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Hino do município de Lábrea
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|obra=Hino do município de [[w:Lábrea|Lábrea]]
|letra por=Francisco Sebastião de Souza
|melodia por=Raimundo Eusébio de Andrade
|notas=
}}
<poem>
Na história do nosso Estado
Um marco importante ficou
Quando um jovem guerreiro e valente
Nas entranhas da selva pisou,
Do Nordeste ele trouxe seu povo
De aventuras também era amante
Foi assim que nasceste, oh Lábrea,
És querida, amada e radiante.
Lábrea de progressos tantos
És por teus filhos amada
Teu passado é de glórias
És por DEUS Abençoada!
Na bravura dos antepassados
Conhecemos a glória e a riqueza
Pois a selva era o lar conhecido
E não temiam a própria natureza
Descobrindo o famoso ouro branco
Foram assim os nossos precursores
Nos tempos áureos da borracha
Num gemido de canto e de dores.
Lábrea de progressos tantos
És por teus filhos amada
Teu passado é de glórias
És por DEUS Abençoada!
Tua flora é muita rica
E a fauna de belezas mil
O teu solo é muito fértil
E o céu da cor de anil
O teu povo é honesto e ordeiro
Também serves de berço à paz
Quem te visita não esquece,
Não esquece, não esquece jamais!
Lábrea de progressos tantos
És por teus filhos amada
Teu passado é de glórias
És por DEUS Abençoada!
</poem>
[[Categoria:Hinos do Amazonas|Lábrea]]
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Utilizador:Erick Soares3
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Erick Soares3
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*[https://books.google.ch/books?id=p8BLAQAAIAAJ&hl=pt-BR&source=gbs_navlinks_s Exilio]
*[https://www2.senado.leg.br/bdsf/handle/id/242552 Tradução]
* [https://literaturabrasileira.ufsc.br/autores/?id=8065 ernani]
*[[Galeria:História de Napoleão Bonaparte (I).pdf|Napoleão 1]] - IV
*[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Miseraveis 6]]
* [[:en:Index:The Path to the Stars, by K. E. Tsiolkovsky, English transl., AD0644808.pdf|Stars]]
* [[:File:Diretas já (Pedro Simon, 1984).pdf|Diretas já]]
*[[Lincoln: narração de sua vida pessoal]]
*[[Galeria:Futuros Imaginarios.pdf|Futuros]]
*[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Miseraveis 7]]
*[https://www2.senado.leg.br/bdsf/handle/id/768199 Mon to Rep]
*[https://www.jstor.org/stable/community.38767768 Pasteur] - 23
* [[Galeria:Efêmero Revisitado.pdf]]
* [[Galeria:Revista da Exposição Anthropologica Brazileira (1882).pdf|Revista da exposição]]
* [https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/8913 Barão]
*[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Miseraveis 8]]
* [[Galeria:Os Noivos (v.2).pdf]]
*[[Galeria:O Federalista, 1840 (Vol. 2).pdf|Federalista 2]]
*[https://www.jstor.org/stable/community.38769569 O cerco do corintho] - 50
*[[Galeria:Cronicas-de-um-Tetranacional-do-Software-Livre.pdf]]
* [[Galeria:Idéas de Géca Tatú.pdf|Géca]]
*[[Galeria:Contos Escolhidos.pdf|Contos]]
*[[Galeria:A Cultura é Livre.pdf]]
* [[Galeria:A Onda Verde (1922).pdf]]
* [[:File:Preito a Camões.pdf|Camões]]
* [https://www.jstor.org/stable/community.38767573 Minor Camões] - 33
*[[Galeria:O Federalista, 1840 (Vol. 3).pdf]]
* [[Galeria:O Senhor D. Pedro II, imperador do Brasil, biographia, por Joaquim Pinto de Campos ; e com uma advertencia por Camillo Castello Branco.pdf|Biografia do Senhor D. Pedro II]] - 96
* [[:File:Statira e Zoroastes.pdf|Statira]] - 56
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*[https://www.jstor.org/stable/community.38769995 Portugal, Brasil e Grã-Bretanha] - 53
*[https://www.jstor.org/stable/community.38768623 Portugal, Brazil and United Kingdon]
*[[:File:Da vida e feitos de Alexandre de Gusmão e de Bartholomeu Lourenço de Gusmão.pdf|Da vida]] - 117
*{{livro digitalizado|Os Sabios Illustres|Os Sabios Illustres.pdf}} - 162
*{{livro digitalizado|Galeria Illustre (Mulheres Célebres)|Galeria Illustre (Mulheres Célebres).pdf|Galeria Illustre}} - 173 páginas
*{{livro digitalizado|A Genealogia da Moral|A genealogia da moral.pdf}} - 176 páginas
* [https://taubate.sp.gov.br/museumonteirolobato/acervo/obras-completas/memorias-da-emilia/?order=ASC&orderby=meta_value&metakey=19&perpage=12&search=Mem%C3%B3rias&pos=0&source_list=collection&ref=%2Fmuseumonteirolobato%2Facervo%2Fobras-completas%2F 122]
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*[[Galeria:Quem trabalha tem alfaia.pdf|Quem trabalha tem alfaia]] - 242
*[[:File:Brazilian Literature (IA brazilianliterat00gold).pdf|Brazilian literature]] 303
*[https://permalinkbnd.bnportugal.gov.pt/records/item/92629-resumo-do-systema-de-medicina-e-traduccao-da-materia-medica-do-doutor-erasmo-darwin Erasmo]
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<div style="background: #ffe6a7; border-radius: .2em; color: #282828; font-size:125%; padding: .4em .8em .5em;"><span style="opacity: .7;">[[File:Icons8 flat approval.svg|25px|link=|alt=]]</span> '''Projetos Finalizados''' </div>
<div title="Projets en chantier" style="padding: 1em;font-size:80%">
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<!--2025-->
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File:A Revista (1925-1926).pdf|page=27|link=Galeria:A Revista (1925-1926).pdf|thumb|'''[[A Revista/Ano 1/Número 1/Duas Figuras|Duas figuras]]'''
File:A Revista (1925-1926).pdf|page=16|thumb|link=Galeria:A Revista (1925-1926).pdf|'''[[A Revista/Ano 1/Número 1/Capitulo|Capitulo]]'''
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File:A Revista (1925-1926).pdf|link=Galeria:A Revista (1925-1926).pdf|page=95|thumb|'''[[A Revista/Ano 1/Número 2/O Carteiro|O Carteiro]]'''
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File:Invenção dos aeróstatos reivindicada.pdf|page=9|thumb|link=Galeria:Invenção dos aeróstatos reivindicada.pdf|'''[[Invenção dos Aeróstatos Reivindicada]]'''
File:Os Ovos de Paschoa.pdf|page=7|thumb|link=Galeria:Os Ovos de Paschoa.pdf|'''[[Os Ovos de Paschoa]]'''
File:Cinco de Maio - ode heroica.pdf|link=Galeria:Cinco de Maio - ode heroica.pdf|page=5|thumb|'''[[Cinco de Maio (1885)|Cinco de Maio]]'''
File:Os Negros (1921).pdf|thumb|page=1|link=Galeria:Os Negros (1921).pdf|'''[[Os Negros]]'''
File:Meu amor! adoro-te!.pdf|thumb|page=1|link=Galeria:Meu amor! adoro-te!.pdf|'''[[Meu amor! adoro-te!]]'''
File:Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|page=94|link=Galeria:Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|thumb|[[Revista do Brasil/Volume 5/Número 17/Vida ociosa|Vida ociosa]]
File:Petição.pdf|link=Galeria:Petição.pdf|thumb|page=5|'''[[Petição do Pe. Bartholomeu de Gusmão]]'''
File:A lavoura e a guerra.pdf|thumb|page=1|link=Galeria:A lavoura e a guerra.pdf|'''[[A lavoura e a guerra]]'''
File:Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|thumb|link=Galeria:Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|page=113|'''[[Revista do Brasil/Volume 5/Número 17/Cartas Inéditas|Cartas Inéditas]]'''
File:Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|link=Galeria:Revista do Brasil, 1917, anno II, v V, n 17.pdf|page=60|thumb|'''[[Revista do Brasil/Volume 5/Número 17/O Corvo|O Corvo]]'''
File:As biografias históricas de Santos Dumont.pdf|link=Galeria:As biografias históricas de Santos Dumont.pdf|thumb|page=1|'''[[Scientiae Studia/Volume 11/Número 3/As biografias históricas de Santos Dumont|As biografias históricas de Santos Dumont]]'''
File:A toponímia indígena artificial no Brasil.pdf|link=Galeria:A toponímia indígena artificial no Brasil.pdf|thumb|page=1|'''[[A toponímia indígena artificial no Brasil]]'''
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File:Concedendo um conto de réis à Santos Dumont.pdf|link=Galeria:Concedendo um conto de réis à Santos Dumont.pdf|thumb|'''[[Concedendo um conto de réis a Santos Dumont]]'''
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<!--[[Discurso do Presidente da República, Jair Bolsonaro, durante Cerimônia de Posse no Congresso Nacional (1 de janeiro de 2019)|Discruso]]-->
File:A Novella Semanal.pdf|link=Galeria:A Novella Semanal.pdf|page=9|thumb|'''[[A Novella Semanal/O 22 da "Marajó"|O 22 da Marajó]]'''
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File:Jéca Tatuzinho (1924).pdf|link=Galeria:Jéca Tatuzinho (1924).pdf|thumb|page=1|'''[[Jéca Tatuzinho]]'''
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File:Aaron Swartz at Boston Wikipedia Meetup, 2009-08-18.jpg|link=Manifesto da Guerrilha do Livre Acesso|thumb|'''[[Manifesto da Guerrilha do Livre Acesso]]'''
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Erick Soares3
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|título = [[As Etymologias Indigenas de Elvas Herekmaus]]. — ''[[Autor:Teodoro Sampaio|Theodoro Sampaio]]''
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Autor:Ferdinando Labouriau
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Erick Soares3
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adicionou [[Categoria:Autores cariocas]] usando [[Wikipedia:Software/Scripts/HotCat|HotCat]]
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wikitext
text/x-wiki
{{Autor
| InicialUltimoNome = L
| MiscBio = '''Ferdinando Labouriau''' foi um engenheiro e defensor da educação brasileiro.
| nome completo = '''Ferdinando Labouriau'''
| nacionalidade = {{BRAn|o}}
}}
==Obras==
*[[O Cruzeiro (Revista)/Ano I/Nº I/10 de novembro de 1928/A Éra das Forças Hydraulicas|A Éra das Forças Hydraulicas: Uma Visão do Anno 2000]]
{{autores}}
{{controle de autoridade}}
{{Brasil DP-Autor|morte=1928}}
[[Categoria:Autores cariocas]]
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Erick Soares3
19404
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude><section begin="Cap. 10"/>verdadeiro riozinho, cheio de voltas, com
pontes, ilhas e cachoeiras.
Fez, depois, um lago para criar peixes,
e soltou nelle uma lata de guarús, mariscados com peneira no córgo.
E uma barquinha de vela que o vento
levava de lá para cá.
E uma cazinha de fazenda, com um
pasto de musgo na frente.
E boizinhos feitos de abobrinhas verdes. E um pomar. E uma horta. E um jardim...
Ficou tão linda a Fazendinha de S. João
que até gente de fóra vinha vel-a. E abriam
todos a bocca, exclamando como a Anastacia:
O que mais não se vê neste mundo!...
{{dhr|3}}
<section end="Cap. 10"/>
<section begin="Cap. 11"/>{{t2|ARTES DO RABICOʼ}}
{{dhr|3}}
Um bello dia, porém, a Fazenda de São
João amanheceu revirada de pernas para
o ar.
— Foi Rabicó ! exclamou Narizinho, {{PT||com lagrimas nos olhos. Foi aquelle malvado!...}}
{{nop}}<section end="Cap. 11"/><noinclude>{{c|☉{{gap}}128{{gap}}☉}}</noinclude>
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{{PT|com lagrimas nos olhos. Foi aquelle malvado!...}}
Que tristeza ! Estava o chão todo fossado, as rodas desmontadas, a cazinha espandongada, o monjolo em pandarécos e os
boizinhos comidos...
— Vovó ! Anastacia ! Venham ver o
que Rabicó fez !...
Pedrinho não dizia nada, roendo as
unhas, furioso; e sahindo dalli dirigiu-se ao
pomar, sorrateiramente.
Vieram as velhas e fizeram cara triste
de “ora veja”. Mas dona Benta consolou a
menina:
— Pedrinho concerta, e faz outra inda
mais bonita, vaes vêr...
A tia Anastacia não poude passar sem o
seu resmungado:
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Erick Soares3
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>— Bem feito ! A menina vive dando
ganja para o leitão; agora... está ahi ! está
ahi !... Bem feito !
Nisto ouviram barulho de correria no
pomar. Era Pedrinho que estava de bodoque em cima do Rabicó. O leitão corria e o
menino atrás — pelotada sobre pelotada !
— ''Pá ! coin, coin... Pá! coin, coin...''
[[File:Narizinho Arrebitado (1° ed.) (page 134 crop).jpg|centro|350px]]
— Isso tambem não ! gritou Narizinho,
com dó. Elle é um bobo que não sabe o
que faz !
Mas Pedrinho só o largou quando viu
que não tinha mais pedras no bolso.
E a coisa ficou porisso.
Pedrinho, aborrecido, não quiz mais saber de fazenda, nem de monjolo, nem de rodas dʼagua.
— Agora, disse elle, só faço brinquedos
dentro de casa. No terreiro, não vale a pena.
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>— E que vaes fazer ? perguntou a menina.
Pedrinho pensou, pensou e disse:
— Um boi de pão ! Mas um boi grande,
araçȧ...
— Deste tamanho ? disse Narizinho, erguendo a mão á altura dos olhos.
— Isso é demais ! Meio grandinho só,
regulando ahi com um gato.
Dias depois estava prompto o “Malhado”, um zebú bem parecido. Os olhos eram
de caroço de feijão vermelho; os chifres, de
espora de gallo velho e a cauda, de pennas
de gallinha.
Deu-lhe um trabalhão, cortou o dedo
duas vezes e, afinal, depois dos ultimos retoques, quando ergueu os olhos para a menina, a ver o effeito causado, desapontou.
Narizinho estava a rir-se do pobre boi.
— De que é que está rindo ? perguntou
Pedrinho, desconfiado.
— Estou me rindo do teu boi que mais
parece vacca...
O menino, embezerrado, começou a
picar o boi com o canivete.
Narizinho riu-se mais ainda e elle, en-<noinclude>{{c|☉{{gap}}131{{gap}}☉}}</noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>tão, furioso, escangalhou tudo, brutalmente,
com os pés. E voltando-se para ella, vermelho de colera, exclamou:
— Curica !
Narizinho fechou a carranca, mostrou-lhe a lingua e disse com desprezo:
— Pichochó.
E separaram-se, “de mal”, cada um para
o seu lado.
Foi essa a primeira briga séria que tiveram em cinco que moraram juntos.
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>tão, furioso, escangalhou tudo, brutalmente,
com os pés. E voltando-se para ella, vermelho de colera, exclamou:
— Curica !
Narizinho fechou a carranca, mostrou-lhe a lingua e disse com desprezo:
— Pichochó.
E separaram-se, “de mal”, cada um para
o seu lado.
Foi essa a primeira briga séria que tiveram em cinco que moraram juntos.
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Narizinho Arrebitado (1ª edição)/Segunda parte/XI
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[[Ajuda:SEA|←]] nova página: <pages index="Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf" from=132 to=136 fromsection="Cap. 11" header=1/> {{PD-old-70-BR}} {{Modernização}}
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/* !Páginas revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: A distancia é apenas um termo de relação, e havemos de chegar a final a reduzi-la a zero.» A assembléa, apesar de muito enlevada pelo heroe francez, ficou um tanto attonita com aquella theoria audaciosa. Miguel Ardan pareceu percebê-lo, e proseguiu com amavel sorriso: «Parece-me que não estaes lá muito convencidos, estimaveis hospedes. Pois bem! Discutâmos um pouco. Sabeis quanto tempo seria necessario a um comboio expresso para chegar á...
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rh||DA TERRA Á LUA|167|borda_inferior=sim}}</noinclude>A distancia é apenas um termo de relação, e havemos de chegar a final a reduzi-la a zero.»
A assembléa, apesar de muito enlevada pelo heroe francez, ficou um tanto attonita com aquella theoria audaciosa. Miguel Ardan pareceu percebê-lo, e proseguiu com amavel sorriso:
«Parece-me que não estaes lá muito convencidos, estimaveis hospedes. Pois bem! Discutâmos um pouco. Sabeis quanto tempo seria necessario a um comboio expresso para chegar á Lua? Trezentos dias. Nada mais. O trajecto é de oitenta e seis mil quatrocentas e dez leguas, mas isso que é? Não chega a ser nove vezes um circuito em volta da Terra; não ha marinheiro ou viajante digno dʼesse nome que não tenha andado mais do que isso no decurso da vida! Pensae pois, que eu não hei de gastar mais de noventa e sete horas no caminho! Ah! estaes imaginando que a Lua está a grande distancia da Terra, e que não seria mau reflectir antes de tentar a aventura! Que dirieis então se se tratasse de ir a Neptuno que gravita a um milhão cento e quarenta e sete mil leguas do Sol! Isso é que é viagem que poucos poderiam intentar, ainda que mais não custasse que a cinco soldos por kilometro! Nem o barão de Rothschild com os seus mil milhões tinha com que pagasse o logar; faltavam-lhe ainda cento e quarenta e sete milhões para não ficar no caminho!»
Esta maneira de argumentar pareceu ser muito do agrado da assembléa. Miguel Ardan, por sua parte, bem possuido como estava do assumpto, deixava-se arrastar ao sabor da argumentação com soberbo enthusiasmo; percebêra que era ouvido com avidez, e proseguiu portanto com admiravel confiança: «Pois bem, amigos, ainda esta distancia de Neptuno ao Sol não é nada, se a compararmos com a das estrellas; effectivamente para avaliar o afastamento de taes astros é necessario lançar mão de uma classe de numeros deslumbrantes, o menor dos quaes tem nove algarismos, tomar emfim por unidade o milhar de milhões. Peço-vos<noinclude></noinclude>
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Página:Da Terra á Lua.pdf/167
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/* !Páginas revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: perdão de me mostrar tão sabido no assumpto, mas é por ser de um interesse palpitante. Ouvi e julgae. Alpha do Centauro está a oito billiões de leguas, Wega a cincoenta billiões, Sirius a cincoenta billiões, Arcturus a cincoenta e dois billiões, a Polar a cento e dezesete billiões de leguas, a Cabra a cento e setenta billiões, as outras estrellas a milhares de billiões e de trilliões de leguas! E ainda haverá quem falle na distancia que me...
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rh|168|VIAGENS MARAVILHOSAS|borda_inferior=sim}}</noinclude>perdão de me mostrar tão sabido no assumpto, mas é por ser de um interesse palpitante. Ouvi e julgae. Alpha do Centauro está a oito billiões de leguas, Wega a cincoenta billiões, Sirius a cincoenta billiões, Arcturus a cincoenta e dois billiões, a Polar a cento e dezesete billiões de leguas, a Cabra a cento e setenta billiões, as outras estrellas a milhares de billiões e de trilliões de leguas! E ainda haverá quem falle na distancia que medeia entre o Sol e os planetas! E haverá ainda quem sustente que existe tal distancia! Erro, falsidade! aberração dos sentidos! Quereis saber o que eu penso ácerca dʼesse mundo que começa no astro radiante e acaba em Neptuno? Quereis conhecer a minha theoria? É muito simples! Para mim o mundo solar é um corpo solido, homogeneo; os planetas que o formam, apertam-se, tocam-se, adherem, e o espaço que entre elles existe é como o espaço que medeia sempre entre as molleculas do mais compacto metal, seja prata, seja ferro, oiro ou platina! Julgo portanto ter direito para affirmar, e repito-o com convicção, que ha de communicar-se a vós todos: «A distancia é uma palavra vã, a distancia nem sequer existe!»
— Bem dito! Bravo! Hurrah! gritou una voce a assembléa electrisada pelo gesto, pela accentuação do orador e pelo ousado das concepções.
— Não, exclamou J.-T. Maston ainda mais energicamente que os outros, a distancia não existe!»
E, arrastado pela violencia dos movimentos, pelo impulso do proprio corpo que mal podia dominar, ía caíndo do alto do estrado no chão. Conseguiu, todavia, retomar a posição de equilibrio, e livrar-se de uma quéda que lhe havia de provar brutalmente que a distancia não era palavra de todo vã. Em seguida proseguiu no seu discurso o attrahente orador.
«Amigos, disse Miguel Ardan, cuido que tal problema deve já agora ter-se como resolvido. Se não logrei convencer-vos a todos, foi de certo porque fui timido nas demonstrações, fraco na argumentação,<noinclude></noinclude>
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Erick Soares3
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rh|168|VIAGENS MARAVILHOSAS|borda_inferior=sim}}</noinclude>perdão de me mostrar tão sabido no assumpto, mas é por ser de um interesse palpitante. Ouvi e julgae. Alpha do Centauro está a oito billiões de leguas, Wega a cincoenta billiões, Sirius a cincoenta billiões, Arcturus a cincoenta e dois billiões, a Polar a cento e dezesete billiões de leguas, a Cabra a cento e setenta billiões, as outras estrellas a milhares de billiões e de trilliões de leguas! E ainda haverá quem falle na distancia que medeia entre o Sol e os planetas! E haverá ainda quem sustente que existe tal distancia! Erro, falsidade! aberração dos sentidos! Quereis saber o que eu penso ácerca dʼesse mundo que começa no astro radiante e acaba em Neptuno? Quereis conhecer a minha theoria? É muito simples! Para mim o mundo solar é um corpo solido, homogeneo; os planetas que o formam, apertam-se, tocam-se, adherem, e o espaço que entre elles existe é como o espaço que medeia sempre entre as molleculas do mais compacto metal, seja prata, seja ferro, oiro ou platina! Julgo portanto ter direito para affirmar, e repito-o com convicção, que ha de communicar-se a vós todos: «A distancia é uma palavra vã, a distancia nem sequer existe!»
— Bem dito! Bravo! Hurrah! gritou una voce a assembléa electrisada pelo gesto, pela accentuação do orador e pelo ousado das concepções.
— Não, exclamou J.-T. Maston ainda mais energicamente que os outros, a distancia não existe!»
E, arrastado pela violencia dos movimentos, pelo impulso do proprio corpo que mal podia dominar, ía caíndo do alto do estrado no chão. Conseguiu, todavia, retomar a posição de equilibrio, e livrar-se de uma quéda que lhe havia de provar brutalmente que a distancia não era palavra de todo vã. Em seguida proseguiu no seu discurso o attrahente orador.
«Amigos, disse Miguel Ardan, cuido que tal problema deve já agora ter-se como resolvido. Se não logrei convencer-vos a todos, foi de certo porque fui timido nas demonstrações, fraco na argu-<noinclude></noinclude>
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Erick Soares3
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/* !Páginas revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: mentação, [169] e a culpa é da minha insufficiencia de estudos theoricos. Seja lá como for, repito, a distancia da Terra ao seu satellite é realmente pouco importante e indigna de preoccupar qualquer espirito grave. Creio que não será ir muito alem da verdade affirmar que em breve se hão de vir a estabelecer trens de projecteis, nos quaes poderá fazer-se com toda a commodidade a viagem da Terra á Lua. Nʼestes é que não haverá que receiar,...
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>mentação, [169] e a culpa é da minha insufficiencia de estudos theoricos. Seja lá como for, repito, a distancia da Terra ao seu satellite é realmente pouco importante e indigna de preoccupar qualquer espirito grave. Creio que não será ir muito alem da verdade affirmar que em breve se hão de vir a estabelecer trens de projecteis, nos quaes poderá fazer-se com toda a commodidade a viagem da Terra á Lua. Nʼestes é que não haverá que receiar, nem choques, nem abalos, nem descarrilamentos, e chegar-se-ha ao termo da viagem, sem cansaço em linha recta, «a vôo de abelha», para fallar na linguagem dos caçadores cá da America. Dʼaqui a vinte annos, de certo já metade da Terra tem ido visitar a Lua!
«Hurrah! hurrah! por Miguel Ardan, clamaram os circumstantes ainda os menos convencidos.
— Hurrah por Barbicane!» respondeu modestamente o orador.
Aquelle acto de gratidão para com o promotor da empreza, foi recebido pelos espectadores com applausos unanimes.
«Agora, amigos, proseguiu Miguel Ardan, se alguem tem qualquer pergunta a fazer-me, por certo que embaraçará um pobre homem como eu, entretanto farei todos os esforços para responder.»
Até aquelle momento não tivera o presidente do Gun-Club senão motivos de satisfação pela direcção que a discussão tomava. Versando esta sobre theorias especulativas, Miguel Ardan, levado pela sua viva imaginação, mostrava-se extremamente brilhante. Por consequencia, o que a Barbicane parecia necessario, era pôr impedimento a que se desviasse para questões praticas, de que por certo Ardan se havia de saír menos airoso.
Barbicane apressou-se portanto a tomar a palavra, para perguntar ao amigo de recente data qual era o seu modo de ver em respeito a habitantes da Lua e dos planetas.
«É um grande problema esse que me propões para resolver, meu digno presidente, respondeu o orador sorrindo; todavia, se me não engano, homens de grande intelligencia, taes como Plu-<noinclude>{{right|22}}</noinclude>
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Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/247
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Ruiaraujo1972
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Por causa das missas que se celebravam nas diversas capelas<ref>Deviam estar ditas antes do nascer do sol, para os «''cabeceiras dos casais''» puderem assistir à paroquial (Liv. das «''Visitações''», passim).</ref>, houve desaguisados muito graves entre o abade Jacinto Moreira Barbosa e os fregueses, sendo preciso intervir o «''Visitador''», que o repreendeu em acto de ''visitação''. A capela-mor da matriz foi redificada entre os anos...
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<noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>Por causa das missas que se celebravam nas diversas capelas<ref>Deviam estar ditas antes do nascer do sol, para os «''cabeceiras dos casais''» puderem assistir à paroquial (Liv. das «''Visitações''», passim).</ref>, houve desaguisados muito graves entre o abade Jacinto Moreira Barbosa e os fregueses, sendo preciso intervir o «''Visitador''», que o repreendeu em acto de ''visitação''.
A capela-mor da matriz foi redificada entre os anos de 1788 e 1790, porque na ''visitação'' deste último ano; a 26 de Outubro, se faz referência a ter sido concluida, e na mesma foram convidados os paroquianos a reconstruir o
corpo da Igreja, para o que o Pároco concorria com esmola avultada; e à confraria das Almas foi imposta a obrigação de concorrer com 120$000 réis, devendo as obras começar no prazo de seis meses.
{{c|---}}
Na ''visitação'' de 27 de Agosto, de 1763, foi preciso coibir as manifestações emotivas e dolentes que os ''doridos'' costumavam fazer, quando saíam de casa os seus defuntos, porque, «de par com ''os prantos e afectadas gritarias, pronunciavam palavras indecentes''... ajuntando para isso em suas casas a maior parte dos parentes e vizinhos, para o fazerem ''com mais vigor e maior excesso'', donde resultava tal confusão que parecia ''abusos gentílicos''».
{{c|'''LINHARES'''}}
{{c|'''<small>Orago Santa Marinha. Tem 306 habitantes: 127 do sexo masculino e 179 do feminino</small>'''}}
É pequena. Antigamente era conhecida por Santa Marinha de ''Duzais''<ref>«''Inquirições''», de D. Afonso III, vol. I, pág. 360.</ref>.
No tempo de D. Afonso III teve por pároco Martinho João.
A igreja paroquial é muito modesta e carece de paramentos<ref>Em 1670 a residência paroquial não tinha telha, mas colmo a cobri-la, como consta da. «''visitação''» feita em 27 de Setembro, daquele ano. (Liv. das «''Visitações''» antigas).</ref>.
Tem cemitério, construído há poucos anos.
Os seus montados e bravios são largos e dão excelente madeira de pinho<ref>Há poucos anos cortou-se, nesta freguesia, um pinheiro, que deu tábuas de 1,10 centímetros de largural Vi-o.</ref>.
Produz cereais, frutas e vinho, que é do melhor desta região.
Ao sul é banhada pelo rio Coura e ao nascente pelo ribeiro de Gonçalvinho, que a separa de Formariz.
A estrada real n.º 24 corta-a pelo norte.
Tem escola do sexo masculino, mas é pouco frequentada.
A sudeste desta freguesia há restos de um ''castrum'', conhecido por ''Crasto de Bruzendes'', e ao norte também existem vestígios de fortificação no alto do monte da ''Madorra''.
Nesta freguesia há cinco capelas: duas públicas e as outras particulares. As primeiras têm a invocação do
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Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/248
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Ruiaraujo1972
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: ''Senhor do Amparo'' e de ''Santa Marinha'', sendo esta situada no lugar da Salgueira, e aquela em Merim, limites desta paróquia e da de Ferreira. A de Santa Marinha tem escrito na verga da porta: ano de de 1682, tendo à esquerda estas letras: O: r. e à direita estas V. S. As segundas estão, respectivamente, nos lugares de Arrestim e de Eiró. A capela do Amparo deu lugar a um ateado pleito entre os párocos de Linhares e Ferreira, no...
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>''Senhor do Amparo'' e de ''Santa Marinha'', sendo esta situada no lugar da Salgueira, e aquela em Merim, limites desta paróquia e da de Ferreira. A de Santa Marinha tem escrito na verga da porta: ano de de 1682, tendo à esquerda estas letras: O: r. e à direita estas V. S.
As segundas estão, respectivamente, nos lugares de Arrestim e de Eiró.
A capela do Amparo deu lugar a um ateado pleito entre os párocos de Linhares e Ferreira, no meado do século passado: ambos pretendiam ter jurisdição nela.
A causa não chegou a ser julgada, por se ter ausentado para o Brasil o pároco de Ferreira.
A posse, porém, estava e está no de Linhares.
Há aqui uma curiosa tradição por ocasião da visita pascal: junto da capela do Amparo, metendo-se apenas de premeio a estrada real, encontra-se uma casa, onde naquele dia se reúnem os dois párocos. O primeiro que chega espera pelo outro, e, reunidos, dá cada um a beijar a cruz a quem estiver presente. Depois, seguem pelos seus respectivos distritos paroquiais, continuando neste exercício do seu múnus pastoral.
O último pároco desta freguesia foi o Rev. Manuel José Bacelar, natural de Formariz, e actualmente é paroquiada pelo Rev. João Ferreira Torres.
No reinado de D. Afonso III havia um casal, chamado ''Palácio'', e já se falava no da ''Cal'', que, com mais quatro, pagavam «''fossadeira''».
Os moradores iam à «''anuduva''» e à «''entruviscada''», pagavam «''luctuosa''» ao Rei e davam de comer (dar ''vida'') ao Mordomo, uma vez em cada mês.
{{c|---}}
As capelas particulares são: de ''Santo António'', no lugar de Arrestim, de ''Nossa Senhora do Rosário'', no de Eiró<ref>Pertence esta capela à família do falecido P.<sup>e</sup> António Narciso Pereira, que foi desta freguesia.</ref>, assim como a de ''Nossa Senhora da Lapa''.
Aquela - a do Rosário - tem frontispício de arquítectura elegante e de bom gosto. Sobre a porta principal vê-se, aberta em pedra, a era de 1753, que deve ser a da sua fundação. Por cima está um pequeno oratório com a imagem da Virgem, esculturada em pedra, e mais no alto, uma ave, talvez uma águia, como remate.
Pertence ao snr. Cândido Mendes Brandão, residente na cidade do Porto.
Verdadeiramente curiosa, não pelas suas linhas arquitectónicas externas, mas pela sua tribuna e altar, é a da ''Lapa''. São de pedra, tanto este, como aquela. A tribuna representa um painel, a toda a largura da capela, apoiado em quatro colunas, levantadas ao nível do altar, que também é de pedra.
Em cima deste, à maneira de tabernáculo, vê-se uma peça de pedra, que chega a iludir, isto é, parece feita de madeira, com a respectiva porta, etc.
A tribuna termina por um docel, no qual se lê o ano de 1776, em caracteres de tinta. Diversas molduras de pedra estão douradas.
No pavimento, ao centro, está a campa duma sepultura sem inscrição<ref></ref>[sic].
Ao norte da paróquia, junto das poças (presa) de Janardo existe uma edícula com a invocação do Senhor do Bomfim, de forma quadrangular, terminando em obelisco.
{{rule}}<noinclude></noinclude>
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Ruiaraujo1972
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>''Senhor do Amparo'' e de ''Santa Marinha'', sendo esta situada no lugar da Salgueira, e aquela em Merim, limites desta paróquia e da de Ferreira. A de Santa Marinha tem escrito na verga da porta: ano de de 1682, tendo à esquerda estas letras: O: r. e à direita estas V. S.
As segundas estão, respectivamente, nos lugares de Arrestim e de Eiró.
A capela do Amparo deu lugar a um ateado pleito entre os párocos de Linhares e Ferreira, no meado do século passado: ambos pretendiam ter jurisdição nela.
A causa não chegou a ser julgada, por se ter ausentado para o Brasil o pároco de Ferreira.
A posse, porém, estava e está no de Linhares.
Há aqui uma curiosa tradição por ocasião da visita pascal: junto da capela do Amparo, metendo-se apenas de premeio a estrada real, encontra-se uma casa, onde naquele dia se reúnem os dois párocos. O primeiro que chega espera pelo outro, e, reunidos, dá cada um a beijar a cruz a quem estiver presente. Depois, seguem pelos seus respectivos distritos paroquiais, continuando neste exercício do seu múnus pastoral.
O último pároco desta freguesia foi o Rev. Manuel José Bacelar, natural de Formariz, e actualmente é paroquiada pelo Rev. João Ferreira Torres.
No reinado de D. Afonso III havia um casal, chamado ''Palácio'', e já se falava no da ''Cal'', que, com mais quatro, pagavam «''fossadeira''».
Os moradores iam à «''anuduva''» e à «''entruviscada''», pagavam «''luctuosa''» ao Rei e davam de comer (dar ''vida'') ao Mordomo, uma vez em cada mês.
{{c|---}}
As capelas particulares são: de ''Santo António'', no lugar de Arrestim, de ''Nossa Senhora do Rosário'', no de Eiró<ref>Pertence esta capela à família do falecido P.<sup>e</sup> António Narciso Pereira, que foi desta freguesia.</ref>, assim como a de ''Nossa Senhora da Lapa''.
Aquela - a do Rosário - tem frontispício de arquítectura elegante e de bom gosto. Sobre a porta principal vê-se, aberta em pedra, a era de 1753, que deve ser a da sua fundação. Por cima está um pequeno oratório com a imagem da Virgem, esculturada em pedra, e mais no alto, uma ave, talvez uma águia, como remate.
Pertence ao snr. Cândido Mendes Brandão, residente na cidade do Porto.
Verdadeiramente curiosa, não pelas suas linhas arquitectónicas externas, mas pela sua tribuna e altar, é a da ''Lapa''. São de pedra, tanto este, como aquela. A tribuna representa um painel, a toda a largura da capela, apoiado em quatro colunas, levantadas ao nível do altar, que também é de pedra.
Em cima deste, à maneira de tabernáculo, vê-se uma peça de pedra, que chega a iludir, isto é, parece feita de madeira, com a respectiva porta, etc.
A tribuna termina por um docel, no qual se lê o ano de 1776, em caracteres de tinta. Diversas molduras de pedra estão douradas.
No pavimento, ao centro, está a campa duma sepultura sem inscrição<sup>1</sup>[sic].
Ao norte da paróquia, junto das poças (presa) de Janardo existe uma edícula com a invocação do Senhor do Bomfim, de forma quadrangular, terminando em obelisco.
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Dentro vê-se o Crucuficado, cuja imagem assim como a do Senhor do Amparo, se diz terem vindo do Santuário da Peneda. Na base da cruz lê-se o ano de 1781. Sob a parede sul nasce uma fonte pública. Na parede traseira da capela-mor da igreja matriz está um brazão de armas, insculpido em pedra, bipartido ao alto, tendo em um dos campos duas varas de videira, com folhas e cachos, e noutro, seis lisonjas, como as dos Antas. Diz-se que a...
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<noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>Dentro vê-se o Crucuficado, cuja imagem assim como a do Senhor do Amparo, se diz terem vindo do Santuário da Peneda. Na base da cruz lê-se o ano de 1781.
Sob a parede sul nasce uma fonte pública.
Na parede traseira da capela-mor da igreja matriz está um brazão de armas, insculpido em pedra, bipartido ao alto, tendo em um dos campos duas varas de videira, com folhas e cachos, e noutro, seis lisonjas, como as dos Antas.
Diz-se que a antiga paroquial era no lugar da Salgueira, onde hoje está a capela de Santa Marinha.
Efectivamente, num requerimento, que se encontra encorporado no livro das «Visitações», desta freguesia, despachado pelo Visitador a 4 de Fevereiro, de 1766, diz-se que aquela capela fora-reedificada «''no adro a donde algum dia esteve esta presente Igreja'' (a actual) ''há mais de 90 anos''».
E na «''visitação''» de 5 de Junho, de 1668, feita pelo dr. Domingos Lopes Franco, foi proibido que «no adro da ''Igreja velha'', se maçasse linho e se estendesse roupa, porque isso nostrava pouca decência à ermida (de Santa Marinha) e ao lugar».
Aquela expressão - «''adro da Igreja velha''» - denuncia a tradição de ter sido anteriormente ali a Igreja paroquial.
Parece, até, que, depois da mudança, ficou a nova Igreja (a actual) sem residência perto dela, como é lícito inferir da «''visitação''» de 8 de Maio de 1695, onde o ''Visitador'' deixou consignado que «achou as casas da residência desta Igreja mui pequenas e quási incapazes de nelas morar um pároco e ''muito distantes'' da Igreja...»; pelo que ordenou ao Pároco, a escolha de novo sítio para ela o ''mais perto possível'' e que aí edificasse nova residência que, ao menos, tivesse «''uma sala, duas câmaras e uma cosinha''...»
Ora, se a antiga residência era «''muito distante da actual Igreja''» e «''estava incapaz de ser habitada''», devemos concluir que era perto da antiga Igreja, isto é, no lugar da Salgueira, próximo da capela de Santa Marinha.
Por ocasião da referida «''visitação''» de 1668, os paroquianos pediram licença para ter sacrário com Sacramento, mas não lhes foi concedida, «''por haver pouca vizinhança na Igreja e estar esta «distante» das casas''». Foi, porém, concedida em 1696, precedendo certas obras e a aquisição de paramentos, pálio, etc.
O Arcebispo D. Rodrigo de Moura Teles visitou esta Igreja a 10 de Maio de 1707<ref>«''Livro das Visitações''».</ref>.
A capela-mor foi acrescentada no tempo do abade Luís Álvares, natural da freguesia da Gavia (Melgaço), que faleceu em 1792, tendo paroquiado a freguesia de Linhares durante 47 anos. Foi sepultado, por sua disposição testamentária, no adro, detrás da capela-mor.
Tanto a reconstrução desta, como a aquisição da tribuna, foram da iniciativa daquele Pároco, que concorreu com importantes donativos. Estas duas obras estavam concluídas no ano de 1753.
O abade João Alves de Chaves, pastor desta freguesia desde 1670 até 1725, foi, afinal, expulso deste benefício por sentença, sucedendo-lhe o abade Francisco de Caldas Araújo e a este, Gonçalo J. Bacellar, em 1742.
O Arcebispo D. Rodrigo de Moura Teles não foi visitar, pessoalmente, a capela de Santa Marinha, mas mandou, e chamou-lhe - capela de Santa Marinha - ''«a velha''...»
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Parece que aí pelo 2.º quartel do século XVIII o clero desta freguesia era dum ''dandismo'' não vulgar, se tivermos de fazer juízo pelas providências tomadas pelos Visitadores, a fim de o coibir. Assim, na «''visitação''» de 14 de Setembro, de 1732, ordenou-se que os sacerdotes não usassem «''pente''» na cabeça (traziam grandes cabeleiras); e na de 5 de Dezembro, de 1736, impôs-se ao Pároco, sob graves penas, a obrigação de denunciar...
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<noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>Parece que aí pelo 2.º quartel do século XVIII o clero desta freguesia era dum ''dandismo'' não vulgar, se tivermos de fazer juízo pelas providências tomadas pelos Visitadores, a fim de o coibir.
Assim, na «''visitação''» de 14 de Setembro, de 1732, ordenou-se que os sacerdotes não usassem «''pente''» na cabeça (traziam grandes cabeleiras); e na de 5 de Dezembro, de 1736, impôs-se ao Pároco, sob graves penas, a obrigação de denunciar ao Vigário Geral os sacerdotes que usassem ''cabelo comprido'', ou ''pentes'' nele ou o ''empoassem''<ref>Este costume dos cabelos compridos, com pentes e empoados, não era privativo dos sacerdotes desta freguesia, mas quási geral, pois nas «Visitações» doutras freguesias tomou-se igual providência.</ref>.
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{{c|'''MOZELOS'''}}
{{c|'''<small>Padroeiro S. Paio.. 196 habitantes do sexo masculino e 262 do feminino: total - 458</small>'''}}
Banhada, a leste, pelo ribeiro dos Brunheiros e ao meio dia pelo rio Coura, esta freguesia, pelas cambiantes da paisagem, quedas de água e situações pitorescas, é um ''bijou''.
Topograficamente, é uma das melhormente situadas, parecendo que está abraçada ao monte da Pena, que lhe serve de anteparo. Ocupa uma bacia, e é encantador
observá-la, do alto, quando os seus milheirais, como extensos lençóis de verdura, franjados pelas curvas das estradas, lhe recortam os afolhamentos.
Casinhas brancas, muito brancas, olhando para a vila, fazem lembrar pérolas, saltitando naqueles tufos de verdura.
Produz cereais, vinho, que deve ter bastante travo por causa da abundância de águas, que a irrigam.
Os bravios e montados, posto que pouco extensos, produzem bons matos e madeiras de carvalho.
Comunica com a freguesia de Padornelo, que lhe fica a nascente, pelas pontes de Linhares e dos Brunheiros.
É abundantíssima de águas.
A estrada real n.º 24, corta-a de sul a norte e tem em construção a da Pena, que é municipal.
A igreja paroquial é espaçosa, central e está bem tratada. Sofreu, há poucos anos, importantes reparos no madeiramento, e a antiga telha foi substituida por outra, de tipo ''Marselha''.
A tribuna é antiga e o trabalho da sua talha é de muito merecimento.
O seu último pároco colado foi o Rev. Manuel António da Silva Lira<ref>Ver a freguesia de ''Parada''.</ref>, daqui natural, e agora é paroquiada pelo Rev. Artur José Durães, de Arão (Valença).
No monte da Pena, servindo-lhe de coroa, destaca-se, alvejante, a capela deste nome, que foi melhorada e aumentada a expensas do falecido Visconde de Mozelos.
A padroeira é Nossa Senhora da Assunção.
A 15 de Agosto celebra-se aqui soleníssima festividade, com vistoso e frequentado arraial, sem dúvida um dos mais luzidos destes sítios.
A torre da capela foi atingida no dia 8 de Fevereiro de 1904, por violenta descarga eléctrica, que não só lhe
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: derrubou parte, mas danificou o edifício<ref>Da torre pende pequeno, mas sonoro carrilhão.</ref>. Estes estragos foram reparados no mesmo ano e colocado um pára-raíos. Quem no dia da festa estiver no adro a observar a subida dos romeiros, tem a ideia de muitos cordões de formigas, dirigindo-se para o formigueiro. É interessante. No dia da festa costumava o falecido Visconde de Mozelos oferecer a muitos amigos e aos sacerdotes que to...
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<noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>derrubou parte, mas danificou o edifício<ref>Da torre pende pequeno, mas sonoro carrilhão.</ref>. Estes estragos foram reparados no mesmo ano e colocado um pára-raíos.
Quem no dia da festa estiver no adro a observar a subida dos romeiros, tem a ideia de muitos cordões de formigas, dirigindo-se para o formigueiro.
É interessante.
No dia da festa costumava o falecido Visconde de Mozelos oferecer a muitos amigos e aos sacerdotes que tomavam parte nela, opíparo e abundante jantar, de muitas dezenas de talheres. E, para maior comodidade dos seus convidados, levou a sua gentileza até ao ponto de mandar construir uma casa, junto do adro, adaptada a este fim e da qual se disfruta panorama delicioso.
Seus filhos estão seguindo a tradicional lição, não só pelo que toca ao explendor da solenidade, como pelo que diz respeito ao festivo e lauto banquete.
Até me consta que, ao partilharem a importante herança de seus pais, se comprometeram a servir, sucessivamente, de juízes da festividade, obrigando-se a entregar determinada quantia para este fim aquele que não quiser desempenhar tal cargo.
Ajustada maneira de evocar a memória dos progenitores.
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Lê-se nas citadas ''Inquirições'' de D. Afonso III que, dantes, se denominava esta freguesia - ''Moezellos'' e que fora doada por D. Teresa, mãe de D. Afonso Henriques, a D. Pelagio Guterrez, para este a doar, por sua vez, a Santa Maria d'Oia (convento da Galiza) e a S. Salvador de Ganfei, pela alma da doadora e dos reis futuros.
Os seus moradores iam à «''anuduva''», à «''entroviscada''» e davam de comer ao Mordomo d'El-Rei e ao Casteleiro seis vezes por mês. Os herdeiros pagavam «''loitosa''» (luctuosa).
Esta freguesía, Insalde, Parada e Formariz, pagavam certo tributo para o Castelo de Fraião - um alqueire de centeio - pelo S. Miguel. Cada morador que apascentasse o seu gado nos montados daquele Castelo, era colectado com o referido alqueire. (''Ver Foral de D. Manuel'').
O Castelo de Fraião (hoje da Furna) era propriedade da Coroa, mas o senhorio dele e seus montes foi doado a Fernão de Anes de Lima, pai do primeiro Visconde de Vila Nova de Cerveira, D. Leonel de Lima.
Segundo aquele ''Foral'', o mencionado Castelo era ''nesta mesma terra de Coira'': donde se infere que, naquele tempo, os limites deste concelho iam até Fraião e mais longe, ainda.
Esta freguesía esteve anexa à de Formariz, em tempos remotos.
{{c|---}}
A ''nobiliarchia'' courense teve grande representação nesta paróquia.
Basta recordar as nobres casas de ''Pantanhas'', ''Figueiredo'', ''Fraga'', ''Favaes'', ''Pinhão'', ''Affe'' e ''Paço''.
A de ''Pantanhas'' pertenceu a Tomás José de Figueiroa Lira e Castro, capitão da companhia de caçadores de Milicias dos Arcos, que foi casado com D. Maria Teresa Ribeiro.
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Seus pais foram o dr. Manuel António Pinheiro de Figueiroa Lira e Castro e sua mulher D. Maria Josefa Soares. O capitão Tomás de Figueiroa, supra nomeado, e sua mulher foram pais de Manuel Tomás de Figueiroa Lira e Castro, casado com sua sobrinha D. Margarida Clementina de Lima de Sousa Lira e Castro, da casa da Cordeira, em Melgaço. Manuel Tomás nasceu em 21 de Setembro de 1792, e casou em 11 de Junho, de 1839, indo receber-se à fre...
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<noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>Seus pais foram o dr. Manuel António Pinheiro de Figueiroa Lira e Castro e sua mulher D. Maria Josefa Soares.
O capitão Tomás de Figueiroa, supra nomeado, e sua mulher foram pais de Manuel Tomás de Figueiroa Lira e Castro, casado com sua sobrinha D. Margarida Clementina de Lima de Sousa Lira e Castro, da casa da Cordeira, em Melgaço.
Manuel Tomás nasceu em 21 de Setembro de 1792, e casou em 11 de Junho, de 1839, indo receber-se à freguesia de Parada.
Foi muito respeitado neste concelho não só pela sua ascendência, mas pelas suas qualidades pessoais e cargos públicos, que exerceu.
Cultivou a ciência do direito, foi advogado de provisão e o seu conselho era prudente e criterioso. As suas minutas e trabalhos forenses, quer pela essência, quer pela forma, revestiam acentuado sabor jurídico, denunciando leitura dos nossos reinícolas.
Em 1827 foi Juiz Ordinário, e, depois de 1834, exerceu o cargo de Sub-Delegado, até quási à criação da comarca.
Os empregados de justiça tinham por ele verdadeira consideração, porque Manuel Tomás era para eles valioso amigo; e as classes populares, com quem por dever de ofício estava em imediato contacto, dedicavam-lhe mais que respeito: veneração.
Faleceu em 25 de Fevereiro de 1874.
Deixou uma filha - a Snr.ª D. Henriqueta Justiniana de Figueiroa Lira e Castro, casada com o snr. Paulo de Bessa Sousa e Meneses<ref>Faleceu em Janeiro deste ano (1910).</ref>; que são pais do snr. dr. Manuel Tomás de Bessa e Meneses, actual Conservador do Registo Predial nesta comarca e considerado causídico.
Aquele Tomás José de Figueiroa Lira e Castro teve um irmão, de nome Francisco António Soares de Figueiroa Lira e Castro, que foi Capitão-mor de Melícias, agregado às Ordenanças de Coura.
Foi nomeado por Carta Régia de 12 de Novembro de 1805.
A Carta de Nobresa destes Figueiroas acha-se registada no livro dos «''Registos''», de 1799<ref>Está arquivado na Câmara Municipal.</ref>.
Os Figueiroas tiveram representação nas casas da ''Fraga'', ''Pantanhas'' e ''Pinhão''.
{{c|CASA DE FIGUEIREDO}}
D. Ana Joaquina Felícia Soares, sucessora, casou com Paulo de Bessa de Meneses, Fidalgo da Casa Real, filho de José de Bessa de Sousa e Meneses, também Fidalgo da Casa Real e de sua mulher D. Maria Josefa de Faria Gaio,
senhora da quinta e casa da ''Granja'', em Barcelos.
Tiveram:
Manuel José de Besa e Meneses, que foi casado com D. Quitéria Clementina Pereira, filha de José Gonçalves dos Santos e de sua mulher D. Josefa Pereira.
Destes, nasceram dois filhos, os snrs.:
Paulo de Bessa de Sousa e Meneses.
José de Bessa Sousa e Meneses.
Aquele está casado, como já se disse, nesta freguesia, e este reside em Barcelos, viúvo, sem sucessão.
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Os pais daquela D. Ana Felícia foram D. Maria Barbosa de Lima e seu marido Diogo Soares de Tangil, bacharel em Direito, Cavaleiro na Ordem de Cristo, senhor da quinta da ''Granja'': e seus avós D. Antónia Michaela de Araújo, casada com José Luís de Melo e Lima, filho de Frutuoso Barbosa de Lima, e de sua mulher D. Leonarda de Abreu de Lima, da nobre casa de ''Boi-a-monte'', em Formariz. {{c|CASA DO PAÇO D'AFFE}}<ref>Pertence hoje ao E...
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<noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>Os pais daquela D. Ana Felícia foram D. Maria Barbosa de Lima e seu marido Diogo Soares de Tangil, bacharel em Direito, Cavaleiro na Ordem de Cristo, senhor da quinta da ''Granja'': e seus avós D. Antónia Michaela de Araújo, casada com José Luís de Melo e Lima, filho de Frutuoso Barbosa de Lima, e de sua mulher D. Leonarda de Abreu de Lima, da nobre casa de ''Boi-a-monte'', em Formariz.
{{c|CASA DO PAÇO D'AFFE}}<ref>Pertence hoje ao Ex.<sup>mo</sup> Snr. João Joaquim Pereira Teles de Meneses, sobrinho da mulher de José Brandão Pereira de Castro, creio que por título de herança testamentaria.</ref>
É muito antiga, pois dela e da antecedente, dão noticia os ''Nobiliários''.
José Brandão Pereira de Castro, 5.º morgado ''d'Affe'', foi casado, em primeiras núpcias, com D. Efigénia da Cunha de Andrade e Sousa, da casa de ''Quintão'', filha do Dr. Manuel da Cunha Andrade e Sousa. Não tiveram sucessão. Em segundas núpcias, o dito José Brandão casou com D. Joaquina de Meneses Montenegro, de quem teve dois filhos e uma filha, que morreram muito novos.
Os pais dele foram António Brandão Pereira de Castro, casado com D. Isabel da Gama, e seus avós José Brandão Pereira de Castro, instituidor do morgadio na casa de Affe, com seus irmãos António e Félix, que foi casado com D. Ana Maria Ramos, procedente de Insalde.
António Brandão Pereira de Castro, supra, foi coronel de Infantaria.
E seus visavós foram Geraldo Freire Brandão, casado com D. Leonarda de Castro de Andrade, filha de Baltasar de Castro de Andrade e de sua mulher D. Maria Barbosa, filha de Belchior Barbosa, senhor da casa do ''Casal'', em Formariz.
Terceiros avós: José Brandão Pereira de Castro, casado com D. Juliana Barbosa, filha de Frutuoso Barbosa da Cunha e de sua mulher D. Perpétua de Araújo: ele da casa de ''Figueiredo'', e ela filha, bastarda, de Narciso Araújo, abade da freguesia de Padreiro (Arcos), que a perfilhou, e foram senhores da casa do Cobelo, em Ferreira, onde mandaram construir a capela de Nossa Senhora do Desterro<ref>A casa e Paço de Affe foi primitivamente num sítio diverso do que ocupa actualmente. (Ms., inédito, do dr. Manuel da Cunha Andrade e Sousa).</ref>.
{{c|CASA DE FAVAES}}
António Nogueira Brandão, sucessor, casou com sua prima D. Custódia de Barbosa, filha de Manuel de Araújo, escrivão e proprietário no concelho de Coura, senhor da casa de Vermoim, em Castanheira, e de sua mulher D. Margarida de Barbosa, filha, bastarda, de Gabriel Barbosa da Cunha, abade de Mozelos.
Seus pais: D. Faustina Barbosa da Cunha, casada com o dr. António Nogueira Brandão, formado em direito e advogado em Coura.
António Nogueira Brandão teve, além de outras, uma irmã, chamada D. António Luísa Brandão, que foi casada
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<noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>Os pais daquela D. Ana Felícia foram D. Maria Barbosa de Lima e seu marido Diogo Soares de Tangil, bacharel em Direito, Cavaleiro na Ordem de Cristo, senhor da quinta da ''Granja'': e seus avós D. Antónia Michaela de Araújo, casada com José Luís de Melo e Lima, filho de Frutuoso Barbosa de Lima, e de sua mulher D. Leonarda de Abreu de Lima, da nobre casa de ''Boi-a-monte'', em Formariz.
{{c|CASA DO PAÇO D'AFFE<ref>Pertence hoje ao Ex.<sup>mo</sup> Snr. João Joaquim Pereira Teles de Meneses, sobrinho da mulher de José Brandão Pereira de Castro, creio que por título de herança testamentaria.</ref>}}
É muito antiga, pois dela e da antecedente, dão noticia os ''Nobiliários''.
José Brandão Pereira de Castro, 5.º morgado ''d'Affe'', foi casado, em primeiras núpcias, com D. Efigénia da Cunha de Andrade e Sousa, da casa de ''Quintão'', filha do Dr. Manuel da Cunha Andrade e Sousa. Não tiveram sucessão. Em segundas núpcias, o dito José Brandão casou com D. Joaquina de Meneses Montenegro, de quem teve dois filhos e uma filha, que morreram muito novos.
Os pais dele foram António Brandão Pereira de Castro, casado com D. Isabel da Gama, e seus avós José Brandão Pereira de Castro, instituidor do morgadio na casa de Affe, com seus irmãos António e Félix, que foi casado com D. Ana Maria Ramos, procedente de Insalde.
António Brandão Pereira de Castro, supra, foi coronel de Infantaria.
E seus visavós foram Geraldo Freire Brandão, casado com D. Leonarda de Castro de Andrade, filha de Baltasar de Castro de Andrade e de sua mulher D. Maria Barbosa, filha de Belchior Barbosa, senhor da casa do ''Casal'', em Formariz.
Terceiros avós: José Brandão Pereira de Castro, casado com D. Juliana Barbosa, filha de Frutuoso Barbosa da Cunha e de sua mulher D. Perpétua de Araújo: ele da casa de ''Figueiredo'', e ela filha, bastarda, de Narciso Araújo, abade da freguesia de Padreiro (Arcos), que a perfilhou, e foram senhores da casa do Cobelo, em Ferreira, onde mandaram construir a capela de Nossa Senhora do Desterro<ref>A casa e Paço de Affe foi primitivamente num sítio diverso do que ocupa actualmente. (Ms., inédito, do dr. Manuel da Cunha Andrade e Sousa).</ref>.
{{c|CASA DE FAVAES}}
António Nogueira Brandão, sucessor, casou com sua prima D. Custódia de Barbosa, filha de Manuel de Araújo, escrivão e proprietário no concelho de Coura, senhor da casa de Vermoim, em Castanheira, e de sua mulher D. Margarida de Barbosa, filha, bastarda, de Gabriel Barbosa da Cunha, abade de Mozelos.
Seus pais: D. Faustina Barbosa da Cunha, casada com o dr. António Nogueira Brandão, formado em direito e advogado em Coura.
António Nogueira Brandão teve, além de outras, uma irmã, chamada D. António Luísa Brandão, que foi casada
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: com Mateus da Silva, comerciante na vila de Paredes de Coura. Teve sucessão. {{c|---}} Não devemos fechar o ligeiro esboço desta freguesia sem lembrar o nome dum filho seu, que está vinculado à criação desta comarca: foi o Visconde de Mozelos. Se a sua memória não tivesse outros títulos, que os tem, a impô-la à veneração dos seus conterrâneos, bastaria ter sido ele a ''alma-mater'' daquele importante melhoramento. Registo, pois, o...
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<noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>com Mateus da Silva, comerciante na vila de Paredes de Coura. Teve sucessão.
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Não devemos fechar o ligeiro esboço desta freguesia sem lembrar o nome dum filho seu, que está vinculado à criação desta comarca: foi o Visconde de Mozelos.
Se a sua memória não tivesse outros títulos, que os tem, a impô-la à veneração dos seus conterrâneos, bastaria ter sido ele a ''alma-mater'' daquele importante melhoramento.
Registo, pois, o seu nome com reconhecimento, por ter promovido a nossa emancipação judicial; e à sua memória consagro esta página - pobre homenagem póstuma, ditada pelo eminente serviço por ele prestado aos povos deste
concelho.
José Luís Nogueira, primeiro Visconde de Mozelos, não teve, a doirar-lhe o berço, os pergaminhos de heráldica nobreza, senão os cânticos suaves do trabalho, modulados por seus pais, modestos e honrados lavradores.
Nobilitou-se a si próprio na grande escola da luta pela vida, à luz das ideias ditadas pelo século passado, sobre a verdadeira grandeza do homem.
José Luís Nogueira, em criança, não soube o que eram confortos, nem experimentou os flácidos leitos de riqueza.
Nasceu em 29 de Setembro, de 1822; e, tendo apenas 12 anos, embarcou para o Brasil, sedutor e vasto campo de aprendizagem, para quem leva no espirito a noção do trabalho.
Lá moirejou dezassete anos, e, em 1851, estava de regresso à pátria, para refazer-se da longa nostalgia do exílio voluntário, tendo realizado regular fortuna.
Em 27 de Setembro, de 1860, casou, na Sé de Braga, com D. Josefa Cândida da Silva Veiga, filha mais velha do Comendador José António da Silva Veiga, de Valença.
Educada no colégio das Ursulinas, daquela cidade, a Viscondessa de Mozelos foi o anjo tutelar do lar doméstico, concretisando, na sua maior altura, a dupla e simpática feição de esposa e mãe.
Ajustava-lhes bem o conceito bíblico: «''duo in carne una''».
O Visconde, judicioso e prudente administrador, facilmente fez medrar a sua fortuna, elevando-a a centenas de contos.
E é de inteira justiça assinalar, que nem a desalmada agiotagem, nem as lágrimas da orfandade ou o luto da viúvez, entraram, com a mínima parcela, no acréscimo desta fortuna. Antes, algumas vezes, a sua generosidade não deixou entrar nos seus cofres quantiosas verbas, legitimadas pela boa fé dos contratos e até tituladas.
De trato afável e nada cerimonioso, era facilmente acessível e obsequiador.
Ainda novo, foi-lhe conferida a Comenda da Conceição, por Carta régia de 28 de Março de 1855, sendo regente do reino El-Rei D. Fernando. Mais tarde, foi agraciado, por El-Rei D. Luís, com o título de 1.º Visconde de Mozelos, por
Carta régia de 28 de Agosto de 1884.
Faleceu em 29 de Dezembro de 1893.
Do seu consórcio houve estes filhos:
Srs.: José Maria Nogueira, formado em direito, Augusto César Nogueira, bacharel em direito, António Cândido Nogueira, formado em direito e Governador Civil de Viana do Castelo e Júlio Cândido Nogueira.<noinclude></noinclude>
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Ruiaraujo1972
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Também foi natural desta freguesia Francisco António de Mozelos Costa, mestre na sua Ordem. No ano de 1811 publicou um opúsculo com poesias dedicadas ao Bispo do Porto, lord Welington, general Silveira e general Trant, sob título de «''Lyras patrioticas''». {{c|---}} {{c|'''PADORNELO'''}} {{c|'''<small>Orago Santa Marinha População 694 habitantes, sendo 290 do sexo masculino e 404 do feminino</small>'''}} Tem exposição ao sul e pr...
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<noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>Também foi natural desta freguesia Francisco António de Mozelos Costa, mestre na sua Ordem.
No ano de 1811 publicou um opúsculo com poesias dedicadas ao Bispo do Porto, lord Welington, general Silveira e general Trant, sob título de «''Lyras patrioticas''».
{{c|---}}
{{c|'''PADORNELO'''}}
{{c|'''<small>Orago Santa Marinha População 694 habitantes, sendo 290 do sexo masculino e 404 do feminino</small>'''}}
Tem exposição ao sul e produz cereais e algum vinho.
A sua igreja paroquial é muito acanhada e carece de dependências.
Em compensação, a capela do ''Ecce-Homo'', levantada a meio do lugar dos Tojais, desta freguesia, é uma bela construção, não só pela sua largueza, como pelo arranjo e arquitectura.
A frontaria, lavrada em cantaria de bom granito, é muito distinta, e o campanário, esbelto, bem proporcionado, atirando a sua alta flecha para o espaço, é sem dúvida, o primeiro deste concelho.
Tem pára-raios, aí colocado no ano de 1891, que importou em 161$000 réis.
A construção desta capela começou em 1776<ref>No ''Minho Pitoresco'' diz-se que foi começada em 1779. É erro. Neste ano devia, talvez, ser aberta ao culto.</ref>, por iniciativa do Padre António Pedro Alves, tio do snr. Padre
António José Barbosa, desta freguesia.
O Padre António Pedro foi incansável neste trabalho e para ocorrer às grandes despesas da obra, promoveu uma subscrição importante, visto não haver fundos disponíveis para ela.
-- imagem --
Capela e cruzeiro do Ecce-Homo (Padornelo)
O mestre pedreiro foi João Rodrigues, do lugar do Engilde, freguesia de Infesta.
A torre foi construida em 1871 pelo mestre António Manuel Góis de Melo, de Lanhelas (Caminha) e importou em 1:495$000 réis.<noinclude></noinclude>
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Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/256
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Ruiaraujo1972
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: Tem confraria, boas alfaias de prata e asseados paramentos. No dia 25 de Julho celebra-se aqui importante festividade, com arraial, na véspera, muito concorrido. Em redor do adro realiza-se a ''feira de Padornelo'', a segunda, em importância, do concelho. É banhada esta freguesia, a poente, pelo ribeiro de Insalde, também conhecido por ribeiro de Lagido, dos Brunheiros, etc., conforme os sítios por onde passa. Está nesta freguesia...
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<noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>Tem confraria, boas alfaias de prata e asseados paramentos.
No dia 25 de Julho celebra-se aqui importante festividade, com arraial, na véspera, muito concorrido.
Em redor do adro realiza-se a ''feira de Padornelo'', a segunda, em importância, do concelho.
É banhada esta freguesia, a poente, pelo ribeiro de Insalde, também conhecido por ribeiro de Lagido, dos Brunheiros, etc., conforme os sítios por onde passa.
Está nesta freguesia a larga quinta do snr. dr. António Nogueira (''Cfr. cap. XV'').
A família dos ''Varajões'' tem aqui o seu solar.
Foi natural desta freguesia Gonçalo de Caldas Pereira, filho de Rui Gonçalves, moço de Câmara d'El-Rei, e de sua mulher D. Inês de Caldas, (''Cfr. cap. XXV, n.º 13.º'').
Expedicionou, voluntariamente, para a India em 1597, o que lhe valeu o foro de Fidalgo, dado por Filipe II.
Andava acesa a guerra naquele Estado com diversos potentados, que se agravou com a vinda do pirata ''Cunhale'', pois este levou a sua audácia a construir uma fortaleza nas terras do Samuri, de Calicut.
Era indispensável reprimir-lhe os ímpetos e sobretudo dar-lhe uma lição.
Foi confiado esse encargo ao capitão André Furtado de Mendonça, sendo acompanhado pelo nosso valente conterrâneo Gonçalo de Caldas Pereira, que morreu, batendo-se contra o pirata, selando com o seu sangue a gloriosa
bandeira da Pátria.
Digna mortalha dum soldado!!<ref>«''Voz de Coura''», n.º 96.</ref>
Nas «''Inquirições''», de D. Afonso III, faz-se uma referência ao monte de S. Tiago, desta freguesia, assinalando-se-lhe os limites, e acrescenta-se que neste monte «está uma ermida dedicada àquele santo». Ainda se conserva lá e
vê-se que é muito antiga.
Também se faz menção da «''mamoa''» do Ranhadouro («Ranadoyro»).
Muitos casais pagavam «''fossadeira''», iam à «''anuduva''», à «''entroviscada''», davam de comer ao Mordomo e pagavam «''luctuosa''» a El-Rei.
No Foral de D. Manuel diz-se que os herdeiros de Rui da Cal pagavam uma «''avença''» pelo terreno de S. Tiago.
A palavra - Padornelo, - ou antes - Padronelo - é diminutivo de - Padrão<ref>Pinho Leal, vol. 6.º, pág. 404, col. 1.ª.</ref>.
O seu anterior pároco colado foi o Reverendo Manuel António F. da Silva Lira, natural de Mozelos, e o actual é o Reverendo Casimiro Rodrigues de Sá, natural de Parada (''Cfr. Parada'').
{{c|---}}
{{c|'''PARADA'''}}
{{c|'''<small>Oraga S. Pedro Fine. Conta 482 habitantes, sendo 224 do sexo masculino e 258 do feminino</small>'''}}
Nas «''Inquirições''», de D. Afonso III, denomina-se - «''S. Fins de Várzea''».
*''Várzea''» aínda é hoje um dos lugares mais importantes desta freguesia.
Foi vigararia da Mitra e, depois, das freiras de S. Bento, de Viana do Castelo.
{{rule}}<noinclude></noinclude>
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Página:No Alto Minho Paredes de Coura.pdf/257
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Ruiaraujo1972
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: A sua Igreja, com quanto bem reparada, é de construção simples, mas a situação é muito incómoda para a maior parte da população, por estar no alto da freguesia ao nascente. Muito convinha apropriar a capela de Nossa Senhora das Dores, que é central, a matriz. A freguesia está dependurada na encosta do monte, voltada ao poente. É solhosa, sàdia e varrida dos ventos: produz cereais e algum, pouco, vinho. Tem abundância de lenhas, madeir...
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="1" user="Ruiaraujo1972" /></noinclude>A sua Igreja, com quanto bem reparada, é de construção simples, mas a situação é muito incómoda para a maior parte da população, por estar no alto da freguesia ao nascente. Muito convinha apropriar a capela de Nossa Senhora das Dores, que é central, a matriz.
A freguesia está dependurada na encosta do monte, voltada ao poente. É solhosa, sàdia e varrida dos ventos: produz cereais e algum, pouco, vinho. Tem abundância de lenhas, madeiras de carvalho e extensos montados e bravios.
Os seus caminhos são íngremes, dando péssimo trânsito.
Há três capelas públicas: a das ''Dores'', já mencionada, a de ''S. Gonçalo'', e a de ''S. Tiago'', nos sítios destes nomes.
A primeira é vistosa e pitoresca, descobrindo-se do seu adro um panorama surpreendente, talvez dos mais sugestivos do concelho.
A segunda, de acanhadas dimensões, está colocada junto do pontão de S. Gonçalo, sobre o regato que desce da lagoa de Lamas, na margem esquerda. Não tem importância. É antiquíssima.
Há nesta capela um cálix de prata, distinto pelo formato e como trabalho de ourivesaria.
Diz a tradição que fora oferecido à capela por uma raínha portuguesa, que fizera voto de dar a todas as capelas da invocação de S. Gonçalo um cálix, entre as quais foi contada esta.
A terceira, que, como a antecedente, não passa duma ermida, está embrenhada no meio de fechadas e umbrosas devesas no monte de S. Tiago, isolada de povoações, nos limites desta freguesia e de Padornelo, ao norte<ref>Há uns 25 a 30 anos apareceu uma loba parida entre umas fragas, próximo da capela. Foram-lhe retirados os cachorros, de poucos dias, sendo eu presenteado com um.</ref>.
No dia 25 de Julho costuma festejar-se nela o seu padroeiro, cujo local, aprasível, fresco e coberto pelo docel da ramaria dos carvalhos, se anima pela concorrência dos povos de diferentes freguesias.
O penúltimo pároco colado nesta igreja de Parada, foi o Reverendo José Luís Álvares de Sousa, de Valadares.
Era muito ilustrado e cultivava o estudo das línguas por gosto, sendo versado na latina, francesa, e castelhana: conhecia também o grego e o hebreu.
O último foi o Reverendo Manuel António Fernandes da Silva Lira, de Mozelos.
Este fez no liceu de Braga o curso de preparatórios, em que foi distinto, sendo o aluno mais laureado do seu tempo. No seminário da mesma cidade, onde frequentou o curso trienal, foi, dos seus discípulos, o mais classificado. Morreu novo, estando a paroquiar a freguesia de Padornelo.
{{c|---}}
Houve aqui uma casa fidalga e muito antiga, chamada da ''Igreja''.
Foi construida em 1569<ref>«Resumo genealógico», do dr. Manuel da Costa Andrade Sousa, manuscrito inédito, em meu poder.</ref>.
Aí nasceu e foi senhor dela Henrique de Caldas Ledo Bacelar, Cavaleiro da Ordem de Cristo e Juiz ordinário neste concelho, filho de António Barros Freire Bacelar e de sua mulher D. Ana Soares de Lençóis, que nasceu na casa
do Paço, em Ferreira, no ano de 1646.
Pela parte paterna, era Henrique Bacelar neto de João de Barros Bacelar e de sua mulher D. Isabel de Faria
517<noinclude></noinclude>
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Página:Revista do Instituto Archeologico e Geographico Pernambucano, Tomo XI (1904).pdf/103
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/* !Páginas revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: [[File:Revista do Instituto Archeologico e Geographico Pernambucano, Tomo XI (1904) (page 103 crop).jpg|centro|400px]] {{t2|O ASSEDIO DO RECIFE}} {{c|EM}} {{t2|'''1821'''}} {{rule|5em}} {{c|( Impressões duma senhora ingleza )}} {{dhr|2}} {{rule|5em}} {{dhr}} Um dos episodios mais brilhantes da historia de Pernambuco, tão opulenta em fastos gloriosos, é sem duvida o nobre e fecundo movimento revolucionario que, rebentando em Goyanna em...
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>[[File:Revista do Instituto Archeologico e Geographico Pernambucano, Tomo XI (1904) (page 103 crop).jpg|centro|400px]]
{{t2|O ASSEDIO DO RECIFE}}
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{{c|( Impressões duma senhora ingleza )}}
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{{dhr}}
Um dos episodios mais brilhantes da historia de Pernambuco, tão opulenta em fastos gloriosos, é sem duvida o nobre e
fecundo movimento revolucionario que, rebentando em Goyanna em fins de Agosto de 1821, determinou dous mezes apóz a
retirada do Governador Luiz do Rego Barreto, a quem desde
1817 a corte do Rio de Janeiro confiára os destinos da então
provincia.
Felippe Mena Callado da Fonseca, num opusculo hoje bastante escasso, pelo que brevemente será reeditado nestas paginas, historiou do lado dos insurgentes as curiosas peripecias daquelle drama politico-militar, cuja scena principal foi o assedio do Recife; Luiz do Rego, por sua vez, na ''Memoria''<noinclude>{{right|12}}</noinclude>
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Página:Revista do Instituto Archeologico e Geographico Pernambucano, Tomo XI (1904).pdf/104
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/* !Páginas revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: ''Justificativa'' que publicou em Lisboa no anno de 1822, relatou os successos de accordo com a defeza dos seus actos. Ambos, porém, peccam pelo espirito de partidarismo violento que animava os seus autores e, apezar de muito apreciaveis como depoimentos de testemunhas presenciaes, não podem deixar de, em muitos pontos, provocar suspeitas, attento o caracter official e a intima intervenção que, no desenrolar dos acontecimentos, tiveram o...
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rh|90|REV. DO INST. ARCH. É GÉOG. PERN.|borda_inferior=sim}}</noinclude>''Justificativa'' que publicou em Lisboa no anno de 1822, relatou
os successos de accordo com a defeza dos seus actos.
Ambos, porém, peccam pelo espirito de partidarismo violento que animava os seus autores e, apezar de muito apreciaveis
como depoimentos de testemunhas presenciaes, não podem
deixar de, em muitos pontos, provocar suspeitas, attento o caracter official e a intima intervenção que, no desenrolar dos
acontecimentos, tiveram o trefêgo secretario da ''Junta de''
''Goyanna'' e o desadorado proconsul portuguez. Por estes motivos erémos ser de subido interesse a divulgação das impressões
de pessoa inteiramente alheia as paixões politicas dos narradores acima mencionados ; pessoa que, favoravel á causa dos
independentes, manteve estreitas relações de amizade com o seu
contendor, e tinha ainda a recommendal-a, como apta a penetrar
no intimo dos acontecimentos, a perspicuidade propria do sexo
feminino.
Justamente no momento critico do inicio das operações
bellicas, quando fechado o sitio do Recife as vanguardas adversas travavam as primeiras escaramuças, aportou á cidade obsidionada a fragata ingleza ''Doris'', do commando do capitão T.
Graham. Vinha tambem a bordo a esposa do mesmo official
Mrs. Maria Graham, senhora distinctissima sob todos os aspectos e igualmente muito apreciada como escriptora.
A fragata demorou-se no porto do Recife de 21 de Setembro a 14 de Outubro de 1821, e durante este espaço de tempo
Mrs. Graham teve opportunidade de visitar demoradamente a
cidade e os seus arredores, notar os habitos e costumes dos habitantes, frequentar o palacio do governador e o quartel general dos insurgentes, confabulando com igual urbanidade com
os sitiados e os sitiantes, colhendo por toda a parte observações
interessantes logo registradas no seu diario de viagem, no dizer
de Oliveira Lima, escripto com aquella propriedade de expressão e sentimento de paizagem que os inglezes tanto possuem.
Deste seu ''Journal of a voyage to Brazil'', impresso em Londres no anno de 1824, traduzimos as seguintes paginas relativas a Pernambuco, acompanhando-as das gravuras do original e de mais duas, pertinentes ao assumpto, extrahidas da obra do pintor allemão Mauricio Rugendas, intitulada ''{{começo de palavra hifenizada|Male|Malerische}}''<noinclude></noinclude>
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Página:Revista do Instituto Archeologico e Geographico Pernambucano, Tomo XI (1904).pdf/105
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/* !Páginas revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: ''{{término de palavra hifenizada|rische|Malerische}} Reise in Brasilien'' e apparecida, em 1835, em Muelhausen. Eʼ sobretudo notavel a imparcialidade que preside a todas as suas apreciações dos homens e das cousas, a serena amenidade dos seus juizos e o vivo colorido com que descreve as maravilhas da nossa natureza. Acompanhemol-a, pois, desde que, curiosa e inquieta, lobrigon numa borrascosa manhã, surgindo vagamente do mar agitado, as...
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rh||REV. DO INST. ARCH. E GEOG. PERN.|91|borda_inferior=sim}}</noinclude>''{{término de palavra hifenizada|rische|Malerische}} Reise in Brasilien'' e apparecida, em 1835, em Muelhausen.
Eʼ sobretudo notavel a imparcialidade que preside a todas
as suas apreciações dos homens e das cousas, a serena amenidade dos seus juizos e o vivo colorido com que descreve as maravilhas da nossa natureza.
Acompanhemol-a, pois, desde que, curiosa e inquieta,
lobrigon numa borrascosa manhã, surgindo vagamente do mar
agitado, as plagas pernambucanas, até quando, grata e saudosa,
lhes disse adeus por uma noute feerica de plenilunio.
{{dhr}}
{{rule|3em}}
{{dhr}}
''Sexta-feira, 21 de Setembro de 1821.'' — Emfim estamos á
vista da costa do Brasil, que é aqui baixa e verdejante, cerca de
dous gráos ao norte da ponta primeiramente descoberta por
Vincente Pinzon em 1500 <ref>Cabral foi o primeiro a tomar posse do paiz, a quem chamou
de —Terra da Santa Cruz—, para a corôa de Portugal ; Amerigo
Vespucci, em 1504, denominou-o Brasil, devido á madeira deste
nome.{{right|N. da A.}}</ref>.
O tempo está muito tormentoso e o mar muito grosso ;
estamos ancorados a proximamente oito milhas de Olinda, a
capital de Pernambuco, em quinze braças de fundo ; conquanto
tenhamos disparado mais de um tiro de peça pedindo um pratico, não ha signal da vinda de algum.
''Sabbado, 22 de Setembro.'' — Aʼs nove horas da manhã o intendente da marinha deste lugar veio a bordo com o capitão do porto, e o navio foi por este pilotado ao ancoradouro, distante cerca de tres milhas da cidade e con oito braças de fundo. A amarração é inteiramente desabrigada e o mar continúa muito encapellado. Não admira não tenham ouvido e respondido os tiros disparados a noute passada. Mr. Dancer, que foi enviado á terra com officios ao governador e ao consul inglez em exercicio, encontrou o lugar em estado de sitio, e regressou em companhia do coronel Patronhe <ref>Era o coronel João Antonio Patrone.
{{right|N. do T.}}</ref>, ajudante de campo do gover-<noinclude>{{smallrefs}}</noinclude>
mxjdz56air800hbkpnwj84m61zle46g
Página:Revista do Instituto Archeologico e Geographico Pernambucano, Tomo XI (1904).pdf/106
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/* !Páginas revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: nador, o qual nos fez do presente estado de Pernambuco a descripção seguinte : Alem das manifestas tendencias revolucionarias, que sabiamos de ha muito existirem no Brasil, havia tambem certa rivalidade entre portuguezes e brasileiros, que recentes acontecimentos avolumaram em não pequena escala. A 29 de Agosto, cerca de 600 homens da milicia e outras forças indigenas tomaram posse da villa de Goyanna, um dos principaes lugares da capitan...
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rh|92|REV. DO INNT. ARCH. E GEOG. PERN.|borda_inferior=sim}}</noinclude>nador, o qual nos fez do presente estado de Pernambuco a descripção seguinte :
Alem das manifestas tendencias revolucionarias, que sabiamos de ha muito existirem no Brasil, havia tambem certa rivalidade entre portuguezes e brasileiros, que recentes acontecimentos avolumaram em não pequena escala. A 29 de Agosto, cerca de 600 homens da milicia e outras forças indigenas tomaram posse da villa de Goyanna, um dos principaes lugares da capitania, e, penetrando á força na casa da camara, alli declararam terminado o governo de Luiz do Rego. Procederam em seguida á eleição dum governo provisorio para Goyanna, incumbido de agir enquanto a capital da provincia não estivér em condições de estabelecer uma junta constitucional ; no intuito de precipitar este acontecimento elles têm rennido tropas de toda a qualidade, entre as quaes varias companhias de ''Caçadores'' que desertaram de Luiz do Rego ; com estas forças, tal qual são, marcharam em direcção a Pernambuco e, a noute passada atacaram os dous pontos principaes: Olinda, ao norte — este em quatro lugares— e Afogados, ao sul. Foram, todavia, repellidos pelas tropas reaes commandadas pelo governador com perda de quatorze mortos e 35 prisioneiros, havendo entre os realistas {{ilegível}} feridos. Hoje pela manhã augmentou o panico dos habitantes da cidade devido a terem sido encontrados varios individos armados occultos nas torres das igrejas, para onde haviam conduzido diversas cabides dʼarmas. Luiz do Rego é um soldado e dedicado á cauza real ; servio por muito tempo exercito inglez em Portugal e na Hespanha, e, se não me engano, distinguio-se no cerco de S. Sebastião; é um homem assaz severo e, especialmente entre os soldados, mais temido do que querido. Grande parte do regimento de ''Caçadores'' abandonou-o para juntar-se aos patriotas e formou o corpo mais eficiente do ataque da noute passada. Os habitantes da cidade foram encorporados na milicia e estão toleravelmente armados e exercitados. A cidade está regularmente provida de farinha de mandioca, carne {{ilegível}} e peixe salgado ; mas, os sitiantes impedem a entrada de quaesquer refrescos. Todas as lojas estão fechadas e os generos alimenticios são escassos e caros. A maioria das pessoas que tem possuidos de valor, em baixellas e joias, fizeram-nos encaixotar e depo-<noinclude></noinclude>
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Erick Soares3
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rh|92|REV. DO INST. ARCH. E GEOG. PERN.|borda_inferior=sim}}</noinclude>nador, o qual nos fez do presente estado de Pernambuco a descripção seguinte :
Alem das manifestas tendencias revolucionarias, que sabiamos de ha muito existirem no Brasil, havia tambem certa rivalidade entre portuguezes e brasileiros, que recentes acontecimentos avolumaram em não pequena escala. A 29 de Agosto, cerca de 600 homens da milicia e outras forças indigenas tomaram posse da villa de Goyanna, um dos principaes lugares da capitania, e, penetrando á força na casa da camara, alli declararam terminado o governo de Luiz do Rego. Procederam em seguida á eleição dum governo provisorio para Goyanna, incumbido de agir enquanto a capital da provincia não estivér em condições de estabelecer uma junta constitucional ; no intuito de precipitar este acontecimento elles têm rennido tropas de toda a qualidade, entre as quaes varias companhias de ''Caçadores'' que desertaram de Luiz do Rego ; com estas forças, tal qual são, marcharam em direcção a Pernambuco e, a noute passada atacaram os dous pontos principaes: Olinda, ao norte — este em quatro lugares— e Afogados, ao sul. Foram, todavia, repellidos pelas tropas reaes commandadas pelo governador com perda de quatorze mortos e 35 prisioneiros, havendo entre os realistas {{ilegível}} feridos. Hoje pela manhã augmentou o panico dos habitantes da cidade devido a terem sido encontrados varios individos armados occultos nas torres das igrejas, para onde haviam conduzido diversas cabides dʼarmas. Luiz do Rego é um soldado e dedicado á cauza real ; servio por muito tempo exercito inglez em Portugal e na Hespanha, e, se não me engano, distinguio-se no cerco de S. Sebastião; é um homem assaz severo e, especialmente entre os soldados, mais temido do que querido. Grande parte do regimento de ''Caçadores'' abandonou-o para juntar-se aos patriotas e formou o corpo mais eficiente do ataque da noute passada. Os habitantes da cidade foram encorporados na milicia e estão toleravelmente armados e exercitados. A cidade está regularmente provida de farinha de mandioca, carne {{ilegível}} e peixe salgado ; mas, os sitiantes impedem a entrada de quaesquer refrescos. Todas as lojas estão fechadas e os generos alimenticios são escassos e caros. A maioria das pessoas que tem possuidos de valor, em baixellas e joias, fizeram-nos encaixotar e depo-<noinclude></noinclude>
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Autor:Maria Graham
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Erick Soares3
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[[Ajuda:SEA|←]] nova página: {{Autor/v2 | InicialUltimoNome =M | nome = Maria Graham | MiscBio = '''Maria Graham''' foi uma pintora, desenhista, escritora e historiadora britânica. }} ==Obra== *{{livro digitalizado|Revista do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano/11/O Assedio do Recife em 1821|Revista do Instituto Archeologico e Geographico Pernambucano, Tomo XI (1904).pdf|O Assedio do Recife em 1821}}, traduzido por Autor:Alfredo de C...
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{{Autor/v2
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| nome = Maria Graham
| MiscBio = '''Maria Graham''' foi uma pintora, desenhista, escritora e historiadora britânica.
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==Obra==
*{{livro digitalizado|Revista do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano/11/O Assedio do Recife em 1821|Revista do Instituto Archeologico e Geographico Pernambucano, Tomo XI (1904).pdf|O Assedio do Recife em 1821}}, traduzido por [[Autor:Alfredo de Carvalho|Alfredo de Carvalho]]
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}}
==Obra==
*{{livro digitalizado|Revista do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano/11/O Assedio do Recife em 1821|Revista do Instituto Archeologico e Geographico Pernambucano, Tomo XI (1904).pdf|O Assedio do Recife em 1821}}, traduzido por [[Autor:Alfredo de Carvalho|Alfredo de Carvalho]]
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Erick Soares3
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/* Obra */
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{{Autor/v2
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| MiscBio = '''Maria Graham''' foi uma pintora, desenhista, escritora e historiadora britânica.
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==Obra==
*{{livro digitalizado|Revista do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano/11/O Assedio do Recife em 1821|Revista do Instituto Archeologico e Geographico Pernambucano, Tomo XI (1904).pdf|O Assedio do Recife em 1821}}, traduzido por [[Autor:Alfredo de Carvalho|Alfredo de Carvalho]]
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