Wikisource ptwikisource https://pt.wikisource.org/wiki/Wikisource:P%C3%A1gina_principal MediaWiki 1.47.0-wmf.2 first-letter Multimédia Especial Discussão Utilizador Utilizador Discussão Wikisource Wikisource Discussão Ficheiro Ficheiro Discussão MediaWiki MediaWiki Discussão Predefinição Predefinição Discussão Ajuda Ajuda Discussão Categoria Categoria Discussão Portal Portal Discussão Autor Autor Discussão Galeria Galeria Discussão Página Página Discussão Em Tradução Discussão Em Tradução Anexo Anexo Discussão TimedText TimedText talk Módulo Módulo Discussão Translations Translations talk Evento Evento Discussão Dom Casmurro/XXI 0 5793 552293 211024 2026-05-13T12:17:35Z Albertoleoncio 17561 [[Ajuda:SEA|←]] texto trocado por '<pages index="Dom Casmurro-1899.pdf" from=70 to=73 header=1/> [[Categoria:Dom Casmurro|Capítulo 21]]' 552293 wikitext text/x-wiki <pages index="Dom Casmurro-1899.pdf" from=70 to=73 header=1/> [[Categoria:Dom Casmurro|Capítulo 21]] giaqml7ufmkupts6hjxrmb1zrsgcj43 Dom Casmurro/XXII 0 5794 552296 211025 2026-05-13T12:20:31Z Albertoleoncio 17561 [[Ajuda:SEA|←]] texto trocado por '<pages index="Dom Casmurro-1899.pdf" from=74 to=75 header=1/> [[Categoria:Dom Casmurro|Capítulo 22]]' 552296 wikitext text/x-wiki <pages index="Dom Casmurro-1899.pdf" from=74 to=75 header=1/> [[Categoria:Dom Casmurro|Capítulo 22]] pkqi5ad05bx387qqm8r4odigtu0xkhu Dom Casmurro/XXIII 0 5795 552300 211026 2026-05-13T12:25:45Z Albertoleoncio 17561 [[Ajuda:SEA|←]] texto trocado por '<pages index="Dom Casmurro-1899.pdf" from=76 to=77 header=1/> [[Categoria:Dom Casmurro|Capítulo 23]]' 552300 wikitext text/x-wiki <pages index="Dom Casmurro-1899.pdf" from=76 to=77 header=1/> [[Categoria:Dom Casmurro|Capítulo 23]] bx352snrz8w5lqhyxp4dqndk3epa0js Dom Casmurro/XXIV 0 5796 552303 211027 2026-05-13T12:28:46Z Albertoleoncio 17561 [[Ajuda:SEA|←]] texto trocado por '<pages index="Dom Casmurro-1899.pdf" from=78 to=79 header=1/> [[Categoria:Dom Casmurro|Capítulo 24]]' 552303 wikitext text/x-wiki <pages index="Dom Casmurro-1899.pdf" from=78 to=79 header=1/> [[Categoria:Dom Casmurro|Capítulo 24]] o1k8z2e1pjk3j06xezwgeca6i2n18t5 Predefinição:Progressos recentes 10 220893 552304 552282 2026-05-13T13:00:08Z AlbeROBOT 35938 bot: Atualizando progressos 552304 wikitext text/x-wiki <templatestyles src='Progressos recentes/styles.css' /> {| |- | {{Barra de progresso|5|0|0|0|3|92}} | [[Index:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf|Chronica do Emperador Clarimundo]] |- | {{Barra de progresso|0|0|14|7|0|79}} | [[Index:Da Terra á Lua.pdf|Da Terra á Lua]] |- | {{Barra de progresso|4|0|79|16|1|0}} | [[Index:Dom Casmurro-1899.pdf|Dom Casmurro]] |- | {{Barra de progresso|65|0|10|8|8|9}} | [[Index:Historias da meia noite.djvu|Historias da meia noite]] |- | {{Barra de progresso|0|0|0|0|0|100}} | [[Index:Livro de acórdãos 15.pdf|Livro 4º de Acórdão da Mesa e Junta]] |- | {{Barra de progresso|0|0|10|0|3|87}} | [[Index:Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf|Narizinho Arrebitado]] |- | {{Barra de progresso|30|0|0|0|0|70}} | [[Index:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf|No Alto Minho. 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Mamãe perguntou por mim? — Perguntou, mas eu disse que você já tinha vindo. A mentira espantou-me, não menos que a franqueza da noticia. Não é que prima Justina fosse de biocos; dizia francamente a Pedro o mal que pensava de Paulo, e a Paulo o que pensava do Pedro; mas, confessar que mentira é que me pareceu novidade. Era quadragenaria, magra e pallida, bocca fina o olhos curiosos. Vivia comnosco por favor de minha mãe, e tambem por interesse; minha<noinclude></noinclude> kn2npa8ghw5quyn6s4b1khgzwv6lsvc Página:Dom Casmurro-1899.pdf/71 106 221000 552290 551699 2026-05-13T12:14:57Z Albertoleoncio 17561 /* Validada */ 552290 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Albertoleoncio" />{{rh|64|{{sc|dom casmurro}}|}}</noinclude>mãe queria ter uma senhora intima ao pé de si, e antes parenta que extranha. Passeámos alguns minutos na varanda, alumiada por um lampião. Quiz saber se eu não esquecera os projectos ecclesiasticos de minha mãe, e dizendo-lhe eu que não, inquiriu-me sobre o gosto que eu tinha á vida de padre. Respondi esquivo: — Vida de padre é muito bonita. — Sim, é bonita; mas o que pergunto é se você gostaria de ser padre, explicou rindo. — Eu gósto do que mamãe quizer. — Prima Gloria deseja muito que você se ordene, mas ainda que não desejasse, ha cá em casa quem lhe metta isso na cabeça. — Quem é? — Ora, quem! Quem é que hade ser? Primo Cosme não é, que não se importa com isso; eu tambem não. — José Dias? conclui. — Naturalmente. Enruguei a testa interrogativamente, como se não soubesse nada. Prima Justina completou a noticia dizendo que ainda naquella tarde José Dias lembrára a minha mãe a promessa antiga. — Prima Gloria póde ser que, em passando os dias, vá esquecendo a promessa; mas como ha de esquecer se uma pessoa estiver sempre, nos ouvidos, zás que darás, falando do seminario? E os discursos que elle faz, os elogios da egreja, e que a vida de padre é isto e aquillo, tudo com aquellas palavras que só elle conhece, e aquella affectação... Note<noinclude></noinclude> sjw106mpbpiog4tw5vqh6d1gasrmdph Página:Dom Casmurro-1899.pdf/72 106 221001 552291 551674 2026-05-13T12:16:08Z Albertoleoncio 17561 /* Validada */ 552291 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Albertoleoncio" />{{rh||{{sc|dom casmurro}}|65}}</noinclude>que é só para fazer mal, porque elle é tão religioso, como este lampião. Pois é verdade, ainda hoje. Você não se dê por achado... Hoje de tarde falou como você não imagina. — Mas falou á toa? perguntei, a ver se ella contava a denuncia do meu namoro com a visinha. Não contou: fez apenas um gesto como indicando que havia outra cousa que não podia dizer. Novamente me recommendou que não me désse por achado, e recapitulou todo o mal que pensava de José Dias, e não era pouco, um intrigante, um bajulador, um especulador, e, apezar da casca de polidez, um grosseirão. Eu, passados alguns instantes, disse: — Prima Justina, a senhora era capaz de uma cousa? — De quê? — Era capaz de... Supponha que eu não gostasse de ser padre... a senhora podia pedir a mamãe... — Isso não, atalhou promplamente; prima Gloria tem este negocio firme na cabeça, e não ha nada no mundo que a faça mudar de resolução; só o tempo. Você ainda era pequenino, já ella contava isto a todas as pessoas da nossa amizade, ou só conhecidas. Lá avivar-lhe a memoria, não, que eu não trabalho para a desgraça dos outros; mas tambem, pedir outra cousa, não peço. Se ella me consultasse, bem; se ella me dissesse: «Prima Justina, você que acha?» a minha resposta era: «Prima Gloria, eu<noinclude></noinclude> kdp179pful7w40xk459yuj7786larhi Página:Dom Casmurro-1899.pdf/73 106 221002 552292 551655 2026-05-13T12:16:37Z Albertoleoncio 17561 /* Validada */ 552292 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Albertoleoncio" />{{rh|66|{{sc|dom casmurro}}|}}</noinclude>penso que, se elle gosta de ser padre, póde ir; mas, se não gosta, o melhor é ficar.» E o que eu diria e direi se ella me consultar algum dia. Agora, ir falar-lhe sem ser chamada, não faço.<noinclude></noinclude> 3s9ls1cpzpgnhrcn01mpwif01idzxm5 Página:Dom Casmurro-1899.pdf/74 106 221003 552294 551648 2026-05-13T12:19:19Z Albertoleoncio 17561 /* Validada */ 552294 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Albertoleoncio" /></noinclude>{{t2|XXII}} {{dhr}} {{c|'''Sensações alheias.'''}} {{dhr}} Não alcancei mais nada, e para o fim arrependime do pedido: devia ter seguido o conselho de Capitú. Então, como eu quizesse ir para dentro, prima Justina reteve-me alguns minutos, falando do calor e da proxima festa da Conceição, dos meus velhos oratorios, e finalmente de Capitú. Não disse mal della; ao contrario insinuou-me que podia vir a ser uma moça bonita. Eu, que já a achava lindissima, bradaria que era a mais bella creatura do mundo, se o receio me não fizesse discreto. Entretanto, como prima Justina se mettesse a elogiar-lhe os modos, a gravidade, os costumes, o trabalhar para os seus, o amor que tinha a minha mãe, tudo isto me accendeu a ponto de elogial-a tambem. Quando não era com palavras, era com o gesto de approvação que dava a cada uma das assersões da outra, e certamente com a felicidade que devia illuminar-<noinclude></noinclude> nxebgrt6rcmb5tcdtqqkiom45g0lefr Página:Dom Casmurro-1899.pdf/75 106 221004 552295 551727 2026-05-13T12:20:04Z Albertoleoncio 17561 /* Validada */ 552295 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Albertoleoncio" />{{rh|68|{{sc|dom casmurro}}}}</noinclude>me a cara. Não adverti que assim confirmava a de nuncia de José Dias, ouvida por ella, á tarde, na sala de visitas, se é que tambem ella não desconfiava já. Só pensei nisso na cama. Só então senti que os olhos de prima Justina, quando eu falava, pareciam apalpar-me, ouvir-me, cheirar-me, gostar-me, fazer o officio de todos os sentidos. Ciumes não podiam ser; entre um pirralho da minha edade e uma viuva quarentona não havia logar para ciumes. É certo que, após algum tempo, modificou os elogios a Capitú, e até lhe fez algumas criticas, disse-me que era um pouco trefega e olhava por baixo; mas ainda assim, não creio que fossem ciumes. Creio antes... sim... sim, creio isto. Creio que prima Justina achou no espectaculo das sensações alheias uma resurreição vaga das proprias. Tambem se goza por influição dos lábios que narram.<noinclude></noinclude> buefjdzsgqqyspfjjxnh6dd9m2qfnq7 Página:Dom Casmurro-1899.pdf/76 106 221005 552297 551735 2026-05-13T12:23:14Z Albertoleoncio 17561 /* Validada */ 552297 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Albertoleoncio" /></noinclude>{{t2|XXIII}} {{dhr}} {{c|'''Prazo dado.'''}} {{dhr}} — Preciso falar-lhe amanhã, sem falta; escolha logar e diga-me. Creio que José Dias achou desusado este meu falar. O tom não me sairia tão imperativo como eu receiava, mas as palavras o eram, e o não interrogar, não pedir, não hesitar, como era proprio da creança e do meu estylo habitual, certamente lhe deu ideia de uma pessoa nova e de uma nova situação. Foi no corredor, quando iamos para o chá; José Dias vinha andando cheio da leitura de Walter Scott que fizera a minha mãe e a prima Justina. Lia cantado e compassado. Os castellos e os parques saíam maiores da bocca delle, os lagos tinham mais agua e a «abobada celeste» contava alguns milhares mais de estrellas centelhanles. Nos dialogos, alternava o som das vozes, que eram levemente grossas ou finas, conforme o sexo dos inter-<noinclude></noinclude> tvppgrg4o7ewd6qa4z484c6ci0kdxt6 552298 552297 2026-05-13T12:24:02Z Albertoleoncio 17561 552298 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Albertoleoncio" /></noinclude>{{t2|XXIII}} {{dhr}} {{c|'''Prazo dado.'''}} {{dhr}} — Preciso falar-lhe amanhã, sem falta; escolha logar e diga-me. Creio que José Dias achou desusado este meu falar. O tom não me sairia tão imperativo como eu receiava, mas as palavras o eram, e o não interrogar, não pedir, não hesitar, como era proprio da creança e do meu estylo habitual, certamente lhe deu ideia de uma pessoa nova e de uma nova situação. Foi no corredor, quando iamos para o chá; José Dias vinha andando cheio da leitura de Walter Scott que fizera a minha mãe e a prima Justina. Lia cantado e compassado. Os castellos e os parques saíam maiores da bocca delle, os lagos tinham mais agua e a «abobada celeste» contava alguns milhares mais de estrellas centelhantes. Nos dialogos, alternava o som das vozes, que eram levemente grossas ou finas, conforme o sexo dos inter-<noinclude></noinclude> 2l9mrpe75jqjflhzweifsx0w2bx9kyp Página:Dom Casmurro-1899.pdf/77 106 221006 552299 542406 2026-05-13T12:25:14Z Albertoleoncio 17561 /* Validada */ 552299 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Albertoleoncio" />{{rh|70|{{sc|dom casmurro}}|}}</noinclude>locutores, e reproduziam com moderação a ternura e a colera. Ao despedir-se de mim, na varanda, disse-me elle: — Amanhã, na rua. Tenho umas compras que fazer, você póde ir commigo, pedirei a mamãe. É dia de licção? — A licção foi hoje. — Perfeitamente. Não lhe pergunto o que é; affirmo desde já que é materia grave e pura. — Sim, senhor. — Até amanhã. Fez-se tudo o melhor possivel. Houve só uma alteração: minha mãe achou o dia quente e não consentiu que eu fosse a pé; entrámos no omnibus, á porta de casa. — Não importa, disse-me José Dias; podemos apear-nos á porta do Passeio Publico.<noinclude></noinclude> f8zc7atx10rgw7kzlpa90eb0v1qtk56 Página:Dom Casmurro-1899.pdf/78 106 221007 552301 551732 2026-05-13T12:27:31Z Albertoleoncio 17561 /* Validada */ 552301 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Albertoleoncio" /></noinclude>{{t2|XXIV}} {{dhr}} {{c|'''De mãe e de servo.'''}} {{dhr}} José Dias tratava-me com extremos de mãe e attenções de servo. A primeira cousa que conseguiu logo que comecei a andar fóra, foi dispensar-me o pagem; fez-se pagem, ia commigo á rua. Cuidava dos meus arranjos em casa, dos meus livros, dos meus sapatos, da minha hygiene e da minha prosodia. Aos oito annos os meus pluraes careciam, alguma vez, da desinencia exacta, elle a corrigia, meio serio para dar autoridade á licção, meio risonho para obter o perdão da emenda. Ajudava assim o mestre de primeiras lettras. Mais tarde, quando o padre Cabral me ensinava latim, doutrina e historia sagrada, elle assistia ás licções, fazia reflexões ecclesiasticas, e, no fim, perguntava ao padre: «Não e verdade que o nosso joven amigo caminha depressa?» Chamava-me «um prodigio»; dizia a minha mãe ter conhecido outr'ora meninos muito<noinclude></noinclude> 8hit0os069oxmbjtlf4meoje133wmf0 Página:Dom Casmurro-1899.pdf/79 106 221008 552302 551610 2026-05-13T12:28:21Z Albertoleoncio 17561 /* Validada */ 552302 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="4" user="Albertoleoncio" />{{rh|72|{{sc|dom casmurro}}|}}</noinclude>intelligentes, mas que eu excedia a todos esses, sem contar que, para a minha edade, possuia já certo numero de qualidades moraes sólidas. Eu, posto não avaliasse todo o valor deste outro elogio, gostava do elogio; era um elogio.<noinclude></noinclude> enjla2fo2rpgxl8giy3dnwt36fcnrtm Página:Tratado descriptivo do Brasil em 1587.pdf/413 106 247689 552351 544231 2026-05-13T20:17:21Z Trooper57 24584 552351 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" /></noinclude>{{c|{{x-larger|ERRATAS.}}}} <poem>{{Multicol||2em}} {{sc2|PAG.}} {{pl|53|30}} {{pl|135|30}} {{pl|140|30}} {{pl|151|30}} {{pl|155|30}} {{pl|157|30}} {{pl|162|30}} {{pl|169|30}} {{pl|200|30}} {{pl|204|30}} {{pl|235|30}} {{pl|258|30}} {{pl|277|30}} {{pl|332|30}} {{pl|334|30}} {{pl|341|30}} {{pl|342|30}} {{pl|348|30}} {{pl|351|30}} {{Multicol-break}} {{sc2|LIN.}} 30 2 35 3 8 37 4 37 7 1 30 34 28 6 38 3 7 10 13 {{Multicol-break}} {{sc2|ERRO}} Capital e como corre leguas da costa roca tapitim aipis roça jacarateá copaubuçú Araticurana jubutemirim pesados araticurana dos locaes commento escripta Loaysa radxi O ambú {{Multicol-break}} {{sc2|EMENDA}} Capitania o como corre. leguas de costa. rota. tapetí. aipins. rota. jaracateá. copanibuca. Araticupana. jabutímerim. prezados. aritucupana. de lugares. capitulo. escrito por G. Soares, senão eradição de algum copista. Gabeto em 1526. radix. 127. O ambú. {{Multicol-end}}</poem><noinclude>{{Linha customizada|fy3|40}}</noinclude> gnrb0pskgnt5jf9dpl97islgc63hton 552352 552351 2026-05-13T20:18:05Z Trooper57 24584 552352 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Trooper57" /></noinclude>{{c|{{x-larger|ERRATAS.}}}} <poem>{{Multicol||2em}} {{sc2|PAG.}} {{pl|53|30}} {{pl|135|30}} {{pl|140|30}} {{pl|151|30}} {{pl|155|30}} {{pl|157|30}} {{pl|162|30}} {{pl|169|30}} {{pl|200|30}} {{pl|204|30}} {{pl|235|30}} {{pl|258|30}} {{pl|277|30}} {{pl|332|30}} {{pl|334|30}} {{pl|341|30}} {{pl|342|30}} {{pl|348|30}} {{pl|351|30}} {{Multicol-break}} {{sc2|LIN.}} 30 2 35 3 8 37 4 37 7 1 30 34 28 6 38 3 7 10 13 {{Multicol-break}} {{sc2|ERRO}} Capital e como corre leguas da costa roca tapitim aipis roça jacarateá copaubuçú Araticurana jubutemirim pesados araticurana dos locaes commento escripta Loaysa radxi O ambú {{Multicol-break}} {{sc2|EMENDA}} Capitania o como corre. leguas de costa. rota. tapetí. aipins. rota. jaracateá. copanibuca. Araticupana. jabutímerim. prezados. aritucupana. de lugares. capitulo. escrito por G. Soares, senão erudição de algum copista. Gabeto em 1526. radix. 127. 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Araticupana. jabutímerim. prezados. aritucupana. de lugares. capitulo. {{nw|escrito por G. Soares, senão erudição de algum copista.}} Gabeto em 1526. radix. 127. O ambú. {{Multicol-end}}</poem><noinclude>{{Linha customizada|fy3|40}}</noinclude> 2fnuwd8d2u7j2qafnhaiczwbmt8e90b Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/92 106 253377 552305 2026-05-13T13:05:42Z Ruiaraujo1972 38032 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: --imagem-- Quadro dos Delegados desde a installação da Comarca até 1905 --imagem-- Quadro dos Sub-delegados desde a installação da Comarca até 1905 552305 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>--imagem-- Quadro dos Delegados desde a installação da Comarca até 1905 --imagem-- Quadro dos Sub-delegados desde a installação da Comarca até 1905<noinclude></noinclude> fgwnvcddewagr7ffuqx1rzspnim34ym Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/93 106 253378 552306 2026-05-13T13:06:35Z Ruiaraujo1972 38032 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: --imagem-- Quadro dos advogados e solicitadores desde a installação da Comarca --imagem-- Quadro dos Conservadores desde a installação da Comarca até 1905 552306 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>--imagem-- Quadro dos advogados e solicitadores desde a installação da Comarca --imagem-- Quadro dos Conservadores desde a installação da Comarca até 1905<noinclude></noinclude> ltihhtbd2wcz5my41tbfr5y7fkf8439 Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/94 106 253379 552307 2026-05-13T13:07:38Z Ruiaraujo1972 38032 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: --imagem-- Quadro dos Contadores desde a installação da Comarca até 1907 --imagem-- Quadro dos escrivães e tabelliães desde a installação da comarca até 1907 552307 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>--imagem-- Quadro dos Contadores desde a installação da Comarca até 1907 --imagem-- Quadro dos escrivães e tabelliães desde a installação da comarca até 1907<noinclude></noinclude> prhejtcrnsu7sn0x7pqhfz7f33plawf Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/95 106 253380 552308 2026-05-13T13:08:16Z Ruiaraujo1972 38032 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: --imagem-- Quadro dos Notarios --imagem-- Quadro dos Escrivães nomeados depois da reforma notarial até 1907 552308 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>--imagem-- Quadro dos Notarios --imagem-- Quadro dos Escrivães nomeados depois da reforma notarial até 1907<noinclude></noinclude> brtxwgiahjp7h46a3qumfdmfve97p79 Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/96 106 253381 552309 2026-05-13T13:08:57Z Ruiaraujo1972 38032 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: --imagem-- Quadro dos officiaes de diligencias desde a installação da comarca até 1907 --imagem-- Estatistica official criminal no anno de 1878 552309 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>--imagem-- Quadro dos officiaes de diligencias desde a installação da comarca até 1907 --imagem-- Estatistica official criminal no anno de 1878<noinclude></noinclude> tajjlk6vbq1fzb7r9kygjzl1ukw6a21 Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/97 106 253382 552310 2026-05-13T13:12:53Z Ruiaraujo1972 38032 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: --imagem-- Estatistica criminal da comarca de Paredes de Coura, anno de 1904 '''{{c|CAPÍTULO XIII}}''' '''{{c|O novo tribunal e Paços do Concelho}}''' CRIADA a comarca, estava, naturalmente, indicada a construção de novo edifício, adaptado às exigências e necessidades resultantes do aumento de movimento que derivou daquele facto. Por outro lado, a acanhada instalação da Câmara Municipal e suas dependências, não se casava com a... 552310 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>--imagem-- Estatistica criminal da comarca de Paredes de Coura, anno de 1904 '''{{c|CAPÍTULO XIII}}''' '''{{c|O novo tribunal e Paços do Concelho}}''' CRIADA a comarca, estava, naturalmente, indicada a construção de novo edifício, adaptado às exigências e necessidades resultantes do aumento de movimento que derivou daquele facto. Por outro lado, a acanhada instalação da Câmara Municipal e suas dependências, não se casava com a índole e moderna feição destas corporações. Todos, diga-se a verdade, reconheciam o mal, mas faltava ousadia para o atacar de frente e pela raiz. O esboroado casarão, sem uma linha arquitectónica que o recomendasse, desprovido de todo o conforto e de compartimentos para o regular funcionamento da justiça, continuou a servir de sombrio pardieiro para o exercício do poder judicial e funções municipais, ainda por ''nove'' anos, depois da criação da comarca. E, contudo, o seu pavimento transformava-se, por vezes, em ''lago'', quando as chuvas eram continuadas.<noinclude></noinclude> jaso6cknpc9u03k9ejdi3qx6tyaig50 Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/98 106 253383 552311 2026-05-13T13:18:35Z Ruiaraujo1972 38032 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Em 1882, sendo Presidente da Câmara o falecido conselheiro Miguel Dantas Gonçalves Pereira<ref>Conto publicar, em opúsculo, a sua biografia e fazer o relato da sua obra meritória, neste concelho.</ref>, foi ele quem auscultou o enfermo - o velho casarão -, e receitou...fazer construir «''Novos Paços do Concelho''». --imagem-- Paços do Concelho Concebido o plano, sem atentar muito na estreiteza de recursos do cofre municipal, solicit... 552311 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>Em 1882, sendo Presidente da Câmara o falecido conselheiro Miguel Dantas Gonçalves Pereira<ref>Conto publicar, em opúsculo, a sua biografia e fazer o relato da sua obra meritória, neste concelho.</ref>, foi ele quem auscultou o enfermo - o velho casarão -, e receitou...fazer construir «''Novos Paços do Concelho''». --imagem-- Paços do Concelho Concebido o plano, sem atentar muito na estreiteza de recursos do cofre municipal, solicitou do seu amigo J. P. Oliveira Martins, mais tarde ministro da Fazenda, o esboço de uma planta e um projecto que se ajustasse àquele fim. É vê-lo, agora. Tudo foi atendido, desde as instalações judiciais até à humilde repartição de pesos e medidas. Com alojamentos para todas as repartições públicas, conseguiu Oliveira Martins recolher, numa só casa, todo o funcionalismo local, em manifesto proveito e comodidade para o povo. Duas palavras sobre esta obra: Construção segura, bem delineada e de correctas linhas arquitectónicas, este edifício nada tem que invejar aos seus congéneres, do distrito. A sua situação airosa e desafogada, no meio de um largo, dá-lhe ares de soberania entre os outros prédios que o cercam. Parece estar ali para cumprimentar, em nome da terra, os forasteiros que a visitam. Tem quatro fachadas, com rasgadas janelas por onde recebe luz, e quatro portas sacadas na frente principal do andar nobre. Sobre aquela, corre, em todo o seu comprimento, uma platibanda, de granito, ao centro da qual e como remate, sobressai um frontão, com brazão de armas, que dizem ser as manuelinas. Todo o edifício é divicÍido em dois andares - térreo e nobre. No primeiro, há um espaçoso corredor, que o corta a todo o seu cumprimento, servido por duas portas laterais. A entrada principal, dá para um vestíbulo, cujo pavimento, como o daquele corredor,. está revestido a mosaico. É neste andar que estão instaladas as repartições de fazenda, administração do concelho, correio e telégrafo, recebedoria, e já esteve a conservatória. Para o andar nobre sobe-se por uma escada, interna, de pedra, até ao primeiro patamar e depois de madeira. {{rule}}<noinclude></noinclude> t7wmllswruv5ht1g6gk3y7upxa3860x 552312 552311 2026-05-13T13:18:47Z Ruiaraujo1972 38032 552312 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>Em 1882, sendo Presidente da Câmara o falecido conselheiro Miguel Dantas Gonçalves Pereira<ref>Conto publicar, em opúsculo, a sua biografia e fazer o relato da sua obra meritória, neste concelho.</ref>, foi ele quem auscultou o enfermo - o velho casarão -, e receitou...fazer construir «''Novos Paços do Concelho''». --imagem-- Paços do Concelho Concebido o plano, sem atentar muito na estreiteza de recursos do cofre municipal, solicitou do seu amigo J. P. Oliveira Martins, mais tarde ministro da Fazenda, o esboço de uma planta e um projecto que se ajustasse àquele fim. É vê-lo, agora. Tudo foi atendido, desde as instalações judiciais até à humilde repartição de pesos e medidas. Com alojamentos para todas as repartições públicas, conseguiu Oliveira Martins recolher, numa só casa, todo o funcionalismo local, em manifesto proveito e comodidade para o povo. Duas palavras sobre esta obra: Construção segura, bem delineada e de correctas linhas arquitectónicas, este edifício nada tem que invejar aos seus congéneres, do distrito. A sua situação airosa e desafogada, no meio de um largo, dá-lhe ares de soberania entre os outros prédios que o cercam. Parece estar ali para cumprimentar, em nome da terra, os forasteiros que a visitam. Tem quatro fachadas, com rasgadas janelas por onde recebe luz, e quatro portas sacadas na frente principal do andar nobre. Sobre aquela, corre, em todo o seu comprimento, uma platibanda, de granito, ao centro da qual e como remate, sobressai um frontão, com brazão de armas, que dizem ser as manuelinas. Todo o edifício é divicÍido em dois andares - térreo e nobre. No primeiro, há um espaçoso corredor, que o corta a todo o seu cumprimento, servido por duas portas laterais. A entrada principal, dá para um vestíbulo, cujo pavimento, como o daquele corredor,. está revestido a mosaico. É neste andar que estão instaladas as repartições de fazenda, administração do concelho, correio e telégrafo, recebedoria, e já esteve a conservatória. Para o andar nobre sobe-se por uma escada, interna, de pedra, até ao primeiro patamar e depois de madeira. {{rule}}<noinclude></noinclude> gcx5ahnymaon4u4jwuwdvdkos0faeev Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/99 106 253384 552313 2026-05-13T13:38:50Z Ruiaraujo1972 38032 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: É lançada a meio do edifício, em frente do vestíbulo, e dá para outro corredor do segundo andar, que corre no alinhamento do primeiro. Tanto a sala do Tribunal, como o salão nobre da Câmara, são duas instalações espaçosas, banhadas de luz, que impressionam bem. Neste andar está a secretaria da Câmara, gabinetes do Presidente e do Juiz, sala do tribunal e sala das sessões camarárias. Em correspondência com uma porta da sala do tribun... 552313 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>É lançada a meio do edifício, em frente do vestíbulo, e dá para outro corredor do segundo andar, que corre no alinhamento do primeiro. Tanto a sala do Tribunal, como o salão nobre da Câmara, são duas instalações espaçosas, banhadas de luz, que impressionam bem. Neste andar está a secretaria da Câmara, gabinetes do Presidente e do Juiz, sala do tribunal e sala das sessões camarárias. Em correspondência com uma porta da sala do tribunal, há uma escada, que dá comunicação para as salas dos jurados e das testemunhas, construídas no vão do telhado. Estas instalações estão dispostas de forma que, tanto os jurados como as testemunhas, podem estar em comunicação directa com o tribunal, ser o estarem com o público. O edifício não é uma construção pesada, mas simples e graciosa: há em todo ele um ''quid'' de distinção e de natural singeleza, que ajusta bem com a humildade da população rural que o frequenta. Dir-se-ia o enlace da gravidade da justiça com as luminosas feições do progresso hodierno. Não veste de luxo, mas não é andrajoso. Ideia feliz, em que Oliveira Martins soube conjugar a parcimónia e a mediania com a decência e o asseio. Todos os compartimentos, tanto da Câmara, como do tribunal e mais repartições, tem luz própria e a capacidade precisa para um movimento regular. O largo, que o circunda, com quanto não tenha regularidade de linhas, foi arborizado e ajardinado com gosto, e faz realçar a perspectiva do edifício. {{c|---}} Na sessão camarária de 7 de Janeiro, de 1882, é que foi deliberada a sua construção, depois de apresentada pelo Presidente a respectiva planta e caderno de encargos, que foi aprovada pela Comissão Executiva, em 19 do mesmo mês e ano. Confeccionado o orçamento da obra, aparecia no «''Valenciano''», n.º 264, do dia 21 de Setembro, do mesmo ano (1882), o anúncio para a sua arrematação, que foi adjudicada, em hasta pública, na parte de pedreiro, ao mestre António Manuel Goes de Melo, da freguesia de Lanhelas, concelho de Caminha, lavrando-se a escritura em 14 de Novembro; e, na parte de carpinteiro, ao mestre António Joaquim da Rocha Vale, da freguesia de Sopo, concelho de Cerveira. O contrato ''provisório'' foi assinado na sessão camarária de 3 de Setembro, daquele ano, e aprovado pela Comissão Executiva em 6 do mesmo mês: três dias depois! Só a vapor. As ''condições'' deste importante trabalho foram aprovadas pela Câmara em sessão de 2 de Setembro, e por aquela ''Comissão'' no dia 8. Na sessão de 18 de Novembro (1882) foram aprovadas as ''condições'' para o fornecimento de telha, cal, gesso, porcelana, grades de ferro e mosaico. Toda a construção, incluindo pintura, ferragens, telha, cal, etc., importou em 7.235$370 reis. E as contribuições municipais não foram agravadas! A 6 de Janeiro, de 1884, inauguravam-se, com soleníssima sessão, os novos Paços do Concelho. Não pode deixar de reconhecer-se que a realização deste importantíssimo melhoramento local, representa um verdadeiro ''tour de force''.<noinclude></noinclude> rct97jpbl4qe6wfqq8lpigwc1zumsdr Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/100 106 253385 552314 2026-05-13T13:42:41Z Ruiaraujo1972 38032 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Para mais completo esclarecimento, vai transcrito, a seguir, o «''Relatório''», desta construção, apresentado pelo Presidente da Câmara na sessão de 2 de Janeiro, de 1885. '''{{c|Câmara Municipal de Paredes de Coura}}''' {{c|---}} {{c|«RELATÓRIO DAS DESPESAS FEITAS COM A CONSTRUÇÃO DO EDIFÍCIO DO TRIBUNAL, PAÇOS DO CONCELHO E MOBÍLIA RESPECTIVA»}} «A Câmara Municipal deste concelho publicou em 9 de Setembro, de 1883, as contas rela... 552314 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>Para mais completo esclarecimento, vai transcrito, a seguir, o «''Relatório''», desta construção, apresentado pelo Presidente da Câmara na sessão de 2 de Janeiro, de 1885. '''{{c|Câmara Municipal de Paredes de Coura}}''' {{c|---}} {{c|«RELATÓRIO DAS DESPESAS FEITAS COM A CONSTRUÇÃO DO EDIFÍCIO DO TRIBUNAL, PAÇOS DO CONCELHO E MOBÍLIA RESPECTIVA»}} «A Câmara Municipal deste concelho publicou em 9 de Setembro, de 1883, as contas relativas ao ano de 1882, as quais mandou distribuir por todas as freguesias do mesmo concelho, afim de que todos pudessem conhecer e avaliar a aplicação e destino dos rendimentos municipais, e tendo então declarado, que naquelas contas não iam incluídas as que diziam respeito à construção do novo edificio do Tribunal e Paços do Concelho, porque, constando elas de um orçamento especial, só poderiam ser publicadas depois de concluídas aquelas obras, vem hoje satisfazer a sua promessa, apresentando a conta discriminada de toda a despesa feita com a construção completa do edifício e com a aquisição de todos os móveis precisos para a mesma, tribunal judicial e repartições públicas, instaladas no mesmo edifício. Assim, pois, a Câmara Municipal tem a grande satisfação de mostrar aos seus munícipes, que, sem recorrer a novos impostos, nem agravar o povo com outros encargos, além daqueles que já existiam quando lhe foi confiada a gerência dos negócios municipais, conseguiu, não só construir o magnifico edifício onde se acham estabelecidas todas as repartições públicas, convenientemente mobiladas, mas adquirir ainda os terrenos precisos para os largos das feiras e até para construções particulares com manifesta vantagem do público e do município, arborizar esses largos e os da vila, explorar e canalizar água para duas fontes públicas, e criar finalmente, mais 6 escolas de instrução primária, que com as 5, que já existiam, podem bem satisfazer a todas as freguesias do concelho nas condições actuais. E, achando-se pagas todas as despesas feitas com os melhoramentos descritos e ja realizados, sem encargo algum para o povo deste concelho, a Câmara não terá dificuldade alguma em satisfazer de future as despesas com as 6 escolas, que foram criadas; porque, além dos donativos. oferecidos por alguns beneméritos cidadãos deste concelho, na importância de 750$000 reis, destinados aquelas escolas, pode dispor por espaço de 5 anos da quantia anual de 600,000 réis do cofre da viação, concedida pela Lei de 21 de Abril de 1884, ao município, para aquele fim, e mais ainda de igual quantia de 600 000 reis, destinada nos orçamentos ordinários ao pagamento dos juros e amortização do empréstimo de 3.500$000 réis, que hoje se acha reduzido a 1.3005000 réis, e que pode ficar completamente amortizado no ano de 1886. Paredes de Coura, 2 de Janeiro de 1885. {{c|O Presidente da Cámara, ''Miguel D. G. Pereira''}}<noinclude></noinclude> q7cyc31z03srozddotosjv2k7uf5li9 Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/101 106 253386 552315 2026-05-13T13:45:15Z Ruiaraujo1972 38032 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: '''{{c|CAPÍTULO XIV}}''' '''{{c|Cadeia}}''' CONFORME o adágio popular, - «''todos temos uma tábua na cadeia''». Mas não é somente este princípio, algo egoista, que deve inspirar zelo e solicitude por estas casas, quer se trate da sua construção, quer da sua reparação, limpeza e higiene. A ''caridade'', o ''altruismo'' ou a ''humanidade'', como lhe quiserem chamar, também deve intervir, quando se trata da sua administração e popul... 552315 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>'''{{c|CAPÍTULO XIV}}''' '''{{c|Cadeia}}''' CONFORME o adágio popular, - «''todos temos uma tábua na cadeia''». Mas não é somente este princípio, algo egoista, que deve inspirar zelo e solicitude por estas casas, quer se trate da sua construção, quer da sua reparação, limpeza e higiene. A ''caridade'', o ''altruismo'' ou a ''humanidade'', como lhe quiserem chamar, também deve intervir, quando se trata da sua administração e população. Como, porém, só desejo inculcar, a estranhos e vindoiros, como se compreende, no meio destas montanhas, o problema da penalidade aplicada, venho consignar o facto, altamente lisonjeiro para esta localidade,- de ter sido aquí construída uma cadeia comarca, há poucos anos, que contrasta com essas sórdidas e infectas espeluncas, que, infelizmente, ainda existem por esse país fora, onde vegetam os sequestrados da sociedade.<noinclude></noinclude> 1o9jlrmbyj3v1sau7zw1u3wxhd0l3yl Página:Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf/23 106 253387 552316 2026-05-13T13:48:20Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 552316 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>Gafanhoto. Perfilaram-se todos e ficaram immoveis como se fossem de páu. — Adeante-se ! ordenou o principe. O capitão adeantou-se e veiu postar-se em frente do throno. — Que novidades ha no reino ? — Poucas, Magestade. Houve um crime na Tóca Preta. A rã verdolenga embriagou-se, e entrando em casa dʼuma familia de baratas matou a barata-mãe, feriu gravemente a barata-pae e comeu todas as baratinhas-filhas. — Mande enforcar essa criminosa num galho do espinheiro grande. Que mais ? — Corre noticia que o Escorpião Negro anda a rondar o reino, lá dos lados da Pedra Branca. — Má noticia ! exclamou o principe, franzindo a testa. O Escorpião é o nosso peior inimigo. Precisamos reforçar as muralhas da fronteira. Que mais ? — Foram encontrados sem sentidos dois bagres amarellos, a boiar na lagoa pequena. Recolhi-os á enfermaria onde estão sob os cuidados do doutor Caramujo, que receitou purgante e suadouro. {{nop}}<noinclude>{{c|☉{{gap}}19{{gap}}☉}}</noinclude> 4lwb5by7qnvouiwri5v71r62dwm60l2 Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/102 106 253388 552317 2026-05-13T13:52:02Z Ruiaraujo1972 38032 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Uma ''cadeia'' deve ser um ''sanatório'', moral e físico, para os infelizes ou doentes que a sociedade atira para dentro dela. O que se está, porém, vendo? --imagem-- Cadeia É que, numa grande parte destas casas, o corpo apodrece, o sentimento embota-se, o espírito definha e a moralidade... e a regeneração... Nem quero dizê-lo. Não se apregoem os crimes sociais. A comarca da minha terra possui uma prisão, que pode ser motivo de... 552317 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>Uma ''cadeia'' deve ser um ''sanatório'', moral e físico, para os infelizes ou doentes que a sociedade atira para dentro dela. O que se está, porém, vendo? --imagem-- Cadeia É que, numa grande parte destas casas, o corpo apodrece, o sentimento embota-se, o espírito definha e a moralidade... e a regeneração... Nem quero dizê-lo. Não se apregoem os crimes sociais. A comarca da minha terra possui uma prisão, que pode ser motivo de envaidecimento para os seus naturais. Muitas há, dessiminadas pelo país, que são um ferrete de ignomínia, não para os desventurados que as povoam, mas para a sociedade, que as tolera. Em vez de ''correcção'' e ''regeneração'', dão o depauperamento físico e estiolam a alma. Derruir esta ignomínia do passado, é um dever imperioso - uma benemerência do presente. {{c|***}} A cadeia desta comarca é um edifício novo, de aspecto agradável, com compartimentos espaçosos, bem arejados e cheios de luz. Foi construída à beira do tribunal, mas, como este, está isolada, no mesmo largo. A fachada principal é ameada, e tem sobre a porta o brazão das armas reais, aberto em fino granito. Com habitações para presos de ambos os sexos, todas têm capacidade bastante para se respirar e aspirar o ar ambiente, sem o viciar. Da porta, até ao fundo, segue amplo corredor, que dá entrada para as prisões. As janelas, bem rasgadas e defendidas por grossas grades de ferro, dão escoante à luz e ao sol, para o interior. O edifício é de um só andar, mas o soalho está levantado do pavimento, empedrado com pesadas lágeas, cerca de 1 metro. No vão do telhado é a instalação do carcereiro. Cumpre fiscalizar a sua limpeza interna, porque a maioria dos que a povoam nunca tiveram a noção da higiene, e por isso desconhecem os seus preceitos e o arranjo que sempre deve haver no compartimento em que estão enclausurados. Importou este edifício, depois de concluído, - 3:274$555 réis.<noinclude></noinclude> 5g88hj6fvveugeeq342o3v0o7t9m1zl Página:Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf/24 106 253389 552318 2026-05-13T13:52:34Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 552318 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>— Eʼ isso mesmo. Que mais ? — Saberá Vossa Magestade que é só. — Perfeitamente, disse o principe. Eʼ preciso agora que o reino saiba da presença, entre nós, desta linda princeza de olhos negros, afim de que o povo e a nobreza lhe prestem todas as homenagens. Quero uma grande festa como nunca houve igual. Avise a côrte e dê as ordens necessarias, mas antes disso, mande vir o coche de passeio. O capitão saudou militarmente e sahiu seguido dos guardas, arrastando as esporas: ''trrlin, trrlin, trrlin''... [[File:Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 24 crop).jpg|centro|350px]] Não demorou muito e uma carruagem appareceu á porta, puxada por tres parelhas de lambarys. Servia de cocheiro um bello camarão de libré vermelha, muito têso no alto da boléa. O principe e a menina entraram na carruagem, mestre Camarão estalou o chicote e os lambarys partiram como raios. {{nop}}<noinclude>{{c|☉{{gap}}20{{gap}}☉}}</noinclude> pfugcn4o485mbsxiiznmvvpt70zcmqv Narizinho Arrebitado (1ª edição)/Primeira parte/VI 0 253390 552319 2026-05-13T13:54:29Z Erick Soares3 19404 [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <pages index="Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf" from=22 to=24 fromsection="Cap. 5" header=1/> {{PD-old-70-BR}} {{Modernização}} 552319 wikitext text/x-wiki <pages index="Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf" from=22 to=24 fromsection="Cap. 5" header=1/> {{PD-old-70-BR}} {{Modernização}} bpxk49r7isjbqewr83h48ftcrfcedc1 552320 552319 2026-05-13T13:54:42Z Erick Soares3 19404 552320 wikitext text/x-wiki <pages index="Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf" from=22 to=24 header=1/> {{PD-old-70-BR}} {{Modernização}} j2bjq3xvuv5jou2vstspn93layudt6s Página:Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf/25 106 253391 552321 2026-05-13T13:59:26Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 552321 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{t2|A ENFERMARIA|'''VII'''}} {{dhr|2}} Emquanto a carruagem corria pelo fundo do ribeirão, Narizinho ia admirando, através das vidraças, os bellos panoramas, as avenidas de areia branca, as pedras redondas e os peixes que paravam respeitosamente para vel-os passar. Em certo ponto a carruagem sururucou por uma tóca e foi parar ás portas do hospital. Era uma grande sala com muitas camas e muitas mezinhas cheias de vidros de remedio. Estava lá o doutor Caramujo, famoso medico do reino, exami- nando a lingua dos doentes auxiliado por varias baratas enfermeiras. Numa das camas os dois bagres de bar [[File:Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 25 crop).jpg|centro|350px]] {{nop}}<noinclude>{{c|☉{{gap}}21{{gap}}☉}}</noinclude> te0vnb4to5xikmu1sbfo6x9sd1m7v55 552324 552321 2026-05-13T14:03:27Z Erick Soares3 19404 552324 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{t2|A ENFERMARIA|'''VII'''}} {{dhr|2}} Emquanto a carruagem corria pelo fundo do ribeirão, Narizinho ia admirando, através das vidraças, os bellos panoramas, as avenidas de areia branca, as pedras redondas e os peixes que paravam respeitosamente para vel-os passar. Em certo ponto a carruagem sururucou por uma tóca e foi parar ás portas do hospital. Era uma grande sala com muitas camas e muitas mezinhas cheias de vidros de remedio. Estava lá o doutor Caramujo, famoso medico do reino, exami- nando a lingua dos doentes auxiliado por varias baratas enfermeiras. Numa das camas os dois bagres de bar{{PT||riga amarella, embrulhados em tres cobertores, suavam em bicas, muito pallidos. O principe tomou-lhes o pulso e viu que tinham febre alta.}} [[File:Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 25 crop).jpg|centro|350px]] {{nop}}<noinclude>{{c|☉{{gap}}21{{gap}}☉}}</noinclude> 80smfmjlceml82saklvzz59xe5lzq56 Página:Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf/26 106 253392 552323 2026-05-13T14:03:12Z Erick Soares3 19404 /* Revistas e corrigidas */ 552323 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>{{PT|riga amarella, embrulhados em tres cobertores, suavam em bicas, muito pallidos. O principe tomou-lhes o pulso e viu que tinham febre alta.}} — Queira Deus não batam as botas !... disse elle para Narizinho. O doutor Caramujo é um grande medico, mas todos os seus doentes esticam a canela... Não tem sorte nenhuma... Mais adeante, em outra cama, gemia o pae-barata, ferido mortalmente pela rã verde. — Como vae este freguez ? perguntou o principe. — Muito mal, respondeu Caramujo. Quebrou cinco pernas, rasgou uma aza, e está todo arrebentado por dentro. Dei-lhe as pilulas de mestre Serra-páu mas não tenho esperanças de o salvar... — Já se confessou ? indagou o principe. — Confessou-se agorinha mesmo e vae commungar neste instante. Ahi vem Frei Louva-a-Deos com os sacramentos. Nem bem pronunciara o medico taes palavras, eis que entra Frei Louva-a-Deos, acompanhado dum mosquito coroinha. Era<noinclude>{{c|☉{{gap}}22{{gap}}☉}}</noinclude> bbxyp08qf9xl15x3mtqgaxe4mscmadz Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/103 106 253393 552325 2026-05-13T14:07:38Z Ruiaraujo1972 38032 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Foi construído durante a gerência municipal do Conselheiro Miguel Dantas. A antiga cadeia não condizia com o novo tribunal, além de ser uma verdadeira pocilga. Foi arrasada, até aos fundamentos, como merecia. A quem compete -corporações e autoridades-pedimos, instantemente, ''vigilância'', ''solicitude'' e ''interesse'' pela limpeza interna. Sabemos, ''de visu'', quanto, em geral, é refractária a este preceito higiénico a sua popul... 552325 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>Foi construído durante a gerência municipal do Conselheiro Miguel Dantas. A antiga cadeia não condizia com o novo tribunal, além de ser uma verdadeira pocilga. Foi arrasada, até aos fundamentos, como merecia. A quem compete -corporações e autoridades-pedimos, instantemente, ''vigilância'', ''solicitude'' e ''interesse'' pela limpeza interna. Sabemos, ''de visu'', quanto, em geral, é refractária a este preceito higiénico a sua população; por isso, quanto mais não seja, loção do pavimento amiudadas vezes, branqueamento das paredes a leite de cal, desinfecção regular dos compartimentos e das fossas, são operações impostas pela salubridade desta casa, que não podem, nem devem esquecer-se. '''{{c|CAPÍTULO XV}}''' '''{{c|Agricultura, sua forma e forragens}}''' DIZ-SE que este concelho é, essencialmente, agrícola. Este conceito resulta, certamente, da natural fertilidade do solo e da intensa exportação cerealífera que daqui se faz, todo o ano, para abastecer as povoações limítrofes e ainda fábricas de álcool. No sentido amplo da palavra, não temos a agricultura em ''todos'' os seus ramos, mas uma parte dela - a lavoura de cereais. Secularmente rotineira, por espírito e educação, é feita pelos antigos processos. Os adubos químicos são, apenas, conhecidos de nome; e, diga-se a verdade, a abundância de matos e de gados dispensa-os. O que as terras de cultura precisam é de uma enérgica correcção de cal, pela falta ''natural'' deste elemento, como acontece, em geral, na província do Minho.<noinclude></noinclude> iei5muf3gtuy29x3jvelkq02si1sa6s Página:Da Terra á Lua.pdf/49 106 253394 552326 2026-05-13T14:10:32Z Erick Soares3 19404 /* !Páginas revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: emfim em todos os tons, e pouco faltou para que lhe attribuissem algum dito chistoso. A America inteira foi atacada de selenomania. As revistas scientificas tambem por sua parte estudaram o assumpto ; mas, tratando mais especialmente dos problemas que diziam respeito ao projecto do Gun-Club, deram publicidade á carta do observatorio de Cambridge, commentando-a e approvando-a sem restricções. Por encurtar diremos que não foi desde então... 552326 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rh|50|VIAGENS MARAVILHOSAS||borda_inferior=sim}}</noinclude>emfim em todos os tons, e pouco faltou para que lhe attribuissem algum dito chistoso. A America inteira foi atacada de selenomania. As revistas scientificas tambem por sua parte estudaram o assumpto ; mas, tratando mais especialmente dos problemas que diziam respeito ao projecto do Gun-Club, deram publicidade á carta do observatorio de Cambridge, commentando-a e approvando-a sem restricções. Por encurtar diremos que não foi desde então permittido, nem ao mais illetrado de todos os yankees, ignorar um unico facto relativo ao nosso satellite, nem á mais crendeira de todas as velhas matronas americanas, continuar agarrada aos erros supersticiosos, que lhe dizem respeito. Entrava-lhes a sciencia em casa sob todas as fórmas; penetrava-lhes pelos olhos e pelos ouvidos; era impossivel ser um asno . . . em assumptos astronomicos. Até então muitas pessoas ignoravam como podéra calcular-se a distancia que ha entre a Terra e Lua. Aproveitou-se a occasião para lhes ensinar que esta distancia se avaliava pela medida da parallaxe lunar. E a quem a palavra parallaxe causava estranheza dizia-se, que significava o angulo formado por duas linhas rectas tiradas de cada uma das extremidades do raio terrestre para a Lua. A quem punha em duvida a perfeição do methodo, provava-se, sem detença, que não sómente a distancia da Terra á Lua era na realidade de duzentas e trinta e quatro mil trezentas e quarenta e sete milhas (94:330 leguas), mas tambem que os astronomos não erravam n'esta avaliação nem setenta milhas (30 leguas). Aos que estavam pouco ou nada familiarisados com os movimentos da Lua, demonstravam os jornaes quotidianamente que este astro tem dois movimentos distinctos, o primeiro chamado de rotação, em torno de um eixo; o segundo chamado de revo-<noinclude></noinclude> af4156vnomths0v9xnxfgqzdphfg8ar 552335 552326 2026-05-13T14:24:28Z Erick Soares3 19404 552335 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rh|50|VIAGENS MARAVILHOSAS||borda_inferior=sim}}</noinclude>emfim em todos os tons, e pouco faltou para que lhe attribuissem algum dito chistoso. A America inteira foi atacada de selenomania. As revistas scientificas tambem por sua parte estudaram o assumpto ; mas, tratando mais especialmente dos problemas que diziam respeito ao projecto do Gun-Club, deram publicidade á carta do observatorio de Cambridge, commentando-a e approvando-a sem restricções. Por encurtar diremos que não foi desde então permittido, nem ao mais illetrado de todos os yankees, ignorar um unico facto relativo ao nosso satellite, nem á mais crendeira de todas as velhas matronas americanas, continuar agarrada aos erros supersticiosos, que lhe dizem respeito. Entrava-lhes a sciencia em casa sob todas as fórmas; penetrava-lhes pelos olhos e pelos ouvidos; era impossivel ser um asno . . . em assumptos astronomicos. Até então muitas pessoas ignoravam como podéra calcular-se a distancia que ha entre a Terra e Lua. Aproveitou-se a occasião para lhes ensinar que esta distancia se avaliava pela medida da parallaxe lunar. E a quem a palavra parallaxe causava estranheza dizia-se, que significava o angulo formado por duas linhas rectas tiradas de cada uma das extremidades do raio terrestre para a Lua. A quem punha em duvida a perfeição do methodo, provava-se, sem detença, que não sómente a distancia da Terra á Lua era na realidade de duzentas e trinta e quatro mil trezentas e quarenta e sete milhas (94:330 leguas), mas tambem que os astronomos não erravam n'esta avaliação nem setenta milhas (30 leguas). Aos que estavam pouco ou nada familiarisados com os movimentos da Lua, demonstravam os jornaes quotidianamente que este astro tem dois movimentos distinctos, o primeiro chamado de rotação, em torno de um eixo; o segundo chamado de revo-<noinclude></noinclude> dutu1a5j4xqm7b3gvzibotd2xqhamf2 Página:Da Terra á Lua.pdf/50 106 253395 552327 2026-05-13T14:13:13Z Erick Soares3 19404 /* !Páginas revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: lução, em volta da Terra, que ambos se completam em tempos iguaes, isto é, em vinte e sete dias e um terço<ref>Esta é a duração da revolução sideral, isto é, intervallo de tempo que ha entre duas passagens consecutivas da Lua pela mesma estrella.</ref>. O movimento de rotação é o que dá origem aos dias e ás noites na superficie da Lua, devendo notar-se que não ha senão um dia e uma noite por mez lunar, e que cada dia ou cada noite dura t... 552327 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rh||DA TERRA Á LUA|51|borda_inferior=sim}}</noinclude>lução, em volta da Terra, que ambos se completam em tempos iguaes, isto é, em vinte e sete dias e um terço<ref>Esta é a duração da revolução sideral, isto é, intervallo de tempo que ha entre duas passagens consecutivas da Lua pela mesma estrella.</ref>. O movimento de rotação é o que dá origem aos dias e ás noites na superficie da Lua, devendo notar-se que não ha senão um dia e uma noite por mez lunar, e que cada dia ou cada noite dura trezentas e cincoenta e quatro horas e um terço. Mas, por felicidade da Lua, a sua face, que está voltada para o globo terrestre, é illuminada por este com a intensidade luminosa de quatorze luas. A outra face, que é sempre invisivel, tem por isso mesmo trezentas e cincoenta e quatro horas de noite absoluta, apenas temperada pela ''pallida claridade que dimana das estrellas''. Este phenomeno provém unicamente da particularidade já citada, de que os movimentos de rotação e de revolução se completam em tempos rigorosamente iguaes, e realisa-se tambem, segundo Casini e Herschell, nos satellites de Jupiter, e provavelmente em todos os demais. Em certas cabeças bem dispostas, mas um tanto duras, custava a entrar, á primeira, que a Lua voltava invariavelmente a mesma face para a terra, durante a sua revolução, pela rasão de que no mesmo lapso de tempo fazia um giro completo em torno do seu eixo. Mas a estes dizia-se: «Entrae na vossa casa de jantar, e dae uma volta completa á roda da mesa, olhando sempre para o centro dʼella; quando tiverdes completado o vosso passeio circular, tereis feito um giro perfeito sobre vós mesmos, visto como o vosso olhar ha de ter percorrido successivamente todos os pontos da sala. Ora pois! a sala é o céu, a mesa é a Terra, e a Lua sois vós!» E íam-se satisfeitissimos com a comparação. Como acabâmos de ver, a Lua mostra constantemente a mesma face á Terra; todavia, para fallar com rigor, devemos acrescen-<noinclude>{{smallrefs}}</noinclude> ng357uft0pcbywmg7ck2dxnbwaebac8 Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/104 106 253396 552328 2026-05-13T14:14:50Z Ruiaraujo1972 38032 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Este facto, de todos reconhecido, foi especialmente assinalado pelo Sr. João da Mota Prego, no seu belo livro - «Adubos e Serras», chamando a atenção dos agricultores do Minho, «''mais do que todos os outros''», para o emprego da cal, como meio de corrigir os seus solos e de obter produções mais abundantes<ref>Obra citada, pág. 330.</ref>. --imagem-- Uma lavrada Acrescenta, ainda, o douto agrónomo, que, em regiões agrícolas, que con... 552328 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>Este facto, de todos reconhecido, foi especialmente assinalado pelo Sr. João da Mota Prego, no seu belo livro - «Adubos e Serras», chamando a atenção dos agricultores do Minho, «''mais do que todos os outros''», para o emprego da cal, como meio de corrigir os seus solos e de obter produções mais abundantes<ref>Obra citada, pág. 330.</ref>. --imagem-- Uma lavrada Acrescenta, ainda, o douto agrónomo, que, em regiões agrícolas, que conhece, semelhantes ao Minho, a aplicação da cal remodelou por completo a economia regional, tornando-as mais prósperas, mais ricas e até mais felizes. Há 40 ou 50 anos, as terras eram beneficiadas com grandez dozes de adubos de curral: hoje, pelo menos em algumas freguesias, já se não aduba tanto, como demonstra o facto de haver montados tão povoados de tojo, que é preciso lançar-lhe fogo. Dantes, havia alguns que estavam completamente escalvados, pela insistência no corte dos matos que produziam, e agora é impossível percorrê-los: tanta é a altura e aspereza desses matos. {{c|***}} A lavoura actual compreende a cultura do ''milho maiz'', da ''batata'', do ''centeio'', do ''trigo'', do ''feijão'', do ''linho'', e do ''vinho''. O milho cultiva-se, com vantagem, de mistura com o feijão, em todas as freguesias do concelho. A natural disposição das terras - encostas e várzeas,- e a fácil irrigação da maior parte delas, muito concorrem para a sua abundante frutificação. Há duas espécies de milho: o ''branco'' e o ''amarelo''. O primeiro aplica-se, geralmente, às terras leves, secas e de encosta; o segundo às «''fundaes''», isto é, às que têm maior camada de ''húmus'' e mais água: em regra às dos vales. Ainda é conhecida outra variedade de milho, a que chamam - ''canête''. É também amarelo, semeia-se na ''cana do centeio'', isto é, na terra que acabou de produzir este; a espiga e a palha são mais pequenas, mas desenvolve-se mais depressa que as outras variedades. A exportação do milho, em muitos milhares de hectolitros, faz-se para Ponte do Lima e para a estação de S. Pedro da Torre. Anos, porém, têm havido, cuja intensa exportação foi {{rule}}<noinclude></noinclude> ce96mlz2ng4ayntfqexio96o5axz9u8 Página:Da Terra á Lua.pdf/51 106 253397 552329 2026-05-13T14:15:37Z Erick Soares3 19404 /* !Páginas revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: tar, que, em virtude de um certo movimento de oscillação de norte para sul e de oeste para leste, chamado libração, podemos ver um pouco mais de metade da superficie do globo lunar, cincoenta e sete centesimos, proximamente. Quando os ignorantes chegaram a saber, com respeito ao movimento de rotação da Lua, tanto como o director do observatorio de Cambridge, começou a inquietar-lhes o espirito o movimento de revolução do satellite em volt... 552329 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rh|52|VIAGENS MARAVILHOSAS||borda_inferior=sim}}</noinclude>tar, que, em virtude de um certo movimento de oscillação de norte para sul e de oeste para leste, chamado libração, podemos ver um pouco mais de metade da superficie do globo lunar, cincoenta e sete centesimos, proximamente. Quando os ignorantes chegaram a saber, com respeito ao movimento de rotação da Lua, tanto como o director do observatorio de Cambridge, começou a inquietar-lhes o espirito o movimento de revolução do satellite em volta da Terra, mas em curto espaço acabaram de os instruir vinte e tantas revistas scientificas. Aprenderam então que o firmamento, com a sua infinidade de estrellas, póde ser considerado como um immenso mostrador, por sobre o qual passeia a Lua, indicando a hora verdadeira a todos os habitantes da Terra, e que é nʼeste movimento que o astro das noites apresenta as suas differentes phases. Mais, que é Lua cheia, quando está em opposição com o Sol, isto é, quando estão os tres astros na mesma linha recta, estando a Terra no meio; que a Lua é nova, quando está em conjuncção com o Sol, isto é, quando está entre este e a Terra; e, finalmente, que a Lua entra no quarto primeiro ou no ultimo, quando está no vertice de um angulo recto, formado pelas duas rectas que dʼella se dirigem para a Terra e para o Sol. Alguns yankees mais perspicazes concluiam dʼaqui, que não podia haver eclipses senão nas epochas de conjuncção e de opposição, e não deduziam mal. Na conjuncção a Lua póde eclipsar o Sol, e na opposição é a Terra que póde eclipsar a Lua, e se em cada revolução lunar não ha dois eclipses, é porque o plano, segundo o qual se move a Lua, é inclinado sobre a ecliptica, por outra, sobre o plano no qual se move a Terra. Em relação á altura a que o astro das noites póde subir acima do horisonte estava tudo dito na carta do observatorio de Cambridge. Todos ficaram sabendo que tal altura varia com a latitude do<noinclude></noinclude> snujxnr7vywxlpejcs0icbbk94bncah Página:Da Terra á Lua.pdf/52 106 253398 552330 2026-05-13T14:17:56Z Erick Soares3 19404 /* !Páginas revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: logar de observação, e que as unicas zonas do globo nas quaes a Lua passa pelo zenith, isto é, vem collocar-se directamente por cima da cabeça dos que a contemplam, estão forçosamente comprehendidas entre os parallelos de 28° e o equador. Dʼahi vinha a importante recommendação de tentar a experiencia nʼum logar qualquer dʼaquella parte do globo, para que o projectil podesse ser lançado verticalmente, e escapar-se por isso mais depressa á a... 552330 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rh||DA TERRA Á LUA|53|borda_inferior=sim}}</noinclude>logar de observação, e que as unicas zonas do globo nas quaes a Lua passa pelo zenith, isto é, vem collocar-se directamente por cima da cabeça dos que a contemplam, estão forçosamente comprehendidas entre os parallelos de 28° e o equador. Dʼahi vinha a importante recommendação de tentar a experiencia nʼum logar qualquer dʼaquella parte do globo, para que o projectil podesse ser lançado verticalmente, e escapar-se por isso mais depressa á acção da gravidade. Era esta condição essencial para o bom exito da empreza, e não deixava de preoccupar vivamente a opinião. Ácerca da linha seguida pela Lua na sua revolução em volta da Terra, tinha o observatorio de Cambridge ministrado conhecimentos bastantes, para que os ignorantes de todos os paizes ficassem sabendo que esta linha é uma curva reentrante, não um circulo, mas uma ellipse, nʼum dos focos da qual está situada a Terra. Esta especie de orbitas ellipticas é commum a todos os planetas, assim como a todos os satellites, e prova-se rigorosamente na mechanica racional que não podia succeder por outra fórma. Bem entendido estava que a Lua no apogeo está mais longe da Terra, e no perigeo mais proxima. Ora eis-aqui o que por vontade ou sem ella sabia qualquer americano, e o que ninguem decentemente podia ignorar. Porém, se os verdadeiros principios se vulgarisaram com rapidez, muito mais difficil foi extirpar grande quantidade de erros e illusorios temores. Assim, por exemplo, algumas pessoas muito de bem, sustentavam que a Lua era um antigo cometa, que no percurso da sua orbita alongada em volta do Sol, tinha vindo a passar proximo da Terra que o retivera no seu circulo de attracção. Pretendiam taes astronomos de sala explicar por esta maneira o aspecto requeimado da Lua, desgraça irreparavel de que accusavam o astro radiante do dia. Verdade seja, que, quando alguem lhes fazia notar que os cometas tem atmosphera, e que a Lua<noinclude></noinclude> febyd75f5ecvnzneljlzyn31jv0rafl Página:Da Terra á Lua.pdf/53 106 253399 552331 2026-05-13T14:19:42Z Erick Soares3 19404 /* !Páginas revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: pouca ou nenhuma tem, tinham grande difficuldade em responder. Outros, que pertenciam á raça dʼaquelles que por tudo tremem e se arreceiam, manifestavam singulares temores a respeito da Lua; tinham ouvido dizer que desde as observações feitas no tempo dos Califas, o movimento de revolução do astro se ía accelerando em certa proporção; dʼaqui deduziam, é verdade que com rigorosa logica, que á tal acceleração no movimento devia corresponder... 552331 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rh|54|VIAGENS MARAVILHOSAS||borda_inferior=sim}}</noinclude>pouca ou nenhuma tem, tinham grande difficuldade em responder. Outros, que pertenciam á raça dʼaquelles que por tudo tremem e se arreceiam, manifestavam singulares temores a respeito da Lua; tinham ouvido dizer que desde as observações feitas no tempo dos Califas, o movimento de revolução do astro se ía accelerando em certa proporção; dʼaqui deduziam, é verdade que com rigorosa logica, que á tal acceleração no movimento devia corresponder diminuição na distancia dos dois astros, e que prolongando-se este duplo effeito indefinidamente, a Lua havia de acabar um dia por cair sobre a Terra. Socegaram todavia estes animos timoratos, e deixaram de temer pela sorte das gerações futuras, quando lhes ensinaram que, segundo os calculos do illustre mathematico francez Laplace, esta acceleração do movimento lunar está comprehendida entre estreitos limites, e que não ha de tardar que lhe succeda uma proporcional diminuição na velocidade, e que por consequencia não poderá, nos seculos futuros, ser alterado o equilibrio do mundo solar. Restava, por ultimo, a classe dos ignorantes supersticiosos, e estes nunca se contentam em não saber; sabem até o que não existe, e, a respeito da Lua, sabiam cousas por ahi alem. Consideravam alguns o disco lunar como uma especie de espelho polido, por intermedio do qual os homens se podiam ver uns aos outros e communicarem-se reciprocamente os pensamentos, ainda que collocados em differentes pontos da Terra; outros affirmavam que por cada milheiro de Luas novas observadas, novecentas e cincoenta tinham trazido comsigo notaveis acontecimentos, taes como cataclysmos, revoluções, tremores de terra, diluvios, etc. Acreditavam por isso na influencia mysteriosa do astro das noites sobre os destinos do homem; consideravam-no como ''verdadeiro contrapeso'' da existencia; pensavam que cada selenita está ligado a um habitante da Terra por um vinculo sympathico; sus-<noinclude></noinclude> nr3x57jtf96cbxtzglkbiiqrprrkaox Página:Da Terra á Lua.pdf/54 106 253400 552332 2026-05-13T14:22:37Z Erick Soares3 19404 /* !Páginas revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: ## Cap. 6 ## tentavam, como o dr. Mead, que o systema vital está inteiramente dependente das influencias lunares, affirmando, sem admittir replica, que os rapazes nascem quasi exclusivamente na Lua nova, e as raparigas no quarto minguante, etc., etc. Mas por fim não houve mais remedio senão renunciar ás crendices e erros vulgares, e contentar-se sómente com a verdade, e se a Lua, despojada da sua influencia, perdeu a importancia para os es... 552332 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rh||DA TERRA Á LUA|55|borda_inferior=sim}}</noinclude>## Cap. 6 ## tentavam, como o dr. Mead, que o systema vital está inteiramente dependente das influencias lunares, affirmando, sem admittir replica, que os rapazes nascem quasi exclusivamente na Lua nova, e as raparigas no quarto minguante, etc., etc. Mas por fim não houve mais remedio senão renunciar ás crendices e erros vulgares, e contentar-se sómente com a verdade, e se a Lua, despojada da sua influencia, perdeu a importancia para os espiritos de alguns d'aquelles que são cortezãos de todos os poderes, se alguns lhe voltaram as costas, nem por isso deixou de ter por si a manifestação de uma immensa maioria. Consistiu desde então a unica ambição de todos os yankees em tomar posse dʼaquelle novo continente aerio e em arvorar no mais alto vertice d'elle a bandeira estrellada dos Estados Unidos da America. {{dhr|3}} ## Cap. 7 ## {{t2|{{smaller|{{lsp||O HYMNO DA BALA}}}}|CAPITULO VII}} {{dhr|2}} O observatorio de Cambridge tinha estudado, na memoravel carta de 7 de outubro, o assumpto pelo lado astronomico, mas estava ainda sem solução o problema mechanico. As difficuldades do caso pareceriam insuperaveis em qualquer outro paiz do mundo, mas na America resolveu-se o negocio como de brincadeira. O presidente Barbicane, sem perda de tempo, tinha escolhido entre os socios do Gun-Club uma commissão executiva. A commissão estava obrigada a elucidar, em tres sessões, os tres grandes problemas do canhão, do projectil e das polvoras; compunha-se de quatro membros todos muito sabedores no assumpto, Barbicane, com voto de desempate, o general Morgan, o major Elphis-<noinclude></noinclude> idgkvw6ysrey6jfwii5g1mplhshlj5m 552333 552332 2026-05-13T14:22:52Z Erick Soares3 19404 552333 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rh||DA TERRA Á LUA|55|borda_inferior=sim}}</noinclude><section begin="Cap. 6"/>tentavam, como o dr. Mead, que o systema vital está inteiramente dependente das influencias lunares, affirmando, sem admittir replica, que os rapazes nascem quasi exclusivamente na Lua nova, e as raparigas no quarto minguante, etc., etc. Mas por fim não houve mais remedio senão renunciar ás crendices e erros vulgares, e contentar-se sómente com a verdade, e se a Lua, despojada da sua influencia, perdeu a importancia para os espiritos de alguns d'aquelles que são cortezãos de todos os poderes, se alguns lhe voltaram as costas, nem por isso deixou de ter por si a manifestação de uma immensa maioria. Consistiu desde então a unica ambição de todos os yankees em tomar posse dʼaquelle novo continente aerio e em arvorar no mais alto vertice d'elle a bandeira estrellada dos Estados Unidos da America. {{dhr|3}} <section end="Cap. 6"/> <section begin="Cap. 7"/>{{t2|{{smaller|{{lsp||O HYMNO DA BALA}}}}|CAPITULO VII}} {{dhr|2}} O observatorio de Cambridge tinha estudado, na memoravel carta de 7 de outubro, o assumpto pelo lado astronomico, mas estava ainda sem solução o problema mechanico. As difficuldades do caso pareceriam insuperaveis em qualquer outro paiz do mundo, mas na America resolveu-se o negocio como de brincadeira. O presidente Barbicane, sem perda de tempo, tinha escolhido entre os socios do Gun-Club uma commissão executiva. A commissão estava obrigada a elucidar, em tres sessões, os tres grandes problemas do canhão, do projectil e das polvoras; compunha-se de quatro membros todos muito sabedores no assumpto, Barbicane, com voto de desempate, o general Morgan, o major Elphis- <section end="Cap. 7"/><noinclude></noinclude> e73g7m3t7m9fggpz8wc3h69fv2uyjer Da Terra á Lua/VI 0 253401 552334 2026-05-13T14:24:00Z Erick Soares3 19404 [[Ajuda:SEA|←]] nova página: <pages index="Da Terra á Lua.pdf" from=48 to=54 fromsection="Cap. 6" tosection="Cap. 6" header=1/> {{rule|5em|align=left}} {{dhr}} {{Smallrefs}} {{Modernização}} {{DP-3}} [[fr:De la Terre à la Lune/Chapitre 6]] [[en:From the Earth to the Moon/Chapter VI]] [[be:З пушкі на Луну/Ад Зямлі да Луны/VI]] [[it:Dalla Terra alla Luna/Capitolo VI]] 552334 wikitext text/x-wiki <pages index="Da Terra á Lua.pdf" from=48 to=54 fromsection="Cap. 6" tosection="Cap. 6" header=1/> {{rule|5em|align=left}} {{dhr}} {{Smallrefs}} {{Modernização}} {{DP-3}} [[fr:De la Terre à la Lune/Chapitre 6]] [[en:From the Earth to the Moon/Chapter VI]] [[be:З пушкі на Луну/Ад Зямлі да Луны/VI]] [[it:Dalla Terra alla Luna/Capitolo VI]] tvl1wg275106fagpgkcobo5b5kfwogi Página:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf/33 106 253402 552336 2026-05-13T14:25:18Z Strudel45 38659 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: {{block center|'''DE''' <big>'''BARROS'''</big><br/>}} xi {{block center|prezo em hum anzol que o Piloto leva-<br/>}} {{block center|va por popa pera as Albecoras, bara-<br/>}} {{block center|fuſtando pera ſe ſoltar, fazia aquelle<br/>}} {{block center|tremor na embarcaçaõ; o que vendo os<br/>}} {{block center|marinheiros, com fisgas, e harpoens tra-<br/>}} {{block center|balharaõ tanto até que o mataraõ, e ala-<br/>}} {{block c... 552336 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>{{block center|'''DE''' <big>'''BARROS'''</big><br/>}} xi {{block center|prezo em hum anzol que o Piloto leva-<br/>}} {{block center|va por popa pera as Albecoras, bara-<br/>}} {{block center|fuſtando pera ſe ſoltar, fazia aquelle<br/>}} {{block center|tremor na embarcaçaõ; o que vendo os<br/>}} {{block center|marinheiros, com fisgas, e harpoens tra-<br/>}} {{block center|balharaõ tanto até que o mataraõ, e ala-<br/>}} {{block center|raõ acima. 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Foi preciso ''importar'' milho, para acudir à pobresa e a muitos agricultores menos remediados<ref>Foi o falecido conselheiro M. Dantas quem tomou essa iniciativa, condoído da pobresa.</ref>. A ''batata hortense'' cultiva-se em grande escala e frutifica abundantemente, sobretudo nas fregu... 552338 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>tal, que redundou em carestia para os naturais, como aconteceu no ano de 1902, que chegou a vender-se a medida de 20 litros por 1$100 e 1$200 réis! Foi preciso ''importar'' milho, para acudir à pobresa e a muitos agricultores menos remediados<ref>Foi o falecido conselheiro M. Dantas quem tomou essa iniciativa, condoído da pobresa.</ref>. A ''batata hortense'' cultiva-se em grande escala e frutifica abundantemente, sobretudo nas freguesias altas; contudo não tem sido ensaiadas variedades novas, o que é pena, porque a batata adapta-se, vantajosamente, a este solo e clima. É de notar que, sendo aqui intensa a população pecuária, principalmente de gado vacum, desconhece-se, por completo, a batata ''forraginosa'' e o seu emprego na alimentação pecuária. E, contudo, o lavrador encontraria nesta espécie, preciosa forragem para o seu gado. Não faltam proprietários-agricultores: que esses, ao menos, ensaiem a cultura da ''forraginosa'' ou ''industrial''. Lembro-lhes as seguintes: 1.º A batata farinecea-vermelha (farineuse rouge), de polpa branca, que pode ser aproveitada tanto para mesa, como para forragem. 2.º A ''imperator'', também muito fértil, amarela, muito farinácea, de fácil conservação e planta muito vigorosa. Tanto a hortense, como a industrial, estão sujeitas, desde que abrolham, a muitas moléstias, sendo a principal e mais desastrosa a chamada - ''mildio'', cuja acção destruidora chega a afectar o tubérculo, fazendo-o apodrecer. Combate-se com o emprego da ''calda bordaleza'', aplicando-a à rama, desde que esta começa a alastrar, por meio de ''pulverizador''. {{c|***}} A cultura do ''trigo'' está em manifesta decadência, não obstante obter, assim como a sua palha, preço regular no mercado. Em 1804 a produção deste cereal, no concelho, atingiu mais de 76 moios<ref>«Livro dos Registos», de 1779, fl. 129, no arquivo da Câmara.</ref>. Uma grande parte dos foros locais era paga em trigo. Poucos são os agricultores que o cultivam, e esses mesmo em partes mínimas<ref>Na correição da Cámara feita pelo Corredor da Comarca de Viana do Castelo no ano de 1793, mandou ele que quem tivesse uma junta de bois ou vacas semeasse 1 alqueire de trigo, e quem tivesse duas juntas, 2 alqueires sob pena de 6000 réis. - Já esta cultura ia em decadência.</ref>. O antigo alqueire (18,1538) vende-se, em média, por 1$000 réis. A palha é muito estimada e procurada para forragem do gado cavalar, ao qual se dá misturada com erva verde: - «''palhada''». A sementeira faz-se no mês de Novembro e a ceifa desde o fim de Junho até meados de Julho. Queixam-se os agricultores de que o trigo produz ''muita palha'' e ''pouco grão''. Convém mudar de sementes e usar o adubo químico apropriado. {{rule}}<noinclude></noinclude> 1h96vg3rnj63qn1u79vlyqrr2p3a6uu Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/106 106 253404 552339 2026-05-13T14:40:24Z Ruiaraujo1972 38032 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: A lavoura do ''centeio'' é um pouco mais larga do que a do trigo, mas, como esta, também se faz em pequena escala. A sua palha - o «''colmo''» - emprega-se no enchimento de colchões e na cobertura de alguns moinhos e casebres, sem importância. Semeia-se em Novembro e corta-se no fim de Junho. No mercado tem o preço médio de 600 a 700 réis, por alqueire de 18,1538. A farinha serve de «''mistura''» ao pão de milho. Como o trigo, é d... 552339 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>A lavoura do ''centeio'' é um pouco mais larga do que a do trigo, mas, como esta, também se faz em pequena escala. A sua palha - o «''colmo''» - emprega-se no enchimento de colchões e na cobertura de alguns moinhos e casebres, sem importância. Semeia-se em Novembro e corta-se no fim de Junho. No mercado tem o preço médio de 600 a 700 réis, por alqueire de 18,1538. A farinha serve de «''mistura''» ao pão de milho. Como o trigo, é debulhado na eira a «''mangual''», conhecido aqui por - «''málho''». {{c|---}} Também se cultiva o linho, de que, por louvável educação de nossos maiores, se fabricam, em família, alguns tecidos para uso doméstico. Há duas qualidades: «''mourisco''» e «''galego''». Aquele, demora na terra todo o inverno e a primavera, precisando de muita água enquanto cresce; e este, é sementado, no fim de Abril ou princípio de Maio, de mistura com certa variedade de milho amarelo, ou na cana do trigo. O desenvolvimento do ''galego'' é mais rápido, e a ''fevera'' mais fina e sedosa. Atingido o estado de maturação, é arrancado e levado à ''curtimenta'', na água. O milho, que foi crescendo com o linho, sacha-se, depois deste arrancado, e segue a sua cultura ordinária. As outras operações do linho são: «''massar''», em engenhos próprios, com motor de água; «''espadelar''»<ref>Aqui diz-se-«''gramar''».</ref> «''assedar''», «''fiar''», «''ensarilhar''», «''coser''» em lixívia de cinza, «''dobar''», «''urdir''» e «''tecer''». Há tecedeiras, que apresentam trabalhos dignos de menção, sobretudo em ''cobertas'', que ocupam lugar distinto pelos seus variados desenhos e arabescos. A indústria de ''tecelagem'', de linho e seus derivados, deve ter sido importante neste concelho, pois as ''tecedeiras'' faziam um grémio numeroso, para presidir ao qual a Câmara nomeava uma «''juiza''». Esta indústria merece ser animada e protegida, atenta a sua influência moral e económica no seio das famílias. Já o bom arcebispo de Braga - D. Fr. Caetano Brandão -, com o fim de fomentar «a indústria popular» e «artes mecânicas, por meio das quais se desterra a ociosidade», destinou, em 1792, ''dois prémios'', de 50$000 réis, para o lavrador ou lavradora pobre, que fizesse a maior sementeira de linho naquele ano, não devendo ser inferior a - ''dez alqueires de linhaça''»<ref>«Memórias para a História da vida de D. Fr. Caetano Brandão», vol. 2.º, pág. 125.</ref>. A lavoura deste concelho vem-se enfeitando, desde alguns anos, com um novo ramo - a ''cultura da vinha''. Devastada pelo ''oidium'', ignorados os meios profiláticos e os processos de combate, o lavrador não só a desprezou, desde 1852, senão que levou o seu desânimo a decepá-la. Entretanto, ia-se importando uma ''mixórdia'', escura, grossa, chamada - ''vinho catalão'', enquanto não foi conhecido o tratamento daquela moléstia.<noinclude></noinclude> qd878afxazj5rztev9asx1srdzac8o6 552340 552339 2026-05-13T14:40:46Z Ruiaraujo1972 38032 552340 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>A lavoura do ''centeio'' é um pouco mais larga do que a do trigo, mas, como esta, também se faz em pequena escala. A sua palha - o «''colmo''» - emprega-se no enchimento de colchões e na cobertura de alguns moinhos e casebres, sem importância. Semeia-se em Novembro e corta-se no fim de Junho. No mercado tem o preço médio de 600 a 700 réis, por alqueire de 18,1538. A farinha serve de «''mistura''» ao pão de milho. Como o trigo, é debulhado na eira a «''mangual''», conhecido aqui por - «''málho''». {{c|---}} Também se cultiva o linho, de que, por louvável educação de nossos maiores, se fabricam, em família, alguns tecidos para uso doméstico. Há duas qualidades: «''mourisco''» e «''galego''». Aquele, demora na terra todo o inverno e a primavera, precisando de muita água enquanto cresce; e este, é sementado, no fim de Abril ou princípio de Maio, de mistura com certa variedade de milho amarelo, ou na cana do trigo. O desenvolvimento do ''galego'' é mais rápido, e a ''fevera'' mais fina e sedosa. Atingido o estado de maturação, é arrancado e levado à ''curtimenta'', na água. O milho, que foi crescendo com o linho, sacha-se, depois deste arrancado, e segue a sua cultura ordinária. As outras operações do linho são: «''massar''», em engenhos próprios, com motor de água; «''espadelar''»<ref>Aqui diz-se-«''gramar''».</ref> «''assedar''», «''fiar''», «''ensarilhar''», «''coser''» em lixívia de cinza, «''dobar''», «''urdir''» e «''tecer''». Há tecedeiras, que apresentam trabalhos dignos de menção, sobretudo em ''cobertas'', que ocupam lugar distinto pelos seus variados desenhos e arabescos. A indústria de ''tecelagem'', de linho e seus derivados, deve ter sido importante neste concelho, pois as ''tecedeiras'' faziam um grémio numeroso, para presidir ao qual a Câmara nomeava uma «''juiza''». Esta indústria merece ser animada e protegida, atenta a sua influência moral e económica no seio das famílias. Já o bom arcebispo de Braga - D. Fr. Caetano Brandão -, com o fim de fomentar «a indústria popular» e «artes mecânicas, por meio das quais se desterra a ociosidade», destinou, em 1792, ''dois prémios'', de 50$000 réis, para o lavrador ou lavradora pobre, que fizesse a maior sementeira de linho naquele ano, não devendo ser inferior a - ''dez alqueires de linhaça''»<ref>«Memórias para a História da vida de D. Fr. Caetano Brandão», vol. 2.º, pág. 125.</ref>. A lavoura deste concelho vem-se enfeitando, desde alguns anos, com um novo ramo - a ''cultura da vinha''. Devastada pelo ''oidium'', ignorados os meios profiláticos e os processos de combate, o lavrador não só a desprezou, desde 1852, senão que levou o seu desânimo a decepá-la. Entretanto, ia-se importando uma ''mixórdia'', escura, grossa, chamada - ''vinho catalão'', enquanto não foi conhecido o tratamento daquela moléstia. {{rule}}<noinclude></noinclude> ttfdnd4q499fb44qeh89zojbo4zn8p3 Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/107 106 253405 552341 2026-05-13T14:48:57Z Ruiaraujo1972 38032 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Mais tarde, passou a população local a fornecer-se do vinho produzido nos concelhos vizinhos, desde que nestes aumentou a produção, pelo emprego da - ''enxofração'', que aqui só muito mais tarde foi adoptada. Passaram dezenas de anos até se fazerem uns ensaios de plantação de vinha! Então o lavrador convenceu-se de que a sua região não só se prestava a esta cultura, mas podia produzir vinho razoável e até ''bom'', em sítios. O ''ens... 552341 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>Mais tarde, passou a população local a fornecer-se do vinho produzido nos concelhos vizinhos, desde que nestes aumentou a produção, pelo emprego da - ''enxofração'', que aqui só muito mais tarde foi adoptada. Passaram dezenas de anos até se fazerem uns ensaios de plantação de vinha! Então o lavrador convenceu-se de que a sua região não só se prestava a esta cultura, mas podia produzir vinho razoável e até ''bom'', em sítios. O ''ensaio'' transformou-se em cultura regular. Os processos de vinificação não são, em geral, aperfeiçoados; mas já não pode duvidar-se de que, deixando sazonar a uva, o tipo do vinho regional é muito aceitável, e talvez preferível a outros, de verão, pela sua frescura e leveza. Direi mais: excepção feita das regiões privilegiadas nos concelhos dos Arcos de Valdevez, Monção, Ponte do Lima e Viana do Castelo, o nosso vinho pode competir, sem receio, com os outros vinhos verdes do distrito. As freguesias de Cossourado, Linhares, Ferreira e Formariz, na margem direita do rio Coura; Infesta e Rubiães, na esquerda, produzem vinhos, que têm merecido ''diplomas'' honrosos em diferentes «''exposições''». Por isso muito convém que o lavrador tenha em vista, no fabrico do seu vinho, a ''boa maturação'' da uva e a indispensável ''limpeza'' e asseio, tanto na vindima, como na encubação<ref>O Sr. Batalha Reis, que esteve aqui em Julho de 1905, a fim de examinar uma nódoa na vinha do falecido Conselheiro Miguel Dantas, achou de ''qualidade superior'' o vinho produzido nela, assim como outros, que lhe foram apresentados.</ref>. Já hoje merece referência especial a vinha da Ex.<sup>ma</sup> Sr. D. Maria Gonçalves Pereira, viuva do falecido Par do Reino conselheiro Miguel Dantas G. Pereira. Plantada, a mais velha, há quinze anos, pode considerar-se uma cultura modelo. Armada em longas ramadas de ferro e cordões de arame zincado, tem sido inteligentemente educada pela poda, e convenientemente tratada pelo amanho regular e metódico. Esta plantação regula por ''trinta milheiros de pés'', de diferentes castas -portuguesas e francesas -, predominando as tintas. Na colheita de 1904 a produção foi de 50 pipas, e na de 1906 de 55. A poda é feita pelo processo ''Casenave'', quasi toda. A maior parte da vinha assenta em padrões americanos e tem-se desenvolvido muito. Os terrenos desta plantação são de encosta, silico-arenosos, com exposição ao sul. As instalações vinárias, nada deixam a desejar. Adega espaçosa, bem orientada, convenientemente ventilada; balseiros e tonéis de madeira de castanho, prensa «''Mabile''»; gleucómetros; compartimento exclusivo para o curtimento, outro para distilação; esmagador mecânico; abundância de água; tudo denuncia que não se está em presença da rotina, mas dos modernos processos de vinificação. De forma que, tanto a vinha, como a adega desta Senhora, impressionam bem, mesmo aqueles que vêem de regiões vinhateiras, sendo agradavelmente surpreendidos muitos dos seus visitantes. {{rule}}<noinclude></noinclude> k8jdz9rihbjjmeyyt4rezqm0im3d46h Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/108 106 253406 552343 2026-05-13T15:02:02Z Ruiaraujo1972 38032 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Também merecem registo as plantações do Sr. dr. António Cândido Nogueira, na sua quinta da ''Bazanca'', freguesia de Padomelo. Datam de há poucos anos, e contudo as suas ramadas, circundando as propriedades da quinta, dão-lhe um tom gracioso e põem-nas em destaque, no meio das circunvizinhas. As ramadas, apoiadas em postes de pedra, são de ferro e arame zincado. No alto da quinta, ficando de permeio a estrada a ''macadam'' n.º 24, m... 552343 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>Também merecem registo as plantações do Sr. dr. António Cândido Nogueira, na sua quinta da ''Bazanca'', freguesia de Padomelo. Datam de há poucos anos, e contudo as suas ramadas, circundando as propriedades da quinta, dão-lhe um tom gracioso e põem-nas em destaque, no meio das circunvizinhas. As ramadas, apoiadas em postes de pedra, são de ferro e arame zincado. No alto da quinta, ficando de permeio a estrada a ''macadam'' n.º 24, mandou aquele cavalheiro construir amplo celeiro, parte do qual serve de adega. No seu género, é o primeiro do concelho. O pavimento está ladrilhado de pedra, à fiada, e o roda-pés é de azulejo. O vigamento é todo de pinho de Riga e a telha é tipo francês (Marselha). Podem ''malhar'', dentro dele, oito ou dez homens, por lado. {{c|---}} São diferentes as fitonoses que têem flagelado a vinha, como o ― ''oidium'', ''mildio'', ''erinose'', ''antrachnose'', etc. E, não obstante os seus estragos, sobretudo os do ''mildio'', serem por vezes terríveis, tem havido e há relutância na aplicação dos tratamentos cúpricos, assim como continua a subsistir o preconceito de se misturar o vinho da ''espremedura'' com o da ''sangria''. Dizem os rotineiros que, sem este, a massa vinária enfraquece. '''{{c|Adubos}}''' A forma de obter e preparar os adubos, para as terras, é esta: No princípio de Agosto «''abrem-se''» os montados, isto é, acaba o defeso, e por isso os proprietários ou agricultores que não têem, nas suas propriedades, matos suficientes, podem ir cortá-los ao «''baldio''», até chegar aquele, que começa no princípio do mês de Abril, do ano seguinte<ref>«Cod. de Post. Municipais», art.º 152, 146 e 148.</ref>. Os matos compõem-se de «''tojo''» molar e arnal, e de «''carrasca''» branca, de mistura com ervas montezinhas. São conduzidos para os «''quinteiros''» dos agricultores, e daí vão para estábulos - «''cortes''» -, onde servem de cama aos animais e são «''sovados''» por eles. Deitam-se às camadas, à medida que cada uma vai ficando sovada, até encher o compartimento numa certa altura. As urinas, dejecções e calor dos animais, etc., fazem entrar estas diversas camadas em fermentação; e, em ocasião oportuna, assim preparado, é conduzido o estrume (adubo) para a propriedade a que é destinado. Ainda há outra «''matéria prima''», muito estimada para a preparação dos adubos: é o «''molime''», constituído pela rama verde da giesta. Depois de «''apanhado''», isto é, depois de cortado, é lançado, como os matos, no estábulo, ou «''empilhado''» às camadas, sendo uma de estrume e outra de molime. Quasi sempre se fazem estas pilhas nas propriedades que hão-de ser beneficiadas com este adubo, e aí ficam até ele ser repartido em «''montes''». {{rule}}<noinclude></noinclude> e5xf3vec0iy5png0p9ejuozyn98hcoh Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/109 106 253407 552344 2026-05-13T15:11:29Z Ruiaraujo1972 38032 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: As «''montureiras''» são, praticamente, desconhecidas; todavia o processo de fabricar os adubos no estábulo, aproxima-se bastante delas. --imagem-- Uma espadelada A prática adoptada na distribuição daqueles pelas terras, deixa muito a desejar: é errónea, pois é feita, como disse, em pequenos montes disseminados pelas propriedades, e aí ficam por muitos dias, perdendo, consequentemente, uma parte dos seus gases fertilizantes. É indi... 552344 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>As «''montureiras''» são, praticamente, desconhecidas; todavia o processo de fabricar os adubos no estábulo, aproxima-se bastante delas. --imagem-- Uma espadelada A prática adoptada na distribuição daqueles pelas terras, deixa muito a desejar: é errónea, pois é feita, como disse, em pequenos montes disseminados pelas propriedades, e aí ficam por muitos dias, perdendo, consequentemente, uma parte dos seus gases fertilizantes. É indispensável modificá-la. {{c|***}} A lavoura tem, nesta região, um feitio característico e pouco usado noutras partes do país. O seu ''modus faciendi'' torna o amanho menos fatigoso, chegando, às vezes, a ser festivo, por ser - «''de favor''». É a prática da ''mutualidade de serviços''. Assim, hoje, para a minha sementeira de milho, trigo, centeio, linho, etc., chamo «''de favor''», os meus vizinhos e outras pessoas, para me prestarem os seus serviços, e amanhã, irei eu, ou pessoas da família, prestar outros, também ''de favor''. Quasi sempre se reune muita gente do campo, de ambos os sexos, velha e nova, tornando, por isso, a faina mais alegre e animada. Ninguém se admire de ver numa «''lavrada''» 20, 30 e mais pessoas e quatro juntas de vacas jungidas ao arado. Depois, aí pelo meio dia ou uma hora da tarde, vai esta gente a casa do dono do serviço comer a refeição a - «merenda» - com que ele a obsequia, e de seguida volta a concluir o trabalho. E alguns há que pouco menos são, do que festas, sobretudo para a mocidade. Uma «''espadelada''», de noite, ao luar, é motivo de alegre alvoroço e distracção campesina. Pouco depois do escurecer, porque o ''chic'' deste serviço está em ser feito de noite, lá vão as raparigas, donairosas e esbeltas, armadas de ''cortiço'' e ''espadela'', para a espadelada, «''de favor''». Instaladas no sítio apropriado, começa a ouvir-se o ''tuc-tuc'' das espadelas, caindo sobre as «''estrigas''» do linho, apoiadas e seguras na vinca superior do cortiço. Já vão aparecendo os rapazes da aldeia, uns ''mascarados'' e outros com ''harmónicas''. Aquelas - as raparigas -, como é de uso, envergam fatos claros, quasi domingueiros, ''chambres'' de morim, ''blusas''<noinclude></noinclude> 0bhp0z6okyun8iepkcjqbqbgvpyout4 Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/110 106 253408 552345 2026-05-13T15:20:53Z Ruiaraujo1972 38032 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: de cores variegadas e lenço na cabeça, atado catitamente para cima, caindo-lhe as pontas por junto das arrecadas. --imagem-- Rapariga a espadelar Estes - os rapazes -, depois do seu ingresso na «''gramada''»<ref>É este o nome local da espadelada.</ref> e norteado o lugar da sua querida, vão ocupar o seu posto junto dela e do... cortiço. O seu ''posto'', neste caso, é à mão que segura a «''estriga''»: e ai deles se vão para a da ''e... 552345 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>de cores variegadas e lenço na cabeça, atado catitamente para cima, caindo-lhe as pontas por junto das arrecadas. --imagem-- Rapariga a espadelar Estes - os rapazes -, depois do seu ingresso na «''gramada''»<ref>É este o nome local da espadelada.</ref> e norteado o lugar da sua querida, vão ocupar o seu posto junto dela e do... cortiço. O seu ''posto'', neste caso, é à mão que segura a «''estriga''»: e ai deles se vão para a da ''espadela'', porque, por entre gracejos picantes, é-lhes passada carta de ''aprendizes'', de analfabetos, em tal matéria. E, a meia voz, vão namoriscando com aquela que faz as delícias do seu coração, rendido e apaixonado. No fim do trabalho, depois de ingerida frugal refeição, organiza-se o ''bailarico'', a dança, e saracoteia-se, animadamente, o ''vira'', o ''fandango espanhol'', etc. {{c|---}} A «''esfolhada''» obedece ao mesmo princípio da ''mutualidade''. Também é, ''de favor''. Rodeia-se o «''mideiro''» e aí começa o labor acompanhado de canções populares, garganteadas pela mocidade que acudiu à «''chamada''»<ref>É o termo, usado localmente, para convidar as pessoas que vão a este e outros serviços similares.</ref>. Quando aparece alguma «''rainha''»<ref>Espiga encarnada.</ref>, não falta festa rija, hilariante, condimentada de frases apimentadas e ditos maliciosos. Rapariga há, mais ladina, que leva na algibeira três ou quatro ''rainhas'', para, na oportunidade, por ligeira escamoteação, as fazer sair do «''folhelho''»<ref>Envólucro, camisa da espiga.</ref>, como se fora a casualidade a distinguir, tão bizarramente, a esperta filha de Eva. Entrecortada, pois, de lances jocosos, assim vai correndo a ''esfolhada''. {{c|***}} Os ''prados artificiais'', pela aveia, trevo e cevada, são muito restritos e alguns desconhecidos. {{rule}}<noinclude></noinclude> 232wxtl2796o7bixhe5wcrphpzp5fcs Página:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf/34 106 253409 552347 2026-05-13T17:14:16Z Strudel45 38659 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: xii{{block center|<big>'''VIDA'''</big> '''DE''' <big>'''JOAÕ'''</big><br/>}} {{block center|(que no anno de 1530. começaraõ na-<br/>}} {{block center|quella Cidade) obrigaraõ a cada hum<br/>}} {{block center|buſcar os ares puros dos campos, e po-<br/>}} {{block center|voar as quintas. Com eſta occaſiaõ ſe foi<br/>}} {{block center|Joaõ de Barros pera huma, que tinha<br/>}} {{block center|junto a Pombal, chamada a da Ribeira<br/>... 552347 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>xii{{block center|<big>'''VIDA'''</big> '''DE''' <big>'''JOAÕ'''</big><br/>}} {{block center|(que no anno de 1530. começaraõ na-<br/>}} {{block center|quella Cidade) obrigaraõ a cada hum<br/>}} {{block center|buſcar os ares puros dos campos, e po-<br/>}} {{block center|voar as quintas. Com eſta occaſiaõ ſe foi<br/>}} {{block center|Joaõ de Barros pera huma, que tinha<br/>}} {{block center|junto a Pombal, chamada a da Ribeira<br/>}} {{block center|de Alitem. 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(2) Ropica neuma.<noinclude></noinclude> nvcy35cvkz63gxd3ydy178j84cq8eld 552348 552347 2026-05-13T17:15:12Z Strudel45 38659 552348 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>xii{{block center|<big>'''VIDA'''</big> '''DE''' <big>'''JOAÕ'''</big><br/>}} {{block center|(que no anno de 1530. começaraõ na-<br/>}} {{block center|quella Cidade) obrigaraõ a cada hum<br/>}} {{block center|buſcar os ares puros dos campos, e po-<br/>}} {{block center|voar as quintas. Com eſta occaſiaõ ſe foi<br/>}} {{block center|Joaõ de Barros pera huma, que tinha<br/>}} {{block center|junto a Pombal, chamada a da Ribeira<br/>}} {{block center|de Alitem. 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(2) Ropica neuma.<noinclude></noinclude> 4zz0t4u3ck1vl0fepdtl5k370pkljiv 552349 552348 2026-05-13T17:15:50Z Strudel45 38659 552349 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>xii{{block center|<big>'''VIDA'''</big> '''DE''' <big>'''JOAÕ'''</big><br/>}} {{block center|(que no anno de 1530. começaraõ na-<br/>}} {{block center|quella Cidade) obrigaraõ a cada hum<br/>}} {{block center|buſcar os ares puros dos campos, e po-<br/>}} {{block center|voar as quintas. Com eſta occaſiaõ ſe foi<br/>}} {{block center|Joaõ de Barros pera huma, que tinha<br/>}} {{block center|junto a Pombal, chamada a da Ribeira<br/>}} {{block center|de Alitem. 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(2) Ropica neuma.<noinclude></noinclude> kkjejtmu5jk3edw1z4z7qrtvlkr9ikv 552350 552349 2026-05-13T17:16:14Z Strudel45 38659 552350 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>xii{{block center|<big>'''VIDA'''</big> '''DE''' <big>'''JOAÕ'''</big><br/>}} {{block center|(que no anno de 1530. começaraõ na-<br/>}} {{block center|quella Cidade) obrigaraõ a cada hum<br/>}} {{block center|buſcar os ares puros dos campos, e po-<br/>}} {{block center|voar as quintas. Com eſta occaſiaõ ſe foi<br/>}} {{block center|Joaõ de Barros pera huma, que tinha<br/>}} {{block center|junto a Pombal, chamada a da Ribeira<br/>}} {{block center|de Alitem. 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(2) Ropica neuma.<noinclude></noinclude> 07yx8yzonyf8r09xmjq14flwa87ujjm Página:Chronica do Emperador Clarimundo - Tomo I.pdf/35 106 253410 552354 2026-05-14T11:54:26Z Strudel45 38659 /* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: {{block center|'''DE''' <big>'''BARROS'''</big><br/>}} xiii {{block center|duas potencias aceitaõ, e compraõ<br/>}} {{block center|quando deſobedecem á razaõ, e por eſ-<br/>}} {{block center|te modo moſtra as vias por onde mui-<br/>}} {{block center|tos officios, e cargos da Republica ſaõ<br/>}} {{block center|adminiſtrados vicioſamente, e as cauté-<br/>}} {{block center|las, e meios, que para iſto tem acha-<br/>}} {{block cente... 552354 proofread-page text/x-wiki <noinclude><pagequality level="1" user="Strudel45" /></noinclude>{{block center|'''DE''' <big>'''BARROS'''</big><br/>}} xiii {{block center|duas potencias aceitaõ, e compraõ<br/>}} {{block center|quando deſobedecem á razaõ, e por eſ-<br/>}} {{block center|te modo moſtra as vias por onde mui-<br/>}} {{block center|tos officios, e cargos da Republica ſaõ<br/>}} {{block center|adminiſtrados vicioſamente, e as cauté-<br/>}} {{block center|las, e meios, que para iſto tem acha-<br/>}} {{block center|do o Tempo, na figura do qual repre-<br/>}} {{block center|ſenta o appetite deſenfreado, e ſolto de<br/>}} {{block center|toda a lei, pondo os argumentos que<br/>}} {{block center|o incitaõ a buſcar os bens deleitaveis,<br/>}} {{block center|e nos outros interlocutores lhe dá as de-<br/>}} {{block center|vidas reſpoftas e moſtra os erros do<br/>}} {{block center|Tempo. Eſta Obra imprimio depois em<br/>}} {{block center|Lisboa em Maio de 1532. (1) dedica-<br/>}} {{block center|da ao meſmo Duarte de Reſende, o qual<br/>}} {{block center|por pagar a ſeu perante Joaõ de Barros<br/>}} {{block center|eſte obſequio lhe dirigio tambem depois<br/>}} {{block center|hum tratado, que compôs da navega-<br/>}} {{block center|çaõ, que Fernaõ de Magalhães, e ſeus<br/>}} {{block center|companheiros fizeraõ ás Ilhas de Malu-<br/>}} {{block center|co, (2) como quem tivera na maõ to-<br/>}} {{block center|dos os papeis, e roteiros daquella jor-<br/>}} {{block center|nada, por entaõ eſtar ſervindo de Fei-<br/>}} {{block center|tor da noſſa fortaleza de Ternate. Mas<br/>}} {{block center|tornando á ''Ropica neuma'', ella foi na-<br/>}} {{block center|quelle tempo tida em tanta eſtima, que,<br/>}} o _________________________________________________ (1) Decad. 3. lib. 5. cap. ultim. 2) Decad. 3. lib. 5. cap. 10.<noinclude></noinclude> j0g6w82q0mx5le6sh0xd0ayl59ufrny