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Hino do município de Belford Roxo
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wikitext
text/x-wiki
{{hino
|obra=Velho Brejo (novo hino da Prefeitura de [[w:Belford Roxo|Belford Roxo]])
|letra e melodia:
Dinoel Sampaio e Sérgio Fonseca
|notas= Reescrita para representar Belford Roxo nos dias atuais.
}}
(Repetir 2 vezes)
<poem>
Belford Roxo, Belford Roxo!
Onde o sol sempre nasceu sorrindo
Como invejo a tua gente
Essa gente tão querida,
Tão guerreira e tão valente.
Essa gente que progride
Que trabalha, que estuda
Essa gente que decide
O que é bom para o lugar.
Que trabalha e não muda
Na luta, não se divide
Belford Roxo em sua arte
Sou parte da tua parte
Sou vida da sua vida.
A canoa dos baixios
De teus rios de outros cais
Terra boa de outras eras
Primavera, laranjais.
Teu destino, tua história
Na memória dos avós
Faz o hino que te oferto
Céu aberto sobre nós.
Faz o hino que te oferto
Céu aberto sobre nós.
</poem>
[[Categoria:Hinos do Rio de Janeiro|Belford Roxo]]
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Hino do município de Vitorino Freire
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{{hino
|obra=Hino do município de [[w:Vitorino Freire|Vitorino Freire]]
|letra por= Enoch Edson Figueiredo
|melodia por= Enoch Edson Figueiredo
|notas=
}}
<poem>
Batalhando pela grandeza da terra
A luta na inspira tanto horror
E conquistando os louros dessa guerra
A batalha foi um sonho de primor.
''Batalhar! Batalhar! Batalhar!''
''Batalhar! Batalhar! E trabalhar,''
''Trabalhar pela grandeza da terra''
''É o lema guerra do povo de cá.''
Nossos corações esquecem o passado
O trágico sentimento de rancor
Fincando este episódio retratado
No estandarte da paz do nosso amor
''Batalhar! Batalhar! Batalhar!''
''Batalhar! Batalhar! E trabalhar,''
''Trabalhar pela grandeza da terra''
''É o lema guerra do povo de cá.''
E sonhando com o passado da guerra
Nosso espírito interpreta gloriosamente
O gingante que em seus olhos se encerram
A bravura e a tradição de nossa gente.
''Batalhar! Batalhar! Batalhar!''
''Batalhar! Batalhar! E trabalhar,''
''Trabalhar pela grandeza da terra''
''É o lema guerra do povo de cá.''
Neste lema o povo vitorinense
Uma cidade pobre e cheia de corrupção, onde os jovens se perdem em festa, bebidas, drogas, sexo desregrado e outras infâmias. Como uma cidade dessa chama o povo para batalhar? Ei você, acorde! Seja a diferença em Vitorino Freire
Se orgulha entrar na luta sem temor
Feliz cultuando a flama maranhense
Que seu garboso exército conquistou.
''Batalhar! Batalhar! Batalhar!''
''Batalhar! Batalhar! E trabalhar,''
''Trabalhar pela grandeza da terra''
''É o lema guerra do povo de cá.''</poem>
[[Categoria:Hinos do Maranhão|Vitorino Freire]]
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Hino do município de Alegrete do Piauí
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Correção de edição de conteúdo.
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{{hino
|obra =Hino do município de {{w|Alegrete do Piauí}}
|letra por = Francisco George Ferreira de Oliveira e Virgínia Célia Maia Alencar
|melodia por = Francisco George Ferreira de Oliveira
|notas =
}}
<poem>
Das belezas do Piauí
A vitória representas
És o brilho do sol meu torrão
A grandeza de um povo sustenta
Neste imenso sertão das caatingas
Com bravura viestes pra ficar
E tal qual um canteiro de flores
No nosso Piauí a brilhar
Terra fértil e de solo fecundo
És o meu berço amado
És a fonte que transborda
Neste sertão castigado
Alegrete és sinônimo
De paz, amor e alegria
Sua origem, sua história
Inspira ao povo poesia (x2)
Sou seu filho e me orgulho
Digo isso com prazer
Seu brasão, suas cores, sua bandeira
Ei de sempre defender
Alegrete és tu berço esplêndido
Faz pulsar forte o meu coração
Um pequeno e simples grão de areia
Ao brilhar nessa imensa nação
Mesmo quando o sol te castiga
O teu lema é sempre progredir
O teu povo tão forte resiste
És o orgulho do meu Piauí
Alegrete és sinônimo
De paz, amor e alegria
Sua origem, sua história
Inspira ao povo poesia (x2)
O teu povo, o sonhar e a esperança
E a busca de sempre crescer
É o guiar dos teus filhos sofridos
És a minha razão de viver
Alegrete és sinônimo
De paz, amor e alegria
Sua origem, sua história
Inspira ao povo poesia (x2)
</poem>
[[Categoria:Hinos do Piauí|Alegrete do Piaui]]
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Utilizador:Erick Soares3
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Erick Soares3
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*[https://books.google.ch/books?id=p8BLAQAAIAAJ&hl=pt-BR&source=gbs_navlinks_s Exilio]
*[https://www2.senado.leg.br/bdsf/handle/id/242552 Tradução]
* [https://literaturabrasileira.ufsc.br/autores/?id=8065 ernani]
*[[Galeria:História de Napoleão Bonaparte (I).pdf|Napoleão 1]] - IV
*[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Miseraveis 6]]
* [[:en:Index:The Path to the Stars, by K. E. Tsiolkovsky, English transl., AD0644808.pdf|Stars]]
* [[:File:Diretas já (Pedro Simon, 1984).pdf|Diretas já]]
*[[Lincoln: narração de sua vida pessoal]]
*[[Galeria:Futuros Imaginarios.pdf|Futuros]]
*[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Miseraveis 7]]
*[https://www2.senado.leg.br/bdsf/handle/id/768199 Mon to Rep]
*[https://www.jstor.org/stable/community.38767768 Pasteur] - 23
* [[Galeria:Efêmero Revisitado.pdf]]
* [[Galeria:Revista da Exposição Anthropologica Brazileira (1882).pdf|Revista da exposição]]
* [https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/8913 Barão]
*[[Galeria:Victor Hugo - Os Miseráveis, trad. Justiniano José da Rocha, Vol. 1 (1862).pdf|Miseraveis 8]]
* [[Galeria:Os Noivos (v.2).pdf]]
*[[Galeria:O Federalista, 1840 (Vol. 2).pdf|Federalista 2]]
*[https://www.jstor.org/stable/community.38769569 O cerco do corintho] - 50
*[[Galeria:Cronicas-de-um-Tetranacional-do-Software-Livre.pdf]]
* [[Galeria:Idéas de Géca Tatú.pdf|Géca]]
*[[Galeria:Contos Escolhidos.pdf|Contos]]
*[[Galeria:A Cultura é Livre.pdf]]
* [[Galeria:A Onda Verde (1922).pdf]]
* [[:File:Preito a Camões.pdf|Camões]]
* [https://www.jstor.org/stable/community.38767573 Minor Camões] - 33
*[[Galeria:O Federalista, 1840 (Vol. 3).pdf]]
* [[Galeria:O Senhor D. Pedro II, imperador do Brasil, biographia, por Joaquim Pinto de Campos ; e com uma advertencia por Camillo Castello Branco.pdf|Biografia do Senhor D. Pedro II]] - 96
* [[:File:Statira e Zoroastes.pdf|Statira]] - 56
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*[https://www.jstor.org/stable/community.38769995 Portugal, Brasil e Grã-Bretanha] - 53
*[https://www.jstor.org/stable/community.38768623 Portugal, Brazil and United Kingdon]
*[[:File:Da vida e feitos de Alexandre de Gusmão e de Bartholomeu Lourenço de Gusmão.pdf|Da vida]] - 117
*{{livro digitalizado|Os Sabios Illustres|Os Sabios Illustres.pdf}} - 162
*{{livro digitalizado|Galeria Illustre (Mulheres Célebres)|Galeria Illustre (Mulheres Célebres).pdf|Galeria Illustre}} - 173 páginas
*{{livro digitalizado|A Genealogia da Moral|A genealogia da moral.pdf}} - 176 páginas
* [https://taubate.sp.gov.br/museumonteirolobato/acervo/obras-completas/memorias-da-emilia/?order=ASC&orderby=meta_value&metakey=19&perpage=12&search=Mem%C3%B3rias&pos=0&source_list=collection&ref=%2Fmuseumonteirolobato%2Facervo%2Fobras-completas%2F 122]
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*[[Galeria:Quem trabalha tem alfaia.pdf|Quem trabalha tem alfaia]] - 242
*[[:File:Brazilian Literature (IA brazilianliterat00gold).pdf|Brazilian literature]] 303
*[https://permalinkbnd.bnportugal.gov.pt/records/item/92629-resumo-do-systema-de-medicina-e-traduccao-da-materia-medica-do-doutor-erasmo-darwin Erasmo]
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<div title="Projets en chantier" style="padding: 1em;font-size:80%">
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Negrinha (4º milheiro)/O jardineiro Timotheo
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{{Info/Wikipedista
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| legenda = Mateus Andrade para a campanha "Orgulho de ter você na UFJF".
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== Projetos Irmãos ==
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== Quem sou eu? ==
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== Sobre mim ==
Sou historiador, pesquisador em Humanidades Digitais e professor do Departamento de História da [[Universidade Federal de Juiz de Fora|UFJF]]. Atualmente, também estou na direção do Museu de Arqueologia e Etnologia Americana (MAEA/UFJF). Minha trajetória acadêmica combina a história social e o patrimônio cultural com o desenvolvimento de infraestruturas computacionais abertas para a preservação da memória.
Criei este perfil no Wikisource com o objetivo de utilizá-lo como uma ferramenta central para a transcrição, revisão e edição de documentos históricos digitalizados (previamente carregados no Wikimedia Commons). Minha atuação conecta-se diretamente ao compromisso com a ciência aberta, utilizando tecnologias de [[código aberto]] e princípios FAIR para democratizar o acesso e garantir a preservação digital de longo prazo de fontes primárias e do patrimônio documental.
== O que eu quero fazer ==
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Página:Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf/140
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>Emilia — ''lepte !'' disparou numa galopada louca.
Mas Narizinho não se moveu do lugar.
O que ella queria era ficar só com o Marquez, para uma conversa reservada : o casamento delle com a Condessa.
— Quero vêr, disse Lucia, se aprésso
esse casorio. Está ficando encruádo... Toda
a vida noivos — isso não serve...
— Pois a culpa não é minha, acudiu o
Marquez. Já declarei que, si me derem de
dote vinte cargueiros de milho, caso-me,
com a cadeira, com o pote dʼagua, com a vassoura, com o que quizerem...
— Guloso ! Pois olha que vaes fazer
um casamentão. Emilia é feia, mas muito
bôa dona de casa. Sabe fazer tudo, até fios
dʼovos que é um doce difficil. Pena é ser
tão fraquinha !...
— Fraca ? exclamou o Marquez. Não
me parece !... Tão gordinha que está...
— Engano teu. Emilia desde que cahiu nʼagua ficou desarranjada do figado, e aquella gordura não é banha, é macella. Emilia o que está é estufada. Inda hontem<noinclude>{{c|☉{{gap}}136{{gap}}☉}}</noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude>a tia Anastacia entrouxou-a de mais macella.
O Marquez pensou lá comsigo: “que
pena não a terem recheiado de fubá !” mas
não teve coragem de repetir isso em voz
alta, limitando-se a exclamar:
— Pois eu jurava que aquillo era toucinho, e do bom !...
— Que esperança ! Toucinho do bom é
o teu, disse Lucia, apalpando-lhe o lombo.
Vae dar um torresminho quatro páos ! E é
para logo — o Natal ahi está !...
O Marquez não entendeu a coisa e torceu
o focinho em fórma de ponto de interrogação:
— Natal ? Que é que tem o Natal com
o meu toicinho ?
A menina riu-se, piscando o olho esquerdo.
— Nada! Eʼ cá uma coisa que sei e não
é da tua conta.
E, assim, nessa prosa, approximaram-se da Condessa Emilia que estava muito zangadinha com a brincadeira.
— Não achei graça nenhuma ! foi exclamando ella, logo que a menina a alcan-<noinclude>{{c|☉{{gap}}137{{gap}}☉}}</noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" /></noinclude><section begin="Cap. 1"/>çou. Nem parece coisa de uma princeza !...
Lucia riu-se, riu-se de quasi cahir do
cavallo.
— Pois eu, Emilia, estou achando uma
graça extraordinaria na sua zanga ! Si você
soubesse como fica parecida com o bule de
café, assim, com esse bico...
Emilia, mais zangada ainda, mostrou-lhe a lingua, e dando uma relhada no cavallo, tocou para a frente, resmungando,
furiosa:
— Princeza !... Princeza que inda toma palmadas de dona Benta... e leva pitos
da negra velha... e tira ouro do nariz...
Antipathia...
{{dhr|3}}
<section end="Cap. 1"/>
<section begin="Cap. 2"/>{{t2|O ASSALTO}}
{{dhr|3}}
Nisto, farfalhou o mato, á beira do caminho e uma quadrilha de lagartões appareceu, de mascaras no rosto e trabucos em
punho.
— A quadrilha Chupa-Ovo ! gritou Emilia, aterrorizada, erguendo os braços<section end="Cap. 2"/><noinclude>{{c|☉{{gap}}138{{gap}}☉}}</noinclude>
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Narizinho Arrebitado (1ª edição)/Terceira parte/I
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[[Ajuda:SEA|←]] nova página: <pages index="Narizinho Arrebitado (1° ed.).pdf" from=137 to=142 tosection="Cap. 1" header=1/> {{PD-old-70-BR}} {{Modernização}}
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Erick Soares3
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/* !Páginas revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: {{t2|{{sc|{{lsp||ataque e replica}}}}|'''CAPITULO XX'''}} {{dhr|2}} Parecia que aquelle incidente devia pôr termo á discussão. Estava dita «a ultima palavra» e a melhor não poder ser. Todavia, quando acalmou a agitação, ouviram-se as seguintes palavras, pronunciadas por uma voz forte e severa: «Agora que o orador já deu mais do que devêra dar á phantasia, por certo não se negará a entrar de novo no assumpto, construindo menos theorias, e...
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{{dhr|2}}
Parecia que aquelle incidente devia pôr termo á discussão. Estava dita «a ultima palavra» e a melhor não poder ser. Todavia, quando acalmou a agitação, ouviram-se as seguintes palavras, pronunciadas por uma voz forte e severa:
«Agora que o orador já deu mais do que devêra dar á phantasia, por certo não se negará a entrar de novo no assumpto, construindo menos theorias, e discutindo a parte pratica da expedição que intenta?»
Volveram-se todos os olhares para o personagem que fallava dʼaquella fórma. Era um homem magro, secco, de physionomia energica, com abundantes barbas, talhadas á americana, que lhe saíam debaixo do queixo inferior. Conseguira pouco e pouco collocar-se nas primeiras filas, á sombra dos diversos movimentos que se tinham realisado na assembléa. Ali, cruzados os braços, com o olhar ousado e scintillante, fixava-o imperturbavelmente no heroe do meeting. Depois de ter formulado a pergunta, calou-se sem parecer impressionado pelos milheiros de olhares que para elle convergiam, nem pelo murmurio desapprovador, que suscitaram as palavras que pronunciára. E como a resposta se ía fazendo esperar, repetiu de novo a pergunta, com a mesma accentuação precisa e terminante, e acrescentando:
«Estamos aqui para tratar da Lua, que não da Terra.
— Tendes rasão, senhor, respondeu Miguel Ardan, a discussão desviou-se um tanto do caminho regular. Volvamos á Lua.
— Senhor, replicou o desconhecido, affirmaes que o nosso satellite é habitado. Bem. Mas se existem selenitas, certamente es-<noinclude></noinclude>
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/* !Páginas revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: sa especie de gente vive sem respirar, porque — e por interesse vosso é que vos vou prevenindo — não ha uma unica mollecula de ar á superficie da Lua.» Ao ouvir tal asserção, sacudiu Ardan a fulva juba: comprehendeu que com aquelle homem é que a luta ía engajar-se a serio e na parte mais melindrosa do assumpto. Olhou tambem fixo para elle e disse: «Ah! Então não ha ar na Lua! E, se me dá licença, quem é que o affirma? — Os homens da sc...
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rh||DA TERRA Á LUA|175|borda_inferior=sim}}</noinclude>sa especie de gente vive sem respirar, porque — e por interesse vosso é que vos vou prevenindo — não ha uma unica mollecula de ar á superficie da Lua.»
Ao ouvir tal asserção, sacudiu Ardan a fulva juba: comprehendeu que com aquelle homem é que a luta ía engajar-se a serio e na parte mais melindrosa do assumpto.
Olhou tambem fixo para elle e disse:
«Ah! Então não ha ar na Lua! E, se me dá licença, quem é que o affirma?
— Os homens da sciencia.
— Na verdade?
— Na verdade.
— Senhor, replicou Miguel Ardan, fóra de qualquer brincadeira, tenho profunda estima pelos homens de sciencia que sabem, mas tambem profundo desdem pelos sabios que nada sabem.
— E conheceis alguns que pertençam á ultima categoria?
— Muito particularmente. Em França ha um que sustenta que «mathematicamente» as aves não podem voar, e outro cujas theorias demonstram que os peixes não foram feitos para viver na agua.
— Não é dʼesses que trato, senhor, e para apoiar a minha asserção poderia citar-vos nomes que de certo não havieis de recusar.
— Nʼesse caso, senhor, muito havieis de embaraçar um pobre ignorante, que, aliás, nada deseja tanto como instruir-se!
— Então, se não estudastes as questões scientificas, porque é que vos abalançaes a discuti-las? perguntou com bastante rudeza o desconhecido.
— Porque? respondeu Ardan. Pela simples rasão que é sempre arrojado aquelle que nem suspeita tem dos perigos! Nada sei, é verdade, mas é exactamente nʼesta fraqueza que consiste a minha força.
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Erick Soares3
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{{c|Arrancaram o estrado de repente ([[Página:Da Terra á Lua.pdf/183|pag. 184]]).}}
{{dhr|2}}
— A vossa fraqueza chega a ser loucura, exclamou o desconhecido com intonação de mau humor.
{{nop}}<noinclude></noinclude>
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Erick Soares3
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/* !Páginas revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: [[File:Delaterrelalun00vern 0138 1.png|centro|400px]] {{c|Irrompeu Maston pelo quarto dentro ([[Página:Da Terra á Lua.pdf/186|pag. 187]]).}} {{dhr}} — Sim ! ? Tanto melhor, replicou o francez, se essa loucura me levar até á Lua ! {{nop}}
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rh||DA TERRA Á LUA|177|borda_inferior=sim}}</noinclude>[[File:Delaterrelalun00vern 0138 1.png|centro|400px]]
{{c|Irrompeu Maston pelo quarto dentro ([[Página:Da Terra á Lua.pdf/186|pag. 187]]).}}
{{dhr}}
— Sim ! ? Tanto melhor, replicou o francez, se essa loucura me levar até á Lua !
{{nop}}<noinclude>{{right|23}}</noinclude>
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Página:Processo crime de Lenocinio, Centro de Memória UNICAMP (TJ 1.6.0005).pdf/2
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Bbrunohigino
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="1" user="Bbrunohigino" /></noinclude>cumprimenta dos deveres ao seu cargo, e na
forma da lei, vem perante Vª Exª denun-
ciar Benedicta Deplhino de Campos pelo
facto delictuoso seguinte: Benedicta Delphi-
no de Campos, em dias do mez de Agosto, do
corrente anno, nesta cidade, para satisfazer
desejos deshonestos de Antonio Salles Noguei-
ra, facilitou a prostituição de Maria do Car-
mo, pois que, como carcereira interina, que
era, da Cadeia Publica, não só a convida
ra para que ella fosse passear á Cadeia,
como a introduzira na prisão onde se acha-
va o mesmo Salles, fechando por fora
a porta dessa prisão, como tudo consta
dos depoimentos e declarações de folhas. As
sim procedendo tornou-se o denunciado in-
curso nas penas do Artigo [?]77 do Codigo
Penal. E para que assim se julgue se offe
rece a presente denuncia, a qual se espera
seja recebida, para o fim de ser o mes-
mo denunciado punido com o gráo me
dio das penas do referido artigo do citado
Codigo Penal. Nestes termos, requer-se à V.
Exª. se digne designar dia, logar e hora
para serem inquiridas as testemunhas abai<noinclude></noinclude>
3g022pvte4qc7kw33u90kx7eu258njb
Utilizador Discussão:Mateusrandrade
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Mateusrandrade
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[[Ajuda:SEA|←]] nova página: __NEWSECTIONLINK__ {| style="width:100%; background:transparent; margin-top:-10px;" valign="top" |- | style="vertical-align:top;" | <div style="background-color:#F8F9FA; border:1px solid #A2A9B1; padding:15px; border-radius:8px; box-shadow: 0 2px 4px rgba(0,0,0,0.05); margin-bottom:15px; margin-right:10px;"> <div style="float:right; margin-left:15px; margin-bottom:10px;">File:Mateus Andrade, em fotografia para a campanha "Orgulho de ter você na UFJF”.jpg...
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wikitext
text/x-wiki
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|-
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<div style="float:right; margin-left:15px; margin-bottom:10px;">[[File:Mateus Andrade, em fotografia para a campanha "Orgulho de ter você na UFJF”.jpg|100px|thumb|none|Mateus Andrade]]</div>
<span style="font-size:140%; font-weight:bold; color:#202122; border-bottom:1px solid #A2A9B1; display:block; padding-bottom:5px; margin-bottom:10px;">Bem-vindo(a) à minha página de discussão! / Welcome to my talk page!</span>
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Página:Relatório de todos os actos do Governo da Província de Sergipe, na presidência do Dr. Manoel Ribeiro da Silva Lisboa (1835).pdf/6
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Mateusrandrade
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/* Não revista */
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="1" user="Mateusrandrade" /></noinclude>7
Declara v Antigo o%.. que a susposcan eve
mandantes teed logar qu
ria de riz
nas o caso de subievacio, ¢ reincidenciae ¢ is do ser)
A’ nio reformarse parte do Antigo , se daré-nelie a veal
Gio de nomear oGoverno OMciaes de sita confiauga, © dh win
Podel-os demittir quando ahaja perdido ; sedord towbeps
inconveniente em vez de faculdade av mesmo Gore:
do haja de empregar em qualquer isnportente Comui
Official por elzo-descontente. Eu bulde os exes
cursos de Justica; sabcis todos qua Durlal os,
esubtrahir-se 4 toda a pena ao ewprogado Public,
Finalmente , Senhores, 0 Artigo 10°. fore o §. 4
5+. da lei Geral de nove de outubro de 1834 , que cont
Piesidemtes 0 diteilo de dispip da forca & bem
‘© tronquillidade da Provineisr,
Com este’ Assembléa consenho que a forga Polidisl niu devs
ger-estacionoria em um sé ponto da Provincia, pois deste mu-
do viria ella a nio coincidit com fin da sus erieedo + ina
esta he providencia jé dada na referidalei de nove do
e-em vista 4 sua disposicao he que'oGoverno conserva
tacamentos de Laranjeiras, Estancia, Catété, Proprid ,
im, ¢ Barra de Cotinguiba; e'tendo » Governo mais alguna
forga , suja necessidade acabo de provar-res sera ella se
emprogada na Policia dos outres pontos da Proviue
justamente requisitada para coadjuvar as authoridude:
ministragio de suas justigas, Palecio do Governo do Sergipe 25 .
de fevereiro de.3835. — Doutor Maxozt Ripzino ps Suny
Lispda.
de f
ene, quae
bres
Para a fisealisagio que por Let , ¢ Ordens Imporices me hi
ibcumbida, foz-se mister, que por essa Neparticgio & cargo de
Ve S. s0 transmitia & este Goserno com a maior brevidade pas-
sivel, e sem a menor delonga. huma relagdo exseta de tolos
Sovedores da Fazeada Publica de Provincia > Coura ma
is mi<noinclude></noinclude>
9yqur2gucbeoeq81ckwbc6f9hpug6y1
Página:Processo crime de Lenocinio, Centro de Memória UNICAMP (TJ 1.6.0005).pdf/3
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Bbrunohigino
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/* !Páginas não revisadas */ [[Ajuda:SEA|←]] nova página: abaixo arroladas, as quaes deverão ser intima das na forma da lei. P. Deferimento sendo esta autuada com o inquerito junto e E. R. Mcê. Testemunhas: Emygdio José Ferreira dos Santos. Boaventura dos Santos. Raymun do França de Oliveira. José Fiel de Andrade. Flavio Pedro da Silva. Informante: Ma ria do Carmo. Campinas, 22 de Setem bro de 1899. Joaquim Gomes Pinto. A. Re Despacho cebo a denuncia. Designo o dia 26 do corren te mez, á...
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<noinclude><pagequality level="1" user="Bbrunohigino" /></noinclude>abaixo arroladas, as quaes deverão ser intima
das na forma da lei. P. Deferimento sendo
esta autuada com o inquerito junto e E. R.
Mcê. Testemunhas: Emygdio José Ferreira
dos Santos. Boaventura dos Santos. Raymun
do França de Oliveira. José Fiel de Andrade.
Flavio Pedro da Silva. Informante: Ma
ria do Carmo. Campinas, 22 de Setem
bro de 1899. Joaquim Gomes Pinto. A. Re Despacho
cebo a denuncia. Designo o dia 26 do corren
te mez, ás 12 horas, em cartorio, para se
proceder á qualificação do denunciado e
á inquirição das testemunhas, feitas as pre
cisas intimações. Campinas, 22 de Setembro
de 1899. Pinto de Toledo. Subdelegacia de
Policia da Conceição. Inquerito Policial. A.
Justiça. A. Benedicta D. Campos. R. Autua
ção. Aos vinte dias do mez de Agosto de
mil oitocentos e noventa e nove, em meu
cartorio autuo a portaria como adiante segue.
Eu, Antonio Cavalheiro[?] Lacerda, escrivão
escrevi. Portaria. Chegando ao meu conhe Portaria
cimento, que na cadeia publica desta cidade
em diversas noutes, tem se dado os maiores
escandalos entre os presos e a ccorda do carce-<noinclude></noinclude>
8llbiv01gfzn0g9pk1f4ma1ozhwafgt
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Bbrunohigino
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das na forma da lei. P. Deferimento sendo
esta autuada com o inquerito junto e E. {{abv|R.||Receberá}}
Mcê. Testemunhas: Emygdio José Ferreira
dos Santos. Boaventura dos Santos. Raymun
do França de Oliveira. José Fiel de Andrade.
Flavio Pedro da Silva. Informante: Ma
ria do Carmo. Campinas, 22 de Setem
bro de 1899. Joaquim Gomes Pinto. A. Re Despacho
cebo a denuncia. Designo o dia 26 do corren
te mez, ás 12 horas, em cartorio, para se
proceder á qualificação do denunciado e
á inquirição das testemunhas, feitas as pre
cisas intimações. Campinas, 22 de Setembro
de 1899. Pinto de Toledo. Subdelegacia de
Policia da Conceição. Inquerito Policial. A.
Justiça. A. Benedicta D. Campos. R. Autua
ção. Aos vinte dias do mez de Agosto de
mil oitocentos e noventa e nove, em meu
cartorio autuo a portaria como adiante segue.
Eu, Antonio Cavalheiro[?] Lacerda, escrivão
escrevi. Portaria. Chegando ao meu conhe Portaria
cimento, que na cadeia publica desta cidade
em diversas noutes, tem se dado os maiores
escandalos entre os presos e a ccorda do carce-<noinclude></noinclude>
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Bbrunohigino
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<noinclude><pagequality level="1" user="Bbrunohigino" /></noinclude>abaixo arroladas, as quaes deverão ser intimadas
na forma da lei. P. Deferimento sendo
esta autuada com o inquerito junto e E. {{Abv|R||Receberá}}
{{abv|M|cê|Mercê}} Testemunhas: Emygdio José Ferreira
dos Santos. Boaventura dos Santos. Raymun
do França de Oliveira. José Fiel de Andrade.
Flavio Pedro da Silva. Informante: Maria
do Carmo. Campinas, 22 de Setem
bro de 1899. Joaquim Gomes Pinto. A. Re Despacho
cebo a denuncia. Designo o dia 26 do corren
te mez, ás 12 horas, em cartorio, para se
proceder á qualificação do denunciado e
á inquirição das testemunhas, feitas as precisas
intimações. Campinas, 22 de Setembro
de 1899. Pinto de Toledo. Subdelegacia de
Policia da Conceição. Inquerito Policial. A.
Justiça. A. Benedicta D. Campos. R. Autuação.
Aos vinte dias do mez de Agosto de
mil oitocentos e noventa e nove, em meu
cartorio autuo a portaria como adiante segue.
Eu, Antonio Cavalheiro[?] Lacerda, escrivão
escrevi. Portaria. Chegando ao meu conhecimento, Portaria
que na cadeia publica desta cidade
em diversas noutes, tem se dado os maiores
escandalos entre os presos e a ccorda do carce-<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{rh|248|{{sc|o caixeiro da taverna}}}}</noinclude>{{sc|manoel}}. — Quem sabe?… Isso são graças? Vê lá…
{{sc|deolinda}}. — Tenho muito medo de meu irmão… e de mais, meu marido está tão mysterioso… não quer declarar-se.
{{sc|manoel}}. — E julgas que não tenho razões para assim fazer?… Deolinda, minha cara Deolinda, escuta… minha ama quer dar-me sociedade nesta venda; mas se ella souber que estou casado, tudo desfará…
{{sc|deolinda}}. — E porque?
{{sc|manoel}}. — Ella julga que um homem casado não deve ter sociedade com outra mulher, nem póde dirigir com todo o cuidado uma casa como esta… A mulher, os filhos, a familia… tomam tempo…
{{sc|deolinda}}. — E logo que fôres sócio?
{{sc|manoel}}. — Oh! então declarar-me-hei…
{{sc|deolinda}}. — Bom, esperarei… visto que esse é o motivo…
{{sc|manoel}}. — E que outro poderia ser?… não és tu a minha querida mulher?… Dá-me um abraço, e vae-te embora… dá-me. (''Abre os braços para abraçar Deolinda.'')
{{dhr}}
{{c|{{x-larger|SCENA IX}}}}
{{c|{{sc|os mesmos e}} ANGELICA, ''com um papel''.}}
{{sc|angelica}}. — Manoel?… (''Manoel ouvindo a voz de Angelica, fica com os braços abertos, na acção de abraçar Deolinda.'')
{{sc|deolinda}}. — Ah!
{{sc|angelica}}. — Que é isto?… de braços abertos?…
{{sc|manoel}}, ''confuso''. — Estava mostrando o comprimento dos braços, para medida das camisas.
{{sc|angelica}}. — Ah! a senhora é a Sra. Deolinda, que cose para fora e com muita honestidade?
{{sc|deolinda}}. — Uma sua criada.
{{sc|angelica}}. — E que vem em pessoa tomar medida aos freguezes… em suas próprias casas… e tudo isto com muita honestidade?
{{nop}}<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="JppBr98" />{{rh|248|{{sc|o caixeiro da taverna}}}}</noinclude>{{sc|angelica}}. — Sr. Francisco, isto é um horror… um desaforo… o Sr. Manoel traz as suas costureiras… costureiras!… para casa, e ellas vêm insultar-me…
{{sc|manoel}}. — Eu, senhora minha ama?… eu, Manoel Pacheco?… pois bem, hoje mesmo sahirei desta casa…
{{sc|angelica}}. — Sahires de minha casa?!…
{{sc|manoel}}. — Desconfiam do mim… que faço aqui?… não faço nada… vou-me, vou-me com cem milhões de diabos!…
{{sc|angelica}}. — Manoel!…
{{sc|manoel}}. — Adeus, senhora.
{{sc|angelica}}, ''retendo-o''. — Não, tu não sahirás… não posso… o meu negocio não póde estar sem ti…
{{sc|manoel}}. — Deixe-me…
{{sc|angelica}}. — Não! Sr. Francisco, ajude-me a segural-o.
{{sc|francisco}}. — Então, Manoel, que é isto?…
{{sc|deolinda}}. — Desgraçada de mim : ella o ama! (''Vae a sahir pelo fundo.'')
{{sc|angelica}}. — Manoel!… Manoel, não me abandones…
{{dhr}}
{{c|{{x-larger|SCENA XI}}}}
{{c|{{sc|Os mesmos e QUINTINO.}}}}
{{sc|quintino}}, ''encontrando-se á porta com Deolinda''. — Espere lá!
{{sc|angelica}}. — Quem é ?
{{sc|manoel}}, ''á parte''. — Meu cunhado…
{{sc|francisco}}, ''á parte''. — Temos…
{{sc|quintino}}, ''trazendo Deolindapara a frente''. — Preciso de uma explicação…
{{sc|deolinda}}. — Deixa-me.
{{sc|angelica}}, ''a Quintino''. — Mas o que é isto, senhor?…
{{sc|manoel}}. — Sim, que é isto?… assim se entra por uma casa?…
{{sc|quintino}}, ''a Deolinda, sem dar attenção aos mais''. — Não estavas em casa… muito estimo encontrar-te aqui… é preciso que todos me ouçam… Deolinda, disseram-me que tu te casaste occultamente!…
{{nop}}<noinclude></noinclude>
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rh|96|REV. DO NST. ARCH. E GEOG. PERN.|borda_inferior=sim}}</noinclude>teriam permittido á ''Doris'' transpol-a, comquanto, conforme o
que vi, não honvésse espaço para fazel-a voltar quando quizésse sahir. O recife é de certo uma das maravilhas do
mundo, e tem no maximo dezeseis pés de largura no topo.
Desce para o mar mais rapidamente do que o quebra-mar
de Plymouth e do lado de terra é perpendicular na profundidade de muitas braças.
Aqui e alli algumas poneas desigualdades no topo devem
ter outrʼora, por ocasião de grandes marés ou ventos rijos,
agitado o porto; mas o Conde Mauricio remediou este defeito
mandando entupir as fendas em grandes blocos de granito
tornando assim a unida a superficie do recife e seguro o porto
em qualquer tempo.
O Conde pretendia construir armazens ao longo do recife,
mas, a sua retirada do governo o impedio de fazel-o. Um
pequeno forte junto à entrada defende esta e será sempre efficiente tão estreita e subita é a passagem. Proximo a elle e
justamente na extremidade do recife eleva-se, quasi concluido
um pharol ; são estas duas as unicas construcções sobre esta extraordinaria linha de rochas.
Vogamos subindo o porto por entre navios de todas as
nações, tendo dum lado a cidade e do outro o recife, até chegarmos a uma das vastas angras sobre a qual os hollandezes lançaram uma bella ponte de pedra, agora em ruina. Fomos
vivamente impressionados pela belleza do scenario ; os edificios são bastantes grandes e brancos, e a terra, baixa e arenosa
salpicada de brilhantes tufos verdes de granama e adornada
de palmeiras.
Ha poucos annos atraz uma violenta cheia destruio a
maior parte do centro da ponte, comtudo as arcadas ainda
servem para supportar de cada lado ligeiras galerias de madeira, e as casas e arcos subsistem nas duas extremidades.
Desembarcamos bem perto da ponte e fomos recebidos pelo
coronel Patronhe que desculpou o governador de não ter
vindo, por estar na sala do conselho <ref name=p96>O conselho ou junta do governo provisorio consiste de dez
membros dos quaes Luiz de Regro é o chefe; estavam elaborando um
manifesto aos habitantes do Recife, assegurando-lhes protecção e segurança, exultando com as vantagens obtidas na noute anterior, con-</ref>
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rh|96|REV. DO NST. ARCH. E GEOG. PERN.|borda_inferior=sim}}</noinclude>teriam permittido á ''Doris'' transpol-a, comquanto, conforme o
que vi, não honvésse espaço para fazel-a voltar quando quizésse sahir. O recife é de certo uma das maravilhas do
mundo, e tem no maximo dezeseis pés de largura no topo.
Desce para o mar mais rapidamente do que o quebra-mar
de Plymouth e do lado de terra é perpendicular na profundidade de muitas braças.
Aqui e alli algumas poneas desigualdades no topo devem
ter outrʼora, por ocasião de grandes marés ou ventos rijos,
agitado o porto; mas o Conde Mauricio remediou este defeito
mandando entupir as fendas em grandes blocos de granito
tornando assim a unida a superficie do recife e seguro o porto
em qualquer tempo.
O Conde pretendia construir armazens ao longo do recife,
mas, a sua retirada do governo o impedio de fazel-o. Um
pequeno forte junto à entrada defende esta e será sempre efficiente tão estreita e subita é a passagem. Proximo a elle e
justamente na extremidade do recife eleva-se, quasi concluido
um pharol ; são estas duas as unicas construcções sobre esta extraordinaria linha de rochas.
Vogamos subindo o porto por entre navios de todas as
nações, tendo dum lado a cidade e do outro o recife, até chegarmos a uma das vastas angras sobre a qual os hollandezes lançaram uma bella ponte de pedra, agora em ruina. Fomos
vivamente impressionados pela belleza do scenario ; os edificios são bastantes grandes e brancos, e a terra, baixa e arenosa
salpicada de brilhantes tufos verdes de granama e adornada
de palmeiras.
Ha poucos annos atraz uma violenta cheia destruio a
maior parte do centro da ponte, comtudo as arcadas ainda
servem para supportar de cada lado ligeiras galerias de madeira, e as casas e arcos subsistem nas duas extremidades.
Desembarcamos bem perto da ponte e fomos recebidos pelo
coronel Patronhe que desculpou o governador de não ter
vindo, por estar na sala do conselho<ref name=p96>O conselho ou junta do governo provisorio consiste de dez
membros dos quaes Luiz de Regro é o chefe; estavam elaborando um
manifesto aos habitantes do Recife, assegurando-lhes protecção e segurança, exultando com as vantagens obtidas na noute anterior, con-</ref>.
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<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rh|96|REV. DO NST. ARCH. E GEOG. PERN.|borda_inferior=sim}}</noinclude>teriam permittido á ''Doris'' transpol-a, comquanto, conforme o
que vi, não honvésse espaço para fazel-a voltar quando quizésse sahir. O recife é de certo uma das maravilhas do
mundo, e tem no maximo dezeseis pés de largura no topo.
Desce para o mar mais rapidamente do que o quebra-mar
de Plymouth e do lado de terra é perpendicular na profundidade de muitas braças.
Aqui e alli algumas poneas desigualdades no topo devem
ter outrʼora, por ocasião de grandes marés ou ventos rijos,
agitado o porto; mas o Conde Mauricio remediou este defeito
mandando entupir as fendas em grandes blocos de granito
tornando assim a unida a superficie do recife e seguro o porto
em qualquer tempo.
O Conde pretendia construir armazens ao longo do recife,
mas, a sua retirada do governo o impedio de fazel-o. Um
pequeno forte junto à entrada defende esta e será sempre efficiente tão estreita e subita é a passagem. Proximo a elle e
justamente na extremidade do recife eleva-se, quasi concluido
um pharol ; são estas duas as unicas construcções sobre esta extraordinaria linha de rochas.
Vogamos subindo o porto por entre navios de todas as
nações, tendo dum lado a cidade e do outro o recife, até chegarmos a uma das vastas angras sobre a qual os hollandezes lançaram uma bella ponte de pedra, agora em ruina. Fomos
vivamente impressionados pela belleza do scenario ; os edificios são bastantes grandes e brancos, e a terra, baixa e arenosa
salpicada de brilhantes tufos verdes de granama e adornada
de palmeiras.
Ha poucos annos atraz uma violenta cheia destruio a
maior parte do centro da ponte, comtudo as arcadas ainda
servem para supportar de cada lado ligeiras galerias de madeira, e as casas e arcos subsistem nas duas extremidades.
Desembarcamos bem perto da ponte e fomos recebidos pelo
coronel Patronhe que desculpou o governador de não ter
vindo, por estar na sala do conselho<ref name=p96>O conselho ou junta do governo provisorio consiste de dez
membros dos quaes Luiz de Regro é o chefe; estavam elaborando um
manifesto aos habitantes do Recife, assegurando-lhes protecção e segurança, exultando com as vantagens obtidas na noute anterior, con</ref>.
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Página:Revista do Instituto Archeologico e Geographico Pernambucano, Tomo XI (1904).pdf/111
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text/x-wiki
<noinclude><pagequality level="3" user="Erick Soares3" />{{rh||REV. DO INST. ARCH. E GEOG. PERN.|97|borda_inferior=sim}}</noinclude>O coronel nos conduzio ao palacio do governo, edificio de
assaz bello aspecto, tendo uma praça em frente e uma torre,
e penetramos no que evidentemente foi um esplendido vestibulo. Viam-se ainda em algumas partes do tecto e das
paredes vestigios de dourados e de pinturas ; mas presentemente está occupado por cavallos sellados e soldados armados promptos a montal-os ao primeiro signal, tudo em alerta ;
ha canhões postados em frente com morrões accesos ao lado
e um ar de alvoroço e de importancia entre os soldados que
excita uma sorte de curiosidade sympathica quanto ao seu
provavel e immediato destino.
Galgando as escadas encontramos em cima quasi a
mesma confusão, porquanto o governador residia até agora
fóra da cidade<ref>No palacio do Mondego onde está actualmente o Collegio dos
Salesianos.
{{right|N. do T.}}</ref>, e acaba de mudar-se aqui para Santo Antonio, para o antigo Collegio dos Jesuitas, em parte para estar
no centro dos negocios e em parte para pôr em segurança a
sua familia em caso de accidente, porquanto as avançadas
dos sitiantes estão muito proximas da sua residencia anterior. Achei Madame do Rego uma senhora agradavel e
assaz formosa ; falla correctamente o inglez, predicado este
cuja origem explicou informando-me que sua mãe, a Viscondessa do Rio Secco, era irlandeza.
Nada poderia exceder a gentileza e amenidade das suas maneiras e das duas filhas do general Rego, cujo trato e apparencia é de senhoras perfeitamente educadas, e uma das quaes é muito bonita. Depois de conversarmos algum tempo nos trouxeram refrescos, e logo apóz apresentou-se o proprio governador, um bello homem de aspecto militar. Parecia enfermo, soffrendo ainda das consequencias dos ferimentos recebidos alguns mezes antes quando, em companhia dum amigo, passeava pela cidade. Verificou-se mais tarde
<ref follow=p96>firmando a existencia de abundantes provisões dentro da cidade, e encorajando-os, em nome do rei e das cortes, a defender a cidade contra
os insurgentes, que eram naturalmente taxados de inimigos do rei e
do paiz {{right|N. da A.}}</ref><noinclude>
{{right|13}}</noinclude>
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