1840 (Vol. 2).pdf|Federalista 2]]
*[https://www.jstor.org/stable/community.38769569 O cerco do corintho] - 50
*[[Galeria:Cronicas-de-um-Tetranacional-do-Software-Livre.pdf]]
* [[Galeria:Idéas de Géca Tatú.pdf|Géca]]
*[[Galeria:Contos Escolhidos.pdf|Contos]]
*[[Galeria:A Cultura é Livre.pdf]]
* [[Galeria:A Onda Verde (1922).pdf]]
* [[:File:Preito a Camões.pdf|Camões]]
* [https://www.jstor.org/stable/community.38767573 Minor Camões] - 33
*[[Galeria:O Federalista, 1840 (Vol. 3).pdf]]
* [[Galeria:O Senhor D. Pedro II, imperador do Brasil, biographia, por Joaquim Pinto de Campos ; e com uma advertencia por Camillo Castello Branco.pdf|Biografia do Senhor D. Pedro II]] - 96
* [[:File:Statira e Zoroastes.pdf|Statira]] - 56
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*[https://www.jstor.org/stable/community.38769995 Portugal, Brasil e Grã-Bretanha] - 53
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*[[:File:Da vida e feitos de Alexandre de Gusmão e de Bartholomeu Lourenço de Gusmão.pdf|Da vida]] - 117
*{{livro digitalizado|Os Sabios Illustres|Os Sabios Illustres.pdf}} - 162
*{{livro digitalizado|Galeria Illustre (Mulheres Célebres)|Galeria Illustre (Mulheres Célebres).pdf|Galeria Illustre}} - 173 páginas
*{{livro digitalizado|A Genealogia da Moral|A genealogia da moral.pdf}} - 176 páginas
* [https://taubate.sp.gov.br/museumonteirolobato/acervo/obras-completas/memorias-da-emilia/?order=ASC&orderby=meta_value&metakey=19&perpage=12&search=Mem%C3%B3rias&pos=0&source_list=collection&ref=%2Fmuseumonteirolobato%2Facervo%2Fobras-completas%2F 122]
*{{livro digitalizado|Diario de um Soldado (Vol. 1)|Diario de um Soldado Vol. 1.pdf|Diário de um soldado}} - 189
*{{livro digitalizado|Vida e viagens de Fernão de Magalhães|Vida e viagens de Fernão de Magalhães, por Diego de Barros Arana; traducção do hespanhol de Fernando de Magalhães Villas-Boas. Com um appendice original.pdf}} - 206
* [https://taubate.sp.gov.br/museumonteirolobato/acervo/obras-completas/o-picapau-amarelo/?order=ASC&orderby=meta_value&metakey=19&perpage=12&paged=1&search=picapau%20amarelo&pos=0&source_list=collection&ref=%2Fmuseumonteirolobato%2Facervo%2Fobras-completas%2F 178]
*[[Galeria:Quem trabalha tem alfaia.pdf|Quem trabalha tem alfaia]] - 242
*[[:File:Brazilian Literature (IA brazilianliterat00gold).pdf|Brazilian literature]] 303
*[https://permalinkbnd.bnportugal.gov.pt/records/item/92629-resumo-do-systema-de-medicina-e-traduccao-da-materia-medica-do-doutor-erasmo-darwin Erasmo]
*[https://bibliotecadigital.stf.jus.br/xmlui/handle/123456789/603 justiniano]
*[https://bibliotecadigital.stf.jus.br/xmlui/handle/123456789/497 Ferdinand]
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Ficheiro:Historia das invenções.pdf|page=7|thumb|'''[[Historia das invenções (4ª edição)]]'''
File:Franklin - A Sciencia do bom homem (1864).pdf|page=3|thumb|'''[[A Sciencia do Bom Homem Ricardo]]'''
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Erick Soares3
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*[https://www.jstor.org/stable/community.38768246 Constituição paulista]
*[https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/8872 estrella]
*[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Miseraveis 5]]
*[https://acervo.bn.gov.br/Sophia_web/acervo/detalhe/1225052 direitos] ([https://piaui.folha.uol.com.br/travessura-revolucionaria/ ler também])
*[https://books.google.ch/books?id=p8BLAQAAIAAJ&hl=pt-BR&source=gbs_navlinks_s Exilio]
*[https://www2.senado.leg.br/bdsf/handle/id/242552 Tradução]
* [https://literaturabrasileira.ufsc.br/autores/?id=8065 ernani]
*[[Galeria:História de Napoleão Bonaparte (I).pdf|Napoleão 1]] - IV
*[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Miseraveis 6]]
* [[:en:Index:The Path to the Stars, by K. E. Tsiolkovsky, English transl., AD0644808.pdf|Stars]]
*[[:en:Index:Machado of Brazil (Machado).djvu|Machado of Brazil]]
* [[:File:Diretas já (Pedro Simon, 1984).pdf|Diretas já]]
*[[Lincoln: narração de sua vida pessoal]]
*[[Galeria:Futuros Imaginarios.pdf|Futuros]]
*[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Miseraveis 7]]
*[https://www2.senado.leg.br/bdsf/handle/id/768199 Mon to Rep]
*[https://www.jstor.org/stable/community.38767768 Pasteur] - 23
* [[Galeria:Efêmero Revisitado.pdf]]
* [[Galeria:Revista da Exposição Anthropologica Brazileira (1882).pdf|Revista da exposição]]
* [https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/8913 Barão]
*[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Miseraveis 8]]
* [[Galeria:Os Noivos (v.2).pdf]]
*[[Galeria:O Federalista, 1840 (Vol. 2).pdf|Federalista 2]]
*[https://www.jstor.org/stable/community.38769569 O cerco do corintho] - 50
*[[Galeria:Cronicas-de-um-Tetranacional-do-Software-Livre.pdf]]
* [[Galeria:Idéas de Géca Tatú.pdf|Géca]]
*[[Galeria:Contos Escolhidos.pdf|Contos]]
*[[Galeria:A Cultura é Livre.pdf]]
* [[Galeria:A Onda Verde (1922).pdf]]
* [[:File:Preito a Camões.pdf|Camões]]
* [https://www.jstor.org/stable/community.38767573 Minor Camões] - 33
*[[Galeria:O Federalista, 1840 (Vol. 3).pdf]]
* [[Galeria:O Senhor D. Pedro II, imperador do Brasil, biographia, por Joaquim Pinto de Campos ; e com uma advertencia por Camillo Castello Branco.pdf|Biografia do Senhor D. Pedro II]] - 96
* [[:File:Statira e Zoroastes.pdf|Statira]] - 56
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*[https://www.jstor.org/stable/community.38769995 Portugal, Brasil e Grã-Bretanha] - 53
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*[[:File:Da vida e feitos de Alexandre de Gusmão e de Bartholomeu Lourenço de Gusmão.pdf|Da vida]] - 117
*{{livro digitalizado|Os Sabios Illustres|Os Sabios Illustres.pdf}} - 162
*{{livro digitalizado|Galeria Illustre (Mulheres Célebres)|Galeria Illustre (Mulheres Célebres).pdf|Galeria Illustre}} - 173 páginas
*{{livro digitalizado|A Genealogia da Moral|A genealogia da moral.pdf}} - 176 páginas
* [https://taubate.sp.gov.br/museumonteirolobato/acervo/obras-completas/memorias-da-emilia/?order=ASC&orderby=meta_value&metakey=19&perpage=12&search=Mem%C3%B3rias&pos=0&source_list=collection&ref=%2Fmuseumonteirolobato%2Facervo%2Fobras-completas%2F 122]
*{{livro digitalizado|Diario de um Soldado (Vol. 1)|Diario de um Soldado Vol. 1.pdf|Diário de um soldado}} - 189
*{{livro digitalizado|Vida e viagens de Fernão de Magalhães|Vida e viagens de Fernão de Magalhães, por Diego de Barros Arana; traducção do hespanhol de Fernando de Magalhães Villas-Boas. Com um appendice original.pdf}} - 206
* [https://taubate.sp.gov.br/museumonteirolobato/acervo/obras-completas/o-picapau-amarelo/?order=ASC&orderby=meta_value&metakey=19&perpage=12&paged=1&search=picapau%20amarelo&pos=0&source_list=collection&ref=%2Fmuseumonteirolobato%2Facervo%2Fobras-completas%2F 178]
*[[Galeria:Quem trabalha tem alfaia.pdf|Quem trabalha tem alfaia]] - 242
*[[:File:Brazilian Literature (IA brazilianliterat00gold).pdf|Brazilian literature]] 303
*[https://permalinkbnd.bnportugal.gov.pt/records/item/92629-resumo-do-systema-de-medicina-e-traduccao-da-materia-medica-do-doutor-erasmo-darwin Erasmo]
*[https://bibliotecadigital.stf.jus.br/xmlui/handle/123456789/603 justiniano]
*[https://bibliotecadigital.stf.jus.br/xmlui/handle/123456789/497 Ferdinand]
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Ficheiro:Historia das invenções.pdf|page=7|thumb|'''[[Historia das invenções (4ª edição)]]'''
File:Franklin - A Sciencia do bom homem (1864).pdf|page=3|thumb|'''[[A Sciencia do Bom Homem Ricardo]]'''
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''Et ne craignez point quʼils trompent lʼenfant en peuplant son esprit de nains ou de féés. Lʼentant sait bien que la vie nʼa point de ces apparitions charmantes. Cʼest votre science amusante qui les trompe ; cʼest elle qui sème les erreurs difficiles à corriger...... Quel profit tirent les enfants dʼune science sans methode, dʼune litterature faussement pratique qui ni parle ni à lʼintelligence ni au sentiment? Il faudrait revenir aux belles légendes, à la poésie des poètes et des peuples, à tout ce qui donne le frisson du beau.''
''Helas! notre societé est pleine de pharmaciens qui craignent lʼimagination. Et ils ont bien tort. Cʼest elle, avec ses mensonges, qui sème toute beauté et toute vertu dans le monde. On nʼest grand que par elle. O mères ! nʼayez pas peur quʼelle perde vos enfants : elle les gardera, au contraire, des fautes vulgaires et des erreurs faciles.''}}
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: --imagem-- Tarifa dos géneros, no ano de 1838, para efeito das côngruas paroquiais Ponho ponto neste capítulo, dando à estampa uma curiosa produção poética do tempo da Patuleia. É uma quadra que, lidos os versos ao inteiro, são uma apologia dos Cartistas; e, lidos somente até à linha plicada, decompõe-se em duas quadras, a primeira das quais é um testemunho de adesão aos setembristas e a segunda aos cartistas. Segue a poesia: {{c...
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<noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>--imagem--
Tarifa dos géneros, no ano de 1838, para efeito das côngruas paroquiais
Ponho ponto neste capítulo, dando à estampa uma curiosa produção poética do tempo da Patuleia.
É uma quadra que, lidos os versos ao inteiro, são uma apologia dos Cartistas; e, lidos somente até à linha plicada,
decompõe-se em duas quadras, a primeira das quais é um testemunho de adesão aos setembristas e a segunda aos cartistas.
Segue a poesia:
{{c|"''Nunca gostei | da Junta do Porto''}}
{{c|''De quem é Carlista | sempre gostei'';}}
{{c|''Sempre servi | leal ao throno''}}
{{c|''Um Setembrista | nunca serei''.,,}}<ref>Ao meu bom amigo Júlio de Lemos, inteligente e ilustrado secretário da Câmara Municipal deste concelho, autor das «Campesinas», abalizado publicista e bonestissimo funcionário, devo a leitura do arquivo daquela corporação, por ele organizado, assim como lhe devo valiosa cooperação e estímulo.
Aqui lhe deixo, afectuosamente, o protesto da minha gratidão.</ref>
'''{{c|CAPÍTULO XI}}'''
'''{{c|O cisma religioso de 1838, em Coura}}'''
TALVEZ vá alguém sorrir-se da epígrafe que encima este capítulo, supondo que se trata de condimentar alguma arama, de sabor americano.
Não trata.
O facto é, absolutamente, verdadeiro e traduz, apenas, a repercussão do cisma que irrompeu no país e principalmente na arquidiocese de Braga, depois de 1834.
As autoridades locais - administrativas, judiciais e eclesiásticas - andaram em papos de aranha por causa desta pavorosa, conhecida, aqui, pela designação de - Egrejinha.
O singular acontecimento consta de um processo, cujo original está em meu poder, e que teve por base este ofício:
«Ill.<sup>mo</sup> e Rev.<sup>mo</sup> Snr.<ref>Vigário Geral da comarca eclesiástica de Valença, que, ao tempo, era o abade de Gandra - R. João Marques da Costa.</ref> Tenho o dissabor de levar ao conhecimento de V. S.a que, a alguns dias esta parte se. tem desenvolvido o scisma religioso nas freguezias de Insalde, Porreiras e Ferreira, d'este concelho, chegando no
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Tarifa dos géneros, no ano de 1838, para efeito das côngruas paroquiais
Ponho ponto neste capítulo, dando à estampa uma curiosa produção poética do tempo da Patuleia.
É uma quadra que, lidos os versos ao inteiro, são uma apologia dos Cartistas; e, lidos somente até à linha plicada,
decompõe-se em duas quadras, a primeira das quais é um testemunho de adesão aos setembristas e a segunda aos cartistas.
Segue a poesia:
{{c|"''Nunca gostei ‡ da Junta do Porto''}}
{{c|''De quem é Carlista ‡ sempre gostei'';}}
{{c|''Sempre servi ‡ leal ao throno''}}
{{c|''Um Setembrista ‡ nunca serei''.,,}}<ref>Ao meu bom amigo Júlio de Lemos, inteligente e ilustrado secretário da Câmara Municipal deste concelho, autor das «Campesinas», abalizado publicista e bonestissimo funcionário, devo a leitura do arquivo daquela corporação, por ele organizado, assim como lhe devo valiosa cooperação e estímulo.
Aqui lhe deixo, afectuosamente, o protesto da minha gratidão.</ref>
'''{{c|CAPÍTULO XI}}'''
'''{{c|O cisma religioso de 1838, em Coura}}'''
TALVEZ vá alguém sorrir-se da epígrafe que encima este capítulo, supondo que se trata de condimentar alguma arama, de sabor americano.
Não trata.
O facto é, absolutamente, verdadeiro e traduz, apenas, a repercussão do cisma que irrompeu no país e principalmente na arquidiocese de Braga, depois de 1834.
As autoridades locais - administrativas, judiciais e eclesiásticas - andaram em papos de aranha por causa desta pavorosa, conhecida, aqui, pela designação de - Egrejinha.
O singular acontecimento consta de um processo, cujo original está em meu poder, e que teve por base este ofício:
«Ill.<sup>mo</sup> e Rev.<sup>mo</sup> Snr.<ref>Vigário Geral da comarca eclesiástica de Valença, que, ao tempo, era o abade de Gandra - R. João Marques da Costa.</ref> Tenho o dissabor de levar ao conhecimento de V. S.a que, a alguns dias esta parte se. tem desenvolvido o scisma religioso nas freguezias de Insalde, Porreiras e Ferreira, d'este concelho, chegando no
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Ruiaraujo1972
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Tarifa dos géneros, no ano de 1838, para efeito das côngruas paroquiais
Ponho ponto neste capítulo, dando à estampa uma curiosa produção poética do tempo da Patuleia.
É uma quadra que, lidos os versos ao inteiro, são uma apologia dos Cartistas; e, lidos somente até à linha plicada,
decompõe-se em duas quadras, a primeira das quais é um testemunho de adesão aos setembristas e a segunda aos cartistas.
Segue a poesia:
{{c|"''Nunca gostei ‡ da Junta do Porto''}}
{{c|''De quem é Carlista ‡ sempre gostei'';}}
{{c|''Sempre servi ‡ leal ao throno''}}
{{c|''Um Setembrista ‡ nunca serei''.,,}}<ref>Ao meu bom amigo Júlio de Lemos, inteligente e ilustrado secretário da Câmara Municipal deste concelho, autor das «Campesinas», abalizado publicista e bonestissimo funcionário, devo a leitura do arquivo daquela corporação, por ele organizado, assim como lhe devo valiosa cooperação e estímulo.
Aqui lhe deixo, afectuosamente, o protesto da minha gratidão.</ref>
'''{{c|CAPÍTULO XI}}'''
'''{{c|O cisma religioso de 1838, em Coura}}'''
TALVEZ vá alguém sorrir-se da epígrafe que encima este capítulo, supondo que se trata de condimentar alguma arama, de sabor americano.
Não trata.
O facto é, absolutamente, verdadeiro e traduz, apenas, a repercussão do cisma que irrompeu no país e principalmente na arquidiocese de Braga, depois de 1834.
As autoridades locais - administrativas, judiciais e eclesiásticas - andaram em papos de aranha por causa desta pavorosa, conhecida, aqui, pela designação de - Egrejinha.
O singular acontecimento consta de um processo, cujo original está em meu poder, e que teve por base este ofício:
«''Ill.<sup>mo</sup> e Rev.<sup>mo</sup> Snr.<ref>Vigário Geral da comarca eclesiástica de Valença, que, ao tempo, era o abade de Gandra - R. João Marques da Costa.</ref> Tenho o dissabor de levar ao conhecimento de V. S.a que, a alguns dias esta parte se. tem desenvolvido o scisma religioso nas freguezias de Insalde, Porreiras e Ferreira, d'este concelho, chegando no''
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: dia 14 do corrente o P.<sup>e</sup> Manuel José da Cunha, da freguesia de Insalde<ref>Era geralmente, conhecido por Reitor de Insalde, ou do Casal. Estava suspenso do seu benefício - a Lixa.</ref>, a fazer na egreja uma pratica, dizendo que todas as dispensas matrimoniaes estavam nullas... Outrosim lembro a V. Sª que consta que n'este concelho há clerigos que celebram sém legitima jurisdicção... D. G. Coura 22 de outubro de 1838. O adm...
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<noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>dia 14 do corrente o P.<sup>e</sup> Manuel José da Cunha, da freguesia de Insalde<ref>Era geralmente, conhecido por Reitor de Insalde, ou do Casal. Estava suspenso do seu benefício - a Lixa.</ref>, a fazer na egreja uma pratica, dizendo que todas as dispensas matrimoniaes estavam nullas... Outrosim lembro a V. Sª que consta que n'este concelho há clerigos que celebram sém legitima jurisdicção... D. G. Coura 22 de outubro de 1838. O administrador do concelho, (a) Miguel d'Antas Bacellar Barbosa.»
O caso foi este: no dia 13 de Outubro, daquele ano, apareceu em casa do P.<sup>e</sup> Manuel Luiz Lourenço, do lugar do Souto, freguesia de Insalde, o P.<sup>e</sup> Joaquim José Meireles, do Pico de Regalados, abade de S. Paio de Vilela, em Bouro, suspenso do benefício.
Apresentou-se como ''«Sub-Delegado»'' de fr. António da Falperra<ref>Logo veremos quem era.</ref>, o qual, dizia o P.<sup>e</sup> Meireles, era ''«Vigário Apostólico»'' de S. Santidade.
Com o P.<sup>e</sup> Manuel Luiz Lourenço, morava seu sobrinho P.<sup>e</sup> Manuel José da Cunha.
Ambos, pois, receberam o Pe Meireles e por este lhes foi apresentada uma ''«papelada»'' (textual), tendente a mostrar que ele vinha dar ''«legitima jurisdição»'' ao clero, ''«absolver»'' o povo das ''censuras'' em que tinha incorrido e ''«validar»'' os casamentos feitos com dispensa, porque, dizia, estavam nulos.
Os sacerdotes de Insalde, de tímida consciência, facilmente aderiram às sugestões daquele emissário, que os predispôs para o cisma, principalmente ao P.<sup>e</sup> Manuel José da Cunha, que, decerto, não veria com bons olhos quem o havia suspendido.
Foi, pois, facil a tarefa, e tanto que, no dia seguinte (domingo), já os três foram para e[sic.] igreja paroquial evangelizar a ''nova doutrina''<ref>O P.<sup>e</sup> Manuel Luiz Lourenço estava encarregado de paroquiar Insalde.</ref>.
O P.<sup>e</sup> Meireles fez ali uma prática ao povo, ''levantou-lhe a excomunhão'', ''absolveu'' os Padres e deu-lhes nova jurisdição<ref>Fr. António Fernandes, desta freguesia, não quis ser absolvido nem ''nova jurisdição''.</ref>.
No dia 20 (sábado) o mesmo sacerdote, com o Reitor do Casal, dirigiram-se, de manhã, para a residência paroquial da freguesia das Porreiras, que confina com aquela, afim de aliciar o abade, Rev.<sup>do</sup> José António Pereira.
Este, porém, recalcitrou, não se prestando a submeter-se à doutrina pregada pelo P.<sup>e</sup> do Pico de Regalados.
Ameaçado de suspensão, ou melhor suspenso imediatamente pelo Meireles, o pobre abade sertanejo conformou-se, e lá foi, no outro dia (domingo), para a sua igreja com o P.<sup>e</sup> Manuel José da Cunha, onde este, depois da prática preparatória, absolveu o pároco e o P. José Manuel Barbosa<ref>Foi tal o escrúpulo deste Padre, que não tomou a celebrar, enquanto não mostrou os seus documentos ao mencionado ''Sub-Delegado''.</ref>, capelão na capela de S. João de Reirigo<ref>É uma povoação serrana, pertencente à freguesia de Formariz e
vizinha da de Porreiras.</ref>.
Entretanto, o Sub-Delegado andava missionando por outras localidades do concelho, e chegou à freguesia de Ferreira, onde havia bastantes sacerdotes.
Preparado de véspera o terreno, subiu ao púlpito desta igreja e pregou a doutrina sabida, aconselhando, demais a mais, que, no temporal, se devia obedecer à Rainha, e no espiritual, - «a uma só cabeça»; e, por último, abordou o
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<noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>''dia 14 do corrente o P.<sup>e</sup> Manuel José da Cunha, da freguesia de Insalde<ref>Era geralmente, conhecido por Reitor de Insalde, ou do Casal. Estava suspenso do seu benefício - a Lixa.</ref>, a fazer na egreja uma pratica, dizendo que todas as dispensas matrimoniaes estavam nullas... Outrosim lembro a V. Sª que consta que n'este concelho há clerigos que celebram sém legitima jurisdicção... D. G. Coura 22 de outubro de 1838. O administrador do concelho, (a) Miguel d'Antas Bacellar Barbosa.»''
O caso foi este: no dia 13 de Outubro, daquele ano, apareceu em casa do P.<sup>e</sup> Manuel Luiz Lourenço, do lugar do Souto, freguesia de Insalde, o P.<sup>e</sup> Joaquim José Meireles, do Pico de Regalados, abade de S. Paio de Vilela, em Bouro, suspenso do benefício.
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Com o P.<sup>e</sup> Manuel Luiz Lourenço, morava seu sobrinho P.<sup>e</sup> Manuel José da Cunha.
Ambos, pois, receberam o Pe Meireles e por este lhes foi apresentada uma ''«papelada»'' (textual), tendente a mostrar que ele vinha dar ''«legitima jurisdição»'' ao clero, ''«absolver»'' o povo das ''censuras'' em que tinha incorrido e ''«validar»'' os casamentos feitos com dispensa, porque, dizia, estavam nulos.
Os sacerdotes de Insalde, de tímida consciência, facilmente aderiram às sugestões daquele emissário, que os predispôs para o cisma, principalmente ao P.<sup>e</sup> Manuel José da Cunha, que, decerto, não veria com bons olhos quem o havia suspendido.
Foi, pois, facil a tarefa, e tanto que, no dia seguinte (domingo), já os três foram para e[sic.] igreja paroquial evangelizar a ''nova doutrina''<ref>O P.<sup>e</sup> Manuel Luiz Lourenço estava encarregado de paroquiar Insalde.</ref>.
O P.<sup>e</sup> Meireles fez ali uma prática ao povo, ''levantou-lhe a excomunhão'', ''absolveu'' os Padres e deu-lhes nova jurisdição<ref>Fr. António Fernandes, desta freguesia, não quis ser absolvido nem ''nova jurisdição''.</ref>.
No dia 20 (sábado) o mesmo sacerdote, com o Reitor do Casal, dirigiram-se, de manhã, para a residência paroquial da freguesia das Porreiras, que confina com aquela, afim de aliciar o abade, Rev.<sup>do</sup> José António Pereira.
Este, porém, recalcitrou, não se prestando a submeter-se à doutrina pregada pelo P.<sup>e</sup> do Pico de Regalados.
Ameaçado de suspensão, ou melhor suspenso imediatamente pelo Meireles, o pobre abade sertanejo conformou-se, e lá foi, no outro dia (domingo), para a sua igreja com o P.<sup>e</sup> Manuel José da Cunha, onde este, depois da prática preparatória, absolveu o pároco e o P. José Manuel Barbosa<ref>Foi tal o escrúpulo deste Padre, que não tomou a celebrar, enquanto não mostrou os seus documentos ao mencionado ''Sub-Delegado''.</ref>, capelão na capela de S. João de Reirigo<ref>É uma povoação serrana, pertencente à freguesia de Formariz e
vizinha da de Porreiras.</ref>.
Entretanto, o Sub-Delegado andava missionando por outras localidades do concelho, e chegou à freguesia de Ferreira, onde havia bastantes sacerdotes.
Preparado de véspera o terreno, subiu ao púlpito desta igreja e pregou a doutrina sabida, aconselhando, demais a mais, que, no temporal, se devia obedecer à Rainha, e no espiritual, - «a uma só cabeça»; e, por último, abordou o
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O caso foi este: no dia 13 de Outubro, daquele ano, apareceu em casa do P.<sup>e</sup> Manuel Luiz Lourenço, do lugar do Souto, freguesia de Insalde, o P.<sup>e</sup> Joaquim José Meireles, do Pico de Regalados, abade de S. Paio de Vilela, em Bouro, suspenso do benefício.
Apresentou-se como ''«Sub-Delegado»'' de fr. António da Falperra<ref>Logo veremos quem era.</ref>, o qual, dizia o P.<sup>e</sup> Meireles, era ''«Vigário Apostólico»'' de S. Santidade.
Com o P.<sup>e</sup> Manuel Luiz Lourenço, morava seu sobrinho P.<sup>e</sup> Manuel José da Cunha.
Ambos, pois, receberam o P.<sup>e</sup> Meireles e por este lhes foi apresentada uma ''«papelada»'' (textual), tendente a mostrar que ele vinha dar ''«legitima jurisdição»'' ao clero, ''«absolver»'' o povo das ''censuras'' em que tinha incorrido e ''«validar»'' os casamentos feitos com dispensa, porque, dizia, estavam nulos.
Os sacerdotes de Insalde, de tímida consciência, facilmente aderiram às sugestões daquele emissário, que os predispôs para o cisma, principalmente ao P.<sup>e</sup> Manuel José da Cunha, que, decerto, não veria com bons olhos quem o havia suspendido.
Foi, pois, facil a tarefa, e tanto que, no dia seguinte (domingo), já os três foram para e[sic.] igreja paroquial evangelizar a ''nova doutrina''<ref>O P.<sup>e</sup> Manuel Luiz Lourenço estava encarregado de paroquiar Insalde.</ref>.
O P.<sup>e</sup> Meireles fez ali uma prática ao povo, ''levantou-lhe a excomunhão'', ''absolveu'' os Padres e deu-lhes nova jurisdição<ref>Fr. António Fernandes, desta freguesia, não quis ser absolvido nem ''nova jurisdição''.</ref>.
No dia 20 (sábado) o mesmo sacerdote, com o Reitor do Casal, dirigiram-se, de manhã, para a residência paroquial da freguesia das Porreiras, que confina com aquela, afim de aliciar o abade, Rev.<sup>do</sup> José António Pereira.
Este, porém, recalcitrou, não se prestando a submeter-se à doutrina pregada pelo P.<sup>e</sup> do Pico de Regalados.
Ameaçado de suspensão, ou melhor suspenso imediatamente pelo Meireles, o pobre abade sertanejo conformou-se, e lá foi, no outro dia (domingo), para a sua igreja com o P.<sup>e</sup> Manuel José da Cunha, onde este, depois da prática preparatória, absolveu o pároco e o P. José Manuel Barbosa<ref>Foi tal o escrúpulo deste Padre, que não tomou a celebrar, enquanto não mostrou os seus documentos ao mencionado ''Sub-Delegado''.</ref>, capelão na capela de S. João de Reirigo<ref>É uma povoação serrana, pertencente à freguesia de Formariz e
vizinha da de Porreiras.</ref>.
Entretanto, o Sub-Delegado andava missionando por outras localidades do concelho, e chegou à freguesia de Ferreira, onde havia bastantes sacerdotes.
Preparado de véspera o terreno, subiu ao púlpito desta igreja e pregou a doutrina sabida, aconselhando, demais a mais, que, no temporal, se devia obedecer à Rainha, e no espiritual, - «a uma só cabeça»; e, por último, abordou o
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O caso foi este: no dia 13 de Outubro, daquele ano, apareceu em casa do P.<sup>e</sup> Manuel Luiz Lourenço, do lugar do Souto, freguesia de Insalde, o P.<sup>e</sup> Joaquim José Meireles, do Pico de Regalados, abade de S. Paio de Vilela, em Bouro, suspenso do benefício.
Apresentou-se como ''«Sub-Delegado»'' de fr. António da Falperra<ref>Logo veremos quem era.</ref>, o qual, dizia o P.<sup>e</sup> Meireles, era ''«Vigário Apostólico»'' de S. Santidade.
Com o P.<sup>e</sup> Manuel Luiz Lourenço, morava seu sobrinho P.<sup>e</sup> Manuel José da Cunha.
Ambos, pois, receberam o P.<sup>e</sup> Meireles e por este lhes foi apresentada uma ''«papelada»'' (textual), tendente a mostrar que ele vinha dar ''«legitima jurisdição»'' ao clero, ''«absolver»'' o povo das ''censuras'' em que tinha incorrido e ''«validar»'' os casamentos feitos com dispensa, porque, dizia, estavam nulos.
Os sacerdotes de Insalde, de tímida consciência, facilmente aderiram às sugestões daquele emissário, que os predispôs para o cisma, principalmente ao P.<sup>e</sup> Manuel José da Cunha, que, decerto, não veria com bons olhos quem o havia suspendido.
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O P.<sup>e</sup> Meireles fez ali uma prática ao povo, ''levantou-lhe a excomunhão'', ''absolveu'' os Padres e deu-lhes nova jurisdição<ref>Fr. António Fernandes, desta freguesia, não quis ser absolvido nem ''nova jurisdição''.</ref>.
No dia 20 (sábado) o mesmo sacerdote, com o Reitor do Casal, dirigiram-se, de manhã, para a residência paroquial da freguesia das Porreiras, que confina com aquela, afim de aliciar o abade, Rev.<sup>do</sup> José António Pereira.
Este, porém, recalcitrou, não se prestando a submeter-se à doutrina pregada pelo P.<sup>e</sup> do Pico de Regalados.
Ameaçado de ''suspensão'', ou melhor ''suspenso imediatamente'' pelo Meireles, o pobre abade sertanejo conformou-se, e lá foi, no outro dia (domingo), para a sua igreja com o P.<sup>e</sup> Manuel José da Cunha, onde este, depois da ''prática'' preparatória, ''absolveu'' o pároco e o P. José Manuel Barbosa<ref>Foi tal o escrúpulo deste Padre, que não tomou a celebrar, enquanto não mostrou os seus documentos ao mencionado ''Sub-Delegado''.</ref>, capelão na capela de S. João de Reirigo<ref>É uma povoação serrana, pertencente à freguesia de Formariz e
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Entretanto, o ''Sub-Delegado'' andava missionando por outras localidades do concelho, e chegou à freguesia de Ferreira, onde havia bastantes sacerdotes.
Preparado de véspera o terreno, subiu ao púlpito desta igreja e pregou a doutrina sabida, aconselhando, demais a mais, que, no temporal, se devia obedecer à Rainha, e no espiritual, - «a uma só cabeça»; e, por último, abordou o
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: ''patético'', clamando ao auditório, que andava foragido havia quatro anos (desde 1834), «dormindo por matos, tojais e devezas». Mas o pároco não transigia: ouviu, mas não se ''converteu''. Resultado: ''suspensão imediata'' e nomeado para o seu lugar o Rev.<sup>do</sup> Manuel de Brito Galvão. Vê-se que o P.<sup>e</sup> Meireles era de um radicalismo feroz: «''ou crês ou morres''». {{c|***}} Interveio, então, o Vigário Geral, soli...
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<noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>''patético'', clamando ao auditório, que andava foragido havia quatro anos (desde 1834), «dormindo por matos, tojais e devezas».
Mas o pároco não transigia: ouviu, mas não se ''converteu''.
Resultado: ''suspensão imediata'' e nomeado para o seu lugar o Rev.<sup>do</sup> Manuel de Brito Galvão.
Vê-se que o P.<sup>e</sup> Meireles era de um radicalismo feroz: «''ou crês ou morres''».
{{c|***}}
Interveio, então, o Vigário Geral, solicitado pelo ofício, que já vimos, da autoridade administrativa:
Foi «''devassar''» à freguesia das Porreiras; e, organizado o processo, deu-se vista ao Promotor eclesiástico.
Depois foi submetido o caso à apreciação do Ordinário.
No entrementes, a autoridade administrativa denunciara mais o abade da freguesia de Mozelos - Rev.<sup>do</sup> José Francisco Alves da Cunha, seguindo-se também ''devassa'' contra ele.
Em 24 de Novembro, do mesmo ano, o processo foi remetido ao Vigário-Capitular de Braga, que - ''sede vacante'' - estava governando o arcebispado; e, este, por sua vez, depois de aplicar aos denunciados penas canónicas, remeteu o ''feito'' ao juiz de direito dos Arcos de Valdevez, para ele proceder, em vista dos sumários<ref>Este juiz chamava-se Alexandre Fortunato Vilaça e tinha competência para fazer a ''correição'' no julgado de Coura, naquele tempo.</ref>.
O magistrado judicial daquela comarca mandou o processo para o juiz de Coura, acompanhado de um ofício em que lhe fazia ver que era «''gravissima''» a culpa de fr. António da Falperra, assim como a dos outros sacerdotes, cujos nomes indicava, e que, por isso, os pronunciasse, «se ainda não estavam pronunciados».
Não me foi possível averiguar o resultado final do processo, contra os ''cismáticos'', mas creio que, no temporal, não teve mais andamento, a julgar pelo original, em meu poder.
{{c|***}}
'''{{c|Fr. António da Falperra}}'''
Vimos que fr. António, egresso do convento da Falperra, estava na cabeceira do rol, pois era ele o «''Delegado Apostólico''», e fora ele a origem do cisma, dizia-se.
Mas quem era fr. António da Falperra? Era um ''courense'' ilustrado, caritativo e humilde.
Vinha do convento. Virtuoso e dedicado às coisas de Deus, morreu em cheiro de ''santidade''.
Nasceu no lugar da ''Lama'', freguesia de Parada, deste concelho, sendo filho legítimo de Francisco Fernandes e de sua mulher Maria Josefa d'Araújo, modestos, mas honrados lavradores.
Desde tenros anos, mostrou vocação para o sacerdócio, mas seus pais, por falta de meios, não o deixavam estudar.
A custo consentiram que ele frequentasse gramática latina, com o professor régio António Pereira, no lugar da Marnóta, freguesia de Formariz<ref>Este professor veio transferido de Valença, seguindo-se-lhe, na regência da cadeira, seu filho João Bento Pereira.</ref>, onde funcionava esta cadeira.
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Ruiaraujo1972
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Tendo vindo a missionar a Parada os frades franciscanos de ''Vinhaes''<ref>Eram varatejanas.</ref>, o mancebo pediu-lhes que o aceitassem na sua Ordem, ao que eles anuiram. Entrou, pois, para o convento, contando apenas 15 anos de idade e professou no Seminário franciscano daquela vila, em 1789, tomando o nome de fr. António de Jesus. Durante a sua vida monástica apenas veio uma vez à casa paterna, e essa a pedido de sua mãe. Estudan...
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<noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>Tendo vindo a missionar a Parada os frades franciscanos de ''Vinhaes''<ref>Eram varatejanas.</ref>, o mancebo pediu-lhes que o aceitassem na sua Ordem, ao que eles anuiram. Entrou, pois, para o convento, contando apenas 15 anos de idade e professou no Seminário franciscano daquela vila, em 1789, tomando o nome de fr. António de Jesus.
Durante a sua vida monástica apenas veio uma vez à casa paterna, e essa a pedido de sua mãe.
Estudante distinto, era versado em diferentes línguas: - ''portuguesa'', ''francesa'', ''inglesa'', ''italiana'', ''castelhana'', ''hebraica'' e ''latina'', - e cultivou, vantajosamente, as ciências divinas e humanas:
Muito temente a Deus, era estimado pelos homens piedosos, mas foi caluniado e até perseguido pelos impios e, sobretudo, pelos ''jansenistas''.
No convento tinha a seu cargo a educação dos ''noviços'', de quem era guardião.
Em 1826, depois de obter um Breve de Leão XII e de lutar com grandes dificuldades, deu começo à edificação do convento de missionários da ''Falperra'', para o qual entrou em 1833, padecendo, desde então, trabalhos e perseguições injustificáveis.
Depois da extinção das Ordens religiosas (1834), foi constituído por Gregório XVI ''«Vigário Apostólico»'' em todo o reino de Portugal e Administrador provisório do arcebispado de Braga.
Simples, e austero para consigo, era afável para com todos.
Com risco da própria vida e admirável abnegação, prestou relevantíssimos serviços aos ''liberais'' que estavam encerrados na Torre de S. Julião da Barra, em Lisboa, indo, espontaneamente, viver com eles, para lhes suavizar o rigor da prisão, chegando a obter a transferência de muitos para fora daqueles antros infectos, sendo-lhes dados compartimentos, que, ao menos, tinham ar e luz. Fez mais: levou os extremos da sua caridade e da sua comiseração até ao ponto não só de repartir, com os ''liberais'' presos, os parcos recursos próprios, mas de ir ''esmolar'', pelas ruas de Lisboa e casas das suas relações pessoais, para mitigar a penúria daqueles encarcerados, procurando sempre dulcificar-lhes o desconforto e agruras da masmorra.
É ele próprio que o relata, na sua obra - «''Narração abreviada dos padecimentos que viu e como pôde alliviou fr. Antonio de Jezus, nas prisões da Torre de S. Julião da Barra, em dezembro de 1832, janeiro, fevereiro e março de 1833''»<ref>Esta obra é inédita. Encontrava-se em poder de Fr. José da SS. Trindade, egresso da Falperra, e residente em Vila Flor.</ref>.
Não obstante estes desinteressados serviços, os ''liberais'' de tudo se esqueceram, para fazerem coro com os perseguidores de fr. António, dos seus seminaristas e do seu convento!
Muitos desses a quem o humilde frade tanto beneficiara no cárcere, podendo obstar àquelas perseguições, como era sacratíssimo dever de gratidão, não quiseram saber dele, desprezaram-no, e alguns até se aliaram, na perseguição, com os seus inimigos!<ref>Os religiosos de Vinhais tiveram, em 1834, a sorte de todos os</ref>
Faleceu na freguesia de ''Mofreita'', concelho de Vinhais, a 20 de Outubro, de 1841, contando 67 anos de idade.
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Ruiaraujo1972
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<noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>Tendo vindo a missionar a Parada os frades franciscanos de ''Vinhaes''<ref>Eram varatejanas.</ref>, o mancebo pediu-lhes que o aceitassem na sua Ordem, ao que eles anuiram. Entrou, pois, para o convento, contando apenas 15 anos de idade e professou no Seminário franciscano daquela vila, em 1789, tomando o nome de fr. António de Jesus.
Durante a sua vida monástica apenas veio uma vez à casa paterna, e essa a pedido de sua mãe.
Estudante distinto, era versado em diferentes línguas: - ''portuguesa'', ''francesa'', ''inglesa'', ''italiana'', ''castelhana'', ''hebraica'' e ''latina'', - e cultivou, vantajosamente, as ciências divinas e humanas:
Muito temente a Deus, era estimado pelos homens piedosos, mas foi caluniado e até perseguido pelos impios e, sobretudo, pelos ''jansenistas''.
No convento tinha a seu cargo a educação dos ''noviços'', de quem era guardião.
Em 1826, depois de obter um Breve de Leão XII e de lutar com grandes dificuldades, deu começo à edificação do convento de missionários da ''Falperra'', para o qual entrou em 1833, padecendo, desde então, trabalhos e perseguições injustificáveis.
Depois da extinção das Ordens religiosas (1834), foi constituído por Gregório XVI ''«Vigário Apostólico»'' em todo o reino de Portugal e Administrador provisório do arcebispado de Braga.
Simples, e austero para consigo, era afável para com todos.
Com risco da própria vida e admirável abnegação, prestou relevantíssimos serviços aos ''liberais'' que estavam encerrados na Torre de S. Julião da Barra, em Lisboa, indo, espontaneamente, viver com eles, para lhes suavizar o rigor da prisão, chegando a obter a transferência de muitos para fora daqueles antros infectos, sendo-lhes dados compartimentos, que, ao menos, tinham ar e luz. Fez mais: levou os extremos da sua caridade e da sua comiseração até ao ponto não só de repartir, com os ''liberais'' presos, os parcos recursos próprios, mas de ir ''esmolar'', pelas ruas de Lisboa e casas das suas relações pessoais, para mitigar a penúria daqueles encarcerados, procurando sempre dulcificar-lhes o desconforto e agruras da masmorra.
É ele próprio que o relata, na sua obra - «''Narração abreviada dos padecimentos que viu e como pôde alliviou fr. Antonio de Jezus, nas prisões da Torre de S. Julião da Barra, em dezembro de 1832, janeiro, fevereiro e março de 1833''»<ref>Esta obra é inédita. Encontrava-se em poder de Fr. José da SS. Trindade, egresso da Falperra, e residente em Vila Flor.</ref>.
Não obstante estes desinteressados serviços, os ''liberais'' de tudo se esqueceram, para fazerem coro com os perseguidores de fr. António, dos seus seminaristas e do seu convento!
Muitos desses a quem o humilde frade tanto beneficiara no cárcere, podendo obstar àquelas perseguições, como era sacratíssimo dever de gratidão, não quiseram saber dele, desprezaram-no, e alguns até se aliaram, na perseguição, com os seus inimigos!<ref>Os religiosos de Vinhais tiveram, em 1834, a sorte de todos os conventos, mais agravada, dura e cruel, porque os outros foram simplesmente expulsos das suas celas, enquanto que aqueles foram presos e
conduzidos para as cadeias da Relação do Porto, não lhes sendo permi-
tido levar consigo mantimento sequer para o primeiro dia de jornada.
Tiveram, por isso, de sofrer muitas privações, além de vaias e apupos dos
guerrilhas, que os conduziam!</ref>
Faleceu na freguesia de ''Mofreita'', concelho de Vinhais, a 20 de Outubro, de 1841, contando 67 anos de idade.
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: As suas obras, publicadas pela imprensa, mostram que fr. António era um erudito e escritor distinto. Lembrarei: «Tratado de Direito Público», «História Breve e Clara das Leis Humanas», «Análise dos erros contra a religião que contém a Carta Constitucional», «Voz da Igreja», «Doutrina da Igreja Galicana sobre o cisma», «Clamor do povo fiel», e «Exposição da fé que professam os párocos e presbíteros de Portugal». Esta última é dedic...
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<noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>As suas obras, publicadas pela imprensa, mostram que fr. António era um erudito e escritor distinto.
Lembrarei: «Tratado de Direito Público», «História Breve e Clara das Leis Humanas», «Análise dos erros contra a religião que contém a Carta Constitucional», «Voz da Igreja», «Doutrina da Igreja Galicana sobre o cisma», «Clamor do povo fiel», e «Exposição da fé que professam os párocos e
presbíteros de Portugal».
Esta última é dedicada «à, memória e ortodoxia do Ex.<sup>mo</sup> e Rev.<sup>mo</sup> Sr. D. António da Veiga, Bispo de Bragança», de quem fr. António foi discípulo e amigo dedicado<ref>«Progresso Catholico», de Guimarães, n.° 8, ano de 1887; e «Portugal Antigo e Moderno», vol. 12, pág. 1496, e 1509.</ref>.
O Papa Pio VII deu-lhe um Breve para residir em qualquer parte da cristandade, apenas com a obrigação de o participar ao seu Geral.
'''{{c|CAPÍTULO XII}}'''
'''{{c|Criação da Comarca}}'''
A CRIAÇÃO da comarca de Paredes de Coura deve considerar-se como ''marco miliário'', que delimita dois períodos, bem diferenciados, na vida do concelho.
O primeiro, até 1875, denuncia-se pelo ostracismo a que tinha sido votado pelo poder central; o segundo, que é uma redenção, assinala-se pelo seu ressurgimento para a comunhão dos benefícios públicos, de que, sistematicamente, andava alheado.
Judicialmente, estava o concelho integrado na comarca de Valença, cuja sede dista 20 kilómetros daqui.
«Paredes de Coura teve também a sua época de decadência. Há trinta anos estava reduzida às mais humildes condições, sem edifícios aparatosos, pouco povoada, enfim em uma quase pobreza franciscana. Desse estado conseguiu levantar-se, mercê da dedicação do Sr. Miguel Dantas e outros cavalheiros, a quem muito deve a vila. Paredes de Coura, mercê dessa benemérita protecção, tornou-se uma
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Ruiaraujo1972
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<noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>As suas obras, publicadas pela imprensa, mostram que fr. António era um erudito e escritor distinto.
Lembrarei: «''Tratado de Direito Público''», «''História Breve e Clara das Leis Humanas''», «''Análise dos erros contra a religião que contém a Carta Constitucional''», «''Voz da Igreja''», «''Doutrina da Igreja Galicana sobre o cisma''», «''Clamor do povo fiel''», e «''Exposição da fé que professam os párocos e presbíteros de Portugal''».
Esta última é dedicada «à, memória e ortodoxia do Ex.<sup>mo</sup> e Rev.<sup>mo</sup> Sr. D. António da Veiga, Bispo de Bragança», de quem fr. António foi discípulo e amigo dedicado<ref>«Progresso Catholico», de Guimarães, n.° 8, ano de 1887; e «Portugal Antigo e Moderno», vol. 12, pág. 1496, e 1509.</ref>.
O Papa Pio VII deu-lhe um Breve para residir em qualquer parte da cristandade, apenas com a obrigação de o participar ao seu Geral.
'''{{c|CAPÍTULO XII}}'''
'''{{c|Criação da Comarca}}'''
A CRIAÇÃO da comarca de Paredes de Coura deve considerar-se como ''marco miliário'', que delimita dois períodos, bem diferenciados, na vida do concelho.
O primeiro, até 1875, denuncia-se pelo ostracismo a que tinha sido votado pelo poder central; o segundo, que é uma redenção, assinala-se pelo seu ressurgimento para a comunhão dos benefícios públicos, de que, sistematicamente, andava alheado.
Judicialmente, estava o concelho integrado na comarca de Valença, cuja sede dista 20 kilómetros daqui.
«Paredes de Coura teve também a sua época de decadência. Há trinta anos estava reduzida às mais humildes condições, sem edifícios aparatosos, pouco povoada, enfim em uma quase pobreza franciscana. Desse estado conseguiu levantar-se, mercê da dedicação do Sr. Miguel Dantas e outros cavalheiros, a quem muito deve a vila. Paredes de Coura, mercê dessa benemérita protecção, tornou-se uma
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: linda povoação, dotada de todos os melhoramentos modernos»<ref>«Domingo Illustrado», n.º 146, pag. 617.</ref>. Até 1875, pode afirmar-se, este concelho só entrava na equação das povoações nacionais, quando o Erário Público dava o periódico rebate, para abastecer as suas arcas depauperadas. Afora estas ''sangrias'', para o acordar, ele cá continuava a dormir o sono do abandono público, no seu ninho de montanhas. Andava-se na faina da...
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<noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>linda povoação, dotada de todos os melhoramentos modernos»<ref>«Domingo Illustrado», n.º 146, pag. 617.</ref>.
Até 1875, pode afirmar-se, este concelho só entrava na equação das povoações nacionais, quando o Erário Público dava o periódico rebate, para abastecer as suas arcas depauperadas.
Afora estas ''sangrias'', para o acordar, ele cá continuava a dormir o sono do abandono público, no seu ninho de montanhas.
Andava-se na faina da cultura do cereal - Abril e Maio - e lá entrava pelo campo, onde corria a lavrada, o esbirro, de sobrecenho carregado, com ares de ''grand seigneur'', a fim de intimar o agricultor para, no dia seguinte ou dia
tantos, se apresentar no tribunal da comarca de Valença, como jurado ou testemunha.
E, como então as audiências gerais se prolongavam, naquela comarca, por 8, 10 e 15 dias, jurados e testemunhas, viam-se obrigados a ''mudar de residência'' para aquela vila.
Ora isto, que pode afigurar-se de somenos importância, representava ónus pesadíssimo e gravame intolerável para a população rural, que era a mais sacrificada.
Depois, entre os dois concelhos, não havia um metro de estrada a ''macadam'', e o trajecto tinha de fazer-se pelos ínvios ''carreiros'' da desabrigada serra do ''Carvalho''.
A casa, os negócios, os trabalhos, o amanho das terras e até a família, eram sacrificadas a este desterro forçado, tornando-se, assim, mais incomportável esta situação descaroável.
O lavrador, habituado à parcimónia e economia domésticas, era obrigado, pela força das circunstâncias, a ir instalar-se, durante aquele tempo, numa hospedaria, onde, quando se retirava, lhe apresentavam contas... ''de ocasião''.
Enfim, a população via, com animosa aversão, este estado de coisas, e as vereações, por sua parte, não perdiam o ensejo de pedir a criação de uma comarca.
Justas eram as queixas, atendíveis e fundamentadas as reclamações, enorme o sacrifício, mas ninguém as ouvia e ninguém tomava a defesa dos nossos direitos.
{{c|***}}
Em 16 de Março, de 1860, a Câmara Municipal pediu a criação de uma comarca para este concelho.
Não foi atendida.
Em 10 de Junho, de 1862, requereu um ''círculo de jurados'', para serem aqui julgadas as causas cíveis e crimes, em que eles tivessem de intervir, segundo a lei.
Era um paliativo, porque o mal continuava a subsistir.
Pelo decreto de 28 de Maio, de 1863, foi, com efeito, criado este círculo.
A sua existência foi efémera: a lei de 15 de Janeiro, de 1868, extinguiu-o.
Entretanto, a edilidade deste concelho não abriu mão do momentoso assunto e oficiou ao deputado Carlos Brandão Pereira de Castro, nosso representante em Cortes, pedindo-lhe os seus bons ofícios, visto que em uma das sessões da Câmara dos Deputados, em 1860, fora ele quem tinha apresentado o ''projecto de lei'', para a criação desta comarca, o qual chegou a ser aprovado pela respectiva comissão daquela Câmara.
Ainda, em 1866, quando se discutia o projecto de lei
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{t2|AGUAS CLARAS|IV}}
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O peixinho, porem, era um guarú valente que nunca teve medo de cucas, e porisso alli continuou firme, cada vez mais interessado em decifrar o enigma. Pensou, pensou muito tempo, de mãosinha no queixo,
e de repente, vendo a boneca ao lado da menina, bateu na testa, numa grande alegria:
— E esta ! Pois não é que é Narizinho
Arrebitado, a nossa amiguinha de todos os
dias ? Bello encontro ! Vou convidal-a a visitar o Reino das Aguas Claras.
Empertigou-se todo, arrumou a gravata
e gritou no ouvido della:
— Oʼ de casa !
— Quem fala ? respondeu Lucia, fingindo não saber de nada.
— Sou eu, o principe Escamado, guarú
de prata para a servir.
— E que quer você, peixinho ?
— Quero convidar a menina para conhecer os meus dominios, lá na cidade das<noinclude>{{c|☉{{gap}}12{{gap}}☉}}</noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>Pedras Redondas, capital do Reino das
Aguas Claras.
Narizinho, que não desejava outra coisa, bateu palmas de alegria e exclamou:
— Com todo o prazer ! Estou ás ordens
do amavel principe das Escamas de Prata...
O peixinho fez uma mesura e deu-lhe
o braço; e lá se foram os dois, como um casal de namorados, em direcção ao Reino das
Aguas Claras, com Emilia, muito têzinha,
atrás.
Depois de muito caminhar, chegaram a
uma grande pedreira, numa curva do ribeirão.
— A entrada do meu reino é por aqui,
disse Escamado, apontando uma furna entre as pedras e dando a mão á menina para
ajudal-a a subir.
Entraram.
Mas a escuridão era peior que a de uma
noite sem estrellas, e Lucia parou, cheia de
medo. O peixinho sorriu e disse:
— Os filhos dos homens só enxergam quando ha luz, mas os filhos das aguas são como as corujas: — tanto enxergam no claro como no escuro. E puxou do bolso um va-<noinclude>{{c|☉{{gap}}13{{gap}}☉}}</noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>galume de olhos accesos, pendurado num
cabinho de arame retorcido. A caverna clareou um bocadinho, illuminada
pela luz fraca da
lanterna viva. Essa caverna ficava
justamente debaixo do ribeirão, e
Narizinho, que no
começo não enxergava coisa nenhuma foi acostumando os olhos
e, depois de muito esfregal-os,
com facilidade
poude ver que se achava nʼum corredor comprido, especie de tunnel, com uma porta ao
fundo, fechada. Encostado a essa porta viu
um sapo rajado, de espada á cinta e lança
na mão. Era o guarda do palacio.
{{Imagem float-p
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}}
Mas dormia a somno solto, num regalo !
— Eʼ isto exclamou o principe, furioso. Pago ao major ''Agarra-e-Não-Larga-Mais'', cincoenta moscas por dia para me tomar<noinclude>{{c|☉{{gap}}N{{gap}}☉}}</noinclude>
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cabinho de arame retorcido. A caverna clareou um bocadinho, illuminada
pela luz fraca da
lanterna viva. Essa caverna ficava
justamente debaixo do ribeirão, e
Narizinho, que no
começo não enxergava coisa nenhuma foi acostumando os olhos
e, depois de muito esfregal-os,
com facilidade
poude ver que se achava nʼum corredor comprido, especie de tunnel, com uma porta ao
fundo, fechada. Encostado a essa porta viu
um sapo rajado, de espada á cinta e lança
na mão. Era o guarda do palacio.
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Mas dormia a somno solto, num regalo !
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude><section begin="Cap. 4"/>conta desta porta e assim que sáio o ladrão
ferra no somno ! Veja o desaforo! Mas desta
[[File:Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 19 crop).jpg|centro|300px]]
vez me paga, vae ver... disse preparando-se
para acordal-o com uma duzia de ponta-pés.
— Não ! Não ! interveiu Narizinho. Vamos antes pregar-lhe uma boa peça. Tiramos as armas desse dorminhoco e o vestimos com a saia da Emilia. Imagine o espanto delle quando acordar!
{{dhr}}
{{t2|O CASTIGO DO SAPO|V}}
{{dhr}}
Escamado achou optima a idéa. E pulando os dois de contentes puzeram-se a des-<section end="Cap. 4"/><noinclude>{{c|☉{{gap}}15{{gap}}☉}}</noinclude>
h8vs33u2tr2j8mbw6o3wg1yub62ttw2
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude><section begin="Cap. 4"/>conta desta porta e assim que sáio o ladrão
ferra no somno ! Veja o desaforo! Mas desta
[[File:Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 19 crop).jpg|centro|300px]]
vez me paga, vae ver... disse preparando-se
para acordal-o com uma duzia de ponta-pés.
— Não ! Não ! interveiu Narizinho. Vamos antes pregar-lhe uma boa peça. Tiramos as armas desse dorminhoco e o vestimos com a saia da Emilia. Imagine o espanto delle quando acordar!
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<section begin="Cap. 5"/>{{t2|O CASTIGO DO SAPO|V}}
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Escamado achou optima a idéa. E pulando os dois de contentes puzeram-se a des-<section end="Cap. 5"/><noinclude>{{c|☉{{gap}}15{{gap}}☉}}</noinclude>
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Narizinho Arrebitado (1ª edição)/Primeira parte/IV
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Erick Soares3
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: que extinguia os juizes ordinários, a vereação daquele tempo peticionou, junto dos altos poderes do Estado, este melhoramento, alegando, além de outras razões, que este concelho era o ''terceiro'', ''do distrito'', ''em rendimento colectável''. No ano seguinte, 13 de Julho, vieram as Juntas de Paróquia em reforço da petição camarária, visto que a lei de 27 de Junho, deste ano (1867), autorizava a criação de comarcas nos julgados que t...
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<noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>que extinguia os juizes ordinários, a vereação daquele tempo peticionou, junto dos altos poderes do Estado, este melhoramento, alegando, além de outras razões, que este concelho era o ''terceiro'', ''do distrito'', ''em rendimento colectável''.
No ano seguinte, 13 de Julho, vieram as Juntas de Paróquia em reforço da petição camarária, visto que a lei de 27 de Junho, deste ano (1867), autorizava a criação de comarcas nos julgados que tivessem ''9.000 fogos'', e uma quarta parte da sua população ficasse ''a mais de 15 kilómetros da cabeça da comarca''.
Parece que esta lei fora, intencionalmente, promulgada, para atender as nossas reiteradas reclamações.
É, até, natural que alguém acariciasse, então, uma risonha esperança.
Mas... «quartel em Abrantes...» e o sonho doirado foi...fumo, que se perdeu no espaço.
Um melhoramento a menos, e uma decepção a mais, para este povo.
{{c|***}}
Mais tarde, em 1874, aparecia a lei de 16 de Abril, modelada pela de 27 de Junho, de 1867, já citada, que autorizava a criação de - ''trinta comarcas'', no país.
Era deputado por aqui o conselheiro Manuel Bento da Rocha Peixoto, ''natural'' da Ponte da Barca, e estava na pasta da justiça o conselheiro Augusto César Barjona de Freitas.
Aquele, fácil em promessas, foi abordado por alguns filhos de Coura, ao tempo em evidência, os quais solicitaram do seu representante em Cortes o patrocínio da nossa sempre protelada pretensão.
Dizer que a ''promessa'' do deputado, enfeitada de graciosos protestos de bons serviços, não se fez esperar, seria uma redundância: ''era escola''.
Mas o deputado..., ''natural'' da Barca, também pretendia uma comarca para a sua terra.
Ele - o conselheiro Rocha Peixoto - chegou a afirmar que o ministro lhe tinha prometido ''duas'' comarcas; mas, optava pela de... Paredes de Coura!
Era caso para lhe observar: ''timeo Danaos''.
Mas foi contemporizando com a ''Comissão japonesa''<ref>Era assim que este deputado cognominava o grupo de dedicados courenses, que se empenhavam pela realização da criação da comarca.</ref>, à espera de ser consumado o logro de ser criada, apenas, a comarca da Ponte da Barca, e não a de Paredes de Coura.
Felizmente, para nós, o ''jogo'' foi-lhe descoberto a tempo.
{{c|***}}
É precisamente, nesta altura que se destacam e evidenciam os três ''beneméritos'' - José Luiz Nogueira, depois Visconde de Mozelos, dr. Albano A. Barreiros de Oliveira e José Joaquim Gomes, pois foram eles que constituiram o dedicado triunvirato, a quem o povo deu credenciais, não só para lhe fazer valer os seus direitos, mas para defrontar-se com a - ''velha raposa''<ref>Por este ''nome de guerra'', é que o deputado Rocha Peixoto era conhecido.</ref>.
O Visconde de Moselos mantinha boas relações de amizade com um cavalheiro, do Porto, cujo nome me não ocorre; e este, por sua parte, estava nas boas graças do
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Erick Soares3
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/* !Páginas revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: {{t2|{{smaller|{{lsp||O ROMANCE DA LUA}}}}|CAPITULO V}} {{dhr|2}} Um observador dotado de vista infinitamente penetrante e collocado no centro, nʼaquelle centro ignoto, em torno do qual gravita o mundo, teria visto, na epocha cahotica do universo, o espaço cheio de myriades de atomos. Mas pouco e pouco, com o volver dos seculos produziu-se uma mudança; manifestou-se uma lei de attracção, á qual obedeceram os atomos outr'ora errantes; combi...
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{{dhr|2}}
Um observador dotado de vista infinitamente penetrante e collocado no centro, nʼaquelle centro ignoto, em torno do qual gravita o mundo, teria visto, na epocha cahotica do universo, o espaço cheio de myriades de atomos. Mas pouco e pouco, com o volver dos seculos produziu-se uma mudança; manifestou-se uma lei de attracção, á qual obedeceram os atomos outr'ora errantes; combinaram-se estes atomos chimicamente, segundo suas affinidades, fizeram-se moleculas e formaram esses aggregados nebulosos de que estão semeadas as profundezas do céu.
Animaram-se então estes aggregados de um movimento de rotação em volta do seu ponto central, e este centro formado de moleculas vagas poz-se tambem a girar sobre si mesmo, ao passo que se ia progressivamente condensando. Segundo as leis immutaveis da mechanica, á medida que se lhe minguava o volume pela condensação, ia-se-lhe accelerando o movimento de rotação e, persistindo estes dois effeitos, de cada centro, resultou uma estrella principal, novo centro do aggregado nebuloso.
Se o observador olhasse então attentamente, teria visto succeder com as outras moleculas do aggregado, o mesmo que succedêra com a estrella central: condensaram-se adquirindo simultaneamente um movimento de rotação progressivamente accelerado, e gravitaram em torno da central, transformadas em outras tantas estrellas. E assim ficava formada uma nebulosa<ref name=p40>A nebulosa é, como se deprehende do texto, um aggregado de alguns milhões de soes ou estrellas que estão entre si a grandissimas distancias. Estes</ref>. Não menos<noinclude>{{smallrefs}}</noinclude>
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Erick Soares3
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/* !Páginas revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: de cinco mil nebulosas conhecem, na actualidade, os astronomos. Ha uma, entre estas cinco mil nebulosas, a que os homens chamaram via lactea<ref>Da palavra grega γαλαχτος, que significa leite. É conhecida vulgarmente pelo nome de estrada de S. Thiago.</ref>, e que contém dezoito milhões de estrellas, cada uma das quaes se transformou em centro de um mundo solar. Se o observador, rodeado por estes dezoito milhões de astros, volvesse espe...
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho||DA TERRA Á LUA|41|borda_inferior=sim}}</noinclude>de cinco mil nebulosas conhecem, na actualidade, os astronomos.
Ha uma, entre estas cinco mil nebulosas, a que os homens chamaram via lactea<ref>Da palavra grega γαλαχτος, que significa leite. É conhecida vulgarmente pelo nome de estrada de S. Thiago.</ref>, e que contém dezoito milhões de estrellas, cada uma das quaes se transformou em centro de um mundo solar.
Se o observador, rodeado por estes dezoito milhões de astros, volvesse especialmente a attenção para um dos mais modestos e menos brilhantes<ref>O diametro de Sirius é, segundo Wolaston, doze vezes maior que o do Sol, isto é, igual a 4.300:000 leguas.</ref>, para uma estrella de quarta ordem, que orgulhosamente appellidâmos ''o Sol'', debaixo dos olhos lhe teriam succedido todos os phenomenos a que é devida a formação do universo.
Effectivamente havia de ver esse Sol, ainda no estado gazoso e composto de moleculas moveis, a girar em torno do proprio eixo para concluir o trabalho de concentração, e este movimento, subordinado ás leis da mechanica, havia accelerar-se com a diminuição do volume, e um instante havia de chegar em que a força centrifuga venceria a força centripeta, que attrahe as moleculas para o centro.
Outro phenomeno então havia de realisar-se diante dos olhos do observador, as moleculas situadas no plano do equador, soltando-se como a pedra da funda de que subito rebenta a corda, haviam de ir formar, em volta do Sol, anneis concentricos como
<ref follow=p40>aggregados, por virtude da enorme distancia de cada uma das suas partes á terra, apparecem-nos á vista simples, como se fossem corpos continuos, nuvens, dʼahi lhes vem a denominação. Exemplo notavel de nebulosa é a via lactea ou estrada de S. Thiago, da qual o nosso sol é estrella componente.
{{right|''(Nota do traductor.)''{{gap}}}}</ref><noinclude>{{smallrefs}} {{right|6}}</noinclude>
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: dr. Custódio José Vieira, distinto advogado e considerado homem político. Que pretendia o Visconde do dr. Custódio José Vieira? --imagens-- Visconde de Mozelos Dr. Albano A. Barreiros d'Oliveira José Joaquim Gomes Fazê-lo interessar, a nosso favor, na solução do pleito - a criação da comarca. Assim aconteceu. E o dr. Custódio José Vieira, que, a princípio, era, apenas, procurador estipendiado, tomou calor, fez sua a nossa prete...
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<noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>dr. Custódio José Vieira, distinto advogado e considerado homem político.
Que pretendia o Visconde do dr. Custódio José Vieira?
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Visconde de Mozelos
Dr. Albano A. Barreiros d'Oliveira
José Joaquim Gomes
Fazê-lo interessar, a nosso favor, na solução do pleito - a criação da comarca.
Assim aconteceu.
E o dr. Custódio José Vieira, que, a princípio, era, apenas, procurador estipendiado, tomou calor, fez sua a nossa pretensão e defendeu-a à autrance.
A sua solicitude e dedicação na remoção das dificuldades e atritos, que surgiam, de toda a parte, merece registo distinto.
O seu prestígio pessoal, que era muito, e a sua cotação política, que era indiscutível, tudo ele pôs ao serviço da nossa causa.
As comarcas, a criar, eram poucas, e as reclamações locais eram muitas, e multiplicavam-se dia a dia.
O ministro via-se assoberbado.
Era indispensável jogar o último bote.
Então, o eminente causídico, numa intransigência, que só pode permitir-se quem tem verdadeiro mérito e autoridade, formulou ao titular da justiça este dilema: ou a comarca para Coura, ou - a rejeição do lugar de Director Geral das Contribuições Directas, para que querem nomear-me<ref>«Jornal de Coura», n.º 21, de 19 de Abril, de 1896, de que eram redactores o P.<sup>e</sup> Manuel J. de Figueiredo e Bernardo Chouzal. Houve outra edição, com o mesmo título, mas com outros redactores. Nesta, não vem o respectivo artigo.</ref>.
Que isenção! Pôr em jogo o cargo de Director Geral, para fazer valer a causa, que perfilhara!
{{c|***}}
Custódio José Vieira vence, e nós com ele.
O Decreto de 15 de Setembro, de 1875, criando a comarca de Paredes de Coura, é, pois, o título bem querido da nossa autonomia judicial.
A comarca foi inaugurada no dia 4 de Dezembro, de 1875, instalando-se no antigo Paço do Concelho, onde funcionará, até ali, o tribunal do extinto julgado.
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Ruiaraujo1972
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<noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>dr. Custódio José Vieira, distinto advogado e considerado homem político.
Que pretendia o Visconde do dr. Custódio José Vieira?
--imagens--
Visconde de Mozelos
Dr. Albano A. Barreiros d'Oliveira
José Joaquim Gomes
Fazê-lo interessar, a nosso favor, na solução do pleito - a criação da comarca.
Assim aconteceu.
E o dr. Custódio José Vieira, que, a princípio, era, apenas, procurador estipendiado, tomou calor, fez sua a nossa pretensão e defendeu-a ''à autrance''.
A sua solicitude e dedicação na remoção das dificuldades e atritos, que surgiam, de toda a parte, merece registo distinto.
O seu prestígio pessoal, que era muito, e a sua cotação política, que era indiscutível, tudo ele pôs ao serviço da nossa causa.
As comarcas, a criar, eram poucas, e as reclamações locais eram muitas, e multiplicavam-se dia a dia.
O ministro via-se assoberbado.
Era indispensável jogar o último ''bote''.
Então, o eminente causídico, numa intransigência, que só pode permitir-se quem tem verdadeiro mérito e autoridade, formulou ao titular da justiça este dilema: ou a comarca para Coura, ou - ''a rejeição do lugar de Director Geral das Contribuições Directas, para que querem nomear-me''<ref>«Jornal de Coura», n.º 21, de 19 de Abril, de 1896, de que eram redactores o P.<sup>e</sup> Manuel J. de Figueiredo e Bernardo Chouzal. Houve outra edição, com o mesmo título, mas com outros redactores. Nesta, não vem o respectivo artigo.</ref>.
Que isenção! Pôr em jogo o cargo de Director Geral, para fazer valer a causa, que perfilhara!
{{c|***}}
Custódio José Vieira vence, e nós com ele.
O Decreto de 15 de Setembro, de 1875, criando a comarca de Paredes de Coura, é, pois, o título bem querido da nossa autonomia judicial.
A comarca foi inaugurada no dia 4 de Dezembro, de 1875, instalando-se no antigo Paço do Concelho, onde funcionará, até ali, o tribunal do extinto julgado.
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Ruiaraujo1972
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<noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>dr. Custódio José Vieira, distinto advogado e considerado homem político.
Que pretendia o Visconde do dr. Custódio José Vieira?
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Visconde de Mozelos
Dr. Albano A. Barreiros d'Oliveira
José Joaquim Gomes
Fazê-lo interessar, a nosso favor, na solução do pleito - a criação da comarca.
Assim aconteceu.
E o dr. Custódio José Vieira, que, a princípio, era, apenas, procurador estipendiado, tomou calor, fez sua a nossa pretensão e defendeu-a ''à autrance''.
A sua solicitude e dedicação na remoção das dificuldades e atritos, que surgiam, de toda a parte, merece registo distinto.
O seu prestígio pessoal, que era muito, e a sua cotação política, que era indiscutível, tudo ele pôs ao serviço da nossa causa.
As comarcas, a criar, eram poucas, e as reclamações locais eram muitas, e multiplicavam-se dia a dia.
O ministro via-se assoberbado.
Era indispensável jogar o último ''bote''.
Então, o eminente causídico, numa intransigência, que só pode permitir-se quem tem verdadeiro mérito e autoridade, formulou ao titular da justiça este dilema: ou a comarca para Coura, ou - ''a rejeição do lugar de Director Geral das Contribuições Directas, para que querem nomear-me''<ref>«Jornal de Coura», n.º 21, de 19 de Abril, de 1896, de que eram redactores o P.<sup>e</sup> Manuel J. de Figueiredo e Bernardo Chouzal. Houve outra edição, com o mesmo título, mas com outros redactores. Nesta, não vem o respectivo artigo.</ref>.
Que isenção! Pôr em jogo o cargo de Director Geral, para fazer valer a causa, que perfilhara!
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Custódio José Vieira vence, e nós com ele.
O Decreto de 15 de Setembro, de 1875, criando a comarca de Paredes de Coura, é, pois, o título bem querido da nossa autonomia judicial.
A comarca foi inaugurada no dia 4 de Dezembro, de 1875, instalando-se no antigo Paço do Concelho, onde funcionará, até ali, o tribunal do extinto julgado.
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/* !Páginas revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: como o de Saturno. A estes anneis de materia cosmica, animados de movimento de rotação em volta da massa central, chegaria depois a vez de partir-se e decompor-se em nebulosidades secundarias, o que vale o mesmo que dizer, em planetas. Concentrada então toda a attenção do observador sobre os planetas havia de ver realisarem-se nʼelles os mesmos phenomenos que observára no Sol. De cada um dʼelles dimana um ou mais anneis cosmicos, origens...
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{cabeçalho|42|VIAGENS MARAVILHOSAS||borda_inferior=sim}}</noinclude>como o de Saturno. A estes anneis de materia cosmica, animados de movimento de rotação em volta da massa central, chegaria depois a vez de partir-se e decompor-se em nebulosidades secundarias, o que vale o mesmo que dizer, em planetas.
Concentrada então toda a attenção do observador sobre os planetas havia de ver realisarem-se nʼelles os mesmos phenomenos que observára no Sol. De cada um dʼelles dimana um ou mais anneis cosmicos, origens dos astros de ordem inferior a que chamâmos satellites.
Subindo assim do atomo á molecula, da molecula ao aggregado nebuloso, do aggregado nebuloso á nebulosa, da nebulosa á estrella principal, da estrella principal ao Sol, do Sol ao planeta, do planeta ao satellite, examinâmos a serie inteira de transformações por que passaram os corpos celestes desde os primeiros dias do mundo.
O Sol, que parece perdido na immensidade do mundo estellar, está todavia ligado pelas ultimas theorias da sciencia á nebulosa chamada via lactea. Ainda que no meio das regiões ethereas nos pareça pequeno, é todavia o centro de um mundo, e é enorme, poisque o seu volume é igual a mil e quatrocentas vezes o volume da Terra. Em torno dʼella gravitam oito planetas, que nos primeiros tempos da creação lhe sairam das proprias entranhas. São estes planetas, progredindo do mais proximo até ao mais remoto, Mercurio, Venus, a Terra, Marte, Jupiter, Saturno, Urano e Neptuno. Alem dʼestes circulam, regularmente entre Marte e Jupiter, outros corpos de volume menos consideravel, talvez restos errantes de algum astro quebrado em milhares de pedaços; d'estes conta o telescopio não menos de noventa e sete<ref>Alguns dʼestes astros são tão pequenos, que se poderia fazer n'um dia a passo gymnastico uma volta completa em volta d'elles.</ref>. Alguns d'estes servidores que o Sol mantém nas respectivas orbitas ellipticas por<noinclude></noinclude>
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(1) Patria de Joaõ de Barros.<noinclude></noinclude>
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jos
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(I) Chr. de S. Hier. de Ciguença p. 3. lib.1.c.42.<noinclude></noinclude>
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(I) Chr. de S. Hier. de Ciguença p. 3. lib.1.c.42.<noinclude></noinclude>
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{{c|''Que trata de diversas castas de formigas.''}}
Ubiraipú é outra-casta de formigas, que se criam nos pés
das arvores; são pardas e pequenas, mas mordem muito;
as quaes se mantem das folhas das arvores, e da podridão
do concavo d’ellas.
Ha outra casta, a que os indios chamam tacicema, que se
eriam nos manges que estão com a maré cobertos de agua
até o meio; as quaes são pequenas, e fazem ninho na terra
n’estas arvores, obrados como favo de mel, onde criam; a
qual terra vão buscar enxuta, quando a maré está vazia;
e mantem-se dos olhos dos mangues e de ostrinhas que se
n’elles criam, e de uns caramujos que se criam nas folhas
d’estes mangues, e que são da faição e natureza dos caracóes.
Tacibura e outra casta de formigas, que são pequenas do
corpo e tem grande cabeça, tem dous corninhos n’ella; são
pretas e mordem muito, e criam-se nos páos podres que
estão no chão, e mantem-se d’elles e da humidade que estes
paos têm em si.
Tacipitanga é outra casta de formigas pequenas, as quaes
não mordem, mas não ha quem possa defender d’ellas as
cousas doces, nem outras de comer. Estas se criam pelas
casas em lugares occultos que se não podem achar, mas
como as cousas doces entram em casa, logo lhes dão assalto,
com o que enfadam muito; e são muito certas em casas
velhas, que tem as paredes de terra.
Outras formigas chamam os indios taciahî, que são
grandes e pretas, e criam-se debaixo do chão; tambem
mordem muito, mas não se afastam muito do seu formi
gueiro,<section end="122"/>
<section begin="123"/>{{c|{{sc2|CAPITULO CXXIII.}}{{Tratado descriptivo do Brasil em 1587 (1879) ref|392|197}}}}
{{c|''Em que se trata que cousa é o copî, que ha na Bahia, e dos carrapatos.''}}
Copî são uns bichos que são tão prejudiciaes como as formigas,
os quaes arremedam na feição ás formigas, mas são
mais curtos, redondos e muito nojentos, e se lhe tocam com
as mãos logo se esborracham, e ficam fedendo a percevejos
e são brancacentos. Estes bichos se criam nas arvores e
na madeira das casas, onde não ha quem se defenda d’elles;<section end="123"/><noinclude></noinclude>
35q2ngc0uv4b37sn29418et3nicgrzd
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Trooper57
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text/x-wiki
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{{c|''Que trata de diversas castas de formigas.''}}
Ubiraipú é outra-casta de formigas, que se criam nos pés
das arvores; são pardas e pequenas, mas mordem muito;
as quaes se mantem das folhas das arvores, e da podridão
do concavo d’ellas.
Ha outra casta, a que os indios chamam tacicema, que se
eriam nos manges que estão com a maré cobertos de agua
até o meio; as quaes são pequenas, e fazem ninho na terra
n’estas arvores, obrados como favo de mel, onde criam; a
qual terra vão buscar enxuta, quando a maré está vazia;
e mantem-se dos olhos dos mangues e de ostrinhas que se
n’elles criam, e de uns caramujos que se criam nas folhas
d’estes mangues, e que são da faição e natureza dos caracóes.
Tacibura e outra casta de formigas, que são pequenas do
corpo e tem grande cabeça, tem dous corninhos n’ella; são
pretas e mordem muito, e criam-se nos páos podres que
estão no chão, e mantem-se d’elles e da humidade que estes
páos têm em si.
Tacipitanga é outra casta de formigas pequenas, as quaes
não mordem, mas não ha quem possa defender d’ellas as
cousas doces, nem outras de comer. Estas se criam pelas
casas em lugares occultos que se não podem achar, mas
como as cousas doces entram em casa, logo lhes dão assalto,
com o que enfadam muito; e são muito certas em casas
velhas, que tem as paredes de terra.
Outras formigas chamam os indios taciahî, que são
grandes e pretas, e criam-se debaixo do chão; tambem
mordem muito, mas não se afastam muito do seu formigueiro.<section end="122"/>
<section begin="123"/>{{c|{{sc2|CAPITULO CXXIII.}}{{Tratado descriptivo do Brasil em 1587 (1879) ref|392|197}}}}
{{c|''Em que se trata que cousa é o copî, que ha na Bahia, e dos carrapatos.''}}
Copî são uns bichos que são tão prejudiciaes como as formigas,
os quaes arremedam na feição ás formigas, mas são
mais curtos, redondos e muito nojentos, e se lhe tocam com
as mãos logo se esborracham, e ficam fedendo a percevejos
e são brancacentos. Estes bichos se criam nas arvores e
na madeira das casas, onde não ha quem se defenda d’elles;<section end="123"/><noinclude></noinclude>
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Tratado descritivo do Brasil em 1587/2/122
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[[Ajuda:SEA|←]] nova página: <pages index="Tratado descriptivo do Brasil em 1587.pdf" include=281 header=1 onlysection=122 /> {{notas}} [[Categoria:Tratado descritivo do Brasil em 1587]]
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<pages index="Tratado descriptivo do Brasil em 1587.pdf" include=281 header=1 onlysection=122 />
{{notas}}
[[Categoria:Tratado descritivo do Brasil em 1587]]
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Página:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf/11
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Ninguém o sabia: poucas famílias tinham conheci do a de Myriel antes da revolução. Myriel teve de sofrer a condição de todo o recém-chegado a uma pequena cidade, em que há muitas bocas que falam, e poucas cabeças que pensam. Devia sofrê-la, embora fosse bispo, ou por isso mes- mo que era bispo. Contudo, as conversas em que ia envolto o seu nome eram só conversas: ruido, sons, palavras, menos do que palavras—parolas, para me servir de...
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<noinclude><pagequality level="1" user="200.255.34.162" /></noinclude>Ninguém o sabia: poucas famílias tinham conheci
do a de Myriel antes da revolução.
Myriel teve de sofrer a condição de todo o recém-chegado a uma pequena cidade, em que há muitas
bocas que falam, e poucas cabeças que pensam.
Devia sofrê-la, embora fosse bispo, ou por isso mes-
mo que era bispo. Contudo, as conversas em que ia
envolto o seu nome eram só conversas: ruido, sons,
palavras, menos do que palavras—parolas, para me
servir desse termo de expressiva trivialidade.
^ Fosse como fosse, depois de nove anos de resi-
dência na diocese, todos esses falatórios, assumptos
de palestra que a principio entretém a gentinha das
pequenas cidades, tinham caído em profundo olvido:
ninguém se teria afoutado a repeti-los, nem ainda a
lembrar-se deles.
Myriel viera para D . . . . acompanhado de uma sol-
teirona, a Sra. Baptistina, que era sua irmã, e tinha
dez anos menos do que ele.
Por únicos criados tinham uma mulher da mesma
idade que a Sra.» Baptistina, e chamada Magloria, a
qual, depois de ter sido criada do Sr. cura, tomava
agora o duplicado titulo de camareira da senhora e
de caseira de s. exc. rvm.»
Baptistina era comprida, delgada, palida, meiga:
realizava o ideal do que exprime a palavra — respei
tável, —porquanto parece necessário que uma mulher
seja mãe para tornar-se venerável. Nunca fora bonita;
toda a sua vida, que fora uma serie de boas obras,
tinha-a por derradeiro como que envolto em um véu de
alvura e claridade; e ao envelhecer havia ganho o que
se pode chamar a beleza da bondade. O que na mo
cidade fora magreza tornou-se com os anos transpa
rência, e essa diaphaneidade deixava enxergar o anjo.
Era uma alma, ainda mais do que uma virgem; sua pes
soa parecia feita de sombra; apenas de corpo quanto
bastava para que houvesse um sexo; um pouco de
matéria contendo uma luz, grandes olhos sempre
baixos; um pretexto para uma alma ficar na terra.
Magloria era uma velhinha alva, gorducha, cheia
de corpo, sempre ocupada e cansada, não tanto pela
atividade, como pela lástima de que padecia.
Á sua chegada instalaram Myriel no palácio epis-
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>Ninguém o sabia: poucas famílias tinham conhecido a de Myriel antes da revolução.
Myriel teve de sofrer a condição de todo o recém-chegado a uma pequena cidade, em que há muitas
bocas que fallam, e poucas cabeças que pensam.
Devia soffrel-a, embora fosse bispo, ou por isso mes-mo que era bispo. Contudo, as conversas em que ia
envolto o seu nome eram só conversas: ruido, sons,
palavras, menos do que palavras—''parolas'', para me
servir desse termo de expressiva trivialidade.
Fosse como fosse, depois de nove anos de residência na diocese, todos esses falatórios, assumptos
de palestra que a principio entretém a gentinha das
pequenas cidades, tinham caído em profundo olvido:
ninguém se teria afoutado a repeti-los, nem ainda a
lembrar-se deles.
Myriel viera para D . . . . acompanhado de uma solteirona, a Senr.ª Baptistina, que era sua irmã, e tinha
dez anos menos do que ele.
Por únicos criados tinham uma mulher da mesma
idade que a senr.ª Baptistina, e chamada Magloria, a
qual, depois de ter sido criada do senr. cura, tomava
agora o duplicado titulo de camareira da senhora e
de caseira de s. exc. rvm.ª
Baptistina era comprida, delgada, palida, meiga:
realizava o ideal do que exprime a palavra—respeitável,—porquanto parece necessário que uma mulher
seja mãe para tornar-se venerável. Nunca fôra bonita;
toda a sua vida, que fora uma serie de boas obras,
tinha-a por derradeiro como que envolto em um véo de
alvura e claridade; e ao envelhecer havia ganho o que
se póde chamar a beleza da bondade. O que na mocidade fôra magreza tornou-se com os anos transparência, e essa diaphaneidade deixava enxergar o anjo.
Era uma alma.ainda mais do que uma virgem; sua pessoa parecia feita de sombra; apenas de corpo quanto
bastava para que houvesse um sexo; um pouco de
matéria contendo uma luz, grandes olhos sempre
baixos; um pretexto para uma alma ficar na terra.
Magloria era uma velhinha alva, gorducha, cheia
de corpo, sempre ocupada e cansada, não tanto pela
atividade, como pela lástima de que padecia.
Á sua chegada instalaram Myriel no palácio epis-<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{c|8}}</noinclude>copal com as honras marcadas nos decretos imperiaes
que graduam o bispo logo em seguida aos maréchaes.
O maire e o presidente lhe fizeram a primeira visita,
e elle por sua vez foi o primeiro a visitar o general
e o prefeito.
Concluida a installação, a cidade aguardou as obras
do seu bispo.
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Os Miseraveis (Vol. 1)/Tomo primeiro/Livro primeiro/I
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